Liturgia Diária 21/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
21/Mar/2015 (sábado)

Ninguém jamais falou como este homem!

LEITURA: Jeremias (Jr) 11, 18-20: Jeremias perseguido em Anatot
Leitura do Livro do Profeta Jeremias:
18 Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. 19 Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício, e não sabia que tramavam contra mim: “Vamos cortar a árvore em toda sua força, eliminá-lo do mundo dos vivos, para seu nome não ser mais lembrado.” 20 E tu, Senhor dos exércitos, que julgas com justiça e perscrutas os afetos do coração, concede que eu veja a vingança que tomarás contra eles, pois eu te confiei a minha causa. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 7, 2-3. 9bc-10. 11-12: Prece do justo perseguido
2a Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.
2 Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio: vinde salvar-me do inimigo, libertai-me! 3 Não aconteça que agarrem minha vida como um leão que despedaça a sua presa, sem que ninguém venha salvar-me e libertar-me!
9b Julgai-me, Senhor Deus, como eu mereço 9c e segundo a inocência que há em mim! 10 Ponde um fim à iniquidade dos perversos, e confirmai o vosso justo, ó Deus-justiça, vós que sondais os nossos rins e corações.
11 O Deus vivo é um escudo protetor, e salva aqueles que têm reto coração. 12 Deus é juiz, e ele julga com justiça, mas é um Deus que ameaça cada dia.

EVANGELHO: João (Jo) 7, 40-53: Novas Discussões sobre a origem de Cristo
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 40 Ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta.” 41 Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galiléia? 42 Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?” 43 Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44 Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45 Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” 46 Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem.” 47 Então os fariseus disseram-lhes: “Também vós vos deixastes enganar? 48 Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49 Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!” 50 Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51 “Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?” 52 Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galiléia não surge profeta.” 53 E cada um voltou para sua casa. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
No início da nossa Leitura orante, peçamos ao Espírito Santo a graça de compreendermos o mistério da vida de Cristo que a Palavra hoje nos apresenta: Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Leia o texto de Jo 7, 40-53.
O que diz o texto em si?
Qual é o tema que perpassa a discussão dos personagens?
O que as pessoas falam sobre Jesus?
Algumas pessoas da multidão, diante dos sinais e das palavras de Jesus começam a acreditar ser Jesus um Profeta. Já para outros, Jesus é o Cristo, o Messias. Surgem então alguns questionamentos: Porventura o Messias virá da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias virá da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?
Conforme as Escrituras, Deus, por meio do profeta Natã, havia prometido a Davi uma descendência que ocupasse o seu trono para sempre. Porém, os reis descendentes de Davi foram todos depostos e não restou nenhum herdeiro.
E então, o que dizer da promessa de Deus?
No povo ainda permanecia a esperança de que um dia ressurgiria um novo Filho de Davi para libertar e conduzir o seu povo e que Deus assim continuaria o seu reinado. Quando o povo reconheceu em Jesus de Nazaré o enviado de Deus, logo o aclamaram como Messias e Filho de Davi.
Sobre o fato de que o Messias virá de Belém, cidade de Davi = Belém é a cidade de origem da dinastia davídica. Jesus nasce como descendente de Davi na cidade da família de Davi, e José, pai adotivo de Jesus, confere-lhe juridicamente a ascendência davídica.
Diante da afirmação dos guardas: “ninguém jamais falou como este homem”, entendemos a força das palavras de Jesus. Os guardas reconhecem que a Palavra de Jesus de Nazaré é única, diferente. Jesus fala como quem tem autoridade. E essa autoridade é pelo fato de que suas palavras estão ligadas ao seu testemunho. Uma autoridade que foi capaz de vencer as autoridades que o queriam prender.

A VERDADE (Refletir)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a nossa vida.
O que o texto me fala?
Que aspectos do mistério de Deus esta passagem proporciona conhecer?
Qual é o traço de Jesus que a Palavra me revela?
Para mim Jesus é um profeta, o messias, o libertador…?
Como acolho em meu coração a atitude de encantamento dos guardas e as palavras “ninguém jamais falou como este homem”?
– Nas dúvidas nas coisas de fé, onde buscamos esclarecimentos?
Os guardas do templo se comoveram com a grandeza de Jesus. Ele nos comove o coração. Agradeçamos a riqueza de sua Graça.
Os fariseus ficaram desconcertados com a atitude dos guardas. Certas manifestações de fé que damos podem também surtir este tipo de efeito positivo. Por isso, alegremo-nos no Senhor.
Renove seu ato de fé em Jesus, Salvador. Ele o fortalecerá mais ainda.

E a VIDA (Orar)
Tendo presente a sua caminhada quaresmal e os apelos que a Palavra de Deus revelou ao seu coração, apresente ao Senhor as suas orações.
Em comunhão com a Igreja, reze também a oração da Campanha da Fraternidade:
Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Com a Palavra de Deus na mente e no coração, qual atitude me proponho a viver no dia de hoje?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Muitas pessoas conhecem diversas coisas sobre Jesus, mas não conhecem verdadeiramente a Jesus, porque fundamentaram o seu conhecimento numa leitura racional e científica da Palavra e da História, mas nunca tiveram um encontro pessoal com Jesus, nunca entraram na sua intimidade através da oração, nunca procuraram contemplá-lo, nunca quiseram desenvolver uma espiritualidade. Essas pessoas sempre fizeram de Jesus um objeto de conhecimento e não uma pessoa de relacionamento. Nunca viram verdadeiramente Jesus, de modo que não podem compreendê-lo, segui-lo, amá-lo e viver de acordo com os valores que ele propôs.

(6) – JESUS É O VERDADEIRO PROFETA, O VERBO DE DEUS
A presença de Jesus divide as pessoas no que diz respeito a sua identidade. Os que passam a crer em Jesus por causa dos sinais que ele realiza, começam a ser hostilizados. Mas nem mesmo os soldados ousaram pôr as mãos em Jesus para prendê-lo. O leitor sabe, não obstante a instigação dos fariseus, que o que os soldados experimentaram ouvindo Jesus não era ilusão, mas a verdade. Nicodemos, fariseu e membro do Sinédrio, é um dos personagens mais importantes do quarto evangelho. Nele vemos refletidos todos os que empreendem o itinerário de amadurecimento da fé (Jo 3, 1-21). Tendo ido procurar Jesus, à noite, é ele quem, agora, sai em sua defesa. Ouvir de verdade Jesus é oferecer a Deus a possibilidade de ser transformado por ele. Por isso, Nicodemos, que ouviu longamente o Senhor, convida em vão os chefes do povo a fazerem o mesmo. Se da Galileia não havia surgido profeta, não é o caso agora, pois é de lá que vem o verdadeiro profeta, e mais do que um profeta, o próprio Verbo de Deus que escolheu a nossa humanidade como lugar de sua habitação. No caso do evangelho, os que examinam a Escritura são prisioneiros da letra em detrimento do Espírito que sopra onde e quando quer, e fazem da Escritura refém de sua ideologia.
Oração:
Jesus Mestre, eu vos louvo e agradeço pelo grande dom do Evangelho. Vossas palavras dão a vida eterna.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – QUE O SEU CORAÇÃO ACOLHA A NOVIDADE DE DEUS
Que a graça de Deus seja sempre nova em nossa vida! Que a graça de Deus seja sempre a Boa Nova d’Ele para renovar os nossos corações!
“Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele” (João 7, 43-44).
As controvérsias em torno da pessoa de Jesus crescem a cada dia, porque há aqueles que causam tumulto e confusão no meio do povo. Eles não querem que o povo creia em Jesus porque eles também não se abrem para crer n’Ele. Pelo contrário, eles promovem falsas discussões com argumentos falaciosos e não sérios, porque querem a todo custo levá-Lo à morte. Isso porque aqueles que se opõem à Sua Palavra, se opõem à Sua pregação e se opõem ao Seu ministério estão decididamente fechados a não acolher nem o Senhor nem Sua Palavra.
Mas para além das discussões e das controvérsias, a grande pergunta que se faz é: “Mas quem é Jesus? Por que Ele incomoda tanto? Por que Ele causa tantos conflitos nos pensamentos e nos corações?”.
Primeiramente, porque se você não se abre para ter esse encontro pessoal com Jesus, você, de fato, não vai conhecê-Lo, não vai experimentá-Lo e Ele não vai ser Senhor e Deus na sua vida.
No entanto, um grupo de judeus quer olhar para Jesus apenas no aspecto humano, quer tratá-Lo como uma questão meramente humana e não se abre para o toque da graça, não se abre para ouvir, entender ou procurar entender o que Ele lhes traz.
Um coração obstinado e fechado nunca chega ao conhecimento da verdade, e isso vale para todas as esferas da nossa vida humana. Quando nós nos fechamos ao diálogo, quando não somos capazes de escutar o próximo, quando não entramos na essência das pessoas, começamos a nos tratar uns aos outros com superficialidade. Quando somos superficiais e olhamos o outro da mesma forma nós não chegamos à essência dessa pessoa e, dessa forma, também não chegamos à essência da verdade.
Por essa razão, muitos da época de Jesus não chegaram até Ele, não conheceram Sua essência nem aquilo que Ele veio trazer para todos nós, porque não se abriram e ficaram apenas nas discussões periféricas. Sim, são aquelas discussões superficiais que não levam a nada. Jesus não é assunto para se discutir na feira, no salão de beleza. Jesus é assunto em questão de fé, de relacionamento pessoal com Deus, de abertura para a graça divina!
Não se pode compreender as coisas de Deus se não houver uma abertura para que a graça d’Ele entre em nós. Não é uma compreensão meramente humana, é uma compreensão que exige a luz da fé!
Sem fé ninguém agrada a Deus, sem fé ninguém chega ao conhecimento da verdade de Deus, pois fé é dom infuso, é graça que vem do alto, é iluminação do Espírito que vence os próprios obstáculos humanos e as barreiras do preconceito, criadas por nós mesmos ao longo da vida. Por essa razão, muitas vezes, nós não somos capazes de acolher o novo vindo d’Ele.
Jesus é sempre uma “novidade nova”, porque Ele veio para renovar a nossa vida; e a renovação começa nos nossos próprios conceitos, nas nossas teorias, naquilo em que nós acreditamos ser sempre assim e não temos uma abertura para o novo.
Contudo, se nós não nos abrimos para o novo de Deus, o novo de Deus não vai entrar em nós! Os judeus se opuseram ao Senhor Jesus, porque muitos deles não quiseram se abrir para a novidade de Deus.
Que a graça de Deus seja sempre nova em nossa vida! Que a graça de Deus seja sempre a Boa Nova d’Ele para renovar os nossos corações! E que o Espírito Santo venha em nosso socorro, em auxílio à nossa pobreza e à nossa miséria para quebrar dentro de nós o orgulho, a nossa visão fechada e abrir o nosso coração para a plenitude da graça de Deus!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – QUEM É JESUS?
Não foi fácil, para os contemporâneos de Jesus, definir sua identidade. Seus feitos prodigiosos levavam as pessoas a se perguntarem quem era ele. Suas palavras tinham a vibração dos antigos profetas. Seu modo de ser dava motivo para chamá-lo de Messias. Entretanto, por ser tido como galileu, descartava-se esta possibilidade. Não se esperava nenhum messias profeta vindo da Galiléia. E a indagação inicial permanecia sem resposta.
A dificuldade em definir a identidade de Jesus tinha sua origem na maneira equivocada de abordá-lo. As respostas obtidas enfocavam a exterioridade de Jesus, sua aparência. Sob este aspecto, as definições aplicadas a ele até podiam ser verdadeiras, mas eram insuficientes.
A verdadeira identidade de Jesus escondia-se atrás de suas palavras e de suas ações. Quem atingia este nível de profundidade, defrontava-se com sua dimensão divina, fundamento de sua autoridade e do poder miraculoso de seu agir. Aí se escondia sua condição de Filho de Deus e a perfeita unidade existente entre seu querer e o querer do Pai.
Por conseguinte, pouco importavam seu lugar de origem, sua genealogia e suas relações com personagens do passado. Para decifrar o enigma de sua identidade, bastaria aceitá-lo como Filho de Deus.
Oração:
Senhor Jesus, dá-me uma fé cada vez mais robusta que me leve a conhecer-te sempre mais e melhor.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“[…] houve divisão no meio do povo por causa de Jesus” (Jo 7, 43).
Toda a questão para o povo judeu, em relação a Jesus, era sua afirmação como o Messias de Israel. Alguns acreditavam e outros o negavam. Estavam confusos na interpretação das tradições e profecias sobre o Messias. Como sabiam que Jesus viera da Galileia, para muitos não podia ser o Messias, pois a tradição profética dizia que viria de Belém de Judá.
Os chefes judeus quiseram interrogar Jesus, para poderem prendê-Lo. Mandaram soldados para isto. Porém a retórica de Jesus os fascinou e não tiveram coragem de prendê-lo. Foram cativados por Jesus. De volta aos sumos sacerdotes foram repreendidos, tidos como “gente maldita que não conhecia a Lei” (Jo 7, 49). No entanto, eles é que estavam certos, e os sumos sacerdotes errados.
Somente uma voz se levantou a favor de Jesus, a de Nicodemos. Mas logo foi silenciado, porque não sabia resolver a questão da origem de Jesus em Nazaré. Os sumos sacerdotes lhe disseram: “Vai estudar! E verás que da Galileia não surge profeta” (Jo 7, 52c).
O que Jesus estaria pensando diante de todos estes acontecimentos?
Sabemos que Jesus se detinha por longas horas em oração ao Pai.
Sua oração era sobre este tipo de sofrimento que o Pai lhe pedia para a Salvação do mundo. Ele aceitou estes sofrimentos por amor ao Pai e à humanidade pecadora.
Na Primeira Leitura ouvimos a lamentação do profeta Jeremias:
“18. Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. 19. Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício, e não sabia que tramavam contra mim […]” (Jr 11, 18-19).
Sabemos que Jesus conhecia esta passagem de Jeremias. Sua oração ao Pai seria mais ou menos como a destas palavras do profeta.
Neste tempo de Quaresma rezemos, na presença de Jesus, vendo-o em sua Paixão e todo o seu sofrimento.
Digamos-Lhe que estamos a seu lado, e que nossa consolação, mesmo pequena, seja a afirmação de nosso amor por Ele. Amor se paga com amor. E por amor Jesus morreu por todos nós.
Padre Valdir Marques

(10) – HOUVE ASSIM DESACORDO ENTRE A MULTIDÃO A RESPEITO DE JESUS
No mistério pascal são superadas as barreiras do mal multiforme de que o homem se torna participante durante a sua existência terrena. Com efeito, a cruz de Cristo faz-nos compreender as mais profundas raízes do mal, que mergulham no pecado e na morte, e também ela se torna sinal escatológico. Somente na realização escatológica e na definitiva renovação do mundo o amor vencerá, em todos os eleitos, o mal, nas suas fontes mais profundas. […]
Na realização escatológica, a misericórdia revelar-se-á como amor, enquanto no tempo, na história humana, que é conjuntamente história de pecado e de morte, o amor deve revelar-se sobretudo como misericórdia e realizar-se também como tal. O programa messiânico de Cristo – programa de misericórdia – torna-se o programa do seu Povo, da Igreja. Ao centro deste programa está sempre a Cruz, porque nela a revelação do amor misericordioso atinge o ponto culminante. […]
Cristo, o Crucificado, é o Verbo que não passa (cf Mt 24, 35). É o que está à porta e bate ao coração de cada homem (cf Ap 3, 20), sem cortar a sua liberdade, mas procurando fazer irromper dela o amor; amor que é não apenas um ato de união com o Filho do homem que sofre, mas também, de certo modo, uma forma de «misericórdia» de cada um de nós pelo Filho do Eterno Pai. De nenhuma outra maneira pode a dignidade do homem ser mais respeitada e engrandecida que em todo o programa messiânico de Cristo, em toda a revelação da misericórdia pela Cruz, já que o homem, se é objeto da misericórdia, é também, em certo sentido, aquele que ao mesmo tempo «exerce a misericórdia».
São João Paulo II

(11.1) – PORVENTURA O MESSIAS VIRÁ DA GALILÉIA?
Este Evangelho mostra que o povo estava dividido a respeito de Jesus: uns achavam que ele era um profeta, ou até o Messias, e outros objetavam, pelo fato de ele ser galileu: “Da Galiléia não surge profeta”. Também a cidade dele era vista com preconceito: “De Nazaré pode sair algo de bom?”.
Preconceito, como a própria palavra diz, é um conceito formado antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento da pessoa, baseado em fatores externos a ela. É um prejulgamento. A pessoa preconceituosa baseia-se nas aparências, e forma já o seu julgamento sobre a pessoa.
Entre nós, há preconceito entre Estados, entre cidades, entre pessoas que tem a pele de outra cor, entre os que têm estudo e os que não têm, até entre os que moram na cidade e os que moram na roça. Quanta gente sofre por causa do preconceito!
Nós cristãos não devíamos ter preconceito de ninguém, pois o batismo nos igualou a todos. “Vós todos sois filhos de Deus… Vós todos que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo… Não há mais judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, pois todos vós sois um só, em Cristo Jesus” (Gl 3, 26-28).
O preconceito é um tabu difícil de combater, porque ele cega a pessoa. Veja a resposta que deram a Nicodemos, que tentou combater o preconceito contra Jesus, foi também atacado: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar…”
O encontro do humano com o divino na pessoa de Jesus é paradoxal. É o encontro do relativo com o absoluto, do imperfeito com o perfeito, do limitado com o absoluto. A humanidade nunca entendeu direito, nem assimilou esse encontro. Houve épocas na história em que divinizavam tanto a Jesus que sacrificavam a sua humanidade, e houve épocas contrárias.
Também a Igreja carrega em si esse paradoxo, pois ela é, ao mesmo tempo, humana e divina, santa e pecadora. Há pessoas que querem fazer dela um grande movimento social no mundo. Outro, ao contrário, a espiritualizam demais, distanciando-a da vida humana do dia a dia. Inclusive o padre, muitos querem que ele viva só na sacristia, outros querem que ele viva só na rua, envolvendo-se no temporal e nos problemas sociais.
Conta-se que Santo Afonso Maria de Ligório, o fundador dos missionários redentoristas, no final de sua vida ficou acamado durante um tempo. Um dia ele pediu ao Irmão que cuidava dele que o levasse até a capela. O Irmão lhe disse: “Não precisa! Jesus está em toda parte, e está aqui neste quarto também”. O velho bispo respondeu: “Sim, ele está aqui. Mas lá na capela ele está fisicamente presente, na eucaristia, e eu quero visitá-lo”. E o Irmão teve de levá-lo, na cadeira de rodas, até a capela.
Vendo o Evangelho de hoje, nós pensamos: se eu estivesse lá, não ia desprezar Jesus. Mas o mesmo Jesus que estava lá está em todas as nossas igrejas, na eucaristia. Que não o desprezemos!
Maria Santíssima viveu numa sociedade que tinha vários preconceitos contra a mulher, a qual tinha de ser caseira e não podia nem falar em público. Ela, porém, passou por cima de tudo isso. Que ela nos ajude a vencer os preconceitos e a entender o seu Filho como ele realmente é: verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Padre Antônio Queiroz

(11.2) – MESSIAS OU PROFETA?
A mensagem central de hoje e de todo o Evangelho de São João é que “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho Unigênito, para que não morra todo aquele que nele crê, mas, tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). A presença de Jesus, como luz do mundo, divide inevitavelmente os seres humanos entre os que se decidem pela Luz e, por isso, ficam do lado da vida, e os que se decidem pelas trevas, ficando do lado da morte. A Quaresma é ocasião oportuna para reforçarmos nossa decisão pela luz, que é Cristo, e ajudarmos os que estão nas trevas a optar pela luz e abandonar a morte.
“Não vim trazer a paz, mas a divisão”. Jesus era consciente de que um efeito ainda que não desejado do seu trabalho fosse ser causa de divisão entre os partidários do imobilismo e os que lutam por um mundo novo. Por isso inflamou a ira dos funcionários do templo e de todos os que se consideravam donos da verdade.
O fogo da Palavra de Deus não era para funcionários lúgubres saturados de doutrinas e sedentos de poder.
Mas o fogo de Jesus não é o fogo das paixões políticas. É o fogo do Espírito que tem que ser aprovado na entrega total, no batismo da doação pessoal. É um fogo que prende aí onde se abandonaram os interesses pessoais e se busca um mundo de irmãos. Jesus ensinava as multidões em Jerusalém, durante a festa das Tendas. Muitos aderem às suas palavras. E aclamam que na verdade Jesus era um Profeta que tinha surgido no meio deles. Outros que esperavam um messias glorioso, ficam céticos diante da origem de Jesus, da Galiléia. Pois segundo eles, o messias que esperavam não se saberia de onde é. E de Jesus sabiam, pois conheciam os seus pais. Embora soubessem pelas Escrituras que diz que Ele seria descendente de Davi e que haveria de nascer em Belém, cidade de Davi.
Pelo sim ou pelo não, Ele é o Messias que devia vir ao mundo. A hostilidade crescente dos dirigentes judeus se concretiza em ação, mandando prender Jesus.
Os próprios guardas reconhecem a autenticidade das palavras de Jesus e se recusam a prendê-lo. Os fariseus, censurando os guardas, mostram o desprezo que tinham pelo povo, considerando-o ignorante, maldito e pecador.
Um dos fariseus, Nicodemos, procura defender Jesus e é também censurado. A origem de Jesus não é a de um messias poderoso, mas é o próprio Deus de misericórdia que a todos acolhe em seu eterno amor. A morte e ressurreição de Jesus é o juízo do mundo. Pois Ele é mais do que profeta. Ele é o Messias, o Deus conosco! É o Deus presente na história da minha vida marcada de quedas e muitas vezes de fracassos. Ele veio para me reerguer e fortalecer dando-me uma dignidade igual à d’Ele. É urgente que o fogo trazido por Ele se ateie o quanto antes no meu coração.
Jesus veio para estabelecer a unidade universal, a união de todo o universo com o Pai, acaba por ser “sinal de contradição”, para os olhos e o coração de quem para Ele se não sabe voltar. Volte-te para Ele e estarás livre do juízo final. Tu e a tua família estareis salvos da morte eterna.
Canção Nova

(11.3) – OS GUARDAS VOLTARAM DE MÃOS ABANANDO
As pessoas definiam Jesus não de acordo com aquilo que ele era, mas aquilo que a elas interessava, para uns ele era realmente um grande Profeta, talvez inspirados pelos profetas que Deus mandara no antigo Testamento, estes buscavam uma esperança que só Deus lhes poderia dar.
Para outros ele era o Cristo, isso é, o ungido, o enviado de Deus, colocavam nele todas as suas esperanças e acreditavam em seu Messianismo que iria trazer a Salvação a todos. O grande problema continua sendo aquele que já comentamos na reflexão de ontem: Jesus era humano demais… e o fato da sua origem ser da Galiléia não credenciava a ser o Messias que segundo as escrituras viria de uma linhagem nobre.
E para alguns, o fato dele não ser quem esperavam que fosse, transformava a frustração em raiva. Um comportamento onde se joga no irmão ou na irmã toda a nossa frustração, pelos nossos fracassos e derrotas, a culpa é das pessoas que não são o que a gente esperava que fossem.
Não será assim em nossas comunidades, até hoje?
“Se depender de mim e do que eu penso, a comunidade vai bem, mas tem fulano e cicrano que nunca correspondem”.
O segundo aspecto importante a ser considerado nessa reflexão, é a atitude dos Guardas que, pertencendo ao povo, e não estando atrelados a nenhuma lei ou tradição escriturística, estão abertos para ouvir as palavras de Jesus e elas o encantam de tal modo que os impede de o prender.
O pior papel fica mais uma vez com os famigerados Fariseus, a quem o messianismo de Jesus não lhes interessava, uma vez que suas palavras e obras não coincidiam com o conhecimento deles, que provinha da Lei e da tradição. Eram os guardiães da tradição e deles teria que vir o aval que iria autenticar o messianismo de Jesus.
Nas comunidades temos os nossos conselhos pastorais e econômicos, que representam a assembléia e não podem fazer valer a opinião pessoal, ou a deste ou aquele grupo. O verdadeiro cristianismo é dialogante e interativo, virtudes estas que brotam da comunhão fraterna, e que os Fariseus não tiveram e que também, infelizmente faz muita falta em nossas comunidades onde o agente de Pastoral só se move “no seu quadrado”, fora dele, e em contato com outras pastorais, se sente um peixe fora d’água.
Diácono José da Cruz

(11.4) – ACASO O MESSIAS VIRÁ DA GALILEIA?
O evangelho de hoje apresenta um Jesus que com suas ações e pregação gera desconcerto ente os que o escutam, pois consideram que o Messias esperado não pode vir da Galileia, e muito menos ser um humilde camponês que se atreva a questionar as estruturas poderosas que dominam Jerusalém. Este evangelho nos interpela a revisar a fundo para onde apontam nossas esperanças: que tipo de messianismo estamos esperando.
Seguimos pensando que serão as grandes estruturas as que vão recolher nossas expectativas de vida e nos aproximarão ao reino?
Em nosso entorno certamente há profetas simples, líderes humildes que anunciam um modelo de vida alternativo. É hora de olhar para nossa sociedade. Coloquemos nas mãos de Deus as vidas dos animadores das comunidades cristãs; as vidas dos catequistas e demais agentes de pastoral; as vidas dos líderes sociais; as vidas de quem defende os direitos humanos, para que o Senhor as acompanhe em suas tarefas e essas vidas sejam vistas por todos como testemunhos dignos de serem imitados, apoiados e acompanhados.
Claretianos

(11.5) – OS SÁBIOS E O POVO
Jeremias 11, 18-20 – “o servo de Deus é amparado”
Apesar de todas as perseguições da vida aquele que confia no Senhor não será confundido. Deus julga com justiça e perscruta os afetos do coração, conhece tudo e antes que aconteçam as perseguições Ele dá sabedoria e força àqueles que nele confiam. A figura do servo sofredor e confiante nos leva a refletir sobre nós mesmos(as) que somos aqui na terra como “mansos cordeiros levados ao sacrifício” quando nos entregamos à vontade de Deus. Jesus, o justo cordeiro, o inocente é o nosso referencial. Muitas vezes também não sabemos quem trama contra nós e quer nos derrubar, mas no nosso coração encontramos força para continuar porque sabemos em que confiamos a nossa causa. Estamos convencidos(as) de que só a Jesus, o Servo perfeito, nós poderemos confiar o nosso pleito. Sutilmente o Espírito Santo, que julga com justiça e perscruta os afetos do coração pode nos conduzir e nos livrar dos males e enfermidades que nos fazem padecer. O mal que nos persegue é o pecado, mas o Senhor já nos libertou dele e nos chama à conversão.
– Em algum momento você também se sentiu perseguido(a), injustiçado(a)?
– Mesmo na hora da aflição você tem experimentado a força que vem de Deus ou você se sente só, abandonado(a), desesperado(a)?
– A quem você entrega o seu destino?

Salmo 7 – “Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.”
Às vezes nos enganamos e não entendemos que o Senhor vem salvar não aqueles que julgam a si mesmo e que vivem a vida fazendo as coisas dentro da lei, mas quer salvar principalmente aos que O procuram e O invocam como refúgio e salvação. “Julgai-me, Senhor Deus como eu mereço”, esta deve ser a nossa prece. Diante de Deus nós merecemos apenas a Sua misericórdia, porque Ele é Bom e a Sua justiça para nós é o Seu Amor.

Evangelho – João 7, 40-53 – “Os sábios e o povo”
Os fariseus e os mestres da Lei entravam em litígio com os judeus, porque alguns reconheciam Jesus como Messias e outros O ignoravam pelo simples fato dele ser um nazareno. Até os guardas que eram encarregados de prender Jesus se recusavam a fazê-lo, pois O reconheciam pelas obras que realizava e pela Palavra que Ele dirigia às multidões. Dessa forma, alegavam: “Ninguém jamais falou como este homem!” Eram eles, justamente, gente do povo, considerados malditos, pois não tinham acesso à Lei. Porém, o simples fato de terem tido uma experiência com Jesus abriu-lhes os olhos para acolherem-no como o Enviado de Deus.
“Os sábios”, doutores da Lei, que se diziam conhecedores das escrituras não O aceitavam alegando que da Galiléia não viria o Messias. No entanto, eles não tinham conhecimento de que Jesus nascera em Belém. Conheciam as escrituras, mas não aceitavam a Jesus que viera ao mundo tornar a lei uma regra de vida para a nossa felicidade interior homem. Nós também, às vezes estudamos as leis, somos conhecedores da história, contudo, se não tivermos uma experiência pessoal com Jesus e um encontro com a Sua Palavra, nunca iremos aceitá-Lo como nosso Caminho, Verdade e Vida.
Como os sacerdotes e os fariseus, nós também vemos apenas as aparências e julgamos segundo o que o nosso raciocínio lógico nos conduz. Por amor a Deus, muitas vezes ferimos os nossos irmãos e irmãs negando o mandamento maior que é o amor ao próximo. Muitas vezes nos dividimos por causa de Jesus e nos apegamos às coisas que não têm importância e por isso, nos atrapalhamos e prejudicamos a vivência da regra de vida que é o amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Somos inflexíveis nos nossos julgamentos e não deixamos que as outras pessoas se defendam e justifiquem as suas ações.
– Você conhece a Lei de Deus?
– Em que consiste a Lei e os mandamentos do Senhor?
– O que você sabe sobre Jesus Cristo?
– Como Ele tem acontecido na sua vida?
– Você já teve um encontro pessoal com Ele?
Helena Serpa

(16.1) – NINGUÉM JAMAIS FALOU COMO ESTE HOMEM
Hoje o Evangelho nos apresenta as diferentes reações que produziam as palavras de nosso Senhor. Este texto de João não nos oferece nenhuma palavra do Mestre, mas sim as consequências do que ele dizia. Uns pensavam que era um profeta; outros diziam «Ele é o Cristo» (Jo 7, 41).
Verdadeiramente, Jesus Cristo é esse “sinal de contradição” que Simeão havia anunciado a Maria (cf. Lc 2, 34). Jesus não deixava indiferentes aos que lhe escutavam, até o ponto em que nesta ocasião e em muitas outras «surgiu uma divisão entre o povo por causa dele» (Jo 7, 46). A resposta dos guardas, que pretendiam prender o Senhor, centraliza a questão e nos mostra a força das palavras de Cristo: «Ninguém jamais falou como este homem» (Jo 7, 46). É como dizer: suas palavras são diferentes; não são palavras ocas, cheias de soberba e falsidade. Ele é a “Verdade” e seu modo de falar reflete este fato.
E se isto acontecia com relação aos seus ouvintes, com maior razão suas obras provocavam muitas vezes o assombro, a admiração; e, também, a crítica, a murmuração, o ódio… Jesus falava a “linguagem da caridade”: suas obras e palavras manifestavam o profundo amor que sentia por todos os homens, especialmente pelos mais necessitados.
Hoje como então, os cristãos somos – temos de ser – “sinal de contradição”, porque não falamos e atuamos como os demais. Nós, imitando e seguindo a Jesus Cristo, temos de empregar igualmente “a linguagem da caridade e do carinho”, linguagem necessária que, definitivamente, todos são capazes de compreender. Como escreveu o Santo Padre Bento XVI na sua encíclica Deus caritas est, «o amor – caritas – sempre será necessário, mesmo na sociedade mais justa (…). Quem quer desfazer-se do amor, prepara-se para se desfazer do homem enquanto homem».
Abbé Fernand ARÉVALO

(16.2) – NINGUÉM JAMAIS FALOU COMO ESTE HOMEM
Hoje notamos como se “complica” o ambiente ao redor do Senhor, poucos dias antes da Paixão ocorrida em Jerusalém. Por causa Dele se gera todo tipo de discussão e controvérsia. Não podia ser de outro modo: «Pensais que eu vim trazer a paz à terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer a divisão» (Lc 12, 51).
E não é que o Redentor deseje a controvérsia e a divisão, e sim que ante Deus não valem as “meias tintas”: «Quem não está comigo é contra mim; e quem não recolhe comigo, espalha» (Lc 11, 23). É inevitável! Diante Dele não há nenhuma postura neutra: ou existe, ou não existe; é meu Senhor, ou não é meu Senhor. Ninguém pode servir a dois senhores (cf. Mt 6, 24).
João Paulo II considerava que ante Deus temos que optar. A fé simples que nosso bom Deus nos pede implica uma opção. Devemos optar porque Ele não quer nos impor; veio à Terra de maneira discreta; morreu humilhado, sem chamar a atenção de sua condição divina (Flp 2, 6). É o que expressa maravilhosamente são Tomás de Aquino no Adoro Te devote: «Na cruz se escondia só a divindade, aqui [na Eucaristia] se esconde também a humanidade».
Devemos optar! Deus não se impõe; se oferece. E fica para nós a decisão de optar a favor Dele ou de não fazê-lo. É uma questão pessoal que cada um – com a ajuda do Espírito Santo – há de se resolver. De nada servem os milagres, se as disposições do homem não são de humildade e de simplicidade. Diante dos mesmos fatos, vemos aos judeus divididos. E é que em questões de amor não se pode dar uma resposta morna, pela metade: a vocação cristã comporta uma resposta radical, tão radical como foi o testemunho de entrega e obediência de Cristo na Cruz.
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench

COMEMORA-SE NO DIA 21/Mar

(5) – SÃO NICOLAU DE FLUE
São Nicolau de Flue nasceu na Suíça em 1417 e passou sua juventude ajudando o pai em trabalhos práticos e sempre inclinado a vida religiosa. A pedido do pai, casou-se com Dorotéia que muito o levou para Deus, tanto que juntos educaram os dez filhos para a busca da santidade.
Aconteceu que, aos cinquenta anos e em comum acordo com a esposa e filhos, Nicolau retirou-se na solidão, perto de sua casa, porém com o propósito de se dedicar exclusivamente a Deus, deixando de lado os diversos cargos públicos e administrativo que ocupava na sociedade.
São Nicolau entregou-se totalmente a vida de oração, penitência e jejuns, sem deixar de participar nas missas de domingo e dias santos, além de ter assumido como cama uma tábua, por travesseiro uma pedra e de primeiro frutas e ervas como alimento até chegar a se alimentar somente da Eucaristia.
Nicolau morreu com setenta anos, e mesmo no eremitério em nada se alienou ao mundo, o qual serviu como conselheiro e interferiu pacificamente nas dificuldades entre Católicos e protestantes ao ponto de ser amado tomado como modelo de pacificador e pai da pátria.
Em 1487, no dia em que completava 70 anos, Nicolau morreu. É o santo mais popular e conhecido da Suíça.
Reflexão:
Os caminhos de Deus são mesmo desconhecidos. Nossos projetos de vida sofrem mudanças repentinas e nos colocam em situações totalmente novas. Assim foi com São Nicolau, que depois de um matrimônio feliz e fecundo, dedicou-se muitos anos numa vida de silêncio e profunda contemplação. Diante das situações que surgem e não foram planejadas, deixemos que o Espírito Santo nos conduza e retire de nós o medo dos caminhos inesperados.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

IV SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Embora tenham o reconhecimento de muitos, as testemunhas do reino podem vir a sofrer o julgamento in justo dos homens, restando-lhes confiar na justiça de Deus.

Antífona da entrada
As ondas da morte me cercavam, tragavam-me as torrentes infernais; na minha angústia, chamei pelo Senhor, de seu templo ouviu a minha voz (Sl 17,5ss).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, na vossa misericórdia, dirigi os nossos corações, pois, sem o vosso auxílio, não vos podemos agradar. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Em meio às oposições e perseguições, os verdadeiros profetas e missionários encontram em Deus o seu refúgio e não deixam de sustentar o seu testemunho de Jesus.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8, 15)

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Senhor, ouvi e atendei nossa prece.
1. Conservai, Senhor, a Igreja na unidade, na defesa da justiça e na prática do bem.
2. Dai-nos crescer na arte do diálogo e no respeito às diferenças.
3. Convertei o coração dos que desprezam os pobres e os simples.
4. Ajudai-nos a identificar e apoiar os que trabalham pelo bem do povo.
5. Fortalecei nossa fé com o testemunho dos profetas e mártires de hoje.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, pelas oferendas que vos apresentamos, possamos ser reconciliados convosco, e nossas vontades mesmo rebeldes, sejam reconduzidas a vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Pelo sangue precioso de Cristo, cordeiro sem mancha e sem defeito, fomos resgatados (1 Pd 1, 19).

Oração depois da Comunhão
Nós vos pedimos, ó Deus, que o vosso sacramento nos purifique e possamos agradar-vos, graças à ação do seu poder. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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