Liturgia Diária 26/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
26/Mar/2015 (quinta-feira)

Guardar a palavra da vida

LEITURA: Gênesis (Gn) 17, 3-9: A aliança
Leitura do Livro do Gênesis:
Naqueles dias: 3 Abrão prostrou-se com o rosto por terra. 4 E Deus lhe disse: “Eis a minha aliança contigo: tu serás pai de uma multidão de nações. 5 Já não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de nações. 6 Farei crescer tua descendência infinitamente. Farei nascer de ti nações, e reis sairão de ti. 7 Estabelecerei minha aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre; uma aliança eterna, para que eu seja teu Deus e o Deus de teus descendentes. 8 A ti e aos teus descendentes darei a terra em que vives como estrangeiro, todo o país de Canaã como propriedade para sempre. E eu serei o Deus dos teus descendentes”. 9 Deus disse a Abraão: “Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 105 (104), 4-5. 6-7. 8-9: A história maravilhosa de Israel
8a O Senhor se lembra sempre da Aliança!
4 Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! 5 Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!
6 Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, 7 ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
8 Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; 9 da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.

EVANGELHO: João (Jo) 8, 51-59: Jesus e Abraão
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51 “Em verdade, em verdade, eu vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte.” 52 Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. 53 Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes tu ser?” 54 Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55 No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56 Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se.” 57 Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!” 58 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. 59 Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os internautas, presentes em todo o mundo:
Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim: eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças que sabes serem necessárias para mim.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 8, 51-59, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus continua seu diálogo com as autoridades religiosas. Diz que seus ensinamentos, a sua verdade são garantia de vida eterna. E faz a mais clara definição de si: “Eu sou”. Ele se declara superior a Abraão. Isto provoca a ira dos resistentes e irredutíveis doutores da Lei. A atitude é de agressão: “pegaram em pedras para atirar em Jesus”.

A VERDADE (Refletir)
O que o texto diz para mim, hoje?
Ainda hoje, há muitas pessoas que rejeitam a vida plena oferecida por Jesus Cristo. Apegam-se a tantas coisas e a si próprias que, por orgulho e ou autossuficiência, não aceitam a proposta renovadora de Jesus.
Disseram os bispos, em Aparecida: “A própria natureza do cristianismo consiste, portanto, em reconhecer a presença de Jesus Cristo e segui-lo. Essa foi a maravilhosa experiência daqueles primeiros discípulos que, encontrando Jesus, ficaram fascinados e cheios de assombro frente a excepcional idade de quem lhes falava, diante da maneira como os tratava, coincidindo com a fome e sede de vida que havia em seus corações. O evangelista João nos deixou por escrito o impacto que a pessoa de Jesus produziu nos primeiros discípulos que o encontraram, João e André. Tudo começa com uma pergunta: “que procuram?” (Jo 1, 38). A essa pergunta seguiu um convite a viver uma experiência: “venham e verão” (Jo 1, 39). Esta narração permanecerá na história como síntese única do método cristão.” (DAp 244)
– O que se pode fazer para divulgar a vida da Igreja?
Mas lembre-se: Você também é Igreja!
– Os pontos negativos que surgem atrapalham muito?
– Viver o Batismo recebido implica em que fatores?
– Que tipo de testemunho de vida mais lhe agrada?
– Qual deve ser a nossa atitude quando vemos alguém que é injustiçado ou caluniado?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a Oração da Campanha da Fraternidade 2015:
Ó Pai, Alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do Reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Meu novo olhar é de acolhimento à vida plena que Jesus me oferece.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
O nosso Deus é o Deus da vida e da vida em abundância. Ele é causa de alegria para todos os que verdadeiramente creem nele e em Jesus ele manifesta todo o amor que tem por nós. Assim sendo, Jesus, que é o Filho do Deus vivo, veio nos ensinar o caminho da verdadeira vida, por isso nos diz que quem guarda a sua palavra jamais verá a morte. E como todos nós desejamos a vida e nos alegramos com ela, Jesus também é a causa de nossa alegria, assim como foi a causa para Abraão exultar de alegria ao ver o seu dia, ao reconhecer o seu Deus como o Deus da vida. Aos que não acreditam nas verdades do Reino de Deus e rejeitam os valores evangélicos, só resta a revolta, a tristeza e a morte.

(6) – A PALAVRA DO SENHOR É UM SOPRO QUE FAZ VIVER
À promessa feita por Jesus de uma vida terrestre sem fim, a reação dos judeus revela sua incompreensão. À vida prometida, Jesus põe condição: “se alguém guardar a minha palavra…”.
Guardar a palavra significa pô-la em prática. A palavra do Senhor é um sopro que faz viver. Permitir que essa palavra viva em nós e pôr em prática essa palavra é experimentar a vitória da vida sobre toda realidade de morte. Somente Deus pode fazer viver, não obstante as circunstâncias que nos cercam. Por isso, para o leitor que ouve a crítica dos judeus, a conclusão não pode ser outra senão a de que eles blasfemam, encerrados na dificuldade de ouvir atenta e detidamente as palavras de Jesus. Em razão dessa verdadeira surdez espiritual, eles fazem um juízo precipitado acerca daquilo que move e orienta toda a vida de Jesus. O nó de toda a controvérsia está no fato de que o Filho não busca a própria glória, ao passo que certas pessoas, cristãos e judeus, no interior de sua própria fé e usando-a como justificativa, buscam a sua própria glória. Essa busca de si é ainda muito mais destrutiva do qualquer outra, porque é religiosa. É o Filho que ensina a buscar a glória do Pai.
Oração:
Senhor Jesus, concedei-me a graça de viver o vosso Evangelho, de o ler, ouvir e anunciá-lo com o mesmo amor com que o pregastes.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – A MORTE FOI VENCIDA
Quando Jesus afirmou que o cumprimento de sua palavra pouparia o ser humano da morte, os judeus interpretaram mal a declaração dele. Tomando a afirmação no sentido da morte física, não conseguiam entender como Jesus podia ser imortal e propiciar imortalidade, se até mesmo o venerável Abraão morrera.
Na perspectiva do Mestre, a imortalidade ia além do aspecto físico da vida. Tratava-se da participação da vida eterna, em comunhão com o Pai. A imortalidade de Jesus decorria de sua condição de enviado do Pai. Ele possibilitaria a quem cresse ter a mesma participação. Neste sentido, a fé se tornava penhor de imortalidade, neutralizando as consequências do pecado.
Os judeus recusavam-se a aceitar que a imortalidade já estivesse acontecendo na vida de Jesus. Eles partiam da idade cronológica do Mestre e daí deduziam ser impossível alguma relação entre Abraão e Jesus.
Jesus, então, fez uma afirmação insuportável para os judeus: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”. A irritação foi causada por estas últimas palavras: “Eu sou”. Era demais Jesus querer unir, de maneira tão radical, sua existência à de Deus! Sua palavra pareceu-lhes uma blasfêmia. Daí a decisão de apedrejá-lo. Senhor da vida, ele se defrontava com a morte!
Oração:
Senhor Jesus, vieste libertar-me da escravidão do pecado e trazer-me a verdadeira vida. Coloca, em meu coração, tua palavra libertadora.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Se alguém guardar minha palavra jamais verá a morte” (Jo 8, 51c).
A meditação sobre a Anunciação de Jesus na solenidade de ontem nos levou a considerar como terá a Vida Eterna quem comer do Corpo de Jesus e beber de Seu Sangue na Eucaristia. Ora, quando nos alimentamos do Corpo e Sangue de Jesus não estamos fazendo somente um gesto que apreciamos. Estamos cumprindo a ordem que Ele mesmo nos deu, quando disse: “[…] fazei isto em memória de Mim” (Lc 22, 19).
Quando, portanto, celebramos a Eucaristia e recebemos a comunhão do Corpo e Sangue de Cristo, estamos guardando Sua Palavra para que jamais morramos eternamente, mas que sejamos salvos para a Vida Eterna.
Quando Jesus disse estas palavras aos judeus de seu tempo foi mal entendido por eles.
Não havia condição de aceitarem Jesus e sua Nova Aliança. Pelo contrário, a rejeitaram querendo matar Jesus, pois começaram a pegar pedras para apedrejá-Lo no próprio Templo de Jerusalém! (Jo 8, 59).
A Nova Aliança de Jesus nos foi dada. Por meio dela vivemos unidos a Deus e temos garantia de nossa Salvação na Vida Eterna.
Agradeçamos hoje a Deus:
– por entendermos seu Plano Divino de Salvação na Encarnação de Seu Filho,
– por entendermos Sua Nova Aliança,
– por termos segurança de sermos salvos para sempre.
Padre Valdir Marques

(10) – ABRAÃO EXULTOU PENSANDO EM VER O MEU DIA; VIU-O E FICOU FELIZ
«Abraão, vosso pai, exultou pensando em ver o meu dia; viu-o e ficou feliz.»
Que quer isto dizer?
«Abraão acreditou em Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça» (Gn 15, 6; Rom 4, 3).
Em primeiro lugar acreditou que Ele era o criador do céu e da terra, o Deus único; depois, que Ele tornaria a sua posteridade semelhante às estrelas do céu (Gn 15, 5). Paulo também o diz: «como astros no mundo» (Fil 2, 15). Portanto, foi a justo título que, deixando toda a sua parentela deste mundo, ele seguiu a Palavra de Deus, tornando-se estrangeiro com o Verbo, a fim de se tornar cidadão com o Verbo, o Filho de Deus (cf Ef 2, 19).
Foi também a título de justiça que os apóstolos, descendentes de Abraão, deixaram o barco e o seu pai e seguiram o Verbo (Mt 4, 22). E é a justo título que nós, que temos a mesma fé de Abraão, tomando a nossa cruz tal como Isaac levou a lenha, seguimos este mesmo Verbo (Gn 22, 6; Mt 16, 24).
Porque em Abraão, o homem já tinha aprendido e já se tinha acostumado a seguir o Verbo de Deus. Na sua fé, com efeito, Abraão observou o mandamento da Palavra de Deus e não hesitou em entregar «o seu único e amado filho» em sacrifício a Deus (Gn 22,), a fim de que Deus também aceitasse, em favor da toda a sua posteridade, entregar o seu bem-amado Filho único em sacrifício pela nossa redenção (Rom 8, 32).
E como Abraão foi profeta e viu no Espírito o dia da vinda do Senhor e o desígnio da sua Paixão, quer dizer, a salvação para si mesmo e para todos aqueles que, como ele, cressem em Deus, estremeceu com grande alegria. O Senhor Jesus Cristo não era, portanto, desconhecido de Abraão, visto que este desejou ver o seu dia. E foi assim que, instruído pelo Verbo, Abraão também conheceu o Pai do Senhor e acreditou nele. […] Por isso disse: «Ergo a minha mão para o Senhor, o Deus Altíssimo que criou os céus e a Terra» (Gn 14, 22).
Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208)

(11.1) – SE ALGUÉM GUARDAR A MINHA PALAVRA, JAMAIS VERÁ A MORTE
Estamos na última semana da quaresma, vivendo a expectativa de Celebrarmos o grande acontecimento que marcou o início de uma nova era!
Revivendo os últimos passos de Jesus aqui na terra, voltemos o nosso olhar para a cruz, e enxerguemos nela o caminho da nossa salvação! A cruz, é a expressão suprema do amor de Deus que veio ao nosso encontro na pessoa de Jesus. Ela nos faz lembrar o martírio de Jesus, mas a mensagem mais forte que a cruz nos traz, é a sua vitória, que é também a nossa vitória!
A narrativa do evangelho de hoje, vem nos falar de mais um diálogo conflituoso de Jesus com os judeus. Jesus era muito claro nas suas palavras, mas os judeus não queriam enxergar a verdade, preferindo ficar na obscuridade.
Jesus reafirmava a sua identidade, o seu destino, a sua intimidade com o Pai, tentando fazê-los entender a sua natureza divina e ao mesmo tempo a sua humanidade, o que era motivo de controvérsias para os judeus.
Jesus dizia: “Se alguém guarda a minha palavra, jamais morrerá”, e ainda: “Antes que Abraão existisse, EU Sou.” Estas palavras de Jesus, deixaram os Judeus furiosos ao ponto deles quererem apedrejá-Lo.
Abraão e os outros profetas morreram na fé, sem perder a esperança, eles não conseguiram alcançar a realização das promessas de Deus, mas viram O prometido, pela fé, e o saudaram de longe, como Jesus disse: “Abraão o pai de vocês, alegrou-se, porque viu o meu dia, ele viu e encheu-se de alegria”.
Os opositores do projeto de Deus, não entenderam as palavras de Jesus, devido ao fechamento de seus corações, eles analisavam as coisas do alto, dentro da lógica humana, sendo que as palavras de Jesus só podem ser entendidas à luz da fé!
Podemos nos perguntar: se todos os diálogos com os judeus eram conflituosos, por que Jesus não desistia dos seus opositores?
A resposta é simples: Porque Jesus é Deus, e Deus, ao contrário de nós, não desiste de quem quer que seja!
É bonito perceber a tranquilidade de Jesus diante as provocações de seus adversários! Dono da verdade, Ele sempre se mantinha sereno frente a tantas acusações.
As atitudes de Jesus frente aos insultos, às provocações, foram sempre pedagógicas, estão sempre nos ensinando a sermos mais pacientes, a agirmos com sabedoria nos momentos em que somos desafiados.
Não podemos deixar nos levar pelos ventos contrários da vida, deixar que a raiva, o ressentimento encontre espaço no nosso coração e apague a luz de Cristo que brilha em nós!
Certos mecanismos de morte, tentam nos convencer de que a morte vence, mas quem crê verdadeiramente no Cristo vivo, sabe que a vida sempre vence!
Deixemo-nos conduzir pela Luz de Cristo, a Luz que Traz vida, que nos torna sinal da sua presença no mundo.
Não basta estar vivo, é preciso saber viver! Viver do jeito de Jesus!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – JESUS SE LEMBRA SEMPRE DA ALIANÇA
Na verdade as lideranças religiosas e políticas não aceitaram Jesus. Ele não preenchia os requisitos que imaginavam que o Messias deveria ter. Um Messias político, guerreiro, lutador, que pegasse em armas e com poder expulsaria de Israel os romanos, a paz voltaria, tudo continuaria do mesmo jeito, cada qual com sua posição, com seu bem estar, com seu status…
Para as autoridades religiosas, que tinham dinheiro, poder, vida boa, não faltava nada, para que mudar?
Mas o povo, que vivia escravo, sofrido, doente, esfolado pelos impostos e pelas Leis, queria mudanças e esperava ansioso o Messias prometido desde sempre.
Como as lideranças não simpatizavam por Jesus, porque seu discurso não convinha para eles, tudo o que Jesus falava, eles não entendiam, ou não queriam entender. Estavam sempre com um pé atrás para retrucar e até ameaçá-lo de morte.
No texto de hoje quando Jesus diz aos judeus: “quem guardar minha Palavra, jamais verá a morte”. Eles imediatamente retrucaram dizendo que até Abraão e os profetas morreram, quem era Ele para fazer tal afirmativa, prometer coisa tão impossível! Acusaram Jesus de ter um demônio.
Jesus fala claramente que Ele é o Filho de Deus, que é o Pai quem o glorifica. E acrescenta vocês dizem que acreditam em Deus, mas não o conhecem, Eu o conheço e guardo as Palavras d’Ele. Para escândalo e raiva dos judeus, Jesus afirma: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”. “Eu Sou” recorda o nome Javé com que Deus se deu a conhecer a Moisés, na sarça ardente, por ocasião da libertação do povo de Deus do Egito. Jesus assumiu esse nome por ser Filho de Deus que revela de modo pleno o plano do Pai. Diante disso, eles ficaram irados e quiseram apedrejar Jesus porque não eram comprometidos com Ele. Ameaçado de morte, Jesus se retira do Templo e se esconde.
Jesus falava da vida eterna, daquela de quem vive em comunhão com o Pai. A vida terrena é finita, mas se praticarmos o amor, a misericórdia viveremos em comunhão com Deus, aí alcançaremos a vida eterna. Ao contrário, se deixarmos o egoísmo, a maldade, a descrença mandar em nós, nas nossas atitudes, nosso modo de ser e viver, romperemos nossos laços com Deus, gerando a morte eterna.
Vale a pena ser de Jesus, doar nossa vida pelo Reino de Deus, amar, viver, falar, agir como Ele ensinou e viveu.
Esse evangelho nos leva a refletir: como está nossa fidelidade a Deus?
Entendo o que Deus quer de mim?
Estou agindo de acordo com a vontade de Deus e a sua Palavra?
Senhor Jesus, que eu saiba acolher sua Palavra e que ela me faça cada dia mais caminhar em comunhão com Deus que me ama e que me quer na vida eterna. Amém!
Maria de Lourdes Cury Macedo

(11.3) – SE ALGUÉM GUARDAR A MINHA PALAVRA, JAMAIS VERÁ A MORTE
Todos nós precisamos de vida. Temos a graça de viver, mas, muitas vezes, não é o fato de estarmos vivos, respirando, andando e caminhando que significa que temos a vida em nós. Quantas vidas opacas, sem gosto, sem sabor, sem sentido, sem direção! Quantas vidas sem luz interior há! Então não basta saber que estamos respirando! Algumas vezes, existem pessoas que não estão caminhando, estão prostradas, doentes, acometidas por alguma enfermidade, mas estão vivas, estão em plena vivacidade e exprimem alegria interior, mesmo diante de um vale de lágrimas que as rodeia, porque encontraram o sentido da vida.
E qual é o sentido da vida?
É guardar a Palavra de Jesus! Nós conhecemos, um dia, Jesus e Ele se manifestou em nossa vida e, dia a dia, Ele vem nos apresentando e nos presenteando com a Sua Palavra; e as palavras do Senhor são de vida eterna!
Não entenda “palavras de vida eterna” com ganharmos um “selinho” para, quando morrermos, irmos para o céu. Glória a Deus por isso [irmos para o céu]! Pois a palavra de vida eterna é trazer a eternidade para a nossa vida, é dar um sentido pleno à vida que nós estamos vivendo, de forma a não permitir que –, onde quer que nós estejamos, passando por aflições, dificuldades e provações devido a coisas que não deram certo – nossa vida seja transformada em um inferno e perdermos a alegria de viver. Jesus traz vida para a nossa vida, mesmo que estejamos passando por grandes aflições, sofrimentos e angústias.
Que possamos refletir sobre a nossa vida!
Ela está sendo guiada, orientada, iluminada e conduzida pela Palavra de vida de Jesus ou estamos simplesmente caminhando nessa vida?
Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna! Que as Tuas palavras conduzam e iluminem meus passos, e tragam luz ao meu coração, tragam vida interior a mim e deem sentido ao meu viver. Que as palavras de Jesus, hoje, ressuscitem quem estiver morto e paralisado! Que as palavras de Jesus, hoje, tragam vida e um sentido novo para o nosso viver!
Deus abençoe você!
Canção Nova

(11.4) – VOSSO PAI ABRAÃO EXULTOU, POR VER O MEU DIA
O SENHOR DA VIDA
A origem e o destino de Jesus foram motivo de controvérsia com os judeus. Por um lado, o Mestre proclamava: “Se alguém guarda a minha palavra, jamais verá a morte”. Por outro, afirmava: “Antes que Abraão existisse, Eu sou”.
Seus adversários raciocinavam de maneira aparentemente lógica. Os personagens mais veneráveis do povo, como Abraão e os profetas, morreram. Acreditava-se na volta do profeta Elias, que fora arrebatado ao céu numa carruagem de fogo. Não se tinha, porém, notícia de alguém que não iria experimentar a morte. Com Jesus, não haveria de ser diferente. Quanto à sua origem, era suficiente considerar sua idade bastante jovem – “Ainda não tens cinquenta anos…” – para se dar conta da falsidade de sua afirmação.
Este modo de pensar estava em total descompasso com a real intenção de Jesus. Referindo-se à morte, pensava em algo muito mais radical que a pura morte física. Suas palavras abririam caminho para a vida eterna, na comunhão plena com o Pai, para além das vicissitudes desta vida terrena. Ao referir-se à sua origem, não estava pensando no seu nascimento carnal, historicamente determinável, e sim na sua vida prévia, no seio do Pai. Neste sentido, pode-se dizer anterior ao patriarca Abraão, por possuir uma existência eterna.
Os inimigos de Jesus eram demasiados terrenos para compreender esta linguagem.
Oração:
Pai, coloca-me em sintonia com as palavras e o modo de pensar de teu Filho Jesus, para que eu possa compreender seus ensinamentos, sem deturpá-los.
Igreja Matriz de Dracena

(11.5) – A FÉ NA PALAVRA DE DEUS NOS LIVRA DA MORTE
Gênesis 17, 3-9 – “uma terra para Abraão e sua descendência!”
“Este é o pacto que faço contigo: serás o pai de uma multidão de povos”.
“Estabelecerei minha aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre; uma aliança eterna”, disse Deus a Abrão.
Deus perpetrou com Abrão, depois chamado de Abraão, um pacto fundamentado na Fé quando lhe fez um chamado e uma promessa: ele seria pai de uma multidão de nações e teria uma descendência infinita e tomaria posse de uma terra fértil.
“Tornar-te-ei extremamente fecundo”!
Sem nenhuma evidência de que isto lhe fosse possível acontecer, em vista da sua incapacidade física, Abrão acreditou na promessa de Deus, por isso, ele até hoje é chamado o PAI DA FÉ, isto é, Pai daqueles(as) que têm fé. A fé não implica em conhecimento de causa nem na certeza do que virá, mas, sim na esperança e na confiança que se põe em quem fez a promessa. Todos os que têm fé e acreditam no chamado e nos planos de Deus para si, são filhos de Abraão. Assim sendo, nós também, que fazemos parte desta Aliança eterna, precisamos confiar nas promessas que o Senhor faz para nós. Deus também nos promete uma terra promissora, por isso, de geração em geração, por intermédio dos nossos descendentes, seremos nós, os construtores do reino de Deus cuja bandeira é a Fé em Jesus Cristo. O Senhor faz aliança com cada um de nós e muda até a nossa identidade pessoal a fim de que também possamos ser conhecidos(as) como “filhos de Abraão”, isto é, filhos e filhas da FÉ.
Por esta razão, necessitamos tomar posse das Suas promessas desde já, aqui na terra que Ele nos deu para morar temporariamente e, depois, eternamente, no céu quando alcançaremos a vida em plenitude.
– Você sabia que quando Deus chamou Abraão estava também chamando você?
– As promessas de Deus para você são motivo de alegria?
– Como você se vê diante dos desígnios de Deus para a sua vida?
– O que mais você tem buscado aqui na terra?
– Você tem fé?
O Senhor mudou o nome de Abrão, para designar a sua verdadeira missão.
Dentro do que você se sente chamado(a), teria algum nome mais apropriado para você?
Pergunte ao Senhor!

Salmo 104 – “O Senhor se lembra sempre da aliança!”
Deus nunca esquecerá a aliança que fez conosco que somos Seus filhos e filhas. Nós também nunca poderemos afirmar que não temos ninguém por nós, por que o Senhor constantemente está a esperar a nossa volta para perto Dele. Através das gerações a bondade e a misericórdia do Senhor são a prova da Aliança de Amor que Ele fez com o Seu povo. Se, somos povo de Deus, somos herdeiros das Suas promessas.

Evangelho – João 8, 51-59 – “a fé na Palavra de Deus nos livra da ‘morte’”
Jesus coloca como condição para que não vejamos a morte, a permanência na Sua Palavra, isto é, a obediência aos Seus ensinamentos. A morte a que Jesus se refere é a morte eterna, o afastamento eterno de Deus e a total falta de comunicação com Aquele que nos criou. Portanto, viver o Evangelho é a prova da nossa fidelidade ao projeto de salvação que Deus aprontou para nós e, ao mesmo tempo, o meio para que permaneçamos na casa do Pai. No entanto, isto também depende da fé em Jesus Cristo, Aquele que veio realizar em nós o projeto do Pai. Sem fé é impossível que alguém possa vivenciar e ver realizar-se o projeto que Deus idealizou para sua vida. Quem não compreende a Palavra, quem não tem abertura para o Espírito Santo, morre na ignorância do pecado e, lamentavelmente, nunca poderá conhecer a Deus. A fé é quem nos move a preservar a palavra de Deus. Quem conhece e guarda a Palavra de Deus pode dizer que O conhece. Portanto, podemos estar certos de que a Palavra de Deus é quem nos direciona para a vida eterna em Cristo Jesus. Diante da incredulidade do mundo nós também podemos afirmar que somente Jesus conhece verdadeiramente o Pai e só Ele pode nos revelar os Seus mistérios para nós por meio da Boa Nova do Evangelho.
Jesus tinha plena consciência de quem Ele era e qual a Sua missão; sabia que Ele era a vida, o caminho e a verdade de Deus para a humanidade e, por isso podia afirmar que antes de Abraão existir Ele já existia. Por isso o Evangelho diz que Abraão, porque acreditara em Deus, viu a Jesus e exultou, porquanto por meio Dele viria a salvação para os seus descendentes.
– Quem é Deus para você?
– O que a Palavra lhe revela em relação a Deus?
– Você tem a Palavra de Deus como ensinamento para o seu dia a dia?
– O que você ainda não entende na metodologia de Deus?
– Como você tem aderido a Palavra de Deus para a sua vida?
– Você acha difícil vivenciá-la ou para você ela tem sido cada mais clara e mais acessível a cada dia?
– A sua fé depende de alguma circunstância ou ela é incondicional?
Helena Serpa

(11.6) – O PERIGO DA LEITURA FUNDAMENTALISTA
Podemos dizer que os Judeus eram fundamentalistas em extremo e entendiam a escritura antiga ao pé da Letra. Desta visão distorcida e equivocada dos Profetas e da Torá, é que vem o confronto com Jesus, que jamais contradisse uma só letra da escritura antiga, mas fazia dela uma releitura, aplicando à sua vida, tornando-se ele próprio a Palavra Viva e a revelação mais clara da vontade de Deus, o mesmo Deus Javé ou o Deus da Aliança, Pai de Jesus Cristo.
Jesus interpretava a Lei e os Profetas mostrando em seu conteúdo o Deus que se revela e que busca o homem para salvá-lo e resgatá-lo em definitivo das Forças do Mal. Interpretar significa exatamente aplicar a Palavra de Deus escrita na Bíblia, nos dias de hoje, na minha vida e na vida da comunidade, se não houver essa interpretação, corre-se o risco de ser fundamentalista e isso acontece quando não se faz a hermenêutica.
Jesus mostra com palavras e obras à sua relação direta com o Pai, que é o Deus da Aliança, o Deus de Moisés, o Deus de Abrão, Isaac e Jacó. Os Judeus julgam serem exímios conhecedores de Deus, apenas pelas escrituras, são eles os interpretadores oficiais e não admitem que nenhum outro o faça, muito menos Jesus, um simples Galileu. O que na verdade eles conhecem de Deus é o que dele escreveram os profetas e se falaram dos Patriarcas, conheciam na teoria mas Jesus, o Filho Vivo de Deus está ali diante deles, mais do que conhecer a Deus, Ele provém de Deus, Ele é o Deus vivo…
Jesus nunca se preocupou em fazer sinais prodigiosos para superar os profetas ou os Patriarcas, pois estes apenas prepararam o caminho para aquele que haveria de vir, preliminarmente Deus se manifestou nesses Santos Homens, mas jamais com a perfeição com que se manifestou em Jesus Cristo, seu Filho. Todos os que o precederam anunciaram a Salvação e a libertação, Jesus é a Salvação e a Libertação, ele não mostra o caminho mas ele é o caminho, ele não mostra a Verdade, ele é a Verdade, ele não mostra a Vida, ele é a Vida!
Jesus é a Escritura Viva de Deus, é o Verbo Encarnado, mas os Judeus fundamentalistas só o veem como um intermediário, na linha dos Patriarcas e dos Profetas de Israel, valorizam a “casca” e menosprezam o fruto doce que está dentro dela, enfiam as mãos pelos pés e confundem o meio com o fim… Confusão típica de quem é fundamentalista e não consegue sentir em sua vida os efeitos maravilhosos da Graça operante e santificante que Jesus oferece mediante a Fé … próprio de quem se fecha no mero racionalismo, fechando o coração a Deus…
Diácono José da Cruz

(11.7) – É MEU PAI QUEM ME GLORIFICA
Assistimos hoje a um diálogo que atravessa pelo conflito entre Jesus e os escribas que se consideram filhos prediletos de Abraão e os mais puros herdeiros de sua tradição. Eles colocam a seguinte questão a Jesus: como podia falar de ausência de morte se Abraão havia morrido?
Como poderia falar do testemunho de Abraão em seu favor, se ele era um camponês jovem para a sociedade judaica?
Ser filho de Abraão não podia ser entendido, por certo, de uma forma biológica, carnal, mas simbólica ou espiritual. Significava ter as qualidades espirituais de Abraão e seu belo sonho de um povo livre. Somente os amantes da justiça e da liberdade podiam ser chamados de verdade filhos do santo patriarca. O que os judeus não entendiam era o questionamento que Jesus lhes fazia por suas inconsequências.
Hoje existem estruturas sociais e eclesiais que se acreditam herdeiras de formas harmônicas de convivência. Contudo, abrigam conflitos sérios nos que nem sempre carregam em si a luz da justiça e da verdade. É necessário anunciar com força o reino de Deus como grande possibilidade de que na terra reinem a verdade e a justiça e com isso se cumpram as esperanças que por tanto tempo foram alimentadas no coração dos empobrecidos e seja alcançada a paz sobre a terra.
Claretianos

(16) – VOSSO PAI ABRAÃO EXULTOU POR VER O MEU DIA. ELE VIU E SE ALEGROU.
Hoje João situa-nos diante de uma manifestação de Jesus no Templo. O salvador revela um fato desconhecido para os judeus: que Abraão viu e se alegrou ao contemplar o dia de Jesus. Todos sabiam que Deus tinha feito uma aliança com Abraão, assegurando-lhe grandes promessas de salvação para a sua descendência. No entanto, desconheciam até que ponto chegava a luz de Deus. Cristo revela-lhes que Abraão viu o Messias no dia em de Iahweh, ao qual chama meu dia.
Nesta revelação Jesus mostra-se possuindo a visão eterna de Deus. Mas, sobretudo manifesta-se como alguém preexistente e presente no tempo de Abraão. Pouco depois, no calor da discussão, quando alegam que ainda nem tem cinquenta anos, diz-lhes: «Em verdade, em verdade, vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou» (Jo 8, 58) É uma declaração notória da sua divindade, podiam entendê-la perfeitamente, e também tinham podido crer se tivessem conhecido melhor o Pai. A expressão “Eu sou” é parte do tetragrama santo Iahweh, revelado no monte Sinai.
O cristianismo é mais que um conjunto de regras morais elevadas como podem ser o amor perfeito, ou, inclusive, o perdão. O cristianismo é a fé numa pessoa. Jesus é Deus e homem verdadeiro. «Perfeito Deus e perfeito Homem», diz o Símbolo Atanasiano. Santo Hilário de Poitiers escreve numa bela oração: «Dá-nos, pois, um modo de expressão adequado e digno, ilumina a nossa inteligência, faz também que as nossas palavras sejam expressão da nossa fé, quer dizer, que nós, que pelos profetas e os Apóstolos te conhecemos a ti, Deus Pai e ao único Senhor Jesus Cristo, possamos também celebrar-te a ti como Deus, em quem não há unicidade de pessoa, e confessar a teu Filho, em tudo igual a ti».
Rev. D. Enric CASES i Martín

COMEMORA-SE NO DIA 26/Mar

(5) – SÃO BRÁULIO
São Bráulio nasceu na Espanha, por volta de 585. Vinha de família religiosa e teve dois irmãos também com vocação religiosa. Um deles foi bispo de Saragoça, e a irmã, abadessa. Estudou em Servilha, teve como mestre e grande amigo Santo Isidoro, que era bastante reconhecido por sua sabedoria. Isidoro dirigia-se ao amigo chamando-o de “amadíssimo senhor meu e caríssimo filho”.
Aos 20 anos entrou na abadia de santa Engrácia. Nessa abadia são Bráulio fez os estudos elementares, ajudado pelo seu irmão João, na vida ascética. Dez anos após foi para Sevilha aperfeiçoar-se com santo Isidoro.
Quando em 631 faleceu o bispo João, foi nomeado arquidiácono e lhe confiaram a administração dos negócios eclesiásticos. E num tempo terrível de pestes, flagelos, carestias, Bráulio, pedindo conselhos e ajuda, foi superando tanta crise. Foi nomeado bispo no lugar do irmão. Participou do quarto, quinto e sexto concílios de Toledo. Correspondia com o Papa Honório I. Sua primeira preocupação foi com a cultura, incentivou os estudos e formou bibliotecas.
Por volta dos anos 650 estava praticamente cego e esgotado e morreu no ano seguinte, provavelmente aos 66 anos.
São Bráulio foi um grande bispo, nascido numa família de santos que ajudou e muito na consolidação da Igreja no reino espanhol.
Reflexão:
O ofício episcopal simboliza o amor de Cristo pelo seu povo, que escolheu homens para pastorear seu rebanho. Ao longo da história são muitos os bispos que, enfrentando as fraquezas e misérias humanas, conseguiriam destacar-se como pastores fiéis e dedicados. São Bráulio entrou na glória dos santos porque foi sempre pastor zeloso do povo. Sua formação humana e teológica auxiliou seu apostolado e permitiu que a misericórdia fosse sempre a palavra mestra de sua vida. Rezemos hoje de modo especial pelos bispos de nossas dioceses, para que Deus conceda-lhes a humildade e o zelo necessários para a condução do Povo de Deus.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SANTA LÚCIA FILIPPINI
Lúcia nasceu no dia 13 de janeiro de 1672, em Corneto Tarquínia, proximidades de Roma, numa família honrada e abastada. Quando ainda tinha um ano de idade, Lúcia perdeu a mãe e alguns anos mais tarde, o pai. Ela foi entregue, para ser formada e educada, às Irmãs beneditinas e junto delas a menina descobriu o dom que tinha para ensinar.
Muito dedicada aos estudos da Sagrada Escritura, e com a alma cheia de caridade, tomou para si, ainda no início da adolescência a função de ensinar o catecismo às crianças. Tantos eram os pequenos que a procuravam e tão cativante era sua forma de transmitir a Palavra do Senhor, que logo o padre do local a nomeou oficialmente a catequista paroquial. Certo dia, passou pela sua cidade o cardeal Marcantonio Barbarigo, que conheceu Lúcia, reconheceu sua vocação e levou-a para acabar seus estudos com as Irmãs clarissas.
Preparada, foi colocada na liderança de uma missão que ele julgava essencial para corrigir os costumes cristãos de sua diocese: fundar escolas católicas em diversas cidades. Lúcia, em sua humildade, a princípio relutou, achando que a função estava acima de suas possibilidades. Mas o cardeal insistiu e ela iniciou seu trabalho que duraria quarenta anos.
A missão exigiu imensos esforços, tantos foram os sacrifícios a que teve de se submeter. Contudo, nada a afastou da tarefa recebida. Nessas quatro décadas preparou professoras, catequistas, fundou escolas e organizou-as em muitas cidades e dioceses. Quando o cardeal Barbarigo faleceu, as dificuldades aumentaram. Lúcia uniu-se então a outras professoras e catequistas, juntando todas numa congregação, fundou em 1692, o Instituto das Professoras Pias. A fama do seu trabalho chegou ao Vaticano e em 1707, o Papa Clemente XI pediu para que Lúcia criasse uma de suas escolas em Roma.
Lúcia Filippini faleceu aos sessenta anos, no dia 25 de março de 1732, de câncer, mas docemente e feliz pela sua vida entregue à Deus e às crianças, sementes das novas famílias que são a seiva da sociedade. Seu corpo descansa na catedral de Montefiascone, onde começaram as escolas católicas do Instituto das Professoras Pias Filippinas, como são chamadas atualmente.
A festa litúrgica à Santa Lúcia Filippini foi marcada para o dia 26 de março, pelo Papa Pio XI, na solenidade de sua canonização, em 1930. Hoje, as escolas das professoras pias filippinas além de atuarem em toda a Itália, estão espalhadas por todo território norte americano, num trabalho muito frutífero junto à comunidade católica.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

V SEMANA DA QUARESMA
(ROXO, PREFÁCIO DA PAIXÃO I – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
A promessa de Deus começa com Abraão, o pai na fé, e culmina com a vinda de Cristo. Jesus é a autêntica manifestação do Pai e o cumpridor perfeito do projeto divino.

Antífona da entrada
Cristo e o mediador de uma nova aliança, para que, por meio de sua morte, recebam os eleitos a herança eterna que lhes foi prometida (Hb 9, 15).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Assisti, ó Deus, aqueles que vos suplicam e guardai com solicitude os que esperam em vossa misericórdia, para que, libertos dos nossos pecados, levemos uma vida santa e sejamos herdeiros das vossas promessas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A aliança que Deus fez com Abraão continua nos confirmando na fé. Guardemos no coração a palavra do Senhor, a qual nos garante a vida sem fim.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94, 8)

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Senhor, escutai a nossa prece.
1. Convertei, Senhor, sempre mais a Igreja, seus ministros e todo o povo.
2. Ensinai-nos a valorizar o mistério pascal como centro da vida cristã.
3. Concedei que a Campanha da Fraternidade produza muitos frutos na sociedade.
4. Enriquecei-nos de esperança, fé e caridade na nossa missão.
5. Ajudai-nos a promover a paz e a solidariedade na comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, com bondade, este sacrifício para que seja proveitoso à nossa conversão e à salvação de todo o mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Deus não quis poupar seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós e deu-nos, com ele, todas as coisas (Rm 8, 32).

Oração depois da Comunhão
Nutridos, ó Deus, pelo pão que nos salva, imploramos vossa misericórdia, a fim de que, pelo mesmo sacramento que nos dais como alimento neste mundo, nos leveis a participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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