Liturgia Diária 19/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
19/Mar/2015 (quinta-feira)

José: O fiel, O Esposo, O Pai.
  

LEITURA: Segundo Livro de Samuel (2 Sm) 7, 4-5a.12-14a.16: Profecia de Natã
Leitura do Segundo Livro de Samuel:
Naqueles dias, 4 a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5a “Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: 12 Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 13 Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14a Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16 Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 89 (88), 2-3. 4-5. 27.29: Hino e prece ao Deus fiel
37 Eis que a sua descendência durará eternamente.
2 Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! 3 Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
4 “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. 5 Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”
27 Ele, então, me invocará: “Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!” 29 Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.

LEITURA: Romanos (Rm) 4, 13.16-18.22: Prova pela Escritura
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 13 Não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16 É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apóia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17 Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18 Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”. 22 Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Mateus (Mt) 1, 16.18-21.24a: José assume a paternidade legal de Jesus
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
16 Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 18 A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20 Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 24a Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Celebramos hoje na Igreja a solenidade de São José, esposo da Virgem Maria. José aparece nos Evangelhos como homem de fé, do silêncio, justo, pai adotivo de Jesus, o carpinteiro de Nazaré, descendente de Davi de quem devia nascer o Messias, protetor de Jesus e Maria. Ao anúncio do anjo: “José, Filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria, tua esposa” (Mt 1, 20), José fez como lhe fora dito, tornando-se disponível ao projeto de Deus.
Peçamos a graça de acolher a Palavra de Deus em nossa vida, com a mesma disponibilidade de São José: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Leia o texto acolhendo cada palavra em seu coração.
Leia novamente com calma, fazendo pequenas paradas para repetir a palavra que chamou a sua atenção durante a leitura.

A VERDADE (Refletir)
O que o texto diz para mim, hoje?
Como compreendo a missão de José?
Como percebo a sua presença na vida de Jesus?
De que forma São José é modelo para as famílias?
Papa Francisco, na Solenidade de São José e início do seu ministério afirmou:
“Ouvimos ler, no Evangelho, que ‘José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa’ (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião.
Guardião de quem?
De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja (…)
Como realiza José esta guarda?
Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egito e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.
Como vive José à sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja?
Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projeto d’Ele que ao seu. (…) E José é “guardião”, porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. (…)
Descendente de Davi, José fazia parte dos planos de Deus para o mundo.
Nós também, em nossa humildade, fazemos parte dos planos de Deus!
Temos nossa missão a realizar neste mundo!
O evangelista apresenta-nos a ficha de José: era um homem justo! Se era justo, era santo!
José se sujeita aos planos de Deus, sem questionamentos! Foi um homem realizado!
– Posso dizer o mesmo de mim?
– Por que sim… por que não?

E a VIDA (Orar)
Juntamente com a oração que está em seu coração, apresente hoje ao Senhor as famílias que passam por dificuldades na educação dos filhos, vivem conflitos familiares, doenças, separações, falta de trabalho… Agradeça também pelo dom e a missão das famílias no mundo.
Conclua rezando: São José, junto com Maria, te sentiste aflito, aflito em proteger uma vida inocente. Sê o intercessor de todos os pais: no momento em que os filhos procuram a verdade, no momento em que os filhos arriscam a sua vida. Sê o intercessor de todos os jovens: na busca de ideais saudáveis, na busca da vontade do Pai. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual é a aplicação da Palavra de Deus em minha vida?
O que me proponho a viver?
Como vou atingir este propósito?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
São José deve servir de modelo para todos nós. O Evangelho de hoje nos mostra muitos pontos da sua pessoa que devem inspirar-nos na vivência da fé e do compromisso com Deus e com a obra da Igreja. José pertence à descendência de Davi, faz parte dos planos de Deus para a salvação do mundo, como nós também fazemos parte dos planos de Deus para a nossa salvação e das demais pessoas. José é definido como justo, que na tradição bíblica corresponde à santidade, e nós devemos aspirar à santidade. Na dúvida, José não fica preso nos seus planos, mas descobre e realiza a vontade de Deus. Da mesma forma, nós devemos muitas vezes fazer um ato de humildade e procurar realizar a vontade de Deus, e não a nossa.

(6) – A MISSÃO DE MARIA E DE JOSÉ
José, esposo de Maria; assim a Igreja refere-se a São José. Maria e José eram pessoas entregues a Deus: se de Maria podemos dizer que é a mulher da escuta da Palavra e do “sim” à vontade de Deus, de José não é diferente. Os evangelhos de Mateus e Lucas reservam a ele umas poucas linhas. O que se diz dele é suficiente, no entanto, para reconhecer a razão de sua eleição para ser o “pai adotivo” do Filho único de Deus: sua fidelidade e docilidade para se deixar orientar e conduzir pelo desígnio de Deus. Aos doze anos Jesus é encontrado no Templo; é a idade da maturidade religiosa em que Jesus e todos os meninos da sua idade se tornam “filhos do preceito”. A permanência do menino Jesus no Templo serve para o leitor saber que a vida de Jesus, desde a sua origem, está enraizada no Pai; toda a sua vida se destina a realizar a vontade de Deus. Se, por ora, seus pais segundo a carne, Maria e José, não compreendem, é porque eles têm de percorrer o caminho do seu filho para que à luz da ressurreição possam compreender, sem sombra de dúvida, a verdadeira identidade e missão daquele que eles geraram.
Oração:
São José, homem piedoso, sê o intercessor de todos os peregrinos em busca da esperança. Amém.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – LOUVEMOS SÃO JOSÉ COM AMOR E GRATIDÃO
Assim como São José cuidou bem demais de Maria e de Jesus, ele quer cuidar da nossa casa e família e de cada um de nós!
“José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo” (Mateus 1, 20).
Na alegria de celebrarmos São José, aquele que é o guardião da Sagrada Família, patrono universal da Igreja e o guardião de todas as nossas famílias, nós olhamos para este homem de fé, filho de Davi, pai adotivo de Jesus, esposo da Virgem Maria e pedimos a intercessão dele: “José, ensina-nos a ter fé, ensina-nos a ter a tua confiança, a tua pujança, a tua coragem. Ensina-nos, José, a abrir os olhos da fé para podermos também corresponder àquilo que Deus quer e espera de nós!”.
São José teve medo, teve receios, dúvidas, mas nunca deixou de ser fiel a Deus. O homem exemplar, homem modelo para cada um dos homens da face da Terra, modelo para as nossas famílias, modelo de fé, de confiança de alguém que jamais tira o olhar de Deus.
Quem não tira o olhar de Deus pode passar pelas sombras da vida e pelas tempestades que vêm ao longo do caminho certo de que Ele intervém, que Ele fala com a pessoa de fé nem que seja pelos sonhos, como falou ao coração de José.
José pensou em abandonar a Virgem Maria não foi por covardia, foi mesmo por não entender [o que estava ocorrendo] e por não querer atrapalhar. Que coração bom e generoso tem esse José! Ele poderia denunciar Maria por pensar: “Como essa mulher engravidou dessa forma?”. Mas ele conhece o coração dela e sabe que há algo divino acontecendo com ela; só não sabe explicar o “como” nem “o porquê”, por isso se recolhe no silêncio de seu coração. E é no seu silêncio que ele é visitado, no seu silêncio interior de conformismo e de entrega a Deus que o próprio Deus fala ao seu coração, em sonho, por intermédio de um anjo: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo” (Mateus 1, 20).
É como se Deus lhe dissesse: “José, eu preciso de você, homem, para cuidar dos meus tesouros mais preciosos na Terra! Eu preciso que você cuide de Maria, que você seja o seu esposo, que você a acompanhe aonde quer que ela vá, porque muitas coisas estão por acontecer ainda. Como eu preciso de você! Ah José, preciso de você para ser o guardião, o pai do meu Filho na Terra!”. Prontamente São José se levanta e se coloca à disposição do Senhor.
Da mesma forma, coloque a sua casa, a sua família, sua paternidade e sua maternidade aos cuidados de São José. Coloque as coisas que você não entende, não compreende, coloque as situações difíceis pelas quais você tem passado aos cuidados dele. Coloque a sua situação financeira, profissional e afetiva aos cuidados de São José, o homem puro, casto, fiel e obediente a Deus. Por intermédio dele nós vamos chegar aos tesouros mais preciosos do coração de Deus!
Assim como José cuidou bem demais de Maria e de Jesus, ele quer cuidar de mim, da sua casa, quer cuidar da sua família, quer cuidar de cada um de nós!
São José, rogai por nós!
Padre Roger Araújo

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado” (Mt 2, 24a).
Nesta solenidade de São José entendemos sua figura excepcional na história dos homens a partir do que significou para o Filho de Deus e a Virgem Maria.
Se o Evangelho de hoje termina dizendo que “[…] José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado” (Mt 2, 24a), podemos tirar uma conclusão: não teria feito o que o Anjo tinha mandado se antes daquele momento, em toda a sua vida anterior, São José não estivesse habituado a fazer sempre a vontade de Deus.
Isto se entende logicamente, e ainda, por um motivo maior: Deus não teria escolhido uma pessoa inadequada para formar a Sagrada Família. São José devia ser tão santo que fosse digno de aceitar Maria, santíssima, como sua esposa.
Porém, humanamente, para São José era difícil entender uma inesperada gravidez de Maria, uma vez que não estavam casados ainda, mas em fase de noivado, como dizemos hoje.
Numa situação que seria embaraçosa tanto para ele como para Maria, Deus interfere: em sonho orienta São José. Ele saberá o que fazer e tudo ficará bem. Para Deus tudo é possível, enquanto para os homens há dificuldades que parecem intransponíveis. Para São José a gravidez de Maria parecia um problema sem solução, mesmo que ele tivesse planejado o que lhe fosse possível. Mas depois daquele sonho, ele aceita Maria, aceita dar o nome da família de Davi ao Menino Jesus que estava por nascer, e assume a responsabilidade própria de um pai de família.
Porém, não deixemos de atender à mensagem teológica de São Mateus neste Evangelho.
Para os ouvintes de São Mateus era extremamente importante entender que o nascimento de Jesus se deveu à intervenção divina, pois Ele era O Filho de Deus.
Para os ouvintes de São Mateus era indispensável saber que Jesus, filho de Davi, seria um dia o Rei de Israel, o Messias prometido pelos profetas do passado.
Para os ouvintes de São Mateus era necessário explicar por qual motivo o nome de Jesus tinha sido escolhido pelo próprio Deus: fora Deus quem decidira o futuro daquela criança pelo significado do nome “Jesus, o Salvador”.
Todos estes pensamentos nos levam a concluir que a existência de São José se explica por tudo o que ele significou para Jesus. Isto é, sem Jesus, José seria um homem como os outros ‘José’ do antigo Israel, e hoje certamente não lembrado por ninguém.
Por causa de Jesus e de Sua Mãe veneramos hoje São José, e a ele recorremos, para que interceda por nós junto a Seu Filho Jesus e a Deus Pai. Assim como na casa de Nazaré nada faltava, nada que pedirmos a Deus por intercessão de São José nos será negado.
Padre Valdir Marques

(10) – JOSÉ, FILHO DE DAVI
Não podemos duvidar de que José foi um homem muito santo e muito digno de confiança, uma vez que seria o esposo da Mãe do Senhor. Ele foi «o servo fiel e prudente» (Mt 24, 45), pois Deus destinou-o a ser o apoio de sua Mãe, o sustento da sua carne e o auxiliar do seu desígnio de salvação.
Recordemos que ele pertencia à Casa de Davi; que era filho de Davi, não somente pela carne, mas também pela fé, a santidade e a piedade. O Senhor descobriu nele um segundo Davi, a quem pôde confiar, com toda a segurança, os seus desígnios mais secretos. Revelou-lhe, como a outro Davi, os mistérios da sua sabedoria e deu-lhe a conhecer aquilo que nenhum dos grandes deste mundo conhecia. Permitiu-lhe ver e ouvir o que tantos reis e profetas, apesar dos seus desejos, não puderam ver nem ouvir (Mt 13, 17); melhor ainda, fez com que ele O educasse, O beijasse, O alimentasse e O protegesse. Maria e José pertenciam ambos à estirpe de Davi; em Maria, cumpria-se a promessa outrora feita pelo Senhor a Davi, e José foi testemunha dessa realização.
São Bernardo (1091-1153)

(11.1) – ELA DARÁ A LUZ UM FILHO E TU LHE DARÁS O NOME DE JESUS
Estamos vivendo um tempo oportuno para retomarmos a prática da nossa opção cristã, firmando os nossos passos nos passos de Jesus!
A todo instante, somos chamados à conversão e é bom termos em mente, que sem uma conversão sincera, corremos o risco de ficar na superficialidade da fé, sem o compromisso fraterno do amor.
A presença de Jesus em nossa vida é como fogo ardente que queima dentro de nós! É como a chuva que cai e faz brotar a semente!
Jesus é apresentado a todos, como modelo de amor, do amor simples, desinteressado, do amor que une, que promove, que liberta, que nos conduz a uma vida mais alegre e mais voltada para o outro!
Deus não desiste do humano e é através do próprio humano, que ele age em favor humano! Podemos perceber isso claramente quando Ele é gestado num ventre humano, se tornando humano, para nos resgatar, nos mostrando que a história da salvação, passa pelo o humano!
O evangelho de hoje, vem nos falar da origem de Jesus, enfatizando a significante participação de José na história de amor que começou com o “sim” de Maria! José, abriu mão da sua vida tranquila na pacata cidade de Nazaré, para assumir o grande desafio de cuidar do Filho de Deus como se fosse o seu pai!
Olhando para Maria, a Mãe de Jesus, podemos ver uma jovem cheia de graça, de amor e de ternura, que abriu mão de todos os seus projetos pessoais, para acolher a vontade de Deus, deixando tudo acontecer exatamente como Ele quis!
Olhando para José, o pai adotivo de Jesus, podemos ver a figura de um homem bom, um homem simples, de pouca fala, mas que assim como Maria, acolheu no silencio e na obediência, a vontade de Deus, assumindo Jesus como filho!
“José filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.” … Na sua humildade, José, mesmo sem entender, não hesitou, em acolher estas palavras de Deus proferidas pelo anjo em sonho, acolhendo Maria como sua esposa! E assim, a salvação entrou na humanidade!
Graças ao “sim” de Maria e a significante colaboração de José, Deus menino nasceu entre nós!
A história de Jesus, o seu nascimento, não está distante da nossa história, afinal, Ele, nasceu de uma mulher, viveu numa família como nós, sentiu as nossas dores, nossas angústias…
Hoje, podemos viver os frutos desta bela história de amor! É no amor, no carinho e no serviço ao outro, que vamos entrando no caminho de Jesus, vislumbrando um novo céu e uma nova terra!
Vem Senhor Jesus, vem nos reconduzir ao coração do Pai! Precisamos voltar urgentemente para Ele, pois já estamos cansados de tantos desencontros de valores, precisamos alicerçar a nossa vida nos valores irrenunciáveis do evangelho!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – O DISCRETO JOSÉ
É admirável em São José, esposo de Maria e Pai adotivo do menino Jesus, a sua discrição. É o homem do silêncio, mesmo em momentos, onde poderia, quem sabe, usar da sua autoridade de Pai para dar uma “dura” no menino que ficou no templo sem sua prévia autorização. Na maioria dos relatos que o envolvem, e que são bem poucos, menos que Maria, o nosso “Bom José” entra mudo e sai calado. Não é que seja tímido e não queira se expor, é que José, este Santo Homem venerado no mundo inteiro, sabia ocupar o seu lugar na comunidade.
Em nossas comunidades conhecemos pessoas que se identificam muito com José, dão o melhor de si, mas sempre muito discretamente, sem muito alarde cumprem um papel importante na caminhada da igreja, cientes de estarem cumprindo a Vontade de Deus.
Um certo dia fui ao velório de um irmão Vicentino e fiquei pasmo em ver a presença de um grande número de assistidos por ele, que sofriam com a sua morte, uma senhora bem pobrezinha disse chorando que “Ele dava-nos muito mais do que uma cesta básica … nos valorizava e nos fazia sentir importantes, pelo jeito com que nos tratava”. Pensei comigo mesmo que ele poderia ter sido um coordenador da comunidade mas o meu pároco, muito sabiamente comentou “Ele era exatamente aquilo que Deus queria que ele fosse…”. Penso que São José também era exatamente aquilo que Deus queria que ele fosse…
São José é Patrono da nossa Igreja, e se Maria Santíssima é a primeira cristã, José merece o título de primeiro agente de Pastoral pois sua missão foi servir Maria e a ela se dedicou de tal forma que mudou os planos de sua vida para poder ficar para sempre ao seu lado. Evidentemente ocupou na vida de Jesus o lugar de Pai, ensinando-o a sobreviver transmitindo-lhe seus conhecimentos de artesão e carpinteiro.
Teve uma morte Santa, não se sabe exatamente em que momento, pois quando Jesus iniciou sua vida pública, já era falecido. A morte santa não é pelo simples fato de ter morrido nos braços de Jesus e de Maria, mas por tê-los servido durante a sua vida, sendo um homem justo e reto. Nem José e nem Maria nunca quiseram ser na comunidade o centro das atenções, tinham razões de sobra para fazê-lo mas preferiram o anonimato, seguindo a mesma linha de conduta de João Batista, o Precursor “É preciso que Ele cresça e eu desapareça”.
Admirar José e tê-lo com Padroeiro ou o Santo da nossa devoção, deve fazer parte da piedade cristã de todos os tempos, entretanto, o bom mesmo é seguir o seu santo exemplo, dar tudo de nós, aos irmãos e irmãs de caminhada, e passar sempre desapercebido…
Oh Glorioso São José, Rogai por todos Nós. Amém!
Diácono José da Cruz

(11.3) – O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JESUS A JOSÉ
Toda a vida de Jesus foi orientada ao serviço de Deus, desde a sua mais tenra idade. O Evangelho evidencia este aspecto de sua identidade quando, ainda adolescente, deu a seus pais uma resposta enigmática: “Vocês não sabem que eu devo preocupar-me com as coisas do meu Pai?”
Logo, sua atenção estava toda voltada para Deus, ficando, em segundo plano, sua família humana.
A arrogância não teve lugar no coração de Jesus. Em Nazaré, esteve submisso a seus pais. E “crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e daqueles com quem convivia”. Sua condição de Filho de Deus não o dispensou de fazer a penosa experiência de transformar o cotidiano em fonte de sabedoria, nem de estar continuamente atento para discernir a vontade do Pai nos mínimos fatos, aparentemente, sem importância. Esta foi uma exigência do mistério da encarnação. Seria pura incongruência se, tendo assumido nossa condição humana, o Filho de Deus fosse privilegiado por uma condição de vida que o dispensasse da busca cotidiana da vontade divina.
Nesta experiência de crescimento, Jesus contou com a presença solícita de seus pais. O Evangelho sublinha a atitude de Maria, que “guardava todas estas coisas no coração”. Entretanto, o mesmo pode ser dito de José. Afinal, exigia-se dos três a mesma fidelidade ao desígnio do Pai.
Quando a bondade divina escolhe alguém para uma graça singular, dá-lhe todos os carismas necessários, o que aumenta fortemente a sua beleza espiritual. Foi isso mesmo o que aconteceu em são José, pai de nosso Senhor Jesus Cristo segundo a lei e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Soberana dos anjos.
O Pai eterno escolheu-o para ser o sustento e o fiel guardião dos seus principais tesouros, isto é, do seu Filho e da sua esposa; função que ele cumpriu com toda a fidelidade. Por isso, o Senhor lhe disse: “Servo bom e fiel, entra na alegria do teu senhor” (Mt 25, 21).
Se comparares José a todo o resto da Igreja de Cristo, não vês que ele foi o homem particularmente escolhido, pelo qual Cristo entrou no mundo de uma maneira regular e honrosa?
Se toda a Santa Igreja é devedora para com a Virgem Maria porque foi ela que lhe permitiu receber Cristo, após ela é a são José que devemos um reconhecimento e um respeito sem igual.
Ele é, na verdade, a conclusão do Antigo Testamento: é nele que a dignidade dos patriarcas e dos profetas recebe o fruto prometido. Só ele possuiu na realidade o que a bondade divina lhes havia prometido. Não podemos certamente duvidar: a intimidade e o respeito que Cristo prestava a José ao longo da sua vida, como um filho para com seu pai, Ele não o pôde renegar no Céu; pelo contrário, enriqueceu-o e completou-o. Por isso o Senhor acrescenta: “Entra na alegria do teu Senhor”.
Espírito que orienta nossa vida para Deus, ajuda-me a crescer, cada dia, em sabedoria e graça, buscando, como Jesus, adequar minha vida ao querer do Pai.
Canção Nova

(11.4) – JOSÉ FEZ CONFORME O ANJO DO SENHOR HAVIA MANDADO
Hoje celebramos com alegria a solenidade de são José. Ele é muito querido do povo; basta ver os homens que se chamam José e as mulheres com nomes derivados de José. Parabéns a todos vocês pelo onomástico! Diz a tradição que os pais de são José se chamavam Jacó e Raquel.
José é o elo de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. É o último dos patriarcas.
Devido ao seu papel no plano da salvação, são José é padroeiro de diversas coisas:
1) Da Igreja, já que ele foi o chefe da primeira Igreja, a Família de Nazaré.
2) Do homem cristão.
3) Dos pais e esposos.
4) Dos trabalhadores.
5) Dos que cuidam da administração dos bens materiais e do sustento das Comunidades e instituições católicas.
O Evangelho de hoje narra o desejo de fuga de são José. Tudo indica que Maria o tinha posto a par do que se passara com ela na Anunciação. A dúvida de José não se referia a Maria, mas a si próprio. Ele não queria interferir nos planos de Deus, os quais não entendia direito. Ele tinha medo de permanecer com Maria e assim atrapalhar o plano de Deus.
A palavra do anjo veio dar-lhe segurança e luz sobre a sua missão: ele será o pai legal do Filho de Deus. Pronto, voltou e assumiu Maria como esposa.
“Tu lhe darás o nome de Jesus.” Conforme a sociedade judaica, quem dava o nome à criança era considerado o seu pai.
Assim, são José aparece como modelo de um homem fiel a Deus. Fiel porque, nas horas difíceis, opta pela vontade de Deus. Fiel porque, nas horas de dificuldade, reza e pede orientação a Deus. Por isso que são José é o padroeiro dos homens, especialmente dos esposos e pais.
Ele acompanhou e protegeu Maria e seu Filho em todos os momentos. Na apresentação no Templo, na fuga para o Egito, na procura do menino que se perdeu durante a romaria…
Sua presença junto a Jesus era de um pai que manda, que é autoridade, pois o Evangelho fala que Jesus lhes era obediente. O resultado foi esse que conhecemos: Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. Sabedoria, estatura e graça resumem todos os aspectos em que uma criança deve crescer. Como é importante os pais exercerem a sua autoridade sobre os filhos!
O papel do pai é diferente do papel da mãe. A mãe é carinho, ternura… Já o pai é autoridade, firmeza, segurança. As duas presenças se complementam na educação dos filhos.
Hoje, mais do que nunca, os filhos precisam da presença de um pai assim. Porque eles vivem cercados de maus convites e maus exemplos. Como não têm experiência de vida, é necessário alguém que os oriente com firmeza e ao mesmo tempo com amor e paciência. Principalmente os meninos precisam da amizade com o pai, e as meninas precisam da amizade com a mãe.
José foi um simples trabalhador. Passou a vida fabricando e consertando móveis domésticos. Com ele se identificam todos os trabalhadores e trabalhadoras que passam a vida fabricando objetos para as mais diversas necessidades da vida moderna. Ele é o modelo dos trabalhadores. Homem honesto, justo e de fé, este foi o escolhido por Deus para ser o pai oficial de Cristo.
A Bíblia nos apresenta José o homem fiel a Deus e justo. Como o fruto da justiça é a paz, ele criou Jesus, que nos trouxe a paz.
Havia, certa vez, um monge que sempre pedia a Deus a graça de vê-lo. Um dia, ele recebeu o seguinte recado: “Ponha-se a caminho, porque Deus quer encontrar-se com você, antes do anoitecer, depois do rio, do outro lado da montanha”.
O monge foi imediatamente para o lugar indicado. No meio da viagem, encontrou-se com um ferido que lhe pediu socorro. O monge explicou que não podia demorar, pois tinha um importante encontro marcado, antes do anoitecer. Mas prometeu que voltaria assim que terminasse o encontro, para ajudá-lo.
E continuou apressadamente o seu caminho. Mais adiante, deparou-se com um carro atolado. O motorista estava sozinho e lhe pediu ajuda. O monge prometeu ajudá-lo logo que retornasse de um encontro muito importante, que já estava marcado.
Horas depois, quando o sol ainda estava alto, chegou ao local indicado para o encontro com Deus. Seus olhos começaram a procurá-lo, mas, para surpresa sua, encontrou o seguinte bilhete: “Fui ajudar o ferido que você deixou de atender, e voltarei depois, de carona no carro que estava atolado na estrada”. Assinado: “Deus”.
É isso aí. O melhor jeito de nos encontrarmos com Deus é fazer a vontade dele, como fez são José.
Que são José nos ajude a sermos fiéis a Deus e à nossa missão neste mundo. Que ele interceda também pelos trabalhadores, dos quais é o padroeiro.
“São José, homem do povo, entendeu a mensagem do Senhor. Operário, feliz esposo de Maria, Mãe do Senhor.”
Campanha da fraternidade. A prática da violência espalha-se por nossa sociedade e manifesta-se em todas as camadas sociais. Nas classes mais altas, ela é mais sofisticada, e os crimes são praticados de forma mais velada.
Na questão da sonegação de impostos, por exemplo, o pobre já paga o imposto embutido nas compras do supermercado. Os ricos, em grande parte, sonegam milhões. Portanto, neste crime da sonegação, que é praticado por todas as classes sociais, os pobres são mais vulneráveis às conseqüências do crime.
Padre Antônio Queiroz

(11.5) – JOSÉ, HOMEM JUSTO
2 Samuel 7, 4-5.12-14.16 – “A obra de Deus não para”
Nesta leitura o Senhor se dirige a Davi e promete a ele um descendente a quem confirmaria a sua realeza, construiria para Ele o Templo e firmaria para sempre o seu trono real. A Obra de Deus não para nunca, nem na família, nem na Comunidade, nem na Igreja. Ele está sempre suscitando nos corações dos descendentes a inspiração para a realização do Seu Plano de Amor e Salvação. Por isso, ao longo dos tempos Deus foi se manifestando por meio dos profetas aos reis e à sua descendência. A promessa de Deus a Davi começou com Salomão, confirmou-se por intermédio das gerações e se completou em Jesus, filho de Maria, mas que era da descendência de Davi por parte de José, o Seu pai adotivo. José era descendente de Davi, portanto, a promessa foi para ele e para a sua descendência. Para nós é muito bom saber que nada vai ser interrompido quando não mais estivermos aqui. Em todos os tempos Deus escolhe pessoas de fé para que executem os seus projetos. Ele já sabe com quem contará para realizar a Sua obra e levá-la adiante. O trono de Deus está firme para sempre através de nós e de outros que virão. As Suas promessas também se cumprem em nós, pois a Sua Palavra é eterna. Por isso, o Senhor hoje também promete abençoar a nossa descendência, ser um pai zeloso e firmar para todos nós, um trono real. Não podemos desacreditar!
– Você considera as promessas de Deus também para você?
– Você tem consciência disso?
Acolha para você hoje essa promessa de Deus e peça ao Espírito Santo o entendimento para perceber como isto pode acontecer na sua vida.
– Você já recebeu algum encargo de Deus?
Assuma-o como um filho!

Salmo 88 – “Eis que a sua descendência durará eternamente!”
O amor de Deus é garantido para sempre e a sua lealdade é tão firme como os céus. Nisso nós precisamos nos apoiar: Deus fez conosco uma aliança de amor para sempre aqui na terra através de nós e daqueles que nos precederem.

2a. Leitura – Romanos 4, 13.16-18.22 – “Sem a fé em Jesus não há filiação divina”
A condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito de Deus e uma virtude da fé. “É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro”, diz São Paulo, portanto, a nossa fé, é o parâmetro para que sejamos, também, considerados descendentes de Abraão a quem a promessa de Deus foi dirigida. A fé em Jesus é também o documento necessário para que sejamos admitidos como filhos de Deus. Sem a fé em Jesus não há filiação divina, pois a atitude de fé nos é creditada como justiça e justo é quem tem fé. Por isso, a promessa de Deus continua valendo para nós até hoje através dos tempos e das gerações. Aquele que acredita na promessa de Deus para si, torna-se como Abraão e como José, testemunha da fé e será como um pai para aqueles a quem atrair para o Senhor. Assim também, eles se tornarão seus herdeiros. Somos pais de muitos povos na medida em que damos testemunho, contra toda a perspectiva humana, da fé que temos nas promessas de Deus. Mesmo contra toda a esperança humana precisamos nos manter firmes na fé n’Aquele que nos providencia todas as coisas a todo o momento.
– Você se considera descendente de Abraão? Por quê?
– A quem você tem atraído para Deus através da sua fé e do seu testemunho?
Se assim for, você poderá estar certo(a) de que este alguém é seu(sua) herdeiro(a) espiritual.

Evangelho – Mateus 1, 16.18-21.24 – “José, homem justo”
Deus cumpre a promessa que fizera a Davi e chama José para ser o pai adotivo de Jesus. É a partir dele que a Palavra revela a sua origem, “José filho de David, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa!”. José foi um homem justo, isto é, ajustado à vontade de Deus e não relutou em atender ao anjo que lhe apareceu em sonho, mesmo que antes tenha decidido abandonar Maria. Voltou atrás diante da convocação que Deus lhe fez, em sonhos. José, era, portanto, um homem que tinha intimidade com Deus e conhecia os passos do seu Senhor, por isso conseguiu tomar uma decisão tão grave e radical. Ele é exemplo para os pais, porque cumpriu sua missão conforme a vontade de Deus deixando de lado o seu projeto de vida pessoal. José confiou no plano de Deus para a humanidade e cooperou para que a Salvação de Jesus nos fosse oferecida. Todos nós também podemos nos considerar homens e mulheres justos quando acolhemos e obedecemos ao chamado de Deus para cooperar com o Seu Plano de salvação. Embora não sejamos os primeiros, os mais ilustres, nós também podemos participar do sonho de Deus, pois, somos descendentes de Davi e herdeiros das promessas do Senhor a Abraão.
– Para você é difícil ajustar-se às mudanças de plano?
– Você acha que o sacrifício de José valeu a pena?
– Tem valido a pena para você abdicar de algum projeto seu em favor de fazer a vontade de Deus?
– Você se sente importante na execução dos projetos de Deus aqui na terra?
Helena Serpa

(16) – JOSÉ, FILHO DE DAVI, NÃO TENHAS RECEIO DE RECEBER MARIA, TUA ESPOSA
Hoje, a Igreja celebra a solenidade de são José, esposo de Maria. É como um parêntesis alegre dentro da austeridade da Quaresma. Mas a alegria desta festa não é um obstáculo para continuarmos a avançar no caminho de conversão, próprio do tempo quaresmal.
Bom é aquele que, elevando o seu olhar, faz esforços para que a sua própria vida se adapte ao plano de Deus. E bom é aquele que, olhando para os outros, procura interpretar sempre no bom sentido todas as ações que realizam e defender o seu bom nome. Nestes dois aspectos de bondade se nos apresenta são José no Evangelho de hoje.
Deus tem um plano de amor para cada um de nós, já que «Deus é amor» (1 Jo 4, 8). Porém, a dureza da vida leva a que algumas vezes não o saibamos descobrir. Logicamente, queixamo-nos e resistimos a aceitar as cruzes.
Não deve ter sido fácil para são José ver que Maria «antes de passarem a conviver, se encontrou grávida pela ação do Espírito Santo» (Mt 1, 18). Tinha pensado desfazer o acordo matrimonial, mas «secretamente» (Mt 1, 19). Contudo, «quando o anjo do Senhor lhe apareceu em sonho» (Mt 1, 20) revelando-lhe que tinha de ser pai legal do Menino, aceitou imediatamente «e acolheu sua esposa» (Mt 1, 24).
A Quaresma é uma boa ocasião para descobrirmos o que é que Deus espera de nós, e reforçar o nosso desejo de o pôr em prática. Peçamos ao bom Deus «por intercessão do Esposo de Maria», como diremos na Oração Coleta da Missa, que avancemos no nosso caminho de conversão, imitando São José na aceitação da vontade de Deus e no exercício da caridade com o próximo. E, ao mesmo tempo, tenhamos presente que «toda a Santa Igreja está em dívida com a Virgem Mãe, já que por ela recebeu Cristo, assim também, depois dela, São José é o mais digno do nosso agradecimento e reverência (São Bernardino de Sena).
Mons. Ramon MALLA i Call Bispo Emérito de Lleida

COMEMORA-SE NO DIA 19/Mar

(5) – SÃO JOSÉ, ESPOSO DE MARIA
Pouco conhecemos sobre a vida de São José; unicamente as rápidas referências transmitidas pelos evangelhos. Este pouco, contudo, é o suficiente para destacar seu papel primordial na história da salvação.
José é o elo de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. É o último dos patriarcas. Para destacar este caráter especial de José, o evangelho de São Mateus se apraz em atribuir-lhe “sonhos”, à exemplo dos grandes patriarcas, fundadores do povo judeu. A fuga de José com sua família para o Egito repete, de certa forma, a viagem do patriarca José, para que nele e em seu filho Jesus se cumprisse o novo Êxodo.
Diz-se que casou-se com Maria aos 30 anos de idade e, por seu caráter, foi escolhido a dedo por Deus para guardar a virgindade de nossa mãezinha Maria. Diz-se também que morreu aos 60 anos de idade, antes do início da vida pública de seu Filho Jesus Cristo.
Sabemos que ele era um carpinteiro, um trabalhador, tanto que, em Nazaré, perguntaram em relação a Jesus, “Não é este o filho do carpinteiro?”. Ele não era rico, tanto que, quando ele levou Jesus ao Templo para ser circuncidado, e Maria para ser purificada, ele ofereceu o sacrifício de um par de rolas ou dois pombinhos, permitido apenas àqueles que não tinham condições de comprar um cordeiro.
A missão de José na história da salvação consistiu em dar a Jesus um nome, fazê-lo descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas. Sua pessoa fica na penumbra, mas o Evangelho nos indica as fontes de sua grandeza interior: era um “justo”, de uma fé profunda, inteiramente disponível à vontade de Deus, alguém que “esperou contra toda esperança”.
Sua figura quase desapareceu nos primeiros séculos do cristianismo, para que se firmasse melhor a origem divina de Jesus. Mas já na Idade Média, São Bernardo, Santo Alberto Magno e São Tomás de Aquino lhe dedicaram tratados cheios de devoção e entusiasmo. Desde então, seu culto não tem feito senão crescer continuamente.
Pio IX declarou-o padroeiro da Igreja universal. Leão XIII propunha-o como advogado dos lares cristão. Em nossos dias foi declarado modelo dos operários.
Oração para as famílias:
Senhor Jesus Cristo, vivendo em família com Maria, tua Mãe, e com São José, teu pai adotivo, santificaste a família humana. Vive também conosco, em nosso lar, e assim formaremos uma pequena Igreja, pela vida de fé e oração, amor ao Pai e aos irmãos, união no trabalho, respeito pela santidade do matrimônio e esperança viva na vida eterna. Tua vida divina, alimentada nos sacramentos, especialmente na Eucaristia e na tua palavra, nos anime a fazer o bem a todos, de modo particular aos pobres e necessitados. Em profunda comunhão de vida nos amemos na verdade, perdoando-nos quando necessário, por um amor generoso, sincero e constante. Afasta de nossos lares, Senhor Jesus, o pecado da infidelidade, do amor livre, do divórcio, do aborto, do egoísmo, da desunião e toda influência do mal e do demônio. Desperta em nossas famílias vocações para o serviço e ministério dos irmãos, em especial, vocações sacerdotais e religiosas. Que nossos jovens, conscientes e responsáveis, se preparem dignamente para o santo matrimônio. Senhor Jesus Cristo, dá, enfim, às nossas famílias, coragem nas lutas, conformidade nos sofrimentos, alegria na caminhada para a casa do Pai.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SÃO JOSÉ
SÃO JOSÉ ESPOSO DE MARIA E PADROEIRO DA IGREJA
(BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA SOLENIDADE)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
José (Palestina, séc. 1º) assumiu a missão de acompanhar e proteger sua esposa, Maria, e o Filho de Deus, Jesus, do qual era pai adotivo. Foi o homem justo e fiel que Deus pôs como guarda de sua casa. É o padroeiro da Igreja e o protetor de todas as famílias.

Antífona da entrada
Eis o servo fiel e prudente, a quem o Senhor confiou a sua casa (Lc 12, 42).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus todo-poderoso, pelas preces de são José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Os projetos de Deus são realizados por pessoas de fé e compromissadas com sua vontade, a exemplo de Abraão, o pai na fé, e de José, o pai adotivo de Jesus.

Monição ou Antífona do Evangelho
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, palavra de Deus!
Felizes os que habitam vossa casa, para sempre eles hão de vos louvar!

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Por intercessão de são José, ouvi-nos, Senhor.
1. Tornai, Senhor, a Igreja sempre mais comprometida com vosso reino.
2. Dai aos bispos, padres, diáconos e a todo o vosso povo caminhar com entusiasmo e alegria sob a proteção de são José.
3. Iluminai as autoridades em suas decisões e suscitai nelas o cuidado com os necessitados.
4. Ajudai as famílias a alimentar a fé na oração e viver no amor e na harmonia.
5. Agraciai as crianças com pais generosos e acolhedores que sempre velem pelo seu bem.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus de bondade, assim como são José se consagrou ao serviço do vosso Filho, nascido da virgem Maria, fazei que também nós sirvamos de coração puro aos mistérios do vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor (Mt 25, 21).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que na alegria da festa de são José alimentastes neste altar a vossa família, protegei-nos sem cessar e guardai em nós os vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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