Liturgia Diária 30/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
30/Mar/2015 (segunda-feira)

Jesus é acolhido na casa de Lázaro

LEITURA: Isaías (Is) 42, 1-7: Primeiro canto do Servo
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
1 “Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2 Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3 Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4 Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos.” 5 Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move: 6 “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7 para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 27 (26), 1. 2. 3. 13-14: Junto a Deus não há temor
1a O Senhor é minha luz e salvação.
1 O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
2 Quando avançam os malvados contra mim, querendo devorar-me, são eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem.
3 Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.
13 Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. 14 Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor.

EVANGELHO: João (Jo) 12, 1-11: a unção de Betânia
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
1 Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2 Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3 Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4 Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5 “Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?” 6 Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7 Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8 Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis.” 9 Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. 10 Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11 porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Nesta Semana Santa, “somos convidados a parar um pouco e pensar nos acontecimentos que marcaram a vida de Jesus antes de sua morte. Com as celebrações desta semana, queremos procurar o sentido da Paixão e Morte de Jesus em nossas vidas”. (A Vida em Cristo e na Igreja, nº 56).
Pedimos:
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra.
Oremos:
Senhor, nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que diz o texto bíblico?
Leia-o e procure perceber o contexto do relato: lugares, pessoas, acontecimentos…
Quais são as palavras ou gestos de Jesus?
Qual é o tema que perpassa a narrativa?
O Evangelho que nos é proposto para a oração de hoje segue a redação do evangelista João. O texto se assemelha ao que refletimos ontem no início do evangelho segundo Marcos.
O contexto é de seis dias antes da Páscoa. Inicia-se a semana que será coroada pela morte de Jesus na véspera do sábado. Jesus se encontra em Betânia na casa de Lázaro, que ele tinha ressuscitado dos mortos. Betânia é chamado o lugar da vida, assim como é a casa de Lázaro, Marta e Maria. Na casa de Lázaro lhe é oferecido um jantar. Enquanto Marta serve a mesa, Lázaro está com Jesus e Maria toma um frasco de perfume preciso, unge os pés de Jesus e enxuga-os com os cabelos. A casa ficou cheia de perfume.
Judas Iscariotes que era um dos presentes, reclama do desperdício do perfume, que poderia ter sido vendido e o dinheiro dado aos pobres. Judas não está preocupado com os pobres. Ele retém para si o que era destinado aos pobres e procura opor a atenção que Maria dá a Jesus ao cuidado com os pobres. Na verdade, a atenção para com Jesus em nenhum momento nos afasta dos pobres. Eles são os preferidos de Jesus. Jesus diz: “Deixa-a, ela fez em vista do dia de minha sepultura”, ou seja, uma preparação para a morte de Jesus.
O evangelista conclui dizendo que também Lázaro passou a ser ameaçado de morte, pois muitos abandonaram o grupo dos judeus e aderiram a Jesus depois da ressurreição de Lázaro. Não temos, porém, nenhum relato sobre o que aconteceu com Lázaro.

A VERDADE (Refletir)
O que o texto diz para mim, hoje?
Como compreendo a acolhida de Jesus na casa de Lázaro, Marta e Maria neste momento de sua vida?
O que diz para mim o gesto de Maria?
Quais sentimentos o texto despertou em mim?
O gesto de Maria de ungir os pés de Jesus também é entendido como o amor que a comunidade é chamada a viver. A casa de Lázaro, Marta e Maria se transforma na comunidade que ama e serve, característica da comunidade cristã. Da mesma forma como Jesus foi recebido na casa de Lázaro, que nossa casa e nossa vida tenha sempre espaço para o Filho de Deus.
Naquele tempo, ser amigo de Jesus era algo perigoso.
– E hoje?
Judas interpretou mal a atitude de Maria.
– Este tipo de coisa pode ocorrer conosco também?
– Que lição podemos tirar do gesto de Maria?
– Como considerar a atitude de Judas?
“Pobres sempre tereis, diz Jesus!”
– Onde os encontramos hoje?

E a VIDA (Orar)
A Paixão, o sofrimento e a morte de Jesus continuam presentes na humanidade. Através dos sofrimentos, os homens estão unidos a Jesus e em Jesus participam da salvação que ele veio nos trazer com a morte na cruz. Rezemos hoje, além das nossas orações pessoais, pelas pessoas que sofrem, pelos que carregam pesadas cruzes todos os dias, pelos que padecem, pelos que são condenados a viver sem dignidade, sem esperança, sem trabalho, sem amor…
Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho unigênito de Deus, vindo ao mundo para dar aos homens a vida em plenitude. Nós vos louvamos e agradecemos, porque morrestes na cruz para obter-nos a vida divina que nos comunicais no Batismo, e alimentais com a Eucaristia e os outros sacramentos. Vivei em nós, Jesus, pelo vosso Espírito, para que vos amemos com todo o nosso ser e amemos o próximo como a nós mesmos, no vosso amor. Fazei crescer em nós esse amor, para que um dia, ressuscitados, partilhemos convosco a alegria do reino dos céus. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Como desejo viver a Semana santa?
Qual atitude me proponho a viver no dia de hoje?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
A vida e as atitudes de Jesus sempre causaram reações contraditórias de aceitação ou rejeição. A morte de Jesus também não foi diferente. Para os principais dentre os judeus, a morte de Jesus significou a realização dos seus planos e uma vitória conquistada no sentido da manutenção da ordem estabelecida. Para o poder romano, não significou nada, pois ele foi mais um entre os muitos que são condenados à morte. Mas quem o amava, houve um momento de carinho e atenção à sua pessoa antes que a morte chegasse trazendo o sofrimento, a dor e a separação.

(6) – A UNÇÃO DE JESUS É UMA ANTECIPAÇÃO DE SUA SEPULTURA
A unção em Betânia é interpretada pelo próprio Jesus como antecipação simbólica de sua morte. Para Jesus, é a última semana de sua vida terrestre. Lázaro, Marta e Maria são amigos de Jesus; é na casa deles que Jesus para antes de entrar na sua paixão e morte, em Jerusalém. A refeição na casa dos amigos é sinal de comunhão, e a evocação do episódio de Lázaro indica que se trata, também, da alegria da vida recebida como dom. A unção, Jesus mesmo a interpreta como uma antecipação de sua sepultura. Morte e vida nova são uma prolepse do mistério pascal de Jesus Cristo. Judas é o personagem que entra na história como contraste de todo o acima dito. É tratado negativa e duramente pelo narrador como sendo traidor e ladrão. Mas há outro traço de Judas: ele é incapaz de reconhecer e acolher um gesto de pura gratuidade. Talvez isso o tenha feito traidor. Quem não ama verdadeiramente, não conhece a alegria da fidelidade e da lealdade. Quem não é capaz de gestos de gratuidade não é, igualmente, capaz de amar; quem não é capaz de verdadeiro amor, não busca senão o seu próprio interesse, abrindo, assim, a possibilidade de trair, inclusive, o Senhor da vida.
Oração:
Jesus, nós vos adoramos, Filho unigênito de Deus, vindo ao mundo para dar aos homens a vida em plenitude.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – ENTREGUEMOS AOS PÉS DE JESUS O MELHOR DE NÓS
Não levemos para Deus nossas sobras e migalhas. Entreguemos aos pés de Jesus sempre o melhor de nós, do nosso coração, da nossa alma e do que temos e somos!
“Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos” (João 12, 3).
Amados irmãos e irmãs, nesta semana tão santa, Semana Maior do mistério da Paixão, Morte e Ressurreição gloriosa de Jesus, nós queremos começar aos pés do Mestre. Ele que havia seis dias de Sua Páscoa estava na casa de Marta, de Maria e de Lázaro, seus amigos.
Você vai recordar que Maria sempre se colocava aos pés do Mestre para escutá-Lo e, naquele momento, também para ungi-Lo e prestar-Lhe o verdadeiro culto. No entanto, talvez tenha parecido um gesto escandaloso, porque o perfume de nardo, puríssimo e muito caro, usado por Maria, poderia ter sido usado para outra coisa. Contudo, para o Senhor se usa e se dá sempre o melhor: o melhor de nós, do nosso coração, da nossa alma, daquilo que temos e somos! Não vamos até Deus com nossas sobras e migalhas; levamos aos pés do Senhor aquilo que somos e temos: nossa vida e nosso coração.
Não é o tempo que sobra que damos a Deus, é o melhor do nosso tempo, é o melhor da nossa qualidade! Do que nós precisamos é estar aos pés do Senhor, adorando-O, glorificando-O, exaltando-O, sofrendo com Ele e caminhando com Ele rumo a Jerusalém. E na Sua Paixão e Morte, adorando o Seu corpo, mesmo que desfigurado, porque Jesus desfigurado é o mesmo Jesus glorioso.
Por isso hoje nós queremos nos colocar aos pés do Mestre para dar a Ele o melhor de nós! Quando Ele nasceu os reis magos Lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. Agora que Ele está prestes a morrer está Maria aos Seus pés dando-Lhe o melhor perfume, porque para Deus toda a dignidade, toda a riqueza e toda a beleza para o culto d’Aquele que é o nosso Deus.
Nós O adoramos, Senhor, O exaltamos, glorificamos e bendizemos! No entanto, não pode haver contraste entre o Cristo, de quem nós cuidamos nas capelas, nos altares, em nossas igrejas e nas roupas litúrgicas, e o Cristo que sofre nas ruas, nas portas de nossas casas e onde nós vivemos. Como disse o Senhor, os pobres nós sempre teremos no meio de nós (cf. João 12, 8), porque cada pobre é o rosto de Cristo desfigurado.
Cuidemos do Cristo que está em nossas igrejas e entre nós nos altares. E também do Cristo que entre nós em nossos irmãos, sobretudo, nos mais pobres, nos mais sofridos e nos mais necessitados.
Cristo quer ser honrado com a nossa adoração no altar; da mesma forma, Ele quer ser cuidado na pessoa daqueles que mais sofrem e necessitam do Seu amor, da Sua bondade e da nossa solidariedade humana!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – A AMIZADE PREVIDENTE
Apesar das investidas de seus inimigos, a vida de Jesus foi também permeada de verdadeiras amizades. Entre elas, a de uma família de Betânia, onde se hospedava, quando ia a Jerusalém. Maria, Marta e Lázaro privavam da amizade do Mestre e com ele se entretinham. Nesta casa, ele se sentia bem.
Maria foi protagonista de um gesto premonitório da morte de Jesus. O sentido da unção com um perfume puro e precioso superava a simples cortesia com um hóspede querido. Ela estava fazendo o que, por ocasião da morte de Jesus, não se teria tempo de fazer: preparar o corpo dele para a sepultura, ungindo-o com aromas. O Mestre interpretou assim o gesto da amiga.
A interpretação maldosa de Judas não foi aceita por Jesus, sendo também denunciada pelo evangelista. O traidor não estava nem um pouco preocupado com os pobres. Seus olhos cobiçosos e corruptos estavam voltados para a bolsa comum, de onde roubava o dinheiro do grupo, sem escrúpulos.
A amizade levou Maria a realizar um gesto espontâneo cujo significado ultrapassava a capacidade de compreensão do traidor. Ele, ao invés, tendo privado da presença de Jesus, não se deixou tocar pelo Mestre e foi inconveniente diante de um gesto sincero de amizade.
Oração:
Senhor Jesus, a exemplo de Maria de Betânia, desperta em mim uma amizade autêntica, que me coloque em perfeita sintonia contigo.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Pobres sempre tereis convosco, enquanto a Mim, nem sempre Me tereis” (Jo 12, 8).
Quando Jesus foi visitar Lázaro, depois de tê-lo ressuscitado, e estando já espiritual e psicologicamente preparado para Sua Paixão, foi surpreendido por Maria, irmã de Lázaro, num gesto de veneração e afeto. Ela ungiu os pés de Jesus com nardo puro, muito caro, e os enxugou com seus cabelos.
Não foi Jesus quem se pronunciou primeiro sobre este gesto de Maria. Foi Judas Iscariotes. Ele criticou aquele “esbanjamento” de perfume, que, pelos seus cálculos, poderia ser vendido por trezenas moedas de prata. Seria para dar de esmola para os pobres. Mas, diz o Evangelho, era para ser desviado para seu bolso.
Jesus sabia destas coisas, mas foi paciente com Judas.
À proposta de Judas, Jesus respondeu: “Pobres sempre tereis convosco, enquanto a Mim, nem sempre Me tereis” (Jo 12, 8).
Pensemos sobre estas palavras de Jesus.
Elas nos levam a considerar quem Ele é para nós. Para nós é aquele que São Tomé chamou de “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28).
Como nosso Deus, o Filho tem preferência em nossos afetos e projetos. Em relação a Jesus Cristo, assim como em relação a Seu Pai, para nós tem prioridade o Primeiro Mandamento.
Todos nós sabemos disto, mas precisamos reconsiderar este Mandamento não só com frequência como também com profundidade.
É justo insistir muito no amor ao próximo, mas a prioridade é o amor a Deus.
É justo insistir sobre o amor ao próximo, porque nele temos a referência de nosso amor a Deus. São João Evangelista diz que quem não ama ao próximo que vê, não consegue amar a Deus que não vê (ver 1 Jo 4, 20).
Jesus não mandou que os discípulos esquecessem os pobres e só se ocupassem com Ele. Só disse que o amor ao próximo podia ser praticado inúmeras vezes, enquanto que a sua unção por Maria, era um momento único. Ele estava no fim de sua vida neste mundo. Não exigiu o nardo para Si para se afirmar como Filho de Deus, mas para chamar a atenção dos discípulos para o momento próximo de Sua Paixão, que eles deviam valorizar devidamente, altamente, porque seria o Seu momento para salvar o mundo de seus pecados.
Esta passagem do Evangelho, portanto, levam nossos pensamentos para a Paixão de Jesus. É sobre Sua Paixão que se ocupam nossas orações e meditações neste Tempo Quaresmal.
Consideremos, portanto, Jesus preparando-se para Sua Morte. E, depois dela, sua unção depois de morto. Ele sabia que ninguém teria tempo para ungi-Lo depois de morto, porque seu sepultamento seria feito às pressas. A unção feita por Maria, portanto, foi mais do que oportuna e devida.
Procuremos entrar no íntimo de Jesus, vendo-O considerar o gesto de Maria.
Demonstremos também nós afeto a Jesus que vai para Sua Morte dolorosa, com nossa compaixão unida à nossa gratidão. Por Sua morte fomos todos salvos.
Padre Valdir Marques

(10) – OS POBRES SEMPRE OS TENDES CONVOSCO, MAS A MIM NÃO ME TENDES SEMPRE.
«Maria ungiu os pés de Jesus com uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e enxugou-Lhos com os seus cabelos. A casa encheu-se com a fragrância do perfume.»
Eis o fato histórico; procuremos o simbólico.
Sejas tu quem fores, se quiseres ser uma alma fiel, unge com Maria os pés do Senhor com perfume. Esse perfume é a retidão. […] Deita perfume sobre os pés do Senhor. Segue as pegadas do Senhor com uma vida santa. Enxuga os seus pés com os teus cabelos: se tens coisas supérfluas, dá-as aos pobres e assim terás enxugado os pés do Senhor. […] Talvez os pés do Senhor na terra sejam os necessitados. Pois não é dos seus membros (Ef 5, 30) que Ele dirá no fim do mundo: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40)?
«A casa encheu-se com a fragrância do perfume.» Quer dizer, o mundo encheu-se da boa reputação desta mulher, porque o bom odor é como a boa reputação. Aqueles que associam o nome de cristãos a uma vida desonesta injuriam a Cristo […]; se o nome de Deus é blasfemado por esses maus cristãos, ele é, pelo contrário, louvado e glorificado pelos bons: «somos em toda a parte o bom odor de Cristo» (cf 2 Cor 2, 14-15). E diz também o Cântico dos Cânticos: «A tua fama é odor que se difunde» (1, 3).
Santo Agostinho (354-430)

(11.1) – LÁZARO VOLTOU À VIDA
Lectio
Primeira leitura: Isaías 42, 1-7
A liturgia apresenta-nos, hoje, a figura do Servo de Javé, que nos ajuda a entrar no mistério pascal, que celebramos com particular intensidade. A eleição, a missão e o sofrimento desta misteriosa figura, são profecias do destino de Cristo. De fato, a sua missão é de capital importância, mas extremamente difícil. Por isso, o próprio Deus o apoia. Este Servo é consagrado com o espírito profético, para levar a todas as nações «a verdadeira justiça», isto é, o conhecimento dos juízos de Deus. A missão do Servo é descrita tendo como pano de fundo os costumes de Babilônia, onde o «arauto do grande rei» era encarregado de proclamar pelas ruas da cidade os decretos de condenação à morte. Se, ao terminar a volta, ninguém se erguesse para defender o condenado, o arauto quebrava a cana e apagava a lâmpada que levava, para indicar que a condenação se tornara irrevogável.
Mas o Servo do único verdadeiro rei, que é Deus, não quebra a cana, nem apaga a lâmpada. Sendo portador do juízo de Deus, não vai para condenar, mas para salvar. Com a força da mansidão e com a firmeza da verdade, cumpre a sua missão, levando às mais remotas paragens a Lei que todos esperam (cf. v. 4).
A figura do Servo realiza-se em Cristo, simultaneamente servo sofredor e libertador da humanidade, escolhido para realizar a salvação, iluminar os povos, e estabelecer a nova e eterna aliança (cf. v. 6), selada com o seu sangue.
Evangelho: João 12, 1-11
O cuidado de João em referir a cronologia dos acontecimentos com precisão permite-nos reviver pontualmente a graça dos últimos eventos que prepararam a páscoa de Jesus. O jantar de Jesus, em Betânia, é prelúdio da Última Ceia. A refeição, tomada em grupo, era um gesto sagrado porque indicava comunhão de sentimentos e de vida, e era ensejo para dar graças a Deus por todos os seus dons, a começar pela vida. No episódio que o evangelho de hoje refere, esse aspecto era realçado pela presença de Lázaro, «ressuscitado dos mortos- (v. 9). Mas, na cena descrita por João, tem particular realce Maria, com o seu gesto de amor adorante, sem cálculos nem medida. Essa mulher derrama sobre os pés de Jesus um perfume que podia custar o salário recebido por um trabalhador manual durante dez meses. E, anota João, «a casa encheu-se com a fragrância do perfume. (v. 3). Maria é imagem da Igreja-Esposa, unida ao sacrifício de Cristo-Esposo, que contrasta com a esquálida figura de Judas. O amor dilatou o coração de Maria, irmã de Lázaro, enquanto a mesquinhez fechou irremediavelmente o de Judas Iscariotes.

Meditatio
Ao meditar sobre o texto evangélico que a liturgia hoje nos oferece, o Pe. Dehon começa por nos convidar a contemplar Maria que «traz aos pés de Jesus o perfume simbólico do seu amor e da sua reparação». É belo deter-nos nesta cena, tão cheia de afeto e de amizade, numa página carregada de presságios e interrogações. O nosso seguimento de Jesus pode desenrolar-se como caminho da morte à vida, como aconteceu a Lázaro, ou como solicitude atenta e cuidadosa no serviço ao Mestre e aos seus, como aconteceu com Marta; mas pode também assemelhar-se a um caminho de amor adorante, como aconteceu com Maria, ou a um caminho de resistências e de calculismos, que acabam por sufocar quem os segue, como aconteceu com Judas.
É importante estar com Jesus, escutar a sua Palavra, partilhar a sua vida. Mas, mais importante ainda, é reconhecer e acolher o amor que Ele tem por nós, o amor que Ele é. Judas não o soube acolher. Por isso, condenou o «desperdício» de Maria, e fez cálculos, a pretexto de ajudar os pobres. Maria, pelo contrário, fez desse amor a sua vida. O Pobre, por excelência, é Jesus, que nos dá tudo quanto possui, tudo quanto é. Por isso, só Ele deve ser o centro da nossa vida, sem qualquer espécie de cálculos. O Mestre dá-nos tudo! Há que dar-lhe tudo, sem cálculos nem reservas. A nossa entrega total a Cristo acaba por beneficiar toda a Igreja: “a casa encheu-se com a fragrância do perfume” (v. 3)
Maria estava longe de se aperceber da profundidade do seu gesto. Mas Jesus encarregou-Se de lha revelar: era já uma homenagem pelo sacrifício que estava para realizar: «Deixa que ela o tenha guardado para o dia da minha sepultura!» (v. 7). Jesus está para dar a sua vida, para derramar o seu sangue: «Isto é o meu corpo entregue … este é o meu sangue derramado por Vós» (cf. Mt 26, 26s.). Era justo que Maria honrasse esse corpo oferecido, derramando sobre ele o perfume precioso. Participemos nessa homenagem de Maria. Vivamos esta semana em grande espírito de gratidão, de recolhimento, na emoção de sermos amados, e amados até à morte. Sejamos generosos com o Senhor que deu tudo e Se deu todo por nós. Correspondamos ao seu amor. Deixemo-nos amar. Tornemo-nos, cada vez mais, profetas desse amor.

Oratio
Senhor Jesus, concede-me a graça de viver estes dias da tua Paixão perto de Ti, de ser excessivamente generoso contigo, como foi Maria que «desperdiçou» um perfume tão precioso para Te honrar. Que jamais ceda à tentação de pensar que, aquilo que faço por Ti, podia ser útil para outros fins mais ou menos «piedosos» … Dá-me a graça de compreender, quanto é possível neste mundo, o teu amor por mim. Então compreenderei também que, tudo quanto faço por Ti, é pouco, ainda que pareça muito. Como Maria, e como o teu servo, Pe. Dehon, quero procurar-te assídua e fielmente, colocando-me na tua presença no começo de cada ação, vivendo junto de Ti e para Ti. Dá-me, Senhor, esta assiduidade que será alegria para o teu Coração, que será a minha santificação. Amém.

Contemplatio
Maria é o modelo de um amor sincero e verdadeiro, saído do mais perfeito arrependimento. Desde o momento da sua conversão, Maria é generosa. Ela lança-se aos pés de Nosso Senhor, derrama abundantes lágrimas, afronta o respeito humano, consagra a Nosso Senhor perfumes de um grande preço. É já uma alma amante. Dá-se sem reservas a Nosso Senhor, e doravante o seguirá, fielmente o servirá.
Nosso Senhor é tudo para ela. Mantém-se aos seus pés e é tudo. Em Betânia, não se agita para servir Nosso Senhor, contempla-o, escuta-o. Quem tem Jesus tem tudo.
Quando Lázaro morre, que fé e que confiança ela testemunha! Marta agita-se ainda e Maria diz somente: «Mestre, se aqui tivésseis estado, e/e não estaria morto, Marta e Maria são ambas amantes, mas testemunham o seu amor de um modo diferente: Marta é ativa e Maria é contemplativa. Ambas são nossos modelos, devemos todos unir a contemplação à ação (Leão Dehon, OSP 3, p. 81).

Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra: «A fé opera por meio da caridade» (cf. Gal 5, 6).
Dehonianos

(11.2) – DEIXA-A; ELA FEZ ISTO EM VISTA DO DIA DE MINHA SEPULTURA
UMA PREOCUPAÇÃO SUSPEITA
A preocupação de Judas Iscariotes pelos pobres foi posta sob suspeita pelo evangelista e reforçada por Jesus. O evangelista interpretou como ganância a preocupação do companheiro com o desperdício do nardo puro e precioso usado por Maria para ungir os pés do Mestre. Isto por que era Judas quem cuidava das finanças do grupo, e estava habituado a roubar as ofertas que eram dadas para o sustento de todos.
Por sua vez, Jesus alertou os discípulos: teriam sempre a possibilidade de fazer o bem aos pobres, não teriam, porém, a chance de partilhar de sua presença para sempre. O momento da partida estava para chegar.
O Mestre revelou aos seus discípulos o valor simbólico do gesto de Maria. Ela estava antecipando o que deveria acontecer no sepultamento de Jesus, ungindo o corpo que seria colocado no túmulo. Afinal, havendo de padecer a morte dos pobres, sem nem mesmo ter um túmulo para ser sepultado, Maria estava suprindo o gesto de piedade de que seria privado.
Sobretudo, Judas não se dava conta de estar convivendo com Jesus, cuja opção era ser pobre e viver como pobre. Não só, o Mestre buscava sempre a convivência com os pobres, com os quais se mostrava solidário. Portanto, a censura de Judas a Jesus não tinha cabimento. O Mestre sabia muito bem o que estava fazendo, e o sentido de tudo o que estava acontecendo. O discípulo é que estava obcecado pela malícia.
Oração:
Pai, tira de mim toda malícia que me impede de compreender, em profundidade, os gestos de Jesus, o qual se fez pobre entre os pobres, e morreu como um deles.
Igreja Matriz de Dracena

(11.3) – JESUS EM BETÂNIA SE DESPEDE DE SEUS PRECIOSOS AMIGOS
Jesus era muito amigo de Marta, Maria e Lázaro, aquele que Jesus ressuscitara. A casa deles era o lugar em que Jesus ia para descansar, quando se sentia muito cansado ou queria se isolar um pouco da multidão. Lá, Ele se sentia “em casa”, afinal eram amigos e amigos de verdade. Jesus sentia-se bem com esses amigos, os quais Lhe dedicavam muito amor, carinho, afeto… Jesus era respeitado, amado, bem tratado, havia entre eles atenção e caridade. Lá, Jesus podia reclinar a cabeça e descansar um pouco!
Jesus foi a Betânia seis dias antes da Páscoa, como se estivesse se despedindo dos seus queridos amigos. Em agradecimento a Jesus foi servido para Ele uma refeição em sua honra, pois o Jesus amigo havia ressuscitado há pouco tempo seu querido amigo Lázaro. A refeição é o momento de se alegrar, partilhar a vida, demonstrar gratidão, é encontro, é festa, é amizade. O fato de Lázaro estar junto, comendo, provava que ele realmente estava vivo, que sua ressurreição era verdadeira.
Verificamos neste evangelho que houve uma refeição que significa a alegria da ressurreição e a unção lembra o sepultamento de Jesus.
Maria, aquela que gostava de ouvir os ensinamentos de Jesus, irmã de Lázaro, pegou um perfume caríssimo, sentou-se aos seus pés, soltou seus cabelos e começou ungir os pés de Jesus e enxugá-los com os cabelos. (Uma mulher judia não podia, por decência, soltar os cabelos em público.) Dessa forma, Jesus foi ungido como um nobre cadáver, com esse gesto de Maria anunciava-se assim seu sepultamento.
O aroma do perfume que enche toda a casa opõe-se ao odor da morte. É o aroma da vida; a casa toda tem o aroma da vida, a vida nova da ressurreição, a plenitude da vitória de Jesus sobre a morte. O gesto de Maria lembra o intenso amor que devotava a Jesus. Podemos observar o grande contraste entre Maria e Judas: Em Maria, a esplêndida generosidade, em Judas, a atitude mesquinha de ladrão e hipócrita.
Jesus aceitou de bom grado o gesto de Maria e respondeu para Judas: “Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura. Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis”.
Lázaro será perseguido de morte pelos judeus como o Mestre. No discurso de despedida de Jesus, ele disse: “o servo não é maior do que o seu Senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir” (15, 20). A perseguição, a hostilidade se dirige não só a Jesus, o enviado de Deus, mas também a quem é testemunha viva de sua vitória.
A atitude de Maria mostra um reconhecimento pelo dom da vida que Jesus comunicara ao ressuscitar Lázaro: é o amor que responde ao amor. Maria deu uma demonstração de adoração, amor e gratidão, e O ungiu como antecipação de seu sepultamento, anunciou a morte-glorificação de Jesus. Ao derramar o seu perfume precioso e caríssimo nos pés de Jesus e enxugá-los com seus cabelos, ela entregava a Ele o que tinha de melhor, a sua vida, o seu amor, a sua adoração. Maria ofereceu o melhor para Cristo.
Meus irmãos, vamos como Maria, Marta e Lázaro abrir a nossa casa para Jesus morar, abrir o nosso coração e o acolher para Ele fazer morada. Não vamos negar hospedagem para o Rei dos Reis, que humildemente serviu a todos, teve misericórdia, deu seu perdão, restaurou vidas, salvou a humanidade. Vamos dar o melhor para Jesus!
Infelizmente, são milhares de pessoas que negam hospedagem para Cristo em seus corações, mas se abrem para os vícios, violência, para as vaidades e prazeres do mundo. Quem não tem Deus no coração vive nas trevas, no deserto da infelicidade, tem um coração árido, vazio. Só o amor de Deus poderá preenchê-lo.
Amados irmãos, perfumar os pés de Jesus quer nos ensinar o serviço ao próximo, pois no Reino de Deus é maior aquele que serve. Aprendamos com Jesus e Maria nos colocar a serviço do próximo usando os dons que Deus nos deu.
Vamos refletir sobre, com quem você fica: com o serviço, a generosidade, o amor e gratidão de Maria ou a mesquinhez e egoísmo de Judas?
Senhor, eu quero todos os dias da minha vida perfumar seus pés dando o melhor de mim. Quero fazer da minha vida um gesto de amor, adoração, para exalar o seu perfume, onde eu estiver.
Abraços em Cristo!
Maria de Lourdes Cury Macedo

(11.4) – ACOLHIMENTO DO MISTÉRIO CENTRAL DA NOSSA FÉ
Iniciamos hoje a Semana Santa. Semana na qual celebramos a centralidade da nossa fé que tiveram início na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, ou seja, a Paixão – subida de Jesus Cristo ao Monte Calvário, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo para a nossa salvação; para nos resgatar das mãos do demônio, e nos transferir para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Jesus morre na Cruz para reconciliar o homem com Deus. É a semana da nossa reconciliação com Deus. É a semana da vitória da vida sobre a morte. Do pecado sobre a graça. Quando os fiéis são batizados, aplica-se a cada um deles os efeitos redentores da Morte e Ressurreição de Cristo. Por isso, o cristão católico convicto celebra com alegria a cada função litúrgica da Semana Santa que começa hoje e termina na celebração do Tríduo Pascal e da Páscoa.
Assim recomenda a Santa Mãe Igreja que todos os seus filhos se confessem para que correndo com Cristo no pecado possam com Ele ressuscitar, na madrugado do Domingo da Páscoa para a vida eterna.
O tempo da Quaresma se prolonga até a Quinta-feira da Semana Santa. A Missa Vespertina da Ceia do Senhor é a grande introdução ao Santo Tríduo Pascoal. O Tríduo Pascoal tem início na Sexta-feira da Paixão, prossegue com o Sábado de Aleluia, e chega ao ponto mais alto na Vigília Pascoal terminando com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.
No Evangelho proposto neste primeiro dia da Semana Santa é o de Jesus que volta a Betânia seis dias antes da Páscoa para manifestar o seu amor e carinho pelos amigos.
Comove ver como o Senhor tem esta amizade, tão divina e tão humana, que se manifesta num convívio frequente. Nesta visita de Jesus à Lázaro, Maria e Marta, vejo-me também na condição de acolher e receber Jesus em minha casa e vida. Jesus me vem visitar hoje eu quero recebe-lo com o coração aberto, alegre e agradecido por merecer sua amizade e confiança, assim como sempre foi muito bem recebido por Lázaro, Marta e Maria, em qualquer dia e a qualquer hora, com alegria e afeto. Como havia grande respeito, atenção e caridade entre eles assim me comprometo fazer.
São milhares aqueles que negam hospedagem para Cristo Jesus em seus corações, mas escancara-os para o mundo e suas vaidades; esses vivem com a alma cheia de vícios: a alma, sem a presença de seu Deus e dos anjos que nela jubilavam, cobre-se com as trevas do pecado, de sentimentos vergonhosos e de completa ignomínia.
Ai da alma se lhe falta Cristo, que a cultive com diligência, para que possa germinar os bons frutos do Espírito! Deserta, coberta de espinhos e de abrolhos terminará por encontrar, em vez de frutos, a queimada.
Ai da alma, se seu Senhor, o Cristo, nela não habitar! Abandonada, encher-se-á com o mau cheiro das paixões, virará moradia dos vícios” diz São Macário.
Era costume da hospitalidade do Oriente honrar um hóspede ilustre com água perfumada depois de se lavar. Mas mal se sentou Jesus, Maria tomou um frasco de alabastro que continha uma libra de perfume muito caro, de nardo puro. Aproximou-se por detrás do divã onde estava recostado Jesus e ungiu os seus pés e secou-lhes com os seus cabelos: Trata-se de Maria que, pela segunda vez, unge o corpo santíssimo do nosso divino Salvador.
O nardo era um perfume raríssimo, de grande valor, que ordinariamente se encerrava em pequenos vasos de boca estreita e apertada. Quebrar este vaso e derramar o conteúdo sobre a cabeça de alguém, era, entre os antigos, sinal de grande honra e distinção.
Maria ofereceu o melhor para Cristo Jesus. Ela não ofereceu um perfume barato, e sim, o melhor e o mais caro.
E tu o que tens oferecido ao teu Senhor?
Façamos também nós o mesmo; ofereçamos para Nosso Senhor aquilo que temos de melhor e precioso: o melhor cálice, a mais bela patena, o mais piedoso ostensório, os melhores paramentos, a nossa vida, tudo o que somos e temos. Pois, todo o luxo, majestade e beleza são poucos, perante a tamanha grandeza de Jesus no Mestre.
Acolhendo o mistério redentor de Cristo e sua Palavra, meditando os acontecimentos da nossa redenção, só poderemos crescer na alegria e na paz do Deus que nos ofertou sua vida. Deixemos, pois que o Espírito de Deus tome conta de nossa existência, para que sejamos conduzidos à eterna alegria da salvação e da ressurreição.
Acolhendo o Mistério Central da nossa fé desejo boa Semana Santa para ti e a toda a tua família.
Canção Nova

(11.5) – SOMOS OS TRAIDORES DE HOJE
Isaías 49, 1-6 – “nós somos a glória de Deus”
Jesus é o Servo perfeito que cumpriu Sua missão fielmente e fez o que era justo aos olhos de Deus. Dentro de cada um de nós também, há um desígnio da vocação de servos e servas de Deus, para adorá-Lo e prestar-Lhe culto e servi-Lo, por amor. Segundo a profecia de Isaías, porém, não podemos nos contentar somente em servi-Lo por meio do louvor e da adoração, mas, precisamos levar ao mundo a Sua Luz e manifestar a sua glória a todas as nações. Portanto, somos também escolhidos desde o seio materno para sermos aliança entre as pessoas levando a Luz de Cristo a todos os lugares. Ser luz é iluminar, aquecer, revelar, tirando as pessoas da ignorância, na vivência de uma vida diferente. Desde o ventre de nossa mãe o Senhor também tinha em mente o nosso nome e nos preparou para que fôssemos Seus colaboradores na restauração da humanidade da qual fazemos parte. Quando cumprimos com a missão de servos e de servas, seguindo os passos de Jesus, nós podemos afirmar que estamos glorificando a Deus e dizer com convicção: “eu sou a glória de Deus”. Nós somos a glória de Deus, isto é, através de nós o Seu amor vai se espalhando e exalando no mundo o odor da Salvação de Jesus.
– Você sabia que é a glória de Deus e que Ele manifesta a Sua glória através de você, das suas ações, do seu testemunho, da sua vivência no mundo?
– Como você tem manifestado a glória de Deus no mundo?
– As pessoas reconhecem isso em você?
– O que está faltando para que isso aconteça?

Salmo 70 – “Minha boca anunciará vossa justiça!”
Precisamos ter consciência de que, se o Pai nos escolheu para sermos seus servos e suas servas, Ele tem para conosco todo o cuidado e estará sempre e para sempre nos guiando na nossa marcha de volta para a Sua casa. O salmista exalta a proteção de Deus desde o começo da nossa existência e diz que Ele é a nossa esperança e o nosso apoio desde o seio maternal, por isso, a nossa boca deverá anunciar todos os dias a Sua justiça.

Evangelho – João 13, 21-33.36-38 – “somos os traidores de hoje”
Mesmo sabendo que iria ser traído por Judas e que Pedro o negaria Jesus prosseguia na sua missão e não desanimava diante da perspectiva de que seria abandonado pelos Seus servos. Afinal, fora para aquele momento que Ele viera ao mundo e Nele o Pai seria glorificado. A glória de Deus manifestar-se-ia a partir do sofrimento do Seu Filho. Jesus, então, tentava antecipar para os Seus discípulos o mistério que logo mais iria ser desvendado. No entanto, eles não entendiam os seus sinais e tiravam conclusões precipitadas sobre muitos aspectos e também sobre quem trai-Lo, somente pelas aparências. Refletindo com este quadro e fazendo uma analogia com a nossa vida pessoal, nós observamos que dentro do contexto das ações humanas sempre haverá alguém que tem a função de trair e, de negar, por isso, precisamos estar atentos(as), mesmo quando estamos servindo a Deus, para que a nossa fraqueza não nos imponha o papel de traidores(as). Todos nós temos dificuldades de entender os sinais de Deus e, por isso mesmo, muitas vezes, nós olhamos mais para as “evidências” e julgamos os outros, sem nos aperceber de que também somos capazes de trair a Deus. Nunca nos consideramos responsáveis pelas coisas que não dão certo, contudo, o Senhor que conhece os nossos corações, sabe, de antemão, quando havemos de trai-lo e de nega-lo, mas, também, tem conhecimento de quanto nós podemos glorifica-Lo quando cumprimos com a nossa missão. Há momentos em que agimos como Pedro, em outros somos como Judas. Peçamos ao Senhor a graça para que, pelo nosso testemunho, sejamos como João, o discípulo amado, que se recostava no peito de Jesus e a quem o Mestre confidenciava os Seus segredos a fim de que não estejamos entre os infiéis.
– Você sabia que trai a Deus quando não está vivendo segundo a Sua vontade?
– Você sabe que negar a Deus é não dar testemunho dos dons e das graças de Deus na sua vida?
– Você acha que o Senhor conhece o seu coração?
Helena Serpa

(16) – UNGIU OS PÉS DE JESUS E OS ENXUGOU COM OS CABELOS
Hoje, no Evangelho, apresentam-se-nos duas atitudes sobre Deus, Jesus Cristo e a própria vida. Perante a unção que Maria faz ao seu Senhor, Judas protesta: «Judas Iscariotes, um dos discípulos, aquele que entregaria Jesus, falou assim: «Por que este perfume não foi vendido por trezentos denários para se dar aos pobres?» (Jo 12, 4-5). O que disse não é nenhuma barbaridade, estava de acordo com a doutrina de Jesus. É muito fácil protestar perante o que os outros fazem, mesmo quando não se têm segundas intenções como no caso de Judas.
Qualquer protesto deve ser um ato de responsabilidade: ao protestar devemos pensar como seria se nós o tivéssemos feito, o que estamos dispostos a fazer. Caso contrário o protesto pode ser apenas – como neste caso – a queixa dos que atuam mal perante os que procuram fazer as coisas o melhor que conseguem.
Maria unge os pés de Jesus e seca-os com os seus cabelos, porque acredita ser o que deve fazer. É uma ação pintada de excelente magnanimidade: fê-lo tomando meio litro de perfume de nardo puro e muito caro» (Jo 12, 3). É um ato de amor e, como todo o ato de amor, difícil de entender pelos que não o partilham. Creio que a partir daquele momento, Maria entendeu o que séculos mais tarde Santo Agostinho escreveria: «provavelmente, nesta terra, os pés do Senhor ainda estejam necessitados. Pois, quem, fora dos seus membros, disse: “Tudo o que fizerdes a um destes mais pequenos… é a mim que o fazeis? Vós gastais aquilo que vos sobra, mas fizestes o que é de agradecer aos meus pés».
O protesto de Judas não tem nenhuma utilidade, apenas leva à traição. A ação de Maria leva-a a amar mais ao seu Senhor e, como consequência, a amar mais os “pés” de Cristo que existem neste mundo.
Rev. D. Jordi POU i Sabater

COMEMORA-SE NO DIA 30/Mar

(5) – SÃO JOÃO CLÍMACO
No século IV, depois das perseguições romanas, vários mosteiros rudimentares foram construídos no Monte Sinai. Neste local os monges que se entregavam à vida de oração e contemplação. Esses mosteiros tornaram-se famosos pela hospitalidade para com os peregrinos e pelas bibliotecas que continham manuscritos preciosos. Foi neste ambiente que viveu e atuou o maior dos monges do Monte Sinai, João Clímaco.
João nasceu na Síria, por volta do ano 579. De grande inteligência, formação literária e religiosa, ainda muito jovem, aos dezesseis anos, optou pelo deserto e viajou para o Monte Sinai, tornando-se discípulo em um dos mais renomados mosteiros. Isso aconteceu depois de renunciar a fortuna da família e a uma posição social promissora. Preferiu um cotidiano feito de oração, jejum continuado, trabalho duro e estudos profundos. Só descia ao vale para recolher frutas e raízes. São João Clímaco decidiu nunca mais comer carne, fosse ela vermelha ou branca. Também passou a sair de sua cela apenas para participar da Eucaristia, aos domingos.
Sua fama se espalhou e muitos peregrinos iam procurá-lo para aprender com seus ensinamentos e conselhos. Inicialmente eram apenas os que desejavam seguir a vida monástica, depois eram os fiéis que queriam uma benção do monge, já tido em vida como santo. Aos sessenta anos João foi eleito por unanimidade abade geral de todos os eremitas da serra do Monte Sinai.
Nesse período ele escreveu muito e o que dele se conserva até hoje é um livro chamado, “Escada do Paraíso”. Seu sobrenome, Clímaco (“Klímax”) em grego significa “aquele da escada”, e foi-lhe dado em homenagem ao livro que escreveu. No livro ele estabeleceu trinta degraus necessários para alcançar a perfeição da vida.
João Clímaco morreu no dia 30 de março de 649, amado e venerado por todos os cristãos do mundo oriental e ocidental, sendo celebrado por todos eles no mesmo dia do seu falecimento.
Reflexão:
As raízes primitivas da tradição contemplativa são sem dúvida os Evangelhos e a vida de oração de Jesus, que buscava frequentemente o silêncio e solidão para estar em comunhão com seu Pai. Ele falava do Reino interior e ensinava a rezar ao Pai no silêncio de nosso quarto. São João Clímaco soube silenciar seu coração para ouvir a voz de Deus e nunca deixou de acolher carinhosamente todos os homens e mulheres que o procuravam para receber seus conselhos.
Num mundo de tanto barulho e agitação, que tal buscar momentos de silêncio para nossa oração diária?
Padre Evaldo César de Souza

(10.1) – S. LEONARDO MURIALDO
Nasceu em 1828 em Turim – Itália, numa família burguesa.
Conheceu cedo a riqueza que a vida de oração, de sacrifício e de caridade pode proporcionar para o amadurecimento humano, e também o discernimento em todas as coisas.
Foi uma pessoa muita atenta aos sinais dos tempos e sensível à opressão dos mais pobres. E foi assim que ele discerniu e quis ser um padre para os pobres.
Leonardo voltou-se para as classes mais desprezadas, a que realiza os trabalhos simples. Até criou um jornal chamado “A voz dos operários”. De fato, tinha uma fé solidária. Ele foi sinal de esperança para Igreja e para a sociedade.
O santo de hoje foi ponte para que muitos se encontrassem com Cristo no mistério da cruz e do sofrimento.
Ele se consumiu na evangelização, na caridade, na promoção humana, falecendo no ano de 1900.
Peçamos sua intercessão para que sejamos sinais de esperança na Igreja e no Mundo.

(10.2) – SANTA IRENE
Santa Iria ou Irene é uma mártir lendária da cidade de Nabância (próxima da moderna Tomar).
Nascida de uma rica família de Nabância, Iria recebeu educação esmerada e professou num mosteiro de monjas beneditinas, o qual era governado pelo seu tio, o Abade Sélio.
Devido à sua beleza e inteligência, Iria cedo congregou a afeição das religiosas e das pessoas da terra, sobretudo dos jovens e dos fidalgos, que disputavam entre si as virtudes de Iria.
Entre estes adolescentes contava-se Britaldo, herdeiro daquele senhorio, que alimentou por Iria doentia paixão. Iria, contudo, recusava as suas investidas amorosas, antes afirmando a sua eterna devoção a Deus.
Dos amores de Britaldo teve conhecimento Remígio, um monge diretor espiritual de Iria, ao qual também a beleza da donzela não passara despercebida. Ardendo de ciúmes, o monge deu a Iria uma tisana embruxada, que logo fez surgir no corpo sinais de prenhez.
Por causa disso foi expulsa do convento, recolhendo-se junto do rio para orar. Aí, foi assassinada à traição por um servo de Britaldo, a quem tinham chegado os rumores destes eventos.
Lançado ao rio, o corpo da mártir ficou depositado entre as areias do Teja, aí permanecendo, incorruptível, através dos tempos.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SEMANA SANTA
(ROXO, PREFÁCIO DA PAIXÃO II – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
A Semana Santa é momento especial de vivenciar o clima de amor e penitência na comunidade. Estes dias nos impelem a contemplar mais profundamente os últimos passos de Jesus.

Antífona da entrada
Acusai, Senhor, meus acusadores; combatei aqueles que me combatem! Tomai escudo e armadura, levantai-vos, vinde em meu socorro! Senhor, meu Deus, força que me salva! (Sl 34, 1s; Sl 139, 8)

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Concedei, ó Deus, ao vosso povo, que desfalece por sua fraqueza, recobrar novo alento pela paixão do vosso filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Compassivo e manso, o servo de Deus não esmorece nem se deixa abater pelos obstáculos, pois foi ungido para resistir a qualquer dificuldade.

Monição ou Antífona do Evangelho
Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
Salve, nosso rei, somente vós tendes compaixão dos nossos erros.

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Santificai, Senhor, vosso povo.
1. Vós, Senhor, que nos mostrais o caminho para a vida nova, santificai vossa Igreja.
2. Vós que passastes pela cruz, dai ânimo e coragem aos doentes e a todos os que sofrem.
3. Vós que fostes ungido por Maria, abençoai as mulheres que se dedicam às comunidades.
4. Vós que dais a vida a todas as criaturas, ensinai-nos a respeitar a vida nas suas manifestações.
5. Vós que criastes o céu e a terra, ajudai-nos a cuidar de todas as vossas obras.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Considerai, ó Deus, com bondade, os sagrados mistérios que celebramos, e o remédio que destinastes a sanar o mal que cometemos produza em nós a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Não oculteis de mim a vossa face, na hora em que a angústia me invadir; inclinai para mim o vosso ouvido; no dia em que vos chamar, respondei-me (Sl 101, 3).

Oração depois da Comunhão
Visitai, ó Deus, o vosso povo e assisti com vosso amor de Pai aos que celebram os vossos mistérios, para que conservemos, pela vossa proteção, os remédios da salvação eterna que recebemos de vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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