Liturgia Diária 22/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
22/Mar/2015 (domingo)

Queremos ver Jesus!

LEITURA: Jeremias (Jr) 31, 31-34: A Nova Aliança
Leitura do Livro do Profeta Jeremias:
31 “Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32 não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor. 33 Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. 34 Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: “Conhece o Senhor!”; todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 51 (50), 3-4. 12-13. 14-15: Miserere
12a Criai em mim um coração que seja puro.
3 Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! 4 Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
12 Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. 13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! 15 Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.

LEITURA: Hebreus (Hb) 5, 7-9: Sacrifício terrestre: no dia de sua carne
7 Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8 Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9 Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: João (Jo) 12, 20-33: Jesus anuncia sua glorificação através da morte
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 20 Havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa. 21 Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e disseram: “Senhor, gostaríamos de ver Jesus.” 22 Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus. 23 Jesus respondeu-lhes: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. 24 Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. 25 Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. 27 Agora sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora!’? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. 28 Pai, glorifica o teu nome!” Então, veio uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!” 29 A multidão que lá estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele.” 30 Jesus respondeu e disse: “Esta voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. 31 É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, 32 e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim.” 33 Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Neste quinto domingo da nossa caminhada quaresmal, compreenderemos a entrega de Jesus que, sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência ao Pai aceitando a morte para produzir frutos de vida e salvação.
Peçamos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Leia o texto. Repita as palavras ou frases que mais chamaram a sua atenção durante a leitura.
Você recorda de outras citações bíblicas que tratam dos mesmos elementos presentes neste texto?
Os peregrinos que se encontravam em Jerusalém, entre eles alguns gregos, pedem para ver Jesus. Mais que o desejo de ver, eles manifestam a disposição de crer nele. Assim entendemos a universalidade da salvação trazida por Jesus.
Em seguida temos um discurso. Jesus fala da sua hora, ou seja, da sua morte e utiliza a imagem do grão de trigo que cai na terra e morre para produzir frutos para explicar que o seu caminho de glorificação passará pela morte. Portanto, afirmando que a sua glória passará pelo mistério de morte, Jesus destrói as expectativas dos que pensavam que se trataria de um espetáculo extraordinário. Para o evangelista João, a hora de Jesus é o momento que Deus fixou para a glorificação do Filho através da morte.
Perder a vida X guardar a vida. Quem se apega à sua vida perde-a, mas quem torna a sua vida um serviço aos outros, guarda-a para a vida eterna. O ser humano tem diante de si duas opções: considerar a sua existência como algo que basta em si mesma; ou abrir-se e fazer da sua existência um serviço aos outros. Este sair de si é caminho para a vida eterna. Dar a vida é também a dinâmica do seguimento de Jesus, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida.
Depois, Jesus revela a sua angústia diante da morte. Ao mesmo tempo, ele está ciente e reconhece que é o Enviado e Filho de Deus: “Foi para isso que eu vim…”. A oração de Jesus nesse momento passa a ser então: “Pai, glorifica o teu Nome!”. A voz de resposta do Pai: “Eu já o glorifiquei, e o glorificarei de novo” (o nome do Pai) significa que essa glorificação se dá nas obras que Jesus realiza e na sua exaltação. Por fim, o julgamento resulta da recusa da comunhão divina por parte do homem.

A VERDADE (Refletir)
Releia o texto do Evangelho e a breve explicação sobre o texto novamente.
O que a Palavra diz para mim hoje?
O que significa para você a hora, a morte de Jesus?
Como compreendo o apego à vida e o “perder” a vida?
O que significa para mim a vida eterna?
Permita alguns instantes de silêncio para que a Palavra de Deus provoque outros questionamentos e traga novas luzes à sua vida.
– Há muita discriminação na sociedade de hoje?
– É fácil deixar em segundo plano posição social e títulos honoríficos?
– O que fazemos de sacrifício em benefício do próximo é já o ideal?
– Há pessoas que são vingativas?
– Tais atitudes resolvem alguma coisa?
– Como lidamos com o apego aos bens deste mundo?

E a VIDA (Orar)
Apresente o desejo que brotou em seu coração e peça a graça de vivê-lo durante o dia. Faça sua prece de agradecimento ou pedido.
Conclua com a oração: Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus e buscar em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual é a aplicação da Palavra de Deus em minha vida?
O que me proponho a viver?
Como vou atingir este propósito?

REFLEXÕES

(5) – SE O GRÃO DE TRIGO NÃO CAI NA TERRA…
Aliança no coração
A misericórdia de Deus nos abraça nesta Quaresma com as contínuas propostas de aliança que fez com nossos antepassados na fé. Houve um crescimento na comunicação de Deus com seu povo a partir de Noé, passando por Moisés e pelos profetas até chegar a Jesus. Nele aconteceu a aliança nova e eterna.
Em Cristo, estamos em comunhão com Deus. As alianças sempre foram seladas com sacrifícios simbólicos de animais. A eterna aliança é selada e garantida pelo sangue do Cordeiro que com sua morte e ressurreição, lavou nossas almas e nos adquiriu para Deus.
Esta aliança não é feita somente com o povo escolhido, mas com todos os povos, como lemos no evangelho. Marcos narra que um grupo de gregos chegou a Filipe e disse: “Queremos” ver Jesus (Jo 12, 21). A atitude dos gregos mostra para Jesus que já é o momento de sua glorificação, isto é, de sua morte na cruz e de sua ressurreição. O caminho da redenção acontece primeiramente em Jesus e é apoiado em sua obediência. O acolhimento da vontade do Pai é causa de salvação a todos que Lhe obedecem.
A obediência é sinal da interiorização da aliança feita no coração. A morte e ressurreição de Jesus não são somente acontecimentos, mas entrega obediente ao Pai. Ser discípulo é ser como o Mestre: “Se alguém me quer seguir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo” (Jo 12, 26).
Esse lugar é a cruz que é a obediência ao Pai. Por isso é preciso perder a vida para ganhá-la. Perder a vida é colocar-se em condição de permanente escuta do Pai. O salmo nos oferece o caminho para o acolhimento da vontade do Pai: “Criai em mim um coração puro, dai-me de novo um espírito decidido” (Sl 50). A Quaresma é o momento ritual para essa renovação do coração. A Páscoa penetra toda a vida. Por isso caminhamos com alegria como Jesus.

Entre gritos e lágrimas
A reflexão nos conduz a compreender Jesus em sua condição de vítima que se oferece. Diante do sofrimento, sofreu como sofre todo homem e mais ainda, assumiu em si toda a humanidade sofredora.
“Ele, como lemos na carta aos Hebreus, dirigiu preces e súplicas com forte clamor e lágrima àquele que era capaz de salvá-lo da morte e foi atendido por causa de sua entrega a Deus” (Hb 5, 7). Sofreu como todo homem e se tornou modelo de aceitação da vontade do Pai.
Tem certeza que Deus não O abandona, mas O acolhe na ressurreição. O evangelho usa o grão de trigo como exemplo: Cristo se assemelha ao grão de trigo: vai morrer para viver e dar vida. Apegar-se à vida é perdê-la. A vida tem sentido se é doada como multiplicação, como o grão que morre para dar vida.
“Quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim” (Jo 12, 32). A fé não é sentimento. É um doloroso feliz unir-se ao Cristo que Se oferece ao Pai pelo mundo.

Caminhar com a mesma alegria
Participar dos sofrimentos não significa viver triste e acabrunhado com a dor e as expectativas de sofrimentos. É um alegre consumir-se. O quarto domingo nos revela que a Paixão não foi um acaso. Jesus disse em outro lugar: “Devo receber um batismo, e como me angustio até que esteja consumado” (Lc 12, 50).
Batismo significa sua Paixão. Correspondemos a esse sentimento ao rezar na oração da missa: “Dai-nos por vossa graça caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo” (coleta). Esse amor de doação lhe dá uma alegria que supera a dor. O que mede o sacrifício da cruz não é a dor, mas o amor.

(6) – A UNIVERSALIDADE DA SALVAÇÃO
O tema central da liturgia da palavra deste quinto domingo da quaresma é a universalidade da salvação e a difusão da fé entre os pagãos. Jeremias exerceu o seu ministério de profeta no curso do século VI a.C., no período um pouco anterior ao exílio na Babilônia e durante o exílio. Ficou em Judá durante o exílio. No trecho do seu livro que lemos na primeira leitura, Deus promete a seu povo uma Aliança nova, exatamente num período catastrófico para Israel: tomada de Jerusalém pelos babilônios, destruição do templo e exílio. Trata-se de uma aliança diferente da que ele havia feito no Sinai. Essa aliança nova, concluída muito mais tarde, pelo sacrifício de Jesus Cristo, será universal. A aliança nova prometida por Deus será diferente da aliança do Sinai, feita sobre tábuas de pedra, pois ela será interior, uma aliança que mudará o coração do povo de Deus. S. Paulo, seguindo essa mesma linha de raciocínio, diz: “Com toda evidência vós sois uma carta do Cristo (…) escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não sobre tábuas de pedra, mas sobre tábuas de carne, sobre os vossos corações” (2 Cor 3, 3). No evangelho deste domingo, Jesus está em Jerusalém para a festa da Páscoa. É a última etapa de sua vida pública. Para Jesus, essa festa da Páscoa será também a sua Páscoa da morte à ressurreição. Havia em Jerusalém um grupo de gregos, pagãos que foram a Jerusalém para participar da festa. Não se diz, mas podemos supor que eram religiosos e que foram atraídos pela fé dos judeus no Deus único e verdadeiro. Eles se aproximam de Filipe e manifestam o desejo de conhecer Jesus. Filipe recorre a André e ambos vão apresentar o pedido a Jesus. No entanto, Jesus não responde diretamente à solicitação. Talvez porque a conversão dos pagãos não possa acontecer senão graças à sua paixão. A imagem do grão de trigo ajuda a compreender o caminho de glorificação de Jesus. Para produzir fruto o grão de trigo tem que cair na terra; essa queda na terra é a condição da fecundidade da semente. A paixão e morte de Jesus não são estéreis, são para a vida. Aqui, em João, o grão é identificado com o próprio Cristo, à diferença das parábolas do Reino dos céus (Mt 13, 3ss), em que a semente é identificada com a Palavra de Deus. Na verdade, segundo a teologia joanina, Jesus é a palavra encarnada de Deus. Com essa pequena parábola do grão de trigo que cai na terra, Jesus dá sentido à sua paixão e morte: “produzir muito fruto”. O fruto de sua glorificação é a vida do mundo: “o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (Jo 6, 51).
Oração:
Para que todos conheçamos e procuremos tornar conhecido Jesus, Palavra encarnada, o único e verdadeiro Mestre, o caminho seguro que nos leva a conhecer o Pai e a participar de sua vida.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – O SACRIFÍCIO NOS CONDUZ À VIDA NOVA
O sacrifício nos conduz à vida nova. É preciso que a cada dia morramos para nós mesmos para que frutos novos nasçam de nossa renúncia e sacrifício.
“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto” (João 12, 24).
Ao ver o homem jogando as sementes pelo campo, você pode dizer: “Aquela semente vai desaparecer!”. E vai mesmo, ela vai cair por terra e nesta ela vai ser fecundada e regada, vai crescer e deixar de ser um grão para passar a ser uma planta, uma árvore esplendorosa e dela virão muitos e muitos frutos. E que pena seria se o agricultor pegasse a semente e simplesmente a guardasse, ela não serviria para nada, seria apenas uma semente.
A verdade é que Deus não quer que nem eu nem você e que nenhum de nós sejamos apenas uma semente. O que Deus quer é que nós cresçamos, que nós potencializemos a nossa vida para que ela possa produzir muitos frutos em abundância e com qualidade.
Nosso Senhor Jesus Cristo dá o exemplo, Ele é o “grão” que vai ser enterrado na terra e dali ressurgirá, glorioso e, de Sua Ressurreição gloriosa, haverá frutos abundantes. Eu e você somos frutos da Ressurreição de Jesus; todo aquele que tem a vida ressuscitada em Deus é uma criatura nova! Mas precisamos primeiro morrer, isto é, passar pela experiência de fazer morrer o “homem velho”, “a mulher velha”, que está em mim, que está em você!
Jesus Cristo foi o homem sempre novo por excelência, mas mesmo assim Ele fez questão de nascer a cada dia e renascer para a plenitude com Sua Morte e Ressurreição gloriosa. Nós contemplamos o Cristo Crucificado, que morreu pelos nossos pecados, e podemos dizer assim: “Meu Senhor não deveria morrer!”. Se olharmos para a nossa vida, nenhum de nós quer passar por essa experiência da morte, podemos dizer que é ela muito dura, que vai acabar com a nossa vida, com tudo que sempre foi, mas somos apenas uma semente aqui [Terra] e a nossa função nessa vida é semear para a eternidade.
Para isso é preciso que a cada dia eu morra para mim mesmo, para que frutos novos nasçam da minha renúncia e do meu sacrifício. O marido morre [para si mesmo] para a esposa e vice-versa; e quando um morre para o outro nasce um amor mais lindo, mais belo e mais próspero. Da mesma forma, os pais precisam, muitas vezes, morrer para si mesmos para que possam educar os filhos. E assim é a nossa vida: a experiência de morrer a cada dia para que o novo nasça.
No entanto, há mortes que nós não precisamos temê-las; pelo contrário, devemos buscá-las com toda a intensidade do nosso coração: a morte para os vícios, para os pecados e para a vida velha a fim de que a vida nova de Cristo transfigure e transborde cada vez mais em nossa vida!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – DA MORTE BROTA A VIDA
A hora de Jesus foi se aproximando. Ele tinha plena da consciência da sorte que o espera. A morte despontava, como inevitável, no horizonte de sua existência. Jesus sabia muito bem que sua vida seria fecunda se, no momento crucial, ele fosse capaz de passar pela prova suprema da morte. Aí sua fidelidade radical abriria, para a humanidade, o caminho de acesso a Deus.
O modo positivo como Jesus encarou a consumação de sua existência não deixou de perturbá-lo interiormente. Uma tentação possível, neste momento, seria a de pedir ao Pai para privá-lo desta circunstância pavorosa. Jesus, porém, reconheceu que toda a sua vida terrena esteve voltada para esta hora. Não seria correto, agora, preferir um atalho. Seria indigno optar pela fuga. A missão exigia dele seguir adiante.
A tragicidade da hora de Jesus assumiu uma conotação particular por ele estar certo de não ter sido abandonado pelo Pai. Sua morte inseria-se na dinâmica de glorificação do Filho pelo Pai. Não era fácil compreender o modo divino de agir, quando a cruz despontava com toda a sua crueldade. Na perspectiva divina, porém, a morte de cruz representava a subjugação do poder do mal e da injustiça e o triunfo do senhorio do Pai na vida do Filho Jesus. Da cruz, proviria a vida nova e gloriosa, penhor de redenção para a humanidade.
Oração:
Senhor Jesus, a vida jorrou abundante de sua fidelidade até à morte de cruz. Possa eu beneficiar-me desta plenitude de vida.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
COM O SANGUE DE JESUS EM SUA MORTE DEUS INAUGUROU A NOVA ALIANÇA PARA SALVAÇÃO NÃO SÓ DE ISRAEL COMO PARA TODA A HUMANIDADE.
Como pano de fundo para entendermos o Evangelho de hoje está a Primeira Leitura, em que o profeta Jeremias transmite a Israel uma profecia com as palavras de Deus:
“Esta será a Aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, – diz o Senhor: – imprimirei minha Lei em suas entranhas, hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo” (Jr 31, 33).
Ao ouvirem estas palavras, os israelitas não entenderam toda a sua profundidade. Era uma profecia para se cumprir no futuro distante. E este futuro se tornou presente quando Jesus, com seus discípulos na última ceia, … depois de cear, tomou o cálice, dizendo: “Este é o cálice da Nova Aliança no Meu Sangue derramado por vós” (Lc 22, 20)
No tempo de Jeremias ninguém conseguiria entender que seria por meio de Jesus que Deus realizaria a Nova Aliança. Mas todos podiam entender que entre Deus e os homens já a Antiga Aliança tinha sido selada com o sangue de animais, como o fizera Moisés, nomeando seu irmão Aarão como sacerdote do povo e oficiador dos sacrifícios para o perdão dos pecados do povo (Lv 8, 6-36).
No tempo de Jesus todos podiam entender que a Nova Aliança seria selada com o Sangue Dele. Esta compreensão ficou tão firme na lembrança dos cristãos, que São Paulo, mais de trinta anos depois da Morte e Ressurreição de Jesus, escreveu em sua Primeira Carta aos Coríntios: “Este cálice é a Nova Aliança no Meu Sangue; fazei isto todas as vezes que o beberdes em memória de Mim” (1 Cor 11, 25).
Ora, com o passar do tempo o Povo Eleito desrespeitou a Antiga Aliança. Deus, então, por meio de Jeremias, promete uma Nova Aliança, justificando-a, com estas palavras:
“Eis que dias virão, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma Nova Aliança; 32. não como a Aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram […]” (Jr 31, 31-32).
Nada está dito aqui quanto ao sangue necessário para selar uma Nova Aliança. No entanto, está aqui uma informação preciosa para entendermos o que Deus realizará por meio de Jesus, enviando, em Sua Nova Aliança, os dons do Espírito Santo para que conheçamos a vontade divina individualmente:
“[…] imprimirei minha Lei em suas entranhas, hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo” (Jr 31, 33).
É o Espírito Santo que nos revela a vontade de Deus, escrita em nossos corações.
No Evangelho de hoje Jesus não descreve o efeito de Sua Morte e da Nova Aliança sobre quem a acolhe. No Evangelho não era a questão a ser tratada. No entanto lembramos esta questão por meio da Liturgia da Palavra deste dia. Isto porque no Salmo Responsorial as pessoas que creem em Deus e em suas Alianças podem Lhe pedir um coração purificado para acolher a vontade Dele da melhor maneira possível, tanto na Antiga como na Nova Aliança. Diz o Salmo Responsorial:
“Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido” [Sl 50(51), 12].
Para cumprir as exigências da Aliança é necessária a intenção reta e pura dos corações santificados por ela. Por nós mesmos não conseguimos isto, mas Deus o pode realizar. Seu Filho tinha puro seu Coração e um espírito decidido a cumprir a vontade do Pai sem hesitação nem temor pelas ameaças dos judeus contra Sua vida. Jesus somente irá para seu sacrifício definitivo somente quando chegar a Sua Hora.
Por isso Jesus disse, no Evangelho que ouvimos hoje:
“Agora sinto-Me angustiado. E que direi?” ‘Pai, livra-me desta hora?’. Mas foi para esta hora que Eu vim” (Jo 12, 27).
Quando diz: “[…] foi para esta hora que Eu vim”, revela seu espírito firme na decisão de obedecer à vontade do Pai, isto é, que derramando Seu Sangue estabelecesse a Nova Aliança.
No fim do primeiro século da era cristã um autor escreveu um texto que a Igreja conservou sob o nome de Epístola aos Hebreus, que também lemos hoje na Liturgia da Palavra:
“Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que Ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de Salvação Eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5, 8-9).
Aqui está a compreensão da Igreja primitiva sobre o sentido da Morte de Jesus: sua obediência ao Pai que lhe pediu Sua Morte para a Salvação de todos, era a Nova Aliança em realização efetiva e eficaz, pois na consumação de sua vida, tornou-se causa de Salvação Eterna para todos os que Lhe obedecem.
Ora, os que obedecem a Jesus em Sua Nova Aliança somos nós, os cristãos, os batizados filhos de Deus, os que recebemos as virtudes da Fé, Esperança e Caridade, e recebemos os dons do Espírito Santo para saber obedecer corretamente a tudo o que Jesus nos ensinou e espera de nós.
Vivemos, pois, a Nova Aliança, no cumprimento da Vontade de Deus Pai e de Seu Filho Jesus.
Nesta Quaresma tomamos consciência de todas estas instruções para chegarmos à Salvação que a Nova Aliança nos garante.
O Tempo da Quaresma é um momento apropriado para nos perguntarmos:
a) O que entendemos por Nova Aliança?
b) Como Jesus a realizou?
c) Como a atualizamos na Eucaristia?
d) Como a vivenciamos ao longo de nossa vida?
e) O que esperamos como seu resultado?
f) Como podemos pedir a Deus que dela não nos afastemos?
Meditemos sobre estes pontos e alimentemos assim nossa oração no dia de hoje.
Padre Valdir Marques

(10) – SE MORRER DARÁ MUITO FRUTO
Ser cristão é, antes de mais e sempre, arrancar-se ao egoísmo que vive exclusivamente para si, para entrar numa grande orientação inabalável de vida de uns para os outros. No fundo, todas as grandes imagens escriturais traduzem esta realidade. A imagem da Páscoa […], a imagem do êxodo […], que começa com Abraão e se torna uma lei fundamental ao longo de toda a história sagrada: tudo isso é a expressão desse mesmo movimento fundamental que consiste em repudiar uma existência virada para si mesma.
O Senhor Jesus enunciou esta realidade da maneira mais profunda na comparação do grão de trigo, que mostra simultaneamente que essa lei essencial não só domina toda a História, como marca, desde o princípio, a criação inteira de Deus: «Em verdade vos digo, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, ficará só; mas se morrer, dará muito fruto.»
Na sua morte e ressurreição, Cristo cumpriu a lei do grão de trigo. Na Eucaristia, no pão de trigo, tornou-Se verdadeiramente o fruto cêntuplo (Mt 13, 8) de que vivemos ainda e sempre. Mas, no mistério da sagrada Eucaristia, onde continua a ser para sempre Aquele que é verdadeira e plenamente «para nós», convida-nos a entrar, dia após dia, nessa lei que mais não é do que a expressão da essência do amor verdadeiro […]: sair de si mesmo para servir os outros. O movimento fundamental do cristianismo é, em última análise, o simples movimento do amor pelo qual participamos no próprio amor criador de Deus.
Cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI, Papa de 2005 a 2013)

(16) – SE O GRÃO DE TRIGO QUE CAI NA TERRA NÃO MORRE, FICA SÓ. MAS, SE MORRE, PRODUZ MUITO FRUTO
Hoje a Igreja, no último trecho da Quaresma, o que nos propõe este Evangelho para ajudar-nos a chegar ao Domingo de Ramos bem preparados em vistas a vivermos estes mistérios tão centrais na vida cristã. A Via Crucis é para o cristão uma “via lucis”, morrer é um tornar a nascer, e ainda mais, é necessário morrer para viver de verdade.
Na primeira parte do Evangelho, Jesus diz aos Apóstolos: «Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto» (Jo 12, 24). Santo Agostinho comenta ao respeito: «Jesus diz de si mesmo “grão”, que havia de ser mortificado, para depois multiplicar-se; que tinha que ser mortificado pela infidelidade dos judeus e ser multiplicado para a Fe de todos os povos». O pão da Eucaristia, feito do grão de trigo, multiplica-se e parte-se para alimento de todos os cristãos. A morte de martírio é sempre fecunda. Por isso, «os que se apegam à vida», simultaneamente, a «perdem». Cristo morre para dar, com o seu sangue, fruto: nós temos de imitá-lo para ressuscitar com Ele e dar fruto com Ele. Quantos dão no silêncio da sua vida para o bem dos irmãos? Desde o silêncio e da humildade temos de aprender a ser grão que morre para tornar à Vida.
O Evangelho deste domingo acaba com uma exortação a caminhar à luz do Filho exaltado no alto da terra: «E quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim» (Jo 12, 32). Temos que pedir ao bom Deus que em nós só haja luz e que Ele nos ajude a dissipar toda sombra. Agora é o momento de Deus, não lhe deixemos perder! «Estais dormidos? No tempo que se vos concedeu!» (São Ambrósio de Milão). Não podemos deixar de ser luz no nosso mundo. Como a lua recebe a sua luz do sol, em nós se há de ver a luz de Deus.
Rev. D. Ferran JARABO i Carbonell

COMEMORA-SE NO DIA 22/Mar

(5) – SANTA LÉIA
Muito poucos são os registros sobre Santa Léia.
Léia, jovem viúva cristã, recusou-se contrair segundas núpcias com um rico nobre romano, desistindo de uma vida de luxo e riqueza para aderir às primeiras comunidades cristãs.
São Jerônimo, organizador das comunidades desta época, foi acusado de atrair Léia e outras viúvas para o cristianismo. Exilou-se então em Belém.
Ao saber da morte de Léia, Jerônimo escreveu uma carta sobre a vida desta viúva, e este é o único documento que temos sobre ela.
Segundo São Jerônimo, Léia consagrou-se à vida religiosa, tornou-se madre superiora, e com seu exemplo de humildade, oração e serviço, testemunhou seu amor a Cristo.
Passou a vida envolta em vestes simples e gastava horas em profunda oração. Nunca fez nada que lhe servisse de vanglória ou que lhe trouxesse benefícios pessoais.
Sua vida era seu quarto, pequeno no espaço, mas grande como local de louvor a Deus. Ali ela tinha tudo o que precisava. Nada lhe faltou por ter trocado uma rica mansão pela singeleza de um monastério. Ao contrário, sua grande riqueza foi a coroa da santidade, que perpetua até hoje sua memória entre nós.
Santa Léia morreu em Roma no ano de 384.
Reflexão:
O silêncio nos permite recolhermo-nos para orar a Deus em segredo. Ele nos permite viver em solidão no meio dos irmãos. De certa forma, ele nos separa uns dos outros. Ele nos força a nos desprendermos das afeições naturais que seriam obstáculos, das presenças que nos tornariam menos disponíveis para escutar a voz do Espírito que está em nós. Aprendamos de Santa Léia o cultivo do silêncio como forma de alimentar nosso maior contato com o amor de Deus.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

V DOMINGO DA QUARESMA
(ROXO, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Atraídos por seu amor, viemos ao encontro do Senhor. Pela experiência do grão que morre para produzir frutos, entendemos que seguir a Cristo implica comungar da sua vida e do seu destino. Glorifiquemos o santo nome de Deus, reconhecendo em seu Filho aquele que nos ensina a doar a vida em favor dos outros.

Antífona da entrada
A mim, ó Deus, fazei justiça, defendei a minha causa contra a gente sem piedade; do homem perverso e traidor, libertai-me, porque sois, ó Deus, o meu socorro (Sl 42, 1s).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Senhor nosso Deus, dai-nos, por vossa graça, caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Abramos o coração para que nele o Senhor inscreva suas palavras de vida. Elas nos convidam a mesma obediência de Jesus, que entrega a via a Deus para produzir frutos de amor e salvação.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a vós, ó Cristo, verbo de Deus.
Se alguém me quer servir, que venha atrás de mim; e, onde eu estiver, ali estará meu servo (Jo 12, 26).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
PR: Assim como fez Jesus nos dias de sua paixão, supliquemos a Deus, nosso Pai, dizendo:
AS: Vinde em nosso auxílio, Senhor.
1. Fortalecei, Senhor, os ministros da Igreja na missão de apresentar Jesus à humanidade, vos pedimos.
2. Conduzi os povos e seus dirigentes pelos caminhos da paz, da justiça e da solidariedade, vos pedimos.
3. Imprimi em nosso coração o vosso amor e o propósito de sempre fazer vossa vontade, vos pedimos.
4. Animai os governantes e a sociedade ao cuidado com os recursos naturais e à sua preservação contra a ganância, vos pedimos.
5. Ajudai as pastorais da comunidade a dar testemunho autêntico da fé em Jesus, vos pedimos.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Deus todo-poderoso, concedei aos vossos filhos e filhas que, formados pelos ensinamentos da fé cristão, sejam purificados por este sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Em verdade, em verdade eu vos digo, se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas, se morrer, produzirá muitos frutos (Jo 12, 24s).

Oração depois da Comunhão
Concedei, ó Deus todo-poderoso, que sejamos sempre contados entre os membros de Cristo, cujo Corpo e Sangue comungamos. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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