Liturgia Diária 17/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
17/Mar/2015 (terça-feira)

Levanta, pega a tua maca e anda!

LEITURA: Ezequiel (Ez) 47,1-9.12: A fonte do Templo
Leitura da Profecia de Ezequiel:
Naqueles dias: 1 O anjo fez-me voltar até a entrada do Templo e eis que saia água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o Templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do Templo, a sul do altar. 2 Ele fez-me sair pela porta que dá para o norte, e fez-me dar uma volta por fora, até à porta que dá para o leste, onde eu vi a água jorrando do lado direito. 3 Quando o homem saiu na direção leste, tendo uma corda de medir na mão, mediu quinhentos metros e fez-me atravessar a água: ela chegava-me aos tornozelos. 4 Mediu outros quinhentos metros e fez-me atravessar a água: ela chegava-me aos joelhos. 5 Mediu mais quinhentos metros e me fez-me atravessar a água: ela chegava-me à cintura. Mediu mais quinhentos metros, e era um rio que eu não podia atravessar. Porque as águas haviam crescido tanto, que se tornaram um rio impossível de atravessar, a não ser a nado. 6 Ele me disse: “Viste, filho do homem?” Depois fez-me caminhar de volta pela margem do rio. 7 Voltando, eu vi junto à margem muitas árvores, de um e de outro lado do rio. 8 Então ele me disse: “Estas águas correm para a região oriental, descem para o vale do Jordão, desembocam nas águas salgadas do mar, e elas se tornarão saudáveis. 9 Onde o rio chegar, todos os animais que ali se movem poderão viver. Haverá peixes em quantidade, pois ali desembocam as águas que trazem saúde; e haverá vida onde chegar o rio. 12 Nas margens junto ao rio, de ambos os lados, crescerá toda espécie de árvores frutíferas; suas folhas não murcharão e seus frutos jamais se acabarão: cada mês darão novos frutos, pois as águas que banham as árvores saem do santuário. Seus frutos servirão de alimento e suas folhas serão remédio”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 46 (45), 2-3. 5-6. 8-9: Deus está conosco
8 Conosco está o Senhor do Universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó.
2 O Senhor para nós é refúgio e vigor, sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia; 3 assim não tememos, se a terra estremece, se os montes desabam, caindo nos mares.
5 Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo. 6 Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la.
8 Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó! 9 Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus e a obra estupenda que fez no universo.

EVANGELHO: João (Jo) 5, 1-16: Cura de enfermo na piscina de Betesda
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
1 Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém. 2 Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico. 3 Muitos doentes ficavam ali deitados – cegos, coxos e paralíticos –, esperando que a água se movesse. 4 De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. 5 Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos. 6 Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: “Queres ficar curado?” 7 O doente respondeu: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”. 8 Jesus disse: “Levanta-te, pega na tua cama e anda.” 9 No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou na sua cama e começou a andar. Ora, esse dia era um sábado. 10 Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: “É sábado! Não te é permitido carregar tua cama.” 11 Ele respondeu-lhes: “Aquele que me curou disse: ‘Pega tua cama e anda’.” 12 Então lhe perguntaram: “Quem é que te disse: ‘Pega tua cama e anda?’” 13 O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior”. 15 Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. 16 Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de sábado. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Jesus é a vida. Multidões de todos os lugares iam ao encontro de Jesus para serem curadas pois sabiam que a verdadeira vida só poderia ser recebida dele. Ele também percorria cidades e povoados pregando o Reino e restaurando a vida das pessoas que padeciam diversas enfermidades. Neste novo dia, acolhamos a Palavra que nos fala da vida nova que Cristo nos concede.
Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que diz o texto bíblico?
Quais são as palavras ou gestos de Jesus?
Qual é o tema que perpassa a discussão dos personagens?
Procure perceber o contexto do relato.
Observe os muitos doentes, cegos, coxos e paralíticos que se encontram próximos da piscina. A atenção então se volta para um homem enfermo há trinta e oito anos, sozinho, que dependia da ajuda de alguém para entrar na água quando esta se movimentasse. O homem ali deitado junto aos demais doentes é tirado de sua condição de doente para uma vida nova, pela ação de Deus: “Levanta-te, pega a tua maca e anda!” Jesus curou o homem pela sua Palavra, como vimos no Evangelho de ontem. Jesus não realiza nenhum gesto, apenas diz uma palavra: “Levanta-te, pega a tua maca e anda!”. Também o homem reconhece o poder nas palavras de Jesus: “Aquele que me curou disse: Pega tua maca e anda!”
Ao reencontrar novamente o homem no templo, Jesus lhe adverte: “Olha, estás curado. Não peques mais, para que não te aconteça coisa pior”. O homem agora é chamado a viver como uma criatura nova. Renovado pelo perdão dos pecados, precisa agora viver sua nova condição de filho de Deus.

A VERDADE (Refletir)
O que o texto diz para mim?
O que o texto tem a ver com a realidade que vivo?
O que há de semelhança ou de diferença entre a situação do texto e a nossa hoje?
Quais são as enfermidades que me impedem de caminhar?
Como acolho a graça de Deus que me renova todos os dias?
Como acolho na minha vida o convite de Jesus: “Estás curado, não peques mais”?
Que sentimentos o texto desperta em mim?
Silencie. Deixe a Palavra de Deus encontrar espaço em sua vida. Examine sua consciência, reveja suas ações, confronte suas atitudes com a mensagem de Jesus.
– Minha oração é confiante e perseverante?
– Como respeito o dia do Senhor que para nós hoje é o domingo?
– Quais sacramentos da Igreja recebo e com que frequência?
– Como se explica o fato de tanta gente sofrer muito e ser realmente feliz?
– Como podemos manifestar gratidão a Deus pelas maravilhas que Ele realiza?

E a VIDA (Orar)
Hoje, além dos pedidos que estão em seu coração, apresente ao Senhor as pessoas que sofrem. Faça uma prece também pelas pessoas, que assim como você, fazem a Leitura orante todos os dias. Peçamos para todos nós o dom da saúde e a cura de nossas enfermidades.
Divino Espírito Santo, Criador e Renovador de todas as coisas, vida da minha vida! Vós, que dais vida a todo o universo, conservai em mim a saúde. Livrai-me de todas as doenças e de todo mal! Ajudado com a vossa graça, quero usar sempre minha saúde, empregando minhas forças para a glória de Deus, para o meu próprio bem e para o bem do próximo. Peço-vos, ainda, que ilumineis, com vossos dons de sabedoria e ciência, os médicos e todos os que se ocupam dos doentes, para que conheçam a verdadeira causa dos males que destroem ou ameaçam a vida, e possam também descobrir e aplicar os remédios mais eficazes, para defender a vida e curá-la. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
O que está sendo pedido à minha vida, aqui e agora?
O que me proponho a viver?
Como vou atingir este propósito?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Muitas vezes, as pessoas que sofrem diferentes formas de males possuem uma fé muito grande no poder de Deus, mas de algumas formas são impedidas de chegar até ele e receber as suas graças, condição indispensável para a superação de seus males e sofrimentos. É o caso do paralítico, que acreditava no poder de Deus e na cura que viria pela ação do anjo ao agitar a água, mas era impedido pelos outros que entravam primeiro na piscina. Assim também acontece hoje quando criamos uma série de regras e preceitos humanos que dificultam a participação de muitos na vida divina e um relacionamento pessoal com ele, que é a fonte de todas as graças que nos dão vida em abundância.

(6) – JESUS VAI AO ENCONTRO DO NECESSITADO
É o terceiro de uma série de sete sinais, em que Jesus cura um enfermo junto à piscina de Betesda, que significa “casa da misericórdia”. Se a piscina despertava nas pessoas enfermas a esperança da cura, nosso relato centra sua atenção na pessoa de Jesus, que toma a iniciativa de ir ao encontro daquele necessitado. O longo período de duração da enfermidade contrasta com a cura mediante a palavra eficaz de Jesus. Para aquele enfermo, de cuja doença, fruto do pecado, o leitor não é informado, o tempo da espera acabou, pois, por meio de Jesus e não das águas borbulhantes da piscina, ele é libertado do pecado e da enfermidade. À iniciativa de Jesus, o enfermo só deve manifestar o seu desejo de ser curado. O relato tem um tom de controvérsia, pois a cura é feita em dia de sábado. Interpelado pelos judeus, o homem curado menciona a palavra eficaz do Senhor que não somente é superior ao sábado, mas realiza plenamente o descanso sabático pela prática da misericórdia que liberta.
Oração:
Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza. Precisamos de tua paz para nossos conflitos. Precisamos da tua graça para curar nossas feridas. Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho, Vida, tem piedade de nós!
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – SEJAMOS SOLIDÁRIOS COM O SOFRIMENTO DO NOSSO PRÓXIMO
A maior cura que Deus pode realizar em nosso coração é nos ajudar a sermos menos egoístas, curar o nosso orgulho, abrir os nossos olhos e nos ajudar a ver o sofredor ao nosso lado.
“Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente” (João 5, 7).
Jesus se move de compaixão desse homem que está à beira da piscina de Betesda, porque junto dele há muitos doentes, enfermos, cegos, coxos e paralíticos que vão atrás dessa água por seu poder medicinal. Muitos que conseguem entrar nela ficam curados, quando a água se agita e vai ao encontro deles. Contudo, aquele homem, ali deitado, não conseguia chegar até aquelas águas, porque, quando elas se agitavam, apesar de ele tentar ir ao encontro delas, outras pessoas passavam à frente dele, não ligavam para ele; até o pisoteavam e o deixavam para trás.
E havia trinta e oito anos que esse homem tentava chegar àquela fonte de cura e não conseguia. Ninguém olhava para ele, ninguém se preocupava com a sua dor, com a sua enfermidade e com seu sofrimento.
Deixe-me dizer uma coisa a você: é muita desumanidade, é muito egoísmo quando eu busco a “minha” cura, a “minha” libertação, a “minha” restauração, a “minha” bênção, o “meu” pão, as “minhas” coisas e não sou capaz de olhar para quem está do lado, para quem caminha comigo, para quem está atrás de mim ou na minha frente. Simplesmente eu vou buscar o que eu quero e cada um que se vire por si. Esse é o maior de todos os egoísmos! E isso não é no mundo lá fora, isso é com as pessoas que pertencem ao Reino de Deus, na casa de Deus.
Nós, muitas vezes, entramos e saímos da igreja sem nem nos darmos conta de quem está lá. Da mesma forma, nós andamos pelas ruas, calçadas, cidades e existem pessoas que há tantos anos vemos na nossa frente, mas não sabemos o que se passa com elas, o que elas têm, o que elas sofrem. Isso porque nós vivemos um ritmo frenético da vida, temos nossa rotina, nossas obrigações e não temos tempo de olhar para o sofrimento do outro.
Por isso a maior cura que Deus pode realizar em nosso coração e em nossa vida é nos ajudar a sermos menos egoístas, curar o nosso orgulho, abrir os nossos olhos e nos ajudar a ver o sofredor ao nosso lado. [A maior cura que Ele quer realizar] É abrir a nossa mão para que ela vá ao encontro e ao socorro do outro que está necessitado, do outro que precisa chegar perto de Deus, do outro que precisa de ajuda para encontrar sua saúde e o sentido da sua vida.
A minha fé não pode me levar a me fechar em mim mesmo, a buscar apenas os meus interesses e a satisfazer as minhas necessidades.
A fé abre os olhos, orienta os horizontes e nos ajuda a perceber que nós precisamos cuidar de quem está ao nosso lado! Que Deus converta o meu, o seu e o nosso coração para que nos tornemos menos egoístas e mais solidários com quem sofre e com está ao nosso lado!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – UM GESTO SOLIDÁRIO
Traço característico da ação de Jesus foi sua solidariedade com os excluídos. Ele foi extremamente sensível com os marginalizados da vida social e religiosa. Os doentes eram uma destas categorias. Naquele tempo, a doença era considerada como castigo de Deus por possíveis pecados cometidos. Sendo assim, suas vítimas eram impedidas de participar das liturgias do templo, e mesmo mantidas longe do espaço sagrado e do ambiente social.
Ao chegar na Cidade Santa, Jesus dirigiu-se ao lugar onde se concentrava um grande número de doentes: a piscina de Betesda. Aí permaneciam à espera que as águas da piscina borbulhassem, para, ao contato com elas, conseguir a cura. Entre eles, estava um doente que talvez fosse o mais excluído de todos. Havia 38 anos, esperava que alguém lhe fizesse a caridade de aproximá-lo das águas, quando se pusessem a borbulhar. Outros menos afetados pela doença e talvez com a ajuda alheia, chegavam antes dele. Foi precisamente ele, o paralítico, o escolhido por Jesus para ser objeto de sua misericórdia. Com uma só palavra, o Mestre o curou.
Contudo, o miraculado não percebeu a animosidade dos judeus contra Jesus. Estes estavam à procura de um pretexto para eliminar o Mestre. Foi o próprio homem, que tinha sido curado, quem apresentou-lhes um: Jesus o havia curado em dia de sábado.
Oração:
Senhor Jesus, és solidário com os excluídos e te manifestaste como senhor da vida. Que também eu seja solidário com os marginalizados da sociedade.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Levanta-te, pega tua cama e anda” (Jo 5, 8).
A estória que nos relata o Evangelho de hoje é a da cura do doente que por trinta e oito anos esperava uma chance de cura quando se movimentavam as águas da piscina de Betesda, em Jerusalém. Um anjo agitava as águas; o doente que entrasse primeiro era curado de qualquer doença que tivesse.
Jesus o encontrou e lhe perguntou se queria ser curado.
O homem queria ser curado. Lamentou-se que tinha esperado trinta e oito anos a chance de entrar na água da piscina quando o anjo a agitava. Mas sempre alguém entrava antes dele.
Jesus, então, cheio de compaixão, disse-lhe: “Levanta-te, pega tua cama e anda” (Jo 5, 8).
Consideremos os trinta e oito anos de espera daquele homem pelo momento de sua cura.
Entre nós há pessoas que passam anos e anos sem pedir a Deus a cura espiritual porque não têm condição de ir a um padre para se confessar, ou por outros motivos.
Quando Deus nos possibilita o perdão e nossa cura espiritual imediata no momento em que nos confessamos, não precisamos esperar trinta e oito anos. A Igreja nos dá esta possibilidade de encontrar um confessor para nos curar assim que nos confessamos. Ora, por mais tempo que ficamos sem nos confessar, sempre há chance, enquanto estamos vivos. Não precisamos competir com ninguém para que chegue nossa vez.
Façamos, portanto, nossa confissão enquanto temos tempo nesta vida.
Seremos libertados do peso do pecado carregado por anos e anos.
O poder de Deus nos cura imediatamente. Não adiemos nossa confissão nesta Quaresma.
Padre Valdir Marques

(10) – A ÁGUA QUE EU LHE DER, HÁ DE TORNAR-SE NELE EM FONTE DE ÁGUA QUE DÁ A VIDA ETERNA (JO 4, 14)
O Senhor deu-Se a conhecer melhor. Ele dedica-Se a fazer com que sejam mais bem conhecidos os dons recebidos pela sua graça e concedeu-nos que louvássemos o seu nome; os nossos espíritos cantam o seu Espírito Santo. Porque o ribeiro jorrou, tornando-se uma grossa e poderosa torrente de água (Ez 47, 1ss). Ele inundou e libertou o universo, e conduziu-o ao Templo. Os obstáculos dos homens não puderam pará-lo, nem sequer o artifício daqueles que retêm a água em represas. Porque Ele chegou a toda a Terra e cobriu-a completamente.
Todos os sedentos da Terra beberam; a sua sede foi saciada, pois o Altíssimo dessedentou os seus. Felizes os servos a quem Ele confiou as suas águas; nelas puderam acalmar os seus lábios ressequidos e reerguer a sua vontade paralisada. As almas moribundas foram arrancadas à morte; os membros exaustos foram reerguidos e estão de pé. Elas deram força ao seu esforço e luz aos seus olhos. Todos os conheceram no Senhor e vivem da água viva para toda a eternidade.
Odes de Salomão

(11.1) – O PARALITICO TINHA UM OBJETIVO
Bom dia!
Será que ainda acreditamos que o problema era ter curado no sábado?
Será que o problema era carregar a cama no dia de descanso?
Quem acompanha nossos comentários e partilhas diárias há mais tempo sabe que o foco principal da mensagem está naquele(a) que está engajado(a) em algum movimento ou pastoral dentro da igreja, mas de certa forma, pelo evangelho ser sempre novo e atual, acaba acertando em cheio muitas das nossas realidades do dia-a-dia como nas relações de trabalho, familiares, interpessoais.
O paralítico tinha um objetivo – curar-se! Para que seu objetivo se concretizasse precisava estar no lugar certo e na hora certa e deixar acontecer. Consegue perceber a situação: acordar cedo, em virtude das limitações físicas e talvez da distância a ser percorrida, fazer força, carregar seu leito e como não ter na mente a idéia do fracasso ao final de um dia.
O paralítico parece “conformado”; não reclamava dos outros chegarem à sua frente, ele apenas gostaria de chegar a tempo. Quantos talvez disseram: Desista! Você não vai conseguir! Mas na coragem de continuar, Deus se manifesta.
“(…) E Deus, que vê o que está dentro do coração, sabe qual é o pensamento do Espírito. Porque o Espírito pede em favor do povo de Deus e pede de acordo com a vontade de Deus. Pois sabemos que TODAS AS COISAS TRABALHAM JUNTAS PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM A DEUS, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o seu Filho. Ele fez isso para que o Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos”. (Romanos 8, 27-29)
Notem que nenhum dos fariseus críticos se moveu de compaixão pelo sofrimento do paralítico. Não podemos ser mais assim! Procuravam também repreendê-lo até mesmo no momento de maior alegria.
Quantos de nós que vivendo um grande momento de euforia ou felicidade também recebemos críticas, comentários maldosos ou invejosos?
Retorno a pergunta inicial: Será que ainda acreditamos que o problema era ter curado no sábado?
Será que o problema era carregar a cama no dia de descanso?
Se você é uma liderança, um coordenador ou simplesmente uma pessoa cheia de entusiasmo e movido por um Espírito Santo que não sossega, irrequieto, empreendedor, (…), continue! Vá em frente, não desanime!
Um amigo padre, narra um fato engraçado da seguinte forma: “Se o padre da atenção aos jovens o chamam de pedófilo; se por ventura dá atenção as senhoras, ele já está querendo algo; se dá atenção a um rapaz, é homossexual; se essa atenção é para uma moça, é amante secreta” (risos). Não pare de trabalhar! Não tem como! Sempre terá um fariseu te olhando!
Coloque uma coisa na sua cabeça: Se você está no caminho… “(…) Se este plano ou este trabalho vem de seres humanos, ele desaparecerá. Mas, se vem de Deus, vocês não poderão destruí-lo, pois neste caso estariam lutando contra Deus…”. (Atos 5, 38-39)
Um imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(11.2) – QUERES FICAR CURADO?
Estamos cada vez mais próximos da grande Festa: A Páscoa do Senhor Jesus!
Para chegarmos renovados nesta grande festa da vida, é imprescindível que abandonemos tudo que é velho, tudo que nos distancia dos verdadeiros valores!
Mantermos o firme propósito de buscarmos a cada dia a nossa conversão, é responder ao amor de Jesus, é dar sentido a sua ressurreição!
Aproveitemos bem estes últimos dias deste tempo Quaresmal, para retirarmos tudo que nos impede de mergulharmos no mistério do amor do Pai!
No evangelho de hoje, Jesus, ao curar um paralítico, nos ensina uma forma simples de nos aproximar do Pai, que é aproximarmos do irmão que sofre!
A narrativa nos mostra mais uma vez, a preferência de Jesus pelos excluídos!
Curando um paralítico, Jesus deixa transparecer a imensidão do seu amor e da sua compaixão para com os sofredores!
O fato se deu, em Jerusalém, numa festa dos judeus. Desta vez, Jesus não subiu ao templo, ficando no meio dos coxos, dos paralíticos, dos cegos, um povo sem vez e sem voz que buscava através de uma crença, a libertação de seus males.
Excluídos por uma sociedade que os ignorava, aquele povo sofrido, ficava amontoado ao redor de uma piscina, a espera de que um anjo viesse movimentar a água da piscina. Eles acreditavam que depois do borbulhar da água, o primeiro doente que entrasse na piscina, cuja água, eles atribuíam possuir um poder sobrenatural, ficaria curado.
Jesus, ao contrário dos fariseus, que estavam preocupados somente em guardar o sábado, permaneceu no meio daqueles doentes. O seu olhar paira sobre um paralítico, um excluído dos excluídos, que estava ali há 38 anos, (o que significa uma vida inteira) à espera do milagre. Jesus pergunta-o: “Queres ficar curado?” o doente respondeu: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente.” Jesus disse: “Levanta-te, pega sua cama e anda”. No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou sua a cama e começou a andar.
Podemos pensar: se Jesus já sabia que o paralítico estava ali há tantos anos a espera do milagre, porque Ele pergunta: “queres ficar curado?” Ao fazer esta pergunta ao paralítico, Jesus, dá a entender que a sua intenção, não era somente fazê-lo andar fisicamente, mas também despertá-lo para a “vida”, é como se Ele quisesse dizer: acorde para a vida, não fique preso a essa deficiência física à espera do movimento da água, movimente você mesmo, faça o que você pode fazer.
Hoje, Jesus pode também nos fazer perguntas semelhantes: o que queres? O que podes fazer?
Não podemos ficar paralisados, presos no nosso comodismo, sem saber até mesmo o que queremos. Precisamos deixar de nos esconder atrás de pequenas “deficiências” para justificar o nosso comodismo.
O paralítico que ficou 38 anos a espera de uma cura, representa todo o povo oprimido, presos em suas deficiências, e também aqueles que não lutam pelos seus direitos.
O texto nos chama a atenção também, para a nossa falta de solidariedade, ainda não aprendemos a enxergar o outro com olhar de Jesus, um olhar que não apenas constata a sua necessidade, mas que nos leve a fazer algo a seu favor!
As águas que borbulhavam vez por outro na piscina, simboliza a imagem de um falso deus, um deus que lembra de vez em quando do seu povo, diferente do nosso Deus. O nosso “Deus” é um Deus verdadeiro, um Deus presente, que nos ama, que nunca nos abandona! Nós, é que muitas vezes o abandonamos, não correspondendo ao seu amor, principalmente quando somos indiferentes ao sofrimento dos nossos irmãos!
Não podemos esquecer nunca: Não tem dia e nem hora, para ajudarmos os nossos irmãos necessitados.
Tenhamos o cuidado de não nos contaminar com a pior de todas as cegueiras: a cegueira de quem não quer enxergar. Não esqueçamos nunca: Atrás de uma doença física, pode estar escondida uma ferida na alma!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.3) – O FARISEU E O PUBLICANO
Oséias 6, 1-6 – “Voltemos para o Senhor!”
O maior desejo do nosso coração humano é viver na presença de Deus e a Palavra de hoje nos assegura que a Sua vinda é certa como a aurora que surge todos os dias nos trazendo claridade para o conhecimento das coisas que nos cercam e o calor que nos envolve e abriga. Assim, o profeta Oséias nos convida a voltarmos com confiança para o Senhor, na certeza de que Ele há de nos perdoar e curar. Voltar para o Senhor com o coração arrependido é acolher a Sua misericórdia que vem ao encontro da nossa miséria e nos dá chance de recomeçar a viver o nosso desígnio de felicidade. Não é “apenas cumprindo os rituais” que seremos salvos e curados, é preciso que saibamos seguir e aceitar o Senhor a fim de reconhecê-Lo. O Senhor vem a nós também como as chuvas que chegam primeiro, ou mesmo tardiamente, mas no tempo certo regam a terra do nosso coração e nos preparam para acolher a semente do amor do Pai. Deus está onde vive o amor, por isso, o Senhor quer se fazer conhecer e se revelar a nós nos animando e dando esperança como a chegada de um novo dia. O nosso amor é frágil e superficial, porém Deus nos afirma que é diferente de nós, por isso, não guarda ressentimentos contra nós e os Seus juízos são como a luz que nos esclarece as dúvidas e nos revela o que há escondido dentro de nós. Portanto, só o Senhor poderá nos julgar e nem nós mesmos (as) sabemos as razões e as motivações para o mal ou o bem que praticamos. Deste modo, é necessário que conservemos o coração seguro: Deus quer se deixar conhecer por nós, desde já e pede somente o nosso amor e a nossa confiança e não, sacrifícios. Confiemos Nele!
– Você tem percepção da presença de Deus no seu coração?
– Você percebe o Seu chamado a Sua proteção?
– Você tem consciência de que a sua alma busca a Deus?
– O que satisfaz a sua alma?

Salmo 50 – “Eu quis misericórdia e não o sacrifício!”
O Senhor não se cansa de nos dizer isso e nós continuamos a querer oferecer a Ele sacrifícios, coisas difíceis e que nunca conseguimos praticar. E o mais simples nós não alcançamos, mas podemos aprender com o salmista: “Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido”. O coração arrependido é sinal de humildade e de sacrifício.

Evangelho – Lucas 18, 9-14 – “o fariseu e o publicano”
O fariseu e o publicano subiram ao templo para rezar e expunham diante de Deus os seus corações. Aos olhos de Deus o ato de subir ao templo não é o que tem mais valia, mas sim, o sentimento que trazemos em nós quando a Ele dirigimos as nossas preces e a nossa adoração. O Senhor sonda os nossos corações e sabe como somos! Assim sendo, o reconhecimento da nossa limitação e da nossa incapacidade diante do pecado e o acolhimento da misericórdia revelada em Jesus Cristo é o que nos justifica diante do Pai. A oração da auto louvação, isto é, da admiração a nós mesmos (as) pelas coisas boas que fazemos ou das coisas ruins que não praticamos é um discurso que não agrada a Deus. Ele conhece as nossas misérias, por isso, a oração que proferirmos no silêncio será ouvida e agradável ou não aos Seus ouvidos, na medida da nossa humildade. A ideia de humildade é muito deturpada pela mentalidade do mundo. Alguns acham que ser humilde é se rebaixar, deixar-se ser pisado, ficar calado (a) diante das injustiças e deixar-se explorar. Humilde, no entanto é o homem ou a mulher que reconhecem a sua limitação e a medida da sua capacidade. Por isso, Deus quer de nós uma oração que parta de um coração contrito, arrependido, humilhado, penitente e dependente do amor de Jesus para ser salvo, porque é Ele quem nos justifica perante o Pai! O poder pertence a Jesus Cristo, a ação, é Dele e nós, somos apenas instrumentos em Suas mãos misericordiosas. Se nos “acharmos justos (as)” por nossa conta própria, não precisaremos de defensor, receberemos a nossa própria justiça. Precisamos examinar se nós também não estamos fazendo como aquele fariseu cheio de razão que olha para os publicanos ao nosso lado e os julgamos piores do que nós!
– Como é a sua oração diante de Deus?
– Você costuma se auto elogiar?
– Você reconhece a medida da sua capacidade e da sua incapacidade?
– Você tem voltado para a casa justificado(a), ou não?
– Você tem feito o exame da sua consciência diante do Senhor?
– Você crer que Jesus vê o seu coração?
– O que Ele acha de você?
Helena Serpa

(11.4) – NO MESMO INSTANTE FICOU CURADO
A simbologia da água relaciona as leituras de hoje.
A visão de Ezequiel, de uma corrente de água cheia de vida mesmo onde parecia impossível, mostra como a bondade de Deus para coma humanidade se manifesta com vida abundante para todos, em comunhão perfeita com a criação.
O evangelho mostra a exclusão a que estavam submetidos todos os enfermos por uma suposta consequência do pecado próprio ou de seus pais. Sua única alternativa era participar de ritos de purificação que tinham lugar fora da cidade. Aí a água exerce um papel importante como veículo da cura e do agir de Deus. Hoje é vital revisar como estamos assumindo e comunicando a ação de Deus em nossas vidas. Não podemos viver submetidos a ações externas que não comprometem todo nosso ser. A palavra de Deus nos chama a uma maior consciência do compromisso que implica sentir e fazer a vontade de Deus. Coloquemos em suas mãos todas as nossas necessidades familiares e da comunidade eclesial, com a finalidade de que nos dê a sensibilidade necessária para saber captar sua ação no mundo e para viver de acordo com seu projeto de vida.
Claretianos

(11.5) – A CURA DOS ENFERMOS ESTÁ NAS MÃOS DE DEUS
O Evangelho de hoje nos mostra a situação deste homem, que tanto sofria com a sua enfermidade, estava ali doente à beira da piscina de Betesda, porque muitos doentes iam até esse lugar, no entanto, todos passavam na frente dele. E sempre que ele tentava chegar lá, outro vinha à sua frente e ele nunca conseguia chegar até a água que poderia curá-lo da sua enfermidade.
Imagine por que sofrimento não passava este filho de Deus, afinal de contas, havia trinta e oito anos que ele se encontrava doente e ninguém podia fazer nada por ele, ninguém podia pegá-lo pela mão e levá-lo até a piscina para que ali fosse lavado, curado, renovado e santificado.
Deixe-me dizer uma coisa a você: nós, muitas vezes, estamos em busca da nossa cura, da nossa restauração e da nossa salvação e vamos passando, assim, na frente dos demais, atropelando os outros e deixando os nossos irmãos para trás. E não nos damos conta de que outros estão também sofridos, necessitados e precisando apenas de alguém que os pegue pela mão e os leve para a casa do Senhor; os leve para o hospital, os leve para serem cuidados, tratados e abençoados.
Quantos filhos e filhas de Deus estão largados! Vejo tantos velhinhos nos asilos da vida e ninguém faz nada por eles! Muitas vezes, estão lá e nem seus filhos vão visitá-los, anos e anos sem ninguém fazer nada por eles. E quantos doentes há em cima do leito de uma cama, dentro de casa; quanta gente sofrendo, deprimida, debilitada e precisando de uma mão amiga!
Caminhando nos nossos exercícios quaresmais, convido você a ser uma mão de Deus; a ser a mão de Jesus que pegue na mão do seu irmão e o leve para ser curado da sua enfermidade. Leve-o a um hospital, a uma clínica, leve-o para ser cuidado, leve-o à Igreja, leve-o para que se encontre com o Senhor. Mas, não vá correndo, atropelando a todos e a tudo para encontrar a sua cura. A grande cura do coração é saber cuidar do outro que está à nossa frente, nas estradas da vida!
Deus abençoe você!
Canção Nova

(11.6) – MERGULHANDO NAS ÁGUAS BORBULHANTES
Imaginem a cena nos pórticos em redor da piscina de Betesda, tomada de cegos, coxos e paralíticos, quando é dada a largada começa a correria e o esforço dos coitados dos deficientes em conseguir chegar e se jogar na piscina, e pelo que entendi, só um por vez era curado. Havia aqueles que tinham sorte e traziam seus acompanhantes que os guiavam ou o carregavam até a piscina, mesmo assim, era uma verdadeira disputa para ver quem chegava primeiro. O problema não era a cura em si, mas superar os demais e chegar à frente de todos…
Nosso pobre paralítico nem isso tem, fica em seu lugarzinho e quando é dada a largada o coitado até tenta, mas inutilmente, sempre alguém, melhor das pernas passa à sua frente. Há 38 anos ele sonha com uma cura física, mas pelo jeito iria morrer paralítico se Jesus não aparecesse por ali.
A pergunta de Jesus parece bem óbvia: “Queres ficar curado?”.
Se o cara estivesse estressado, iria responder de maneira indelicada: “Não, só estou aqui me bronzeando um pouco”.
Mas prestemos atenção nessa pergunta, Jesus não perguntou se ele queria chegar à piscina, mas se queria ser curado, o que é diferente…
Mas o paralítico entendeu dessa forma, isso é, a cura era o de menos, a dificuldade era chegar na piscina, sua resposta assim o demonstra “Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada, enquanto vou, já outro desceu antes de mim”. Trata-se de alguém que só enxerga na ótica do sistema, nada vê e nem experimenta fora de sua religião, o que fazia dele um paralítico, não penso, Deus pensa por mim, não preciso fazer nada, Deus fará por mim, nem tenho vontade própria.
Poderão argumentar que a resposta está correta e o paralítico expõe sua necessidade, precisa de alguém que o carregue até o tanque. Talvez Jesus esteja ali, se oferecendo para fazê-lo. Entretanto, Jesus supera tudo quanto a religião possa oferecer, ele não precisa de nenhum método de cura, fórmula mágica ou rito misterioso, simplesmente vai dizer ao paralítico: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”.
A cura que as águas borbulhantes propiciavam, provém de Deus, ora, a presença de Jesus dispensava, portanto qualquer rito. A reflexão leva nossas comunidades cristãs a pensar, que é muito grande o perigo de supervalorizarmos o rito e o formalismo religioso, tornando secundária a ação da Graça de Deus, que está em tudo e em todos como algo essencial.
Qual o perigo desse modo de pensar?
Atermo-nos à cura física que é o caso desse homem ex-paralítico. Jesus o encontrou no templo e o exortou a uma conversão profunda e sincera, que iria lhe trazer muito mais do que a simples cura. “Não tornes a pecar”.
Mas qual pecado? Podemos nos perguntar…
Exatamente o pecado de deixar passar despercebido em nossa relação com Deus, aquilo que é o essencial, transformando a religião em uma barganha para atender aos nossos interesses, menosprezando assim a verdadeira e única água borbulhante, a Fonte de água Viva que é Jesus Cristo.
Diácono José da Cruz

(16) – JESUS O VIU E, PERGUNTOU-LHE: QUERES FICAR CURADO?
Hoje, São João nos fala da cena da piscina de Betesda. Parecia, mais uma sala de espera de um hospital: «Muitos doentes ficavam aí deitados: eram cegos, coxos e paralíticos, esperando que a água se movesse» (Jo 5, 3). Jesus se deixou cair por ali.
É curioso! Jesus sempre está no meio dos problemas. Ali onde há algo para “libertar”, para fazer feliz às pessoas, ali está Ele. Os fariseus, ao contrário, só pensavam se era sábado. Sua má fé matava o espírito. A má baba do pecado gotejava de seus olhos. Não há pior surdo que o que aquele não quer entender.
O protagonista do milagre levava trinta e oito anos de invalidez. «Jesus viu o homem deitado e ficou sabendo que estava doente havia muito tempo. Então lhe perguntou: «Você quer ficar curado?» (Jo 5, 6), disse-lhe Jesus. Fazia tempo que lutava em vão porque não havia encontrado a Jesus. Finalmente, havia encontrado ao Homem. Os cinco pórticos da piscina de Betesda retumbaram quando se ouviu a voz do Mestre: «Jesus disse: ‘Levante-se, pegue sua cama e ande’» (Jo 5, 8). Foi questão de um instante.
A voz de Cristo é a voz de Deus. Tudo era novo naquele velho paralítico, gastado pelo desânimo. Mais tarde, São João Crisóstomo dirá que na piscina de Betesda se curavam os enfermos do corpo, e no Batismo se restabeleciam os da alma; lá, era de quando em quando e para um só enfermo. No Batismo é sempre e para todos. Em ambos os casos se manifesta o poder de Deus através da água.
O paralítico impotente na beira da água, não te faz pensar na experiência da própria impotência para fazer o bem?
Como pretendemos resolver, sozinhos, aquilo que tem um alcance sobrenatural?
Não vês cada dia, ao teu redor, uma constelação de paralíticos que se “movem” muito, mas que são incapazes de separar-se de sua falta de liberdade?
O pecado paralisa, envelhece, mata. Devemos pôr os olhos em Jesus. É necessário que Ele – sua graça – nos submerja nas águas da oração, da confissão, da abertura de espírito. Eu e você podemos ser paralíticos eternos, ou portadores e instrumentos de luz.
Rev. D. Àngel CALDAS i Bosch

COMEMORA-SE NO DIA 17/Mar

(5) – SÃO PATRÍCIO
São Patrício nasceu em 380 na Grã-Bretanha. Apesar de ter nascido em família religiosa, Patrício confessa que até os 16 anos não tinha jamais preocupado seriamente com o serviço de Deus. Além disso, desde pequeno, tinha um verdadeiro horror ao estudo.
Com apenas dezesseis anos foi preso por piratas irlandeses e vendido como escravo. O adolescente, vendo-se só e abandonado, no sofrimento, solidão e desamparo, voltou-se para Deus.
Os seis anos de cativeiro de Patrício tornaram-se uma remota preparação para seu futuro apostolado. Ele adquiriu um perfeito conhecimento da língua céltica, na qual um dia iria anunciar as boas novas da Redenção. Como seu senhor era um grande sacerdote druida e ele se familiarizou com todos os detalhes do druidismo.
Patrício era cristão e depois de muitos descaminhos conseguiu fugir e chegar na França. Na França nosso santo dirigiu-se à abadia de São Martinho de Tours, onde viveu quatro anos, tendo sempre visões divinas que lhe mostravam a Irlanda como o país onde deveria ir semear a Fé. São Patrício formou-se como padre missionário, chegando em missão até na Inglaterra.
Agora impelido pelo Espírito São Patrício foi sagrado bispo e destinado para anunciar o Reino aos Irlandeses e conseguiu a conversão de todos na Irlanda.
Sobre são Patrício são contados muitos fatos miraculosos. Dizem que um chefe pagão quis matá-lo à espada. Mas, ao desferir o golpe, seu braço ficou paralisado, só voltando ao normal quando ele, contrito, se converteu. Doou ao apóstolo um estábulo, que foi transformado no primeiro santuário erigido por São Patrício na Irlanda, junto ao qual fundou um mosteiro que se tornaria seu lugar de recolhimento.
Eram tantos o milagres, bênçãos e fatos maravilhosos que acompanhavam o apostolado de São Patrício, que ele mesmo exclama em sua autobiografia: “De onde provêm essas maravilhas? Como os filhos da Irlanda, que jamais haviam conhecido o verdadeiro Deus e adoravam ídolos impuros, tornaram-se um povo santo, uma geração de filhos de Deus”?
Mas o método do Santo bispo, não passou pela política, nem sangue dos mártires, nem pelos milagres e sim pela construção de numerosos mosteiros, fazendo que a ilha passasse a ser conhecida como: “Ilha do Mosteiros”.
Faleceu na paz, no dia 17 de março de 461, depois de 30 anos de frutuoso apostolado na Ilha dos Santos, deixando atrás de si inúmeros santos formados em sua escola.
Reflexão:
A escolha de Deus não é pautada pela beleza ou inteligência. Deus escolhe os que quer e garante aos vocacionados as qualidades necessárias ao exercício da missão. São Patrício era um adolescente rebelde que conheceu o sofrimento e por ele converteu-se a Deus. Depois de muitas desventuras, encontrou paz vivendo em um mosteiro. Mas para ele estava reservada a cruz da missão e Patrício tornou-se o grande evangelizador da Irlanda. Fez desta ilha sua casa e nela construiu não só mosteiros de pedra, mas fez do coração dos povos celtas um grande santuário. Deixemos que Deus modele nossa vida e cubra de graça todas nossas fraquezas. Com o auxílio do Mestre seremos certamente grandes missionários.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

IV SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46 (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Símbolo do nosso batismo, a água pode curar e salvar, saciar a sede e refrescar. Na Bíblia, aparece como sinal de bênção e de vida. Valorizemos esse dom precioso de Deus.

IGMR 47 (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49 (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Vós, que tendes sede, vinde às águas; vós que não tendes com que pagar, vinde e bebei com alegria (Is 55, 1).

IGMR 50 (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51 (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52 (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53 (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que a fiel observância dos exercícios quaresmais prepare o coração dos vossos filhos e filhas para acolher com amor o mistério pascal e anunciar ao mundo a salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54 (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A exemplo da água, fonte de vida, os templos e as religiões deveriam ser mananciais de vida e esperança para os fiéis.

IGMR 55 (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56 (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57 (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61 (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo a alegria de ser salvo! (Sl 50, 12.14)

IGMR 62 (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65 (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67 (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

AS: Senhor, atendei nossa prece.
1. Conservai, Senhor, a Igreja ao lado dos desamparados e sem auxílio.
2. Guiai o papa, os bispos, padres e diáconos e animai os ministros leigos.
3. Neste ano da Vida consagrada, abençoai os religiosos e religiosas, que com seus carismas enriquecem a Igreja e a humanidade.
4. Ensinai-nos a cuidar do grande dom da água, para que nunca falte a ninguém.
5. Favorecei as vítimas das secas e das enchentes com o cuidado responsável e comprometido das autoridades.

IGMR 69 (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72 (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73 (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Nós vos oferecemos, ó Deus, os dons que nos destes para que estes sinais que manifestam vossa solicitude para conosco nesta vida sejam remédio para a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Senhor é meu pastor, nada me falta; em verdes pastagens me faz repousar. Ele me leva até águas tranqüilas e refaz as minhas forças (Sl 22, 1s).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus de bondade, purificai-nos e renovai-nos pelo sacramento que recebemos, de modo que sejamos auxiliados hoje e por toda a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.}
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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