Liturgia Diária 15/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
15/Mar/2015 (domingo)

A prática da verdade

LEITURA: Segundo Livro das Crônicas (2 Cr) 36, 14-16.19-23: Situação de Israel no fim da Monarquia
(36, 14-16: A nação)
(36, 19-21: A ruína)
(36, 22-23: Anunciando o futuro)
Leitura do Segundo Livro das Crônicas:
Naqueles dias: 14 Todos os chefes dos sacerdotes e o povo multiplicaram suas infidelidades, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs, e profanaram o templo que o Senhor tinha santificado em Jerusalém. 15 Ora, o Senhor Deus de seus pais, dirigia-lhes freqüentemente a palavra por meio de seus mensageiros, admoestando-os com solicitude todos os dias, porque tinha compaixão do seu povo e da sua própria casa. 16 Mas eles zombavam dos enviados de Deus, desprezavam as suas palavras, até que o furor do Senhor se levantou contra o seu povo e não houve mais remédio. 19 Os inimigos incendiaram a casa de Deus e deitaram abaixo os muros de Jerusalém, atearam fogo a todas as construções fortificadas e destruíram tudo o que havia de precioso. 20 Nabucodonosor levou cativos, para a Babilônia, todos os que escaparam à espada, e eles tornaram-se escravos do rei e de seus filhos, até que o império passou para o rei dos persas. 21 Assim se cumpriu a palavra do Senhor pronunciada pela boca de Jeremias: “Até que a terra tenha desfrutado de seus sábados, ela repousará durante todos os dias da desolação, até que se completem setenta anos”. 22 No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor pronunciada pela boca de Jeremias, o Senhor moveu o espírito de Ciro, rei da Pérsia, que mandou publicar em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte proclamação: 23 “Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e encarregou-me de lhe construir um templo em Jerusalém, que está no país de Judá. Quem dentre vós todos, pertence ao seu povo? Que o Senhor, seu Deus, esteja com ele, e que se ponha a caminho”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 137 (136), 1-2. 3. 4-5. 6: Canto do Exilado
6a Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!
1 Junto aos rios da Babilônia nos sentávamos chorando, com saudades de Sião. 2 Nos salgueiros por ali penduramos nossas harpas.
3 Pois foi lá que os opressores nos pediram nossos cânticos; nossos guardas exigiam alegria na tristeza: “Cantai hoje para nós algum canto de Sião!”
4 Como havemos de cantar os cantares do Senhor numa terra estrangeira? 5 Se de ti, Jerusalém, algum dia eu me esquecer, que resseque a minha mão!
6 Que se cole a minha língua e se prenda ao céu da boca, se de ti não me lembrar! Se não for Jerusalém minha grande alegria!

LEITURA: Efésios (Ef) 2, 4-10: Salvação gratuita em Cristo
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 4 Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, 5 quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos! 6 Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar nos céus em virtude de nossa união com Jesus Cristo. 7 Assim, pela bondade, que nos demonstrou em Jesus Cristo Deus quis mostrar, através dos séculos futuros, a incomparável riqueza da sua graça. 8 Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; é dom de Deus! 9 Não vem das obras, para que ninguém se orgulhe. 10 Pois é ele quem nos fez; nós fomos criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: João (Jo) 3, 14-21: O encontro com Nicodemos
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Neste quarto domingo da Quaresma, a liturgia nos convida a acolhermos a iniciativa da salvação que nos vem de Deus, ao enviar seu Filho ao mundo. Jesus deu sua vida por nós. Somos também convidados a deixarmos o caminho das trevas e seguirmos o caminho da luz, que é o próprio Cristo.
Nos dispondo a acolher e viver os ensinamentos da Palavra de Deus para o nosso dia, peçamos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
É o momento de compreendermos o texto.
O que ele diz?
Faça uma primeira leitura silenciosa do Evangelho. Depois, leia novamente em voz alta e pausadamente, e procure repetir as palavras que chamaram a sua atenção.
Qual é o contexto da mensagem de Jesus?
Quais são as orientações dadas por Jesus?
Faça outras perguntas ao texto bíblico.
Este trecho bíblico faz parte do chamado Diálogo com Nicodemos (Jo 2, 23—3, 21). Duas ideias podem nos ajudar na reflexão. Primeiro, Deus envia seu Filho ao mundo para que, por meio dele, sejamos salvos. É uma iniciativa do amor do Pai para conceder-nos a vida eterna. Crendo em Jesus somos salvos. As afirmações dos versículos 16 a 18 também aparecem em Jo 3, 36, com este mesmo sentido: quem crê em Jesus é salvo, quem não crê é condenado, palavras de João Batista a respeito de Jesus.
Uma segunda ideia: Jesus é a luz vinda ao mundo. Muitos, porém, escolheram caminhar nas trevas. Os que recusam a Palavra de Jesus caminham nas trevas. Os que acolhem seus ensinamentos caminham na luz. Nosso comportamento revela o caminho que escolhemos percorrer: se somos filhos da luz ou filhos das trevas.

A VERDADE (Refletir)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a nossa vida.
O que o texto me fala?
Que aspectos do mistério de Deus esta passagem proporciona conhecer?
O que significa escolher caminhar na luz ou caminhar nas trevas?
Quando sei que caminho na luz?
Creio no imenso amor do Pai que nos deu seu Filho para a nossa salvação?
Permita alguns instantes de silêncio para que esta Palavra encontre espaço em sua vida.
– Você pede que Deus lhe aumente a fé?
– É fácil distinguir o que é essencial e o que é secundário nas coisas da fé?
– Que lugar ocupa o crucifixo em sua casa?
– Mencione um bem que sua comunidade faz em favor do próximo.
– Pense numa obra que manifesta grande fé.

E a VIDA (Orar)
Apresente ao Senhor a sua oração. Recorde a caminhada quaresmal que você está vivendo, as luzes e apelos que a Palavra foi lhe revelando e peça a graça de escolher sempre caminhar na luz de Cristo.
Conclua com a oração: Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus, renunciando a nós mesmos, para buscar em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Como vou viver concretamente durante o dia os apelos que o Senhor me revelou?

REFLEXÕES

(5) – DEUS É RICO EM MISERICÓRDIA
Assim que se ama
No tempo da Quaresma nos preparamos para a celebração do Mistério Pascal de Cristo que envolve toda sua vida, mas principalmente o momento de sua Paixão, Morte e Ressurreição. Estamos acostumados a ver o crucificado, falar dos sofrimentos de Jesus, mas perdemos a dimensão profunda porque tudo isso aconteceu. Acentuamos a dor, e não chegamos ao amor. Como a humanidade caiu pelo pecado, em Jesus recebeu o remédio para sua cura. Jesus dá o exemplo do pecado do povo de Israel no deserto que provocou a praga da serpente e a morte.
Como Moisés fez uma serpente de bronze e levantou num poste para que todo o que olhasse para ela seria salvo, assim Deus deu seu Filho para a cura e salvação de nossos pecados. Jesus foi pregado também no “poste” da cruz. Todo aquele que olha, quer dizer, O aceita como salvador, é salmo. Esta morte de Jesus aconteceu “porque Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho para que não morra todo aquele que nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 14-15). Como isso o Pai nos ensinou também que nossa salvação está quando somos capazes de amar como Deus ama, dando o que nos é precioso. Ele deu seu Filho.
Temos muito a entregar para a vida Deus aconteça em nossa vida e nós a levemos para os outros. Jesus usa também a comparação da luz. Quem pratica o mal não quer Jesus, pois Ele ilumina nossa maldade e exige mudança. Jesus foi rejeitado porque sua palavra e sua vida são testemunho contra o mal. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz para que suas ações não sejam denunciadas (20). O mal que fazemos tem um preço, como vimos na primeira leitura: o povo pecou e teve como resultado o exílio. Não ouviram a voz dos profetas que chamavam à conversão. Deus trouxe Ciro que foi um salvador do povo. Deus o fez por pura bondade.

É pela graça que sois salvos
Nesse tempo de Quaresma e Páscoa somos colocados diante do mistério da salvação em nossa vida. Infelizmente ficamos nos ritos e celebrações. É necessário torná-lo vivo em nossa vida esse amor que vem de Deus que é rico em misericórdia (Ef 2, 4). Paulo diz que tudo foi pura graça: “É pela graça que sois salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; É dom de Deus” (Ef. 4, 8). Essa bondade de Deus é a causa de nossa salvação.
É necessário cultivar um profundo agradecimento por esse amor. A Eucaristia, que significa ação de graças – agradecimento é o ato oficial de agradecimento. Rezamos no prefácio: “Demos graças ao Senhor nosso Deus! Respondemos: É digno e justo”. Damos graças através de Jesus em sua obra de salvação, fruto do amor de Deus. Nós colocamos nossa resposta a Deus, nas obras que fazemos e nos dá o direito de exigir. Nosso dever é agradecer e manifestar esse agradecimento através das obras que o amor produz em nós.

O amor de Deus em nossa vida
O amor não é somente um sentimento bom do coração, mas penetra nossas atitudes tornando-as semelhantes ao amor de Cristo que ama como o Pai ama. Rezamos no prefácio: “Libertando-nos do egoísmo e das outras paixões desordenadas, superamos o apego às coisas da terra”.
Paulo confirma que a salvação “não vem das obras, para que ninguém se orgulhe. Pois é Ele quem nos fez; nós fomos criados em Jesus Cristo para as obas boas, que Deus preparou de antemão, para nós as praticássemos” (Ef 2, 9-10). A fé não é só dizer, mas fazer. Jesus realizou a salvação com sua Vida, Paixão e Morte. Por isso o Pai o conduz à Ressurreição. Queremos pensar sempre o que vos agrada (Pós-Comunhão).
Padre Luiz Carlos de Oliveira

(6) – É PELA FÉ EM JESUS CRISTO QUE SOMOS SALVOS
O início do evangelho de hoje faz referência explícita ao episódio relatado no Livro dos Números (Nm 21, 4b-9). Durante a travessia pelo deserto rumo à terra da promessa, a tentação frequente do povo que Deus havia tirado da casa da servidão foi voltar atrás (Nm 21, 5). Tinha sido libertado por Deus da escravidão, mas não tinha superado e se libertado da mentalidade de escravo. Será preciso um longo e dolorido caminho para que essa páscoa aconteça. A causa do que eles imaginavam ser o castigo de Deus era, na verdade, consequência da falta de confiança e da murmuração contra Deus. A serpente de bronze levantada numa haste era expressão da crença de que, tendo o inimigo numa imagem, ele seria controlado. O texto apresenta uma novidade em relação a outros prodígios de Deus ao longo da travessia pelo deserto; ele exige de quem quer ser salvo fixar o olhar no emblema (vv. 8-9). O livro da Sabedoria, relendo esse fato, dá a ele um alcance teológico: é Deus quem liberta de todo mal (Sb 16,5-8). A elevação de Jesus Cristo na cruz é o antítipo da serpente elevada. Como parte da catequese batismal do capítulo 3 do evangelho de João, nossa perícope dá uma interpretação cristológica ao episódio narrado pelo autor do livro dos Números: quem salva e cura da morte é Jesus Cristo. É pela fé em Jesus Cristo, crucificado, morto e ressuscitado, que se é salvo e se tem a vida eterna. Na segunda parte do trecho do evangelho de hoje, Jesus diz que o amor de Deus é a causa preexistente da encarnação do Verbo eterno; a morte gloriosa de Jesus para a salvação do mundo é o gesto do amor de Deus por toda a humanidade, revelado no seu Filho unigênito. Nosso mundo não é, na visão cristã, um vale de lágrimas, nem estamos num desterro. O mundo é o lugar da manifestação do amor de Deus por toda a humanidade, o lugar em que o Verbo “armou a sua tenda” (Jo 1,14). Pela fé no Filho de Deus é dada aos que creem a vida eterna, a participação na vida divina. A vida eterna é comunhão de vida com o Pai e o Filho (cf. Jo 17,3). A vida eterna precisa ser recebida como dom do amor incomensurável de Deus por toda a humanidade. É Deus que, por seu Filho, nos introduz e nos faz participar da sua vida divina. A fé, contudo, está subordinada à liberdade do ser humano. Ao invés da Luz, os homens podem preferir as trevas (cf. Jo 1, 4-5.9-11).
Oração:
Jesus Mestre, que os meus pensamentos se inspirem no Evangelho, e se tornem fontes de vossa luz a iluminar os homens, nossos irmãos.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – JESUS TRAZ LIBERTAÇÃO E PAZ PARA CADA UM DE NÓS
Jesus morreu na cruz, por nós, para condenar o pecado que nos faz morrer e perder a vida. Não para nos condenar, mas para nos salvar e libertar.
“Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (João 3, 17).
É desta forma que Deus nos ama: Ele nos ama de forma direta, única, incisiva. Ele não abre mão de nós, não abre mão de mim, não abre mão de você, não abre mão de ninguém da sua casa, da sua família. Por mais perdido que possa parecer alguém, há sempre um olhar de esperança e de misericórdia de Deus voltado para essa pessoa.
Por essa razão, precisamos tomar posse desta verdade: Deus me ama, ama você, ama a todos nós! O Seu amor salvífico e gratuito é para todas as pessoas. Quando tomamos posse dessa verdade, nós precisamos também tomar posse da realidade que vem junto com ela, porque, da mesma forma como Deus nos ama, Ele não enviou Seu único Filho para condenar ninguém, mas para nos salvar. Jesus morreu na cruz, por mim e por você, para condenar o pecado, que nos faz morrer e perder a vida; não foi para nos condenar, mas para nos salvar.
Nós precisamos ser mensageiros da salvação de Deus! Nós não podemos ser mensageiros da condenação, não podemos levar a condenação a ninguém. Assim como Jesus veio trazer a salvação e por onde Ele passava a salvação acontecia, nós precisamos também levá-Lo às pessoas. E quando Jesus entra numa casa, numa família, entra na vida de qualquer pessoa, não é para condená-la, mas sim para libertá-la daquilo que a mantém cativa, presa, oprimida e condenada. Da mesma forma, quando Ele entra na nossa vida é para nos salvar, por isso nós precisamos abrir o coração não para a condenação, mas para a salvação vinda do coração de Deus!
Assim como Nicodemos abriu o coração para que nele a graça de Deus entrasse, nós hoje queremos abrir o nosso coração e contemplar Jesus crucificado. Pois como Moisés, no deserto, levantou a serpente e todo aquele que olhou para ela ficou curado, nós hoje olhamos para Jesus crucificado, n’Ele estão condenados nossos pecados e ali está assinalada a nossa salvação. Ali está a libertação de cada um de nós, da nossa casa e de todas as nossas famílias!
Nós precisamos nos colocar sob o judice da cruz de Jesus Cristo; nos colocarmos debaixo do amor misericordioso de Deus, o qual brota do alto da cruz. Nós anunciamos Jesus crucificado ao mundo não para que este se sinta condenado, mas para que ele se sinta salvo e redimido pelo Sangue redentor de Cristo.
Jesus, que morreu e ressuscitou para a nossa salvação, traga hoje libertação e paz para cada um de nós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – O SINAL DE SALVAÇÃO
Na tentativa de instruir Nicodemos, discípulo às escondidas, nas coisas da fé, Jesus retomou um fato importante da história do povo de Israel, quando este caminhava pelo deserto. A experiência de pecado e rebelião contra Deus havia desencadeado o castigo divino. Para aplacar a ira divina, o próprio Deus recomendou a Moisés fundir uma serpente de bronze. Assim, quem, porventura, olhasse para ela, seria poupado desse castigo.
Este fato da história do povo de Israel ofereceu elementos para a compreensão da morte de Jesus na cruz. De novo, encontramos a humanidade imersa no pecado, incapaz de ser livrar da maldição que a rebelião contra Deus lhe impingiu. Somente o Pai poderia oferecer um caminho de superação desta trágica situação. Seu Filho, suspenso na cruz, tornar-se-ia, como a serpente no deserto, penhor de salvação para quem se voltasse para ele com fé. A morte de cruz, portanto, teria uma finalidade absolutamente salvífica. Através dela, seria possível obter a vida eterna.
O envio do Filho Jesus ao mundo foi fruto da benevolência divina para com a humanidade pecadora. Contudo, existe quem se recuse a voltar-se para Jesus e reconhecê-lo como fonte de salvação, preferindo caminhar nas trevas. Ao invés, quem se faz discípulo da verdade e age movido por Deus, volta-se confiante para Jesus, para dele receber a salvação.
Oração:
Senhor Jesus, livra-me do poder das trevas e da morte, e faze-me voltar sempre mais para ti, que és penhor de vida e salvação.
Padre Jaldemir Vitório

COMEMORA-SE NO DIA 15/Mar

(5) – SÃO CLEMENTE MARIA HOFBAUER
Ele nasceu em Tasswitz aos 26 de dezembro de 1751. Foi o último dos doze filhos de Paulo Hofbauer e de Maria Steer. Foi batizado com o nome de João. O pai era um açougueiro. A família era muito pobre e o pequeno João freqüentou muito pouco a escola nos anos juvenis. Com a morte do pai empregou-se como servente no mosteiro dos premonstratenses de Burra, onde desempenhou o ofício de padeiro.
Durante algum tempo viveu como eremita. Foi quando mudou o nome para Clemente. De volta para Viena, e graças à generosidade de três senhoras piedosas e ricas, pode estudar na universidade. Em 1784 viajou novamente para Roma junto com um estudante e amigo Tadeu. Os dois peregrinos foram parar entre os redentoristas, recentemente estabelecidos em São Julião, no Monte Esquilino, onde eles foram recebidos como candidatos.
Depois de um noviciado breve, fizeram a profissão no dia 19 de março de 1785 e, dez dias depois, em 29 de março de 1785, foram ordenados padres em Alatri. No dia 20 junto com o Padre Tadeu, voltou à Viena onde quis estabelecer a Congregação.
Mas isto não era possível devido às leis josefinistas. Foram então para Varsóvia onde se encarregou da igreja alemã de São Beno. Começou uma intensa atividade pastoral, e lá atraiu numerosos candidatos desejosos de se unirem a ele. A igreja de São Beno tornou-se sede de uma missão contínua com um programa diário de pregações, instruções, confissões e devoções. Fundou, também, um orfanato para os meninos e meninas. Esta atividade ele a continuou até os 1808, quando Napoleão Bonaparte fechou a igreja e dispersou a comunidade.
Clemente se estabeleceu novamente em Viena e lá permaneceu até sua morte. Como capelão do convento e da igreja das Ursulinas, teve uma influência extraordinária na cidade inteira. Aconselhou e encorajou alguns líderes do novo movimento romântico e outros que trabalhavam para a renovação católica nos países de idioma alemão.
Foi-lhe conferido o título e a responsabilidade de Vigário Geral da congregação redentorista fora da Itália, principalmente para o sul da Alemanha e Suíça. São Clemente foi a base da renovação da vida redentorista na Europa do Norte.
São Clemente morreu em Viena, no dia 15 de março de 1820. Quando o Papa Pio VII teve notícia da morte e disse: “A religião perdeu na Áustria a seu apoio principal.” É chamado patrono de Viena e venerado como o principal propagador da Congregação Redentorista.
Reflexão:
A vida de São Clemente foi intensamente missionária. Dedicou seus dias ao trabalho apostólico entre os mais abandonados e, apesar dos fracassos sucessivos, nunca desanimou do serviço ao Cristo. Foi um dos maiores missionários redentoristas e graças a ele, a Congregação do Santíssimo Redentor pôde espalhar-se por todo o mundo. Hoje queremos pedir a Deus que abençoe todos os missionários redentoristas, de modo especial rezamos por aqueles que trabalham nesta rádio, para que sejam instrumentos de Deus na tarefa da evangelização.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

IV DOMINGO DA QUARESMA
(ROXO OU RÓSEO, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Alegremo-nos pois recebemos a graça da vida com Cristo, enviado pelo Pai como o seu maior gesto de amor pela humanidade. A caminho da Páscoa, vamos nos aproximar da luz do Senhor e nos abrir ao diálogo que ele quer ter conosco, para nos oferecer a salvação.

Antífona da entrada
Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações (Is 66, 10s).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que por vosso Filho realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam cheio de fervor e exultando de fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Acolhamos o anúncio de que Deus ama seu povo e jamais o abandona. Rico em graça e misericórdia, ele permite que seu Filho seja levantado da terra como sinal de vida e salvação para todos.

Monição ou Antífona do Evangelho
Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; todo aquele que crer nele há de ter a vida eterna (Jo 3, 16)

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
PR: Deus nos ama com amor gratuito e misericordioso. A ele nos dirijamos com toda a confiança, apresentando nossos pedidos e dizendo:
AS: Pai celeste, iluminai-nos com vossa luz.
1. Guia, Senhor, com vosso Espírito as Igrejas cristãs, chamadas a se converter continuamente ao evangelho, vos pedimos.
2. Animai nossa sociedade a acolher os vossos mensageiros e se deixar conduzir por suas palavras, vos pedimos.
3. Concedei que, na quaresma, nos aproximemos com maior fervor de Cristo, luz da humanidade, vos pedimos.
4. Ensinai-nos a amar generosamente todas as pessoas, a exemplo de vosso Filho, jesus Cristo, vos pedimos.
5. Iluminai os que se preparam para receber o batismo na Vigília Pascal e abençoai seus pais e padrinhos, vos pedimos.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, concedei-nos venerar com fé e oferecer, pela redenção do mundo, os dons que nos salvam e que vos apresentamos com alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Jerusalém, cidade bem edificada, onde tudo forma uma unidade perfeita; para lá é que sobem as tribos, as tribos do Senhor, para louvar, Senhor, o vosso nome (Sl 121, 3s).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, luz de todo ser humano que vem a este mundo, iluminai nossos corações com o esplendor da vossa graça, para pensarmos sempre o que vos agrada e amar-vos de todo o coração. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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