Liturgia Diária 24/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
24/Mar/2015 (terça-feira)

Quem és tu, então?

LEITURA: Números (Nm) 21, 4-9: A serpente de bronze
Leitura do Livro dos Números:
Naqueles dias: 4 Os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5 e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6 Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7 O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8 e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9 Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 102 (101), 2-3. 16-18. 19-21: Oração na infelicidade
2 Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.
2 Ouvi, Senhor, e escutai minha oração, e chegue até vós o meu clamor! 3 De mim não oculteis a vossa face no dia em que estou angustiado! Inclinai o vosso ouvido para mim, ao invocar-vos atendei-me sem demora!
16 As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; 17 quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, 18 ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece.
19 Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. 20 Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, 21 para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados.

EVANGELHO: João (Jo) 8, 21-30: Discussão sobre o testemunho que Jesus dá de si mesmo
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 21 “Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir.” 22 Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?” 23 Jesus continuou: “Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24 Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados.” 25 Perguntaram-lhe pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26 Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo.” 27 Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28 Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29 Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado.” 30 Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Na Leitura orante de hoje vamos contemplar Jesus, o Enviado do Pai e sua preocupação de fazer a vontade do Pai, sendo fiel na sua missão até o fim.
Pedimos:
Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Tira de mim o coração de pedra para substituí-lo com um coração sensível. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que diz o texto?
Leia-o atentamente e procure perceber as afirmações feitas por Jesus.
Por que Jesus faz tais afirmações?
Qual é o contexto da sua mensagem?
O que suas palavras significam diante da proximidade da morte?
No texto que acabamos de ler, Jesus está falando de sua morte e também anunciando seu retorno para um lugar onde seus interlocutores não poderão ir com ele: o seu retorno para o Pai. Com a sua morte, Jesus atestará que foi fiel até o fim à sua missão e que esta vinha do Pai.
“Quem és tu então?”
É uma pergunta dirigida a Jesus com um tom de ironia. A ela Jesus responde afirmando que ele é o enviado do Pai, como observamos nas expressões: “aquele que me enviou é fidedigno…”, “aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho…”, “eu sou do alto…”, “eu não sou deste mundo…”.
Já as expressões “o que ouvi da parte dele…”, “nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou” revelam como é a relação de Jesus com o Pai.
Por fim, o evangelista atesta que diante dessas palavras de Jesus, foram muitos os que passaram a crer nele.

A VERDADE (Refletir)
Relacione o texto do Evangelho com a vida de hoje.
Que mensagem Jesus transmite com suas atitudes, seus gestos e suas palavras?
Que revela de si mesmo?
O que significam hoje a recordação da vida, a paixão, morte e ressurreição de Jesus?
Quem é Jesus para mim?
O que este período quaresmal me possibilitou compreender melhor de Jesus?
– O que lhe sustenta para ser sempre firme e perseverante na fé?
– Como consegue manter a paz com todos?
– Os que sofrem, principalmente os desprezados, são bem amparados pela sociedade?
– Dê algum exemplo de ação justa e misericordiosa. – Pense em alguém que é importante e sabe ser humilde.

E a VIDA (Orar)
Ouça a canção Entrega tudo pra mim (Adriana Arydes).
https://www.youtube.com/watch?v=BUHPWEpPKHc )
Com o coração agradecido pela Palavra de Deus meditada, apresente agora ao Senhor as suas orações. Reze por você e também pelas necessidades da humanidade.
Reze em comunhão com a Igreja a oração da Campanha da Fraternidade:
Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual é o novo olhar que nasceu em mim, a partir da Palavra?
Qual gesto desejo colocar em prática neste dia?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Os judeus compreendem que a morte de Jesus pode estar próxima, uma vez que Jesus fala de sua partida para onde eles não poderão ir, mas levantam a hipótese de suicídio por parte de Jesus, deixando de perceber que a causa da morte de Jesus é a própria incredulidade deles, da recusa diante da revelação sobre quem de fato é Jesus, da não aceitação do fato que Jesus é o Filho de Deus, o enviado do Pai para fazer a vontade dele e viver em plena comunhão com ele. Alguns judeus creram e a semente do Reino foi lançada, mas muitos não creram, o que resultou na morte de Jesus.

(6) – É NA CRUZ QUE A DIVINDADE DE JESUS SE MANIFESTARÁ
A cruz de Jesus é símbolo do imenso amor até o fim (cf. Jo 13, 1) e, ao mesmo tempo, da rejeição dos judeus à mensagem e à pessoa de Jesus. Esse é, exatamente, o pecado dos judeus denunciado por Jesus: a rejeição de sua própria pessoa e de sua missão, assim como de sua origem divina. O pecado está em não acreditar em Jesus, em se fechar à verdade de Deus. Mais ainda, a afirmação de Jesus sobre o pecado de seus opositores declara, de certa forma, inútil todo o sistema religioso judaico. Sem a aceitação da salvação em Jesus Cristo, não pode haver profunda e verdadeiramente a purificação e o perdão como se pretendia com a festa anual de yom kippur e todos os demais ritos e festas da religião de Israel. O apego às coisas terrenas e às tradições humanas impede de compreender o mistério de Deus revelado em Jesus Cristo. É na cruz, no entanto, que a divindade de Jesus, paradoxalmente, se manifestará. Na glória da cruz a comunhão entre o Pai e o Filho aparecerá sem sombra. Apesar de toda rejeição e abandono, o Pai estará sempre com seu Filho, permanecerá com ele na paixão e na morte.
Oração:
Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho unigênito de Deus, vindo ao mundo para dar aos homens a vida em plenitude.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – A GRAÇA DE DEUS NOS PURIFICA DO PECADO E DA MURMURAÇÃO
A graça de Deus nos purifica do pecado e da murmuração, essa erva daninha faz de nós pessoas murmuradoras que reclamam de tudo e de todos.
“Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado” (Nm 21, 9).
O povo de Deus, na longa viagem feita durante a travessia do Egito rumo à Terra Prometida, vive várias situações fazendo-o perder a paciência. E sabemos que, quando perdemos a paciência, começamos a reclamar, a murmurar e, muitas vezes, até a maldizer. Foi isso que esse povo fez, porque, quando estamos no extremo da impaciência, não somos mais capazes de raciocinar com lógica; pelo contrário, nesses momentos o nosso raciocínio é todo corroído e passamos a olhar as coisas a partir daquilo que nos incomoda.
Esse povo se esqueceu da mão prodigiosa do Senhor, que o tirou aos poucos daquela situação de servidão, conduziu-o pelo deserto afora, o fez atravessar o mar e o ajudou a vencer os inimigos e, naquela hora, continuava a caminhar com todos eles. Quando o azedume da murmuração, a erva daninha da reclamação e a maldade da fofoca invadem os nossos corações, nós nos tornamos pessoas azedas e mesquinhas que veem problema em tudo e não somos capazes de agradecer nem de reconhecer a mão de Deus a nos conduzir.
Por isso, o povo começou a reclamar e a murmurar contra Moisés e contra Deus, e como isso foi duro! Deixe-me dizer: a murmuração e a reclamação por si mesmas são uma praga e toda praga provoca doença, enfermidade e mal-estar. Aquele povo caiu doente, aquele povo que murmurou contra o Senhor ficou enfraquecido por serpentes venenosas.
Quem murmura, reclama e fofoca experimenta do próprio veneno, e é um veneno maldito tudo aquilo que vem das nossas murmurações. É por isso que estamos, tantas vezes, muito fracos, doentes, esmorecidos, sem gosto e sem sabor pela vida, porque permitimos, com o nosso azedume, azedar o bom leite que Deus nos dá e a boa graça que o Senhor nos concede.
Quando esse povo cai doente, o próprio Deus tem misericórdia e manda Moisés fazer uma serpente de bronze [para curá-los]. A serpente de bronze, que representa a imagem do Cristo levantado na cruz, é o remédio que nos salva! Se fomos picados pelo veneno do pecado, agora o ar da graça nos salva e nos redime!
Que Deus hoje, na Sua infinita bondade e na Sua infinita misericórdia, nos dê a graça de sermos purificados dos nossos pecados e, sobretudo, tire de nosso interior essa erva daninha, que corrói e corrompe o nosso coração e faz de nós pessoas murmuradoras que reclamam de tudo e de todos.
Que Deus nos dê a graça de enxergar mais além, de reconhecer os prodígios d’Ele feitos por nós e que a mão d’Ele tem sido prodigiosa em nosso favor.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – JESUS REVELA SUA IDENTIDADE
Os diálogos entre Jesus e seus adversários eram pontilhados de mal-entendidos. As palavras do Mestre eram tomadas numa conotação indevida, acabando por alterar-lhes o sentido. Quando Jesus evocava sua próxima volta para o Pai, eles pensavam em suicídio. O Mestre afirmava que era do Alto e não deste mundo. Seus adversários, no entanto, não percebiam do que se tratava. Sua mente obtusa não lhes permitia captar o sentido de qualquer afirmação de Jesus.
Ao falar de si mesmo, como “Eu Sou”, Jesus retomava o nome divino revelado a Moisés na teofania da sarça ardente. “Eu sou”, dito de Jesus, portanto, colocava-o no mesmo nível da divindade, afirmando sua unidade profunda com Deus tanto no ser quanto no agir.
Os adversários do Mestre eram incapazes de dar este salto de qualidade. Seu horizonte teológico era insuficiente para isto. A conjugação do “Eu Sou” vétero-testamentário com a pessoa de Jesus de Nazaré supunha uma abertura de mente impossível de ser encontrada no âmbito do farisaísmo. O monoteísmo monolítico de sua fé não lhes permitia aceitar a pessoa do Messias, sem causar rupturas. Este, porém, ao revelar sua unidade com o Pai, não tinha nenhuma intenção de negar a fé monoteísta de seu povo. Simplesmente, ele sabia que Javé não era um Deus solitário. Junto com ele, estava seu Filho querido.
Oração:
Senhor Jesus, quantas vezes tua identidade me foi revelada, sem que eu a captasse devidamente. Dá-me a capacidade de compreender, de fato, quem tu és.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Quando São João Evangelista escreveu este Evangelho estava com idade avançada. Os especialistas dizem que este Evangelho foi escrito entre os anos 90 e 100 da era cristã.
Para escrever este Evangelho, São João Evangelista devia trazer daquele passado longínquo as lembranças do que Jesus fez e disse. Lembrava-se de muitas coisas. Porém, naquela idade, São João Evangelista tinha refletido profunda e lentamente todos os ensinos, ditos e milagres de Jesus.
Para entender isto que podemos saber como afirmações únicas do Evangelho de São João não se encontram nos demais Evangelhos. São Mateus, São Marcos e São Lucas raramente fazem reflexões sobre o que Jesus disse e fez; eles se limitam a narrativas. Mas São João Evangelista não só ouviu diretamente de Jesus muitas afirmações elevadíssimas sobre Si mesmo e seu relacionamento com Deus Pai, como as meditou profundamente.
Nenhum dos evangelistas trazem a ousada afirmação de Jesus: “Eu sou”. Pode ser que de fato Jesus tenha dito isto, e que os demais discípulos não o tenham entendido e assim não fora escrito nos outros Evangelhos.
A expressão “Eu sou” aparece em Ex 3, 14: é Nome que o próprio Deus dá a Si. Aplicando-a a Si mesmo, Jesus se declarava Filho de Deus, Deus como Deus Pai.
Se Jesus de fato disse isto, vemos aqui o motivo principal pelo qual os judeus decidiram matá-Lo por blasfêmia. De fato, no julgamento de Jesus perante Caifás, a afirmação de que Jesus era o Filho de Deus foi considerada blasfêmia, motivo suficiente de sua condenação: “[…] o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou!” (Mt 26, 65ab).
Notemos que se Jesus tivesse dito ao sumo sacerdote “Eu sou”, teria provocado uma surpresa muitíssimo maior e dado um motivo muitíssimo mais grave para sua condenação.
Passemos, no entanto, ao que Jesus pretendeu quando disse aos judeus “Eu sou”. Fica claro, pelo Evangelho de São João Evangelista, que Jesus afirmou com todas as letras sua divindade e caráter divino como o do Deus de Israel. Fica claro também que Jesus está dizendo isto para repreender os judeus, que já O tinham entendido suficientemente para prostrarem-se diante D’ele e adorá-lo. Outras pessoas já tinham-se prostrado diante de Jesus para Lhe pedir uma cura, uma ressurreição, vendo em sua pessoa algo divino a ser reconhecido com o gesto de prostração e adoração diante Dele (Jairo, em Mt 9, 18; a mulher curada do fluxo de sangue: Mc 5, 33; o possesso curado, em Lc 8, 28; Mc 5, 6; o samaritano leproso curado, em Lc 17, 16; a mulher cananéia, em Mt 15, 25; o cego curado em Jerusalém: Jo 9,38).
Jesus, neste Evangelho, repreende os judeus por não aceitarem sua divindade. E isto era o pecado em que iam morrer e receber a condenação de Deus. Isto é o mais importante no Evangelho de hoje.
Consideremos o que entendemos sobre Jesus como Deus.
Para algumas pessoas nem sempre é fácil aceitar Jesus como Deus.
Mas para os que têm esta dificuldade, baste o que disse São Tomé, ao ver Jesus Ressuscitado: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).
Adoremos Jesus em sua presença sacramental na Eucaristia.
Adoremos Jesus como nosso Deus, em cujo nome fomos batizados.
Adoremos Jesus com o poder de perdoar nossos pecados e nos dar a Vida Eterna.
Padre Valdir Marques

(10) – QUANDO TIVERDES ERGUIDO AO ALTO O FILHO DO HOMEM, ENTÃO FICAREIS A SABER QUE EU SOU
Alguém poderia perguntar: se Cristo vinha entregar o seu corpo à morte por todos, porque não o fez simplesmente como um homem, porque foi a ponto de o fazer crucificar?
Poder-se-ia dizer que era mais conveniente para Ele abandonar o seu corpo com dignidade, do que sofrer o ultraje de tal morte. Mas trata-se de uma objeção demasiado humana; ora, o que aconteceu ao Salvador é verdadeiramente divino e digno da sua divindade por várias razões.
Primeiro, porque a morte que acontece aos homens chega-lhes por causa da fraqueza da sua natureza; não podendo durar muito tempo, eles vão-se desintegrando: contraem doenças e, tendo perdido as suas forças, morrem. Mas o Senhor não é fraco; Ele é o Poder de Deus, Ele é a Palavra de Deus e a própria Vida. Se tivesse abandonado o seu corpo em privado, numa cama, à maneira dos homens, pensaríamos […] que não tinha nada a mais que os outros homens. […] Não convinha que o Senhor estivesse doente, Ele que curava as doenças dos outros. […]
Mas então, porque não descartou Ele a morte como descartou a doença?
Porque tinha um corpo precisamente para isso, e para não estorvar a ressurreição. […] Mas, poderá alguém dizer, Ele devia ter evitado as intrigas dos seus inimigos, para manter o seu corpo completamente imortal. Mas também isso não era adequado ao Senhor. Tal como não era digno da Palavra de Deus, que era a Vida, dar a morte ao seu corpo por sua própria iniciativa, também não Lhe convinha fugir da morte dada por outros. […] Tal atitude não era uma fraqueza do Verbo; antes, dava-O a conhecer como Salvador e como Vida. […] O Salvador não veio extinguir a sua própria morte, mas a dos homens.
Santo Atanásio (295-373)

(11.1) – ENTRADA PROIBIDA PARA QUEM NÃO CRÊ
“Para onde eu vou, vós não podeis ir”. Jesus neste evangelho está em discussão com os Escribas e Fariseus que não aceitavam o seu Messianismo e procuravam a todo custo um motivo para condená-lo à morte, porque ele era uma ameaça à Religião tradicional de Israel.
Talvez a gente se pergunte, mas se Jesus veio para salvar a todos, como é que vai dizer aos seus interlocutores que para onde ele vai, eles não poderão ir?
Aliás, ele diz através desse mesmo evangelista “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida…”.
Jesus anuncia um Reino em uma perspectiva escatológica, os Judeus não acreditavam na Vida Eterna e na crença deles, as recompensas e promessas que Deus havia feito a Abraão, eram realizadas aqui nesta vida terrena, e ao morrer, a pessoa ia para o Xeol, a Mansão dos mortos que ficava em baixo da terra.
Embora Judeu, Jesus é Deus, e sua origem é Divina, é isso que os Judeus não admitem, para eles basta a tradição, a Lei de Moisés e toda a prática judaica, não tinham portanto essa perspectiva escatológica que é própria do Cristianismo. Todas as palavras de Jesus, seus ensinamentos e obras prodigiosas apontam nessa direção da Plenitude Divina da qual ele veio e a qual conduzirá o ser humano.
A sua missão atingirá o ápice na cruz do calvário, quando então se revelará, não do jeito como os Judeus imaginavam e desejavam: dando a volta por cima, dando uma virada espetacular na história, descendo da cruz e impondo seu domínio e poder sobre os seus opositores que fugiriam humilhados ao verem que haviam mandado para a morte o verdadeiro Messias…
Mas o Cristo agonizante da cruz revela o poder do amor de Deus e esta revelação só será compreendida por quem o aceita e nele professa a Fé. Isso depende de cada homem, seu desejo e sua vontade, sua decisão em nele crer e tornar-se um seguidor. Jesus, que conhece os corações profundamente, sabia que os Judeus não o aceitariam em nenhum momento muito menos na cruz, por isso vai dizer que para onde ele vai, eles não irão…
A entrada na Vida de Comunhão com Deus, em Jesus Cristo só é permitida para quem Crê, para quem alimenta no coração a esperança de algo que um dia virá, e que supera de longe qualquer sonho ou projeto humano…
Diácono José da Cruz

(11.2) – NÃO COMPREENDERAM QUE SE REFERIA AO PAI
Hoje a Palavra de Deus nos situa no contexto do tempo pré-pascal.
A possibilidade da morte é já um fato e Jesus já havia anunciado este momento em repetidas oportunidades. O seu ministério esteve marcado por uma permanente incompreensão dos próprios discípulos e de todos os que o seguiam. Ainda é difícil de entender que a morte seja a consequência da radicalidade de suas palavras e de suas obras. Jesus sabe que sua luta pela justiça, suas palavras de perdão e seus atos de amor fazem parte essencial da vontade do Pai; aí a morte não é em vão; é o ponto de chegada do amor. O projeto de Jesus também precisa ser compreendido nessa perspectiva: o triunfo da vida não se entende sem a entrega da própria vida ou da vida mesma. Hoje, quando a injustiça e a mentira vão e vêm sobre nossos povos e sociedades, quando necessário é voltar ao valor salvador da morte do Senhor Jesus, que se manteve fiel até o último momento. Hoje precisamos dessa radicalidade e obediência ao projeto de Deus para ver o feliz amanhecer de um mundo novo.
Claretianos

(11.3) – MORREREIS NO VOSSO PECADO
Números 21, 4-9 – “o sinal da serpente abrasadora”
Na travessia do deserto o povo que Moisés conduzia impacientou-se se rebelando contra ele e contra Deus desejando voltar para a escravidão do Egito. A impaciência e a murmuração fizeram com que os israelitas se afastassem da graça de Deus e caíssem na rede do inimigo. Por isso, como consequência foram mordidos por serpentes venenosas que os levaram até a morte. Na travessia do deserto da nossa vida aqui na terra também, nós nos impacientamos, murmuramos e reclamamos, não temos paciência, queremos desistir, desejamos fazer as coisas segundo a nossa vontade, e, nos damos mal. Como aquele povo, nos rebelamos contra Deus nos afastamos da Sua graça caindo nas garras da “serpente venenosa”. Somos picados por elas quando murmurando, não aceitamos os acontecimentos da nossa existência e nos rebelamos diante do que achamos ser injusto para nós nos desviando também da graça de Deus e da Sua soberana vontade. A serpente é o pecado que nos fere e deixa em nós o seu veneno devastador. Em virtude do nosso pecado, somos a cada dia, mordidos (as) por serpentes, isto é, caímos na rebeldia da nossa carne e nos afastamos de Deus. O inconformismo, a obstinação e a murmuração trazem implicações funestas para nossa vida. Representam “a soberba do homem” que não admite passar por provações e dificuldades. Deus poderia realizar muito mais por nós se resolvêssemos prosseguir sob a Sua guarda. No entanto, o arrependimento é o primeiro passo para a nossa conversão. O povo, arrependido, pediu a intercessão de Moisés e este, atendeu às ordens do Senhor que lhe mandou fazer uma serpente abrasadora como um sinal de salvação para quem olhasse para ela. É a prefiguração de Jesus Cristo que foi elevado na Cruz e se fez pecado para nos salvar. Quando olhamos para Jesus e nos apossamos do Seu poder salvador, nós também somos livres do pecado que nos aprisiona. Jesus já foi elevado na CRUZ e se fez pecado para nos salvar. O nosso arrependimento e o reconhecimento do nosso ser pecador são os meios que possuímos para também sermos curados quando formos picados pela “serpente” do pecado.
– Como é a sua reação diante das dificuldades que surgem?
– Você é uma pessoa impaciente, que murmura e reclama pelas coisas que não saem de acordo com seus planos?
– Você já experimentou olhar para Jesus esperando salvação?
Experimente olhar hoje para JESUS CRUCIFICADO e refletir sobre todas as suas murmurações, impaciências, desistências.
Algo Ele quer ensiná-lo (a) através da Cruz!

Salmo 101 – “Ouvi, Senhor, e escutai minha oração, e chegue até vós o meu clamor.”
A oração daquele que se arrepende chega até os ouvidos de Deus e é atendida. O Senhor na sua infinita misericórdia não despreza a oração de quem está oprimido pelo pecado. Embora seja ele um ser pecador o homem pode esperar o perdão de Deus quando se arrepende. Por isso, o salmo diz que o Senhor olha a terra do alto do céu, para escutar os gemidos dos cativos e da morte libertar os condenados. Não existe mais condenação para quem suplica a misericórdia de Deus.

Evangelho – João 8, 21-30 – “morrereis no vosso pecado”
As palavras que Jesus disse aos fariseus são duras e ainda hoje elas repercutem na vida de todos aqueles que ainda não compreenderam e não aceitaram a Sua Salvação. Morrer no pecado é desconhecer e rejeitar a salvação de Jesus. Assim como os fariseus ainda hoje há muitos que não entendem nada do que Jesus falou porque o que Ele proclamou não combina com as coisas de seu interesse. O modo de pensar de Jesus era e é muito diferente de tudo o que o mundo costuma pregar. Jesus nos ensina a viver no mundo olhando para o alto e acreditando que Ele é O enviado do Pai, a fim de que não morramos no pecado. Por isso Ele afirma: “Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo… se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”. Só quem nos pode tirar da morte do pecado é Jesus Cristo, Aquele que veio em nome do Pai para revelar ao mundo a Sua misericórdia. Nós também não somos deste mundo, mas, podemos viver neste mundo com a mentalidade do alto como Jesus vivia. O primeiro passo é a Fé. Fé em Jesus Cristo que já foi elevado, que já ressuscitou e já nos deu vida nova, vida em abundância. Hoje também há muitos que precisam de provas para manter a fé e perdem tempo na incredulidade esperando que algo mais aconteça e, por isso, não assumem o senhorio de Jesus, o Verdadeiro Salvador da humanidade. Por isso Ele falou que seria elevado na Cruz, assim como Moisés elevou a serpente no deserto, e só assim acreditariam Nele.
– Você também precisa de mais provas para crer que Jesus é o Senhor?
– O que significa para você o Sinal da Cruz?
– A salvação de Jesus tem causado efeito na sua vida?
– Para você o que significa viver na terra com os olhos voltados para o alto?
– Em que momento aqui na terra você sente o clima de céu?
– Você consegue explicar a alguém, isto?
Helena Serpa

(11.4) – QUANDO TIVERDES ELEVADO O FILHO DO HOMEM, ENTÃO SABEREIS QUE EU SOU
EU SOU!
Este texto evangélico contém duas afirmações altamente polêmicas: “Se vocês não acreditarem que Eu sou, haverão de morrer nos seus pecados”; “Quando vocês levantarem o Filho do Homem, saberão que Eu sou”.
Estas declarações ecoaram de maneira bem específica nos ouvidos dos interlocutores de Jesus. Para os fiéis de tradição judaica, a expressão Eu sou evocava o nome divino, revelado a Moisés pelo próprio Deus ao lhe confiar a missão de liderar a libertação do povo judeu da opressão egípcia. Por conseguinte, as palavras de Jesus soaram, para a sensibilidade judaica, como verdadeiras blasfêmias.
O Mestre, porém, pensava de modo diferente e considerava pecado o fato de alguém não aceitá-lo na sua condição de Eu sou. De forma alguma, ele tinha a pretensão de ocupar o lugar de Deus. Ao afirmar Eu sou, visava revelar a sua radical comunhão com o Pai, até o limite de afirmar sua plena unidade com ele. O Pai a quem ele servia não era diferente do Deus da tradição de Israel. E mais, foi o Pai que o enviara com uma missão semelhante àquela confiada a Moisés, no passado. Como uma diferença, porém: tratava-se, agora, de promover uma libertação muito mais radical, do que aquela realizada pelo antigo líder.
Assim, revelando sua identidade, Jesus revelava também a sua missão. Ele fora enviado pelo Pai para resgatar a humanidade da escravidão do pecado.
Oração:
Pai, reforça minha fé em teu Filho Jesus, cuja morte nos resgata da escravidão do pecado e nos introduz no reino da fraternidade.
Igreja Matriz de Dracena

(11.5) – QUANDO TIVERDES ELEVADO O FILHO DO HOMEM, ENTÃO SABEREIS QUE EU SOU
Este Evangelho mostra como que o preconceito obscurece a inteligência. Os fariseus não entendiam nada que Jesus falava, ou entendiam errado, sempre contra Jesus. Pensaram até que ele deu a entender que ia se matar! Esse pecado da incredulidade radical vai levá-los ao crime mais cruel: matar o Filho de Deus!
Entretanto, Jesus chama a sua crucifixão de elevação. “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou”. Ele será elevado em dois sentidos: na cruz, ficando a um metro e maio do chão, e justamente naquele momento ele será elevado a Rei do Universo, realeza que conquistou com o seu sangue.
Jesus foi-se revelando aos poucos. Primeiro se revelou como água viva e como luz do mundo. Aqui ele diz: “Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto”; e revela claramente a sua divindade.
Só neste Evangelho de hoje Jesus usa duas vezes a expressão “eu sou”. Quando Moisés perguntou a Deus qual é o seu nome, Deus respondeu que seu nome é “Eu Sou”. Por isso que os hebreus chamavam a Deus de “Aquele que é”, em hebraico: Javé. Vejamos a pergunta de Moisés:
“Moisés disse a Deus: ‘Mas, se eu for aos israelitas e lhes disser: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’, e eles me perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, o que devo responder? Deus disse a Moisés: ‘Eu sou aquele que sou’. E acrescentou: ‘Assim responderás aos israelitas: ‘Eu sou’ envia-me a vós” (Ex 3, 13-14). Vemos, então, que, ao se chamar de “eu sou”, Jesus está declarando que é Deus, junto com o Pai e o Espírito Santo.
Jesus “É”, assim como Deus Pai “É”, mas não se confunde com Deus Pai, pois ele disse: “O Pai me enviou”. E fala também: “O testemunho de duas pessoas é digno de fé”.
“Se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados.” Para nós, o pecado não está somente em fazer algo errado. É também pecado quando nos fechamos em nossos critérios humanos e não nos abrimos a outros horizontes, à sabedoria infinita que é Deus.
É aqui que os homens se dividem entre “aqueles que são lá de cima” e “aqueles que são aqui de baixo”. Não há linguagem comum entre eles, e Jesus perderia o tempo em ficar discutindo com eles. A sabedoria divina se manifestará melhor do que com palavras, quando ele morrer na cruz. “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou”.
O mesmo acontece com a santa Igreja, em relação àqueles que a caluniam: quando ela se identifica com essa parte da humanidade que é perseguida e marginalizada, então o seu testemunho causa impacto na humanidade, e a salva.
“Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.” São os que procuravam a verdade. Outros, porém, permaneciam cegos diante dos sinais da identidade messiânica de Jesus. Ele é sinal de contradição; diante de Jesus, os homens têm de se decidir por ele ou contra ele. Essa decisão compromete definitivamente o destino da pessoa. Neste dia da quaresma, Deus nos convida à conversão, antes que seja demasiado tarde.
“Digo-vos com lágrimas: há muitos que andam como inimigos da cruz de Cristo. O seu fim é a perdição; o seu deus é o ventre; as suas glórias, as suas vergonhas. Só aspiram a coisas terrenas” (Fl 3, 18s). Por outro lado, quem olha a cruz com fé e com espírito de conversão, como os hebreus olhavam para a serpente de bronze, fica curado do veneno da serpente, alcança a salvação e têm a vida eterna.
Certa vez, um senhor idoso que morava na roça estava indo para a cidade. Ele em cima de um burro e o netinho na frente, puxando o animal.
Passaram dois homens e comentaram entre si: “Um marmanjo desse em cima do burro e a pobre criança a pé!”
O velho escutou. Quando os homens desapareceram na curva, ele disse ao menino: “Filho, venha você aqui e eu vou a pé”.
Logo passaram dois e comentaram: “Engraçado: o velho doente a pé e o moleque a cavalo!”
Quando viravam a curva, o velho falou: “Filho, vamos nós dois em cima do burro”. E assim fizeram.
Dois homens cruzaram com eles e comentaram entre si: “Dois marmanjos nesse burrinho. Como não têm dó do pobre animal!
Quando se distanciaram, o homem disse ao neto: “Filho, vamos nós dois a pé”. Logo passaram uns viajantes e comentaram: “Aqueles dois não são muito certinhos da cabeça. Onde já se viu caminhar a pé, puxando um burro, sem ninguém em cima!”
Quando desapareceram, o homem disse ao neto: “Filho, vamos levar este burro nas costas”. Passaram dois e comentaram: “Olhe lá três burros; dois carregando um!”
Quando estavam sós, os dois largaram o animal e o homem disse ao neto: “Filho, não se importe com o que os outros disserem. Siga a sua opinião”.
A nossa conversão é algo pessoal, entre nós e Deus, e ninguém tem de pôr o bico. Vivemos numa sociedade eclética, mas para Deus a verdade é uma só, e para nós também.
Campanha da fraternidade. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, que é amor. Assim, a exemplo da Santíssima Trindade, comunhão perfeita de três Pessoas em um só Deus, devemos buscar a comunhão com Deus e entre nós. Sem esta comunhão no seu duplo sentido, não pode haver Cristianismo.
A confiança em Deus e comunhão com os irmãos conduzem à paz. Paz é conceito básico na Bíblia. A palavra hebraica Shalom é saudação que comunica uma paz completa, resumo de tudo de bom que Deus quer oferecer quando faz aliança com o povo. É um termo que abrange bem estar, felicidade, saúde, segurança, relação amorosa consigo mesmo, com a natureza. “Aparta-te do mal e faze o bem: Busca a paz e vai atrás dela” (Sl 34,15). “Como são belos os pés do mensageiro que anuncia a paz!”
Graças à Encarnação, o Filho de Deus nos tornou também filhos de Deus e até participantes da natureza divina: “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebermos a dignidade de filhos. E a prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: ‘Abbá, Pai!’ Portanto, já não és mais escravo, mas filho. E, se és filho, és também herdeiro. Tudo isso, por graça de Deus” (Gl 4,4-7). Nós agradecemos isso a Deus Pai, a Jesus e a Maria Santíssima que colaborou muito de perto nesta nossa elevação.
Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou.
Padre Antônio Queiroz

(11.6) – VÓS SOIS DESTE MUNDO, EU NÃO SOU DESTE MUNDO
Nestes dias que antecede a grande Festa da vida, somos convidados a fortalecer o nosso ideal de discípulo, missionário, anunciadores da constatação de que a promessa de DEUS se realizou, quando Jesus, com o seu sangue, pagou o preço da nossa liberdade!
Neste tempo especial, em que nos aprofundamos mais na fé, somos convidados a refletir sobre a importância da presença contínua de Deus em nossa vida! O sentido da nossa vida, está na nossa pertença a Deus, nós somos totalmente dependentes de Dele!
Em Jesus, está a presença contínua deste Deus, um Deus que é Pai, que caminha conosco, mas que às vezes, nós não O enxergamos, por estarmos voltados para as coisas materiais!
Precisamos estar atentos, com os nossos sentidos bem apurados, para que Jesus não passe pela nossa vida sem que nós percebamos!
Quem se fecha em si mesmo e se apega as coisas do mundo, não enxerga Jesus! Os “pequenos”, não O perdem de vista, afinal, Jesus é a força que os mantém de pé! Enquanto que os “grandes” por sentirem cheios de si mesmos, não sentem necessitados da Sua presença!
Jesus não usa de meios extraordinários para se fazer presente no meio de nós, Ele está presente nas coisas simples do nosso cotidiano como na singeleza de uma flor, no sorriso de uma criança, porém, é no rosto sofrido do nosso irmão, que a sua presença se destaca! Quem quiser encontrar Jesus, busque-O nas pessoas que sofrem.
No evangelho de hoje, Jesus deixa os fariseus surpresos ao definir claramente o que se ganha e o que se perde, com, ou sem Ele! O desejo de Jesus, é despertá-los para uma revisão de vida, oferecer a eles mais uma oportunidade de experimentarem o amor do Pai, presente Nele. Mas este amor, manifestado nas ações misericordiosas de Jesus, não cabe nos critérios com que os fariseus olham para Ele. Os fariseus, estavam longe de compreender a linguagem do amor, por que na prática, eles não viviam o amor. As palavras de Jesus não entram no coração de quem não faz opção pela “vida”, de quem não quer enxergar a verdade que liberta!
Jesus só falava o que ouvia do Pai e os fariseus, só iriam entender as suas palavras, depois que eles mesmos tivessem o elevado na cruz. “Quando tiverdes elevado o Filho do homem, então sabereis que eu sou…” A palavra “elevar”, neste contexto, significa: quando Ele for levantado na cruz.
Às vezes, nós condenamos as atitudes dos fariseus, mas será que nós também, não temos atitudes semelhantes as atitudes deles?
Será que acreditamos mesmo nas palavras de Jesus, ou selecionamos o que queremos acreditar?
De quando em vez, somos surpreendidos pelas turbulências do mar da vida, que tentam abalar a nossa fé, é nestes momentos que precisamos reagir firmemente, não podemos nos deixar levar pelos caminhos contrários à vontade de Deus!
A escolha é nossa; o mundo nos propõe o consumismo, que gera a ganância, o individualismo, Jesus nos propõe uma vida fundamentada no amor na gratuidade, na partilha…
Quem está voltado somente para as coisas materiais, não entende as palavras de Jesus, portanto, não viverá de acordo com a vontade de Deus!
Deixar-se conduzir pelo Espírito de Deus, é caminhar com os pés na terra e o olhar voltado para as coisas do alto, é viver no mundo, sem pertencer ao mundo!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(16) – QUANDO TIVERDES ELEVADO O FILHO DO HOMEM, ENTÃO SABEREIS QUE ‘EU SOU’
Hoje, Terça-feira V da Quaresma, a uma semana da contemplação da Paixão do Senhor, Ele nos convida a olhar-lhe antecipadamente redimindo-nos desde a Cruz. «Jesus Cristo é nosso pontífice, seu corpo precioso é nosso sacrifício que Ele ofereceu na ara da Cruz para a salvação de todos os homens» (São João Fisher).
«Quando tiverdes elevado o Filho do Homem…» (Jo 8, 28). Efetivamente, Cristo Crucificado – Cristo “levantado”! – é o grande e definitivo signo do amor do Pai à Humanidade caída. Seus braços abertos, estendidos entre o céu e a terra, traçam o signo indelével da sua amizade com nós os homens. Ao lhe ver assim, alçado ante o nosso olhar pecador, saberemos que Ele é (cf. Jo 8, 28), e então, como aqueles judeus que o escutavam, também nós creremos Nele.
Só a amizade de quem está familiarizado com a Cruz pode proporcionar-nos o adequado para adentrar-nos no Coração do Redentor. Pretender um Evangelho sem Cruz, despojado do sentido cristão da mortificação, ou contagiado do ambiente pagão e naturalista que nos impede entender o valor redentor do sofrimento, colocaria-nos na terrível possibilidade de ouvir dos lábios de Cristo: «Depois de tudo, para que seguir falando-vos?».
Que o nosso olhar à Cruz, olhar sossegado e contemplativo, seja uma pergunta ao Crucificado, em que sem o ruído de palavras lhe digamos: «Quem és tu, então? (Jo 8, 25). Ele nos responderá que é «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6), a Videira à qual sem estar unidos, nós, pobres ramos, não poderemos dar fruto, porque só Ele tem palavras de vida eterna. E assim, se não cremos que Ele é, morreremos pelos nossos pecados. Viveremos, no entanto, e viveremos já nesta terra vida de céu se aprendemos Dele a gozosa certeza de que o Pai está conosco, não nos deixa sozinhos. Assim imitaremos o Filho em fazer sempre o que agrada-lhe ao Pai.
Rev. D. Josep Mª MANRESA Lamarca

COMEMORA-SE NO DIA 24/Mar

(5) – SANTA CATARINA DA SUÉCIA
Era filha de Santa Brígida e tinha parentesco com a família real sueca. Catarina foi uma grande mística sueca e nasceu em 1331.
Casou com Edgar, um nobre de grande virtude e, de comum acordo com ele, ambos conservaram castidade perfeita. Ficou viúva ainda jovem. Recebeu a notícia da morte do marido quando estava em Roma com sua mãe. Sendo de excepcional beleza, teve muita dificuldade para livrar-se dos numerosos pretendentes à sua mão.
Desde então, com sua mãe santa Brígida, procurou percorrer a missão que a levaria à santidade. Sua mãe havia criado um sistema de clausura para mulheres e outro para homens cujas regras eram inspiradas por são Bernardo de Claraval. Catarina conseguiu afinal recolher-se ao mosteiro de Vadstena, fundado por Santa Brígida, chegando a ser superiora dele. Morreu no convento no ano de 1381.
Nas imagens, Santa Catarina vem acompanhada de um cervo, que segundo a história, a acompanhava durante suas meditações no bosque do convento. Também diz-se que, durante uma peregrinação a Roma, Catarina, em profunda oração, salvou a cidade de uma inundação.
Mesmo antes de ter sido declarada oficialmente santa pela Igreja, o povo já proclamava sua santidade.
Reflexão:
A santidade é um dom de Deus. Nossos lares são os lugares privilegiados onde a graça de Deus atua. A vida de Santa Catarina e de sua mãe Santa Brígida testemunham que a santidade nasce nas famílias. Ambas as santas souberam dedicar seu tempo para propagar o amor a Deus e o serviço aos mais necessitados.
Você já pediu a Deus que santifique sua família?
Tudo o que pedirmos com fé ele nos vai conceder.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – OSCAR ROMERO
Oscar Arnulfo Romero Y Gadamez nasceu em 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios, em El Salvador. Sua família era numerosa e pobre. Quando criança, sua saúde inspirava cuidados. Com apenas 13 anos entrou no seminário. Foi para Roma completar o curso de teologia com 20 anos e se ordenou sacerdote, em 1943.
Retornou a El Salvador, na função de pároco. Era um sacerdote generoso e atuante: visitava os doentes, lecionava religião nas escolas, foi capelão do presídio; os pobres carentes faziam fila na porta de sua casa paroquial, pedindo e recebendo ajuda. Durante 26 anos, na função de vigário, padre Oscar Romero conheceu a miséria profunda que assolava seu pequeno país.
A maioria dos países sul-americana vivia duras experiências de ditaduras militares, na década de 1970. Também para El Salvador era um período de grandes conflitos. Em 1977, padre Oscar Romero foi nomeado Arcebispo de El Salvador, chegando à capital com fama de conservador. No fundo era um homem do povo, simples, de profunda sensibilidade para com os sofrimentos da maioria, de firme perspicácia aliada à coragem de decisão.
Em 1979, o presidente do país foi deposto pelo golpe militar. A ditadura se instalou no país e, pouco a pouco, se acirrou a violência. Reinou o caos político, econômico e institucional no país. De janeiro a março de 1980 foram assassinados 1015 salvadorenhos. Os responsáveis pertenciam às forças de segurança e às organizações conservadoras do regime militar instalado no país.
Nessa ocasião, dois sacerdotes foram assassinados violentamente por defenderem os camponeses, que foram pedir abrigo em suas paróquias. Dom Romero teve que se posicionar e, de pronto, se colocou no meio do conflito. Não para aumentá-lo, mas para ajudar a resolvê-lo. Esta atitude revelou o quando sua espiritualidade foi realista e o seu coração, sereno e obediente ao Evangelho.
No dia 24 de março de 1980, Dom Romero foi fuzilado, em meio aos doentes de câncer e enfermeiros, enquanto celebrava uma missa na capela do Hospital da Divina Providência, na capital de El Salvador.
Sua ação pastoral visava ao entendimento mútuo entre os salvadorenhos. Criticava duramente tanto a inércia do governo, as interferências estrangeiras, como as injustiças praticadas pelos grupos “revolucionários”. O Arcebispo Dom Oscar Arnulfo Romero foi fiel a Igreja, e pagou com a vida o preço de ser discípulo de Cristo. O seu nome foi incluído na relação dos 1015 salvadorenhos que foram assassinados, em 1980.

SÃO ROMERO DE AMÉRICA PASTOR E MÁRTIR
O anjo do Senhor anunciou na véspera…
O coração de El Salvador marcava 24 de março e de agonia
Tu ofertavas o Pão, o Corpo Vivo – o triturado Corpo de teu Povo: Seu derramado Sangue vitoriosa – O sangue “campesino” de teu Povo em massacre que há de tingir em vinhos e alegria a Aurora conjurada!
O anjo do Senhor anunciou na véspera e o verbo se fez morte, outra vez, em tua morte. Como se faz morte, cada dia, na carne desnuda de teu Povo.
E se fez vida Nova em nossa velha Igreja! Estamos outra vez em pé de Testemunho, São Romero de América, pastor e mártir nosso! Romero de uma Paz quase impossível, nesta Terra em guerra. Romero em roxa flor morada da Esperança incólume de todo Continente, Romero desta Páscoa latino-americana.
Pobre pastor glorioso, assassinado a soldo, a dólar, a divisa. Como Jesus, por ordem de Império. Pobre pastor glorioso, abandonado por teus próprios irmãos de Báculo e de Mesa. (As Cúrias não podiam entender-te: Nenhuma Sinagoga bem montada pode entender a Cristo)
Tua pobreza sim te acompanha, em desespero fiel, pastor e rebanho, a um tempo, de tua missão profética. O Povo te fez santo. A hora do teu Povo te consagrou no “Kairós”. Os Pobres te ensinaram a ler o Evangelho.
Como um Irmão ferido por tanta morte irmã, tu sabias chorar, a sós, no Horto. Sabias ter medo, como um homem em combate. Porém sabias dar a tua palavra, livre, o seu timbre de sino. E soubeste beber o duplo cálice do Altar e do Povo com essa mesma mão consagrada ao Serviço. América Latina já te elevou à glória de Bernini – na espuma – uréola de seus mares, no retábulo antigo de seus Andes, no dossel irado de todas suas florestas, na cantiga de todos seus caminhos, no calvário novo de todos os seus cárceres, de todas suas trincheiras de todos seus altares… na ara garantida do coração insone de seus filhos! São Romero de América, pastor e mártir nosso, ninguém há de calar tua última Homilia!
Dom Pedro Casaldáliga – Bispo de São Felix do Araguaia – MT (1980)

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

V SEMANA DA QUARESMA
(ROXO, PREFÁCIO DA QUARESMA I – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Um olhar de fé pode trazer a salvação. Olhando com fé Jesus elevado na cruz, descobriremos quem ele é. Não esqueçamos os que, de muitas formas, continuam a ser crucificados em nosso tempo.

Antífona da entrada
Espera no Senhor e sê corajoso! Fortifique-se teu coração; espera no Senhor! (Sl 26, 14).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Concedei-nos, ó Deus, perseverar no vosso serviço para que, em nossos dias, cresça em número e santidade o povo que vos serve. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Já não a serpente de bronze, mas o Crucificado é que dá a vida a todos os que o buscam com fé. As verdades da terra e do céu encontram-se na cruz.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Semente é de Deus a palavra, Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Santificai, Senhor, vosso povo.
1. Conduzi, Senhor, a Igreja à Páscoa eterna.
2. Dirigi a mente e a vontade dos povos e dos governantes.
3. Dai forças e coragem aos que sofrem por causa da justiça.
4. Sustentai a fé e a esperança dos doentes.
5. Tornai-nos solidários com os irmãos e irmãs desamparados.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Nós vos oferecemos, ó Deus, o sacrifício que nos reconcilia convosco, para que perdoeis os nossos pecados e orienteis os corações vacilantes. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quando eu for exaltado da terra, diz o Senhor, atrairei a mim todas as coisas (Jo 12, 32).

Oração depois da Comunhão
Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, que, desejando continuamente os vossos dons, nos aproximemos sempre mais dos bens celestes. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

 

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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