Liturgia Diária 01/Abr/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
01/Abr/2015 (quarta-feira)

Um de vós vai me trair… “Serei eu?”
Por dinheiro? Por palavras? Por ações?

LEITURA: Isaías (Is) 50, 4-9a: Terceiro canto do Servo
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5 O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6 Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7 Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. 8 A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se. 9a Sim, o Senhor Deus é meu Auxiliador; quem é que me vai condenar?. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 69 (68), 8-10. 21bcd-22. 31. 33-34: Lamentação
14cb Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.
8 Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; 9 eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. 10 Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador; e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!
21b O insulto me partiu o coração; † 21c Eu esperei que alguém de mim tivesse pena; 21d procurei quem me aliviasse e não achei! 22 Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!
31 Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! 33 Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! 34 Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.

EVANGELHO: Mateus (Mt) 26, 14-25:
(Mt 26, 14-16: A traição de Judas)
(Mt 26, 17-19: Preparativos para a ceia pascal)
(Mt 26, 20-25: Anúncio da traição de Judas)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 14 Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse: “O que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16 E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17 No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18 Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’.” 19 Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21 Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.” 22 Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?” 23 Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24 O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25 Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes.” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
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“Eu sou o CAMINHO” (Ler)
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“A VERDADE” (Refletir)

Na prática os discípulos têm medo de se apresentarem como seguidores de Jesus!
– Atitudes semelhantes podem ocorrer nos tempos de hoje?
Na verdade os discípulos precisavam ser fortalecidos na fé.
– Como podemos fortalecer a nossa?
Apesar de conviverem com Jesus, muitos o abandonaram.
Nós que professamos nossa fé em Jesus, de vez em quando falhamos!
O importante é que Jesus nunca nos abandona!
O amor de Jesus é sempre maior que nossas falhas!

“E a VIDA” (Orar)
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Qual a MISSÃO em minha vida hoje? (Agir)
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REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
O amor que Deus tem por todas as pessoas nunca foi plenamente correspondido, pois sempre o pecado manifestou o desamor que o homem tem por ele. O episódio da traição de Judas nos mostra de um modo muito mais profundo esta verdade. O Filho, verdadeiro Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, por amor a nós, renuncia à sua condição divina e se faz homem, tornando-se um de nós. A resposta que ele encontra dos homens não é o amor, mas a traição e a morte. Mas nem mesmo esta realidade diminui o amor que Deus tem por nós, uma vez que, por amor, Jesus nos dá livremente a sua vida.

(6) – A TRAIÇÃO DE JESUS POR UM DOS DOZE
Ainda mais uma vez o tema da traição de Jesus ocupa o espaço do evangelho. O plano diabólico por parte de alguns judeus, notadamente do Sinédrio, de matar Jesus conta com a colaboração de um dos seus discípulos, Judas Iscariotes. Nos aproximadamente três anos de convívio com os seus discípulos, Jesus os conhecia muito bem, suas fraquezas e seus valores. O real motivo pelo qual Judas entrega Jesus, os evangelhos não nos dizem explicitamente. O trecho do evangelho de hoje, assim como o de João (12, 1-11), parece querer nos fazer entender se tratar de dinheiro. A ceia pascal é a ceia de despedida de Jesus, uma ceia de adeus. A ceia pascal, lugar da memória da misericórdia de Deus que fez seu povo sair da “casa da servidão” (Ex 12, 1ss), é palco da revelação dramática da traição de Jesus por um dos Doze. A memória da escravidão e da libertação do Egito, parte integrante da ceia pascal, desvela o mal que ainda aprisiona o ser humano. Em face da fidelidade de Jesus ao Pai se revela, paradoxalmente, a infidelidade de Judas. À pergunta de Judas, a resposta de Jesus é intencionalmente ambígua: “Tu o dizes”. A cada um é deixada a possibilidade de julgar-se na sua relação pessoal com Jesus Cristo.
Oração:
Senhor Jesus, vós que caminhastes na dor e na morte para nos salvar, não nos deixeis desviar de vossa verdade e de vosso Evangelho.

Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – QUE DEUS TIRE DO NOSSO CORAÇÃO TODA COBIÇA PELO DINHEIRO
Nós queremos olhar hoje para o exemplo de Judas e pedir que Deus tire do nosso coração toda cobiça e todo amor desordenado pelo dinheiro.
“Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata” (Mateus 26, 15).
Nesta Quarta-feira da Semana Santa, diante dos nossos olhos e do nosso coração, há uma reflexão sobre o drama de Judas, aquele que traiu o Senhor por trinta moedas de prata. Trinta moedas de prata é um valor expressivo, significativo, mas aqui o importante não é a quantidade e, sim, o que motiva o coração humano, muitas vezes, a trair os seus valores, os seus ideais, sua ética, sua coerência. E o que leva uma pessoa a se vender e se corromper por causa do dinheiro.
Nosso Senhor Jesus Cristo já nos disse, em tantas ocasiões, que não podemos servir a Deus e ao dinheiro. Porque, na verdade, o dinheiro é o “deus” deste mundo, ele manda nas relações humanas, manda nos sentimentos e nos afetos. Se nos deixarmos escravizar pelo dinheiro, ele conduzirá os nossos passos.
O dinheiro suscita em nós as mais profundas ambições. Ambição que vem da cobiça do ter e do não se satisfazer com o que se tem e sempre querer ter mais. A cobiça gera a avareza e o amor desordenado pelo dinheiro e pelo ter.
Pobre Judas, seu mal não é um mal maior do que os outros, mas é um mal só: um coração corrompido pelo amor ao dinheiro. Ele cuidava dos bens do grupo, era o tesoureiro, tudo passava pelas suas mãos, mas não estava satisfeito com o que tinha e por míseras trinta moedas de prata traiu Nosso Senhor Jesus Cristo. “Que me dareis se vos entregar Jesus?” (Mateus 26, 15).
Hoje tudo tem preço na humanidade, tudo tem preço no meio de nós. O dinheiro manda em todas as relações humanas; e muitas vezes, nos vendemos e nos deixamos comprar. Dinheiro compra caráter, compra os valores. E pior do que comprar é tirar um pouco daquilo que é o nosso caráter e a nossa personalidade.
Hoje queremos olhar para o exemplo de Judas não para condená-lo, nem para apedrejá-lo, para “malhar o Judas” como a tradição popular faz em tantas ocasiões. Nós queremos olhar, hoje, para o exemplo de Judas e “colocar nossa barba de molho”, pedir que Deus tire de nós e do nosso coração todo o amor desordenado ao dinheiro, que o Senhor realmente equilibre em nosso coração a cobiça.
Todos nós precisamos e queremos ter uma vida melhor, viver com mais dignidade, e que a sobriedade conduza os nossos passos. Que em nenhum momento da nossa vida precisemos nos vender e nos deixar corromper para conseguir ter mais, para poder ser mais. E que não precisemos vender ninguém, pisotear em ninguém e nos colocar acima de ninguém por causa de qualquer bem material, por qualquer posse.
Que nossas relações humanas sejam realmente curadas, saradas pelo pobre e despojado coração de Jesus, que nos ensina a apreciarmos os verdadeiros valores do céu e a não nos corrompermos por qualquer espécie de dinheiro deste mundo. Não são só os políticos que ocupam altos cargos, mas todos nós temos a mesma tentação, e é preciso dizer “não” a toda e qualquer espécie de corrupção e nos colocarmos nos caminhos de Nosso Senhor Jesus Cristo procurando amar o que é reto, justo e correto!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – O MESTRE VENDIDO
Jesus celebrou sua última Páscoa em meio a uma grande contradição. A ceia da fraternidade foi corrompida pela presença do traidor que o havia vendido pelo irrisório preço de um escravo. A ceia da libertação tornou-se prelúdio da injustiça e da opressão que se abateria sobre ele. A recordação dos feitos poderosos de Deus foi obscurecida pelo confronto com os feitos humanos cheios de perversidade.
Os laços que uniam discípulos e Mestre eram frágeis. Tudo não passava de aparência. O anúncio da próxima traição e a maldição prevista para quem perpetrasse esta maldade contra Jesus foram chocantes. Uma terrível suspeita pairou sobre todos. Quando Jesus desvendou o mistério e denunciou Judas, um clima de revolta deve ter tomado conta dos comensais. A convivência com um “amigo” traidor era insuportável.
Em meio a tudo isto, Jesus sabia estar dando passos firmes rumo à Páscoa definitiva. A grande obra libertadora do Pai em favor da humanidade estava para ser consumada. Não era possível queimar etapas e eliminar os aspectos dolorosos do processo de libertação.
No entanto, a ceia da fraternidade acabou por tornar-se um tormento para Jesus. Estava para ser selado o pacto de traição por parte de um amigo. Apesar dos pesares, era preciso manter a cabeça erguida para enfrentar a paixão iminente.
Oração:
Senhor Jesus, torna cada vez mais verdadeira minha amizade por ti!

Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“[…] ela faz isto em vista de minha sepultura” (Mt 26, 7c).
Este Evangelho nos mostra a cena em que Jesus está num jantar na casa de Lázaro, que Ele tinha ressuscitado.
Os sentimentos que tomam Jesus neste momento são contraditórios: Ele está feliz pela ressurreição de Lázaro e o jantar tem o tom de festa por isso. Mas Jesus sabe que a hora de Sua Morte está próxima. Nós, em nossa sensibilidade humana, imaginamos Jesus triste pela Sua Morte que se aproxima. Não seria, no entanto, este, um pensamento que o inquietasse mas seria um momento para o qual se preparará com alegria no seu íntimo: Ele vai realizar o grande Plano de Salvação feito pelo Pai desde toda a eternidade.
Quando Maria derrama sobre os pés de Jesus aquele perfume caríssimo, provoca surpresa entre as pessoas presentes. Todos se encantam e se alegram pelo ambiente perfumado pelo nardo caríssimo. Mas ninguém se pronuncia, a não ser Judas, pouco interessado naquela festa e mais ocupado com a bolsa comum de onde roubava suas moedas. Ele critica o gesto de Maria. Jesus, no entanto, viu o gesto de Maria a partir do sentimento que O dominava naquele momento: Ele se preparava para Sua Morte. Foi por isso que disse a Judas e para compreensão de todos: “[…] ela faz isto em vista de minha sepultura” (Mt 26, 7c).

Terminada a festa, cada um foi para sua casa.
Mas a notícia de que Jesus estivera em Betânia, da casa de Lázaro, chegou ao conhecimento dos judeus inimigos de Jesus. Eles entenderam a grande importância que o povo deu ao sinal que Jesus fizera para provar que vinha de Deus, que era o Messias. No entanto, os judeus, seus inimigos, viram na ressurreição de Lázaro não o sinal que tanto tinham pedido a Jesus antes. Viram o risco de perderem seus interesses enquanto líderes do povo. Então decidiram apagar aquele sinal eliminando Lázaro. Enquanto ele vivesse, seria a prova indiscutível do poder de Deus agindo em Jesus.
E Jesus, como reagiu a esta trama dos judeus?
Ele não se abalou. Sua decisão de cumprir a vontade de Deus, que era Sua Morte pela Salvação do mundo, não se enfraqueceu em nada. Jesus continuou obediente a Deus Pai com toda a firmeza de sua alma. Foi assim que amou Sua Morte, projeto divino e aguardado por Ele. No gesto de Maria, no perfume do nardo, viu o prenúncio de sua sepultura.

Admiremos a firmeza de Jesus em aceitar Sua Morte por amor a Deus Pai e a toda a humanidade. Vejamo-nos incluídos entre todos aqueles nos quais Jesus pensou aguardando o momento de Sua Morte.
Vejamos, enfim, a morte de Jesus como seu ato de amor por nós, e entendamos o quanto para Ele significamos. Preparemo-nos, assim, para o Tríduo Pascal.
Padre Valdir Marques

(10) – O MEU TEMPO ESTÁ PRÓXIMO; É EM TUA CASA QUE QUERO CELEBRAR A PÁSCOA
Queres que te demonstre que Cristo sofreu a sua Paixão voluntariamente?
Os outros homens morrem de má vontade, pois morrem nas trevas; mas Ele dizia antes da sua Paixão: «Eis que o Filho do Homem Se entregou para ser crucificado» (Mt 26, 2).
Sabes por que foi que este misericordioso não fugiu à morte?
Para evitar que o mundo inteiro sucumbisse nos seus pecados. «Eis que subimos a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue e crucificado» (Mt 20, 13) e ainda: «Ele tomou resolutamente o caminho de Jerusalém.»
Queres também saber claramente que a cruz é, para Jesus, uma glória?
Ouve-O a Ele dizer-te, e não a mim. Judas, cheio de ingratidão pelo seu anfitrião, ia entregá-Lo; acabava de sair da mesa e de beber do cálice da bênção e, em jeito de agradecimento por esta bebida da salvação, decidiu verter sangue inocente. Ele que comera o pão do seu Mestre, agradecia-Lhe de modo vergonhoso entregando-O. […]
Depois Jesus disse: «É chegada a hora em que o Filho do Homem será glorificado» (Jo 12, 23).
Vês como Ele sabe que a cruz é a sua glória?
[…] Não que antes Ele tenha existido sem glória, pois fora glorificado «com a glória que tinha antes da fundação do mundo» (Jo 17, 5). Mas, como Deus, era glorificado eternamente, enquanto agora era glorificado por ter merecido a coroa pela sua constância na prova.
Ele não foi obrigado a deixar a sua vida, não foi forçado a imolar-Se; Ele avança livremente. Escuta as suas palavras: «Tenho o poder de entregar a minha vida e tenho o poder de a retomar» (Jo 10, 18); é por minha inteira vontade que cedo aos meus inimigos, pois se Eu não quisesse, nada aconteceria. Ele veio portanto voluntariamente para a Paixão, contente com esse ato, sorrindo à coroa, feliz por salvar a humanidade.
São Cirilo de Jerusalém (313-350)

(11.1) – JUDAS TRAI JESUS
Na Quarta-Feira Santa, a Igreja nos propõe meditar o Evangelho de Jesus segundo Mt 26, 14-25. Essa leitura nos apresenta a traição de Judas. Ela nos descreve como Judas foi ter com os chefes dos sacerdotes e se oferece para trair Jesus. Aceita trinta moedas de prata como recompensa de sua traição. Por apenas trinta moedas de prata, um dos Doze entrega o Mestre!
Por quantas moedas tens tu vendido Jesus?
É chegada a hora das trevas!
Com um simples beijo Judas planeja vender o seu mestre. Por trinta moedas traça-se o poder financeiro, material e finito pela vida, dom de Deus. Uma verdadeira contradição, o dono de tudo é trocado pelo dinheiro. Ontem como hoje a opção pelo dinheiro e a rejeição da vida tem falado mais alto. Assim como Judas que passa a servir os poderosos que, para manterem seus privilégios e suas riquezas, desprezando a vida e promovendo a morte, nas nossas sociedades de hoje continua, Jesus, nos pobres, nos órfãos e nas viúvas, nos andarilhos, tem teto e excluídos sendo vendido pelas riquezas passageiras. Digo isso porque a sociedade neoliberal globalizada tem esta característica, e o grande império deste mundo e seus aliados fazem à guerra e destroem a vida movidos pela ambição do dinheiro. Eles produzem uma ideologia e uma cultura de ambição e violência que passa a ser assimilada por muitos.
Voltemos para o nosso texto para meditar melhor o conteúdo da Semana Santa. Estamos hoje diante da agonia de Jesus no Monte das Oliveiras quando, diante do sofrimento que passaria nas próximas horas, Jesus, numa tristeza mortal, num gesto humano suplica ao Pai: “Meu Pai, se possível, que este cálice passe de mim” (Mt 26, 39). Mas imediatamente, como cordeiro que vai para o matadouro, diz: “Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26, 39). É a Vítima perfeita que se entrega, é o Cordeiro Pascal, é aquele que tira o pecado do mundo por amor! O Bom Pastor, aquele que dá a vida por suas ovelhas!
São Mateus nos revela hoje o modo como Jesus foi traído por um dos seus homens de confiança. O evangelho destaca que o gesto estava inserido num contexto maior do desígnio divino sobre o destino do Messias. Nem por isso sua responsabilidade foi menor. As palavras terríveis que recaíram sobre ele não deixam dúvida a este respeito: “Seria melhor que nunca tivesse nascido!” Só Judas age na contramão da vontade do Mestre, mesmo que sua decisão, já estivesse no contexto da vontade de Deus.
A atitude cristã, que devemos ter, é a de corresponder com a graça divina, e não desprezá-la, traindo o amor de Cristo, como fez Judas. Peçamos ao Senhor que nos conceda uma fé firme e permanente a ponto de fazermos à diferença neste mundo cheio de ganância e uma busca constante de privilégios e, sobretudo, onde parecendo que não ainda o grito de Maquiavel “o fim justifica os meios” continua ditando normas. Tira-se a vida em troca de Poder, Prazer e Posse.
Jesus faz do dom de sua vida entregue, doada livremente por nós, a Nova e eterna Aliança com o Pai celeste. Afim de que livres do pecado, vivemos agora na liberdade de filhos e filhas de Deus.
Canção Nova

(11.2) – O CORAÇÃO TRESPASSADO DO SALVADOR
Lectio
Primeira leitura: Isaías 50, 4-9a
No terceiro cântico são acentuados os sofrimentos do Servo de Javé: hostilidade, perseguição, violência, fracasso. Como discípulo, o Servo não diz o que lhe agrada, mas tem por missão transmitir as palavras, que atentamente escuta do Senhor, aos desanimados e hesitantes. Por isso, não opõe resistência a Deus. Sabe que Deus está com ele e, por isso, mantém-se forte e manso diante dos perseguidores. Acolheu fielmente a Palavra e não recua diante da violência com que tentam afastá-lo ou reduzi-lo ao silêncio. Não se verga ao sofrimento, nem se deixa desnortear. Deus há intervir para o justificar diante dos opositores. Por isso, proclama com determinação e fidelidade a Palavra escutada da boca de Deus: «O Senhor Deus vem em meu auxílio; quem o fará condenar-me?» (v. 9).

Evangelho: Mateus, 26, 14, 25
«Um dos Doze», um dos amigos íntimos de Jesus foi entreqá-lO aos que O pretendiam matar. Foi por sua iniciativa, livremente. A partir desse momento, continuando no grupo dos discípulos, que partilhavam a vida e a missão do Mestre, ficou à espera de «uma oportunidade: (v. 16) para O entregar. É arrepiante!

A liberdade humana é capaz de tudo, até de se transcender na iniquidade, obra de Satanás (cf. Lc 22, 3 e Jo 13, 2). Mateus dá-o a entender, quando cita Zacarias: «Quanto me dareis, se eu vo-to entregar?» Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata» (v. 15; cf. Zc 11, 12). Mais significativo é o uso teológico do verbo «entregar» (paradídoml). Trata-se de uma «entrega-traição», da parte dos homens, e uma «entrega­dom», da parte do Pai, que entrega o Filho, e da parte do Filho que se entrega a Si mesmo até à morte na cruz (Jo 19, 30).
Jesus sente que a sua «hora» se aproxima. Por isso, ordena que a celebração da Páscoa seja devidamente preparada. Deseja ardentemente comê-Ia com os discípulos pois, nela, o antigo memorial dará lugar ao novo, deixando-nos o seu Corpo e o seu Sangue como alimento e bebida. A entrega de Si mesmo acontece num ambiente toldado pelo anúncio da entrega-traição. Os discípulos mergulham num clima de insegurança e de desconfiança. Fazem perguntas a Jesus, chamando «Senhor» (Kyrios), enquanto Judas o chama simplesmente «Mestre. (Rabi). Mas Jesus é, de facto, Senhor. Por isso, conhece o traidor e reconhece que nele se cumprem as Escrituras. A insegurança dos discípulos representa a nossa própria insegurança perante a possibilidade de também nós virmos a atraiçoar e a negar Jesus.

Meditatio
A Paixão de Jesus não foi um acontecimento imprevisto. Tudo fora profeticamente anunciado, até o preço da traição (cf. Zac 11, 12-13). A referência à profecia de Zacarias leva-nos a ver Jesus como o rei manso e humilde de que fala o mesmo profeta (Zac 9, 9). Mas é sobretudo Isaías que profeticamente anuncia, com pormenores impressionantes, todo o drama de Jesus. A primeira leitura apresenta-nos, mais uma vez, o misterioso Servo de Javé, atormentado e humilhado, mas cheio de paciência, e de obediente e confiante abandono em Deus. É uma clara figura de Jesus na sua Paixão (vv. 5-6), onde se revelará a majestade de Deus-Pai.

No evangelho encontramos, de um lado, Judas que atraiçoa o Mestre e, do outro lado, Jesus que dá orientações para a ceia pascal. Como mandavam os ritos, Jesus devia explicar o significado dessa refeição singular e solene. Fê-lo dando-lhe um sentido novo, em que se destacam dois elementos importantes: Jesus torna os seus discípulos participantes da sua dignidade e do seu destino; o seu sangue será derramado para remissão dos pecados.
Entre a preparação e a celebração da ceia, é descoberto o traidor. Judas entrega Jesus, e Jesus entrega-Se a Si mesmo. A traição torna-se ocasião para o dom voluntário e total de Jesus. A sua morte torna-se fonte de vida. O seu Coração vence a morte e transforma-a em vida para o mundo.
A Páscoa estava desde sempre preparada em Deus. Mas, quando o Filho do homem veio realizá-Ia no meio de nós, abriu-se para todo o homem um horizonte novo de ilimitada liberdade, a liberdade de amar dando a própria vida, para se reencontrar em plenitude no seio amante da Trindade.
O Pe. Dehon, ao contemplar o “Coração trespassado do Salvador”, contempla a glória de Cristo, isto é, a expressão suprema do Seu amor ao Pai e por nós, amor que O leva, em máxima liberdade, a morrer na Cruz (cf. Jo 17, 1; 13, 1). O Coração humano-divino de Cristo, o Coração trespassado, é a “expressão mais evocadora” desse amor, o símbolo que nos remete para ele; é também sinal de que esse amor se realiza “até ao fim” (Jo 13, 1); é testemunho, isto é, um amor feito vida, que aceita a morte para dar a vida.
Segundo as convicções do Pe. Dehon derivadas do seu e “nosso carisma profético” (Cst. 27), cada um de nós, e particularmente os missionários, deve “dar a vida pelos seus amigos” (Jo 15, 13). É a suprema “prova de amizade” (Cst. 33) para com aqueles que servimos pastoralmente e para com os povos que os nossos missionários evangelizam: “Ninguém tem maior amor do que este” (Jo 15, 13). O amor leva a dar a vida, e a dá-Ia livremente.

Oratio
Senhor Jesus Cristo, queremos, hoje, confessar-nos diante de Ti. Para isso, pedimos-Te um coração arrependido, e palavras humildes e sinceras. Também nós Te vendemos, mais do que uma vez. Todos os dias especulamos sobre a tua pessoa, e vivemos desse miserável lucro. Nós, que tu amas! Como podes suportar-nos ainda na tua casa, a comer o pão das tuas lágrimas e a beber o sangue do teu sofrimento? Vendido por nós, por quase nada, compraste-nos com o preço infinito do teu sangue. Que, através da ferida do teu Coração, possamos ser introduzidos e estabelecidos para sempre na comunhão do teu amor. Amém.

Contemplatio
Esta preparação, ordenada pelo Salvador, mostra qual cuidado devemos dar aos nossos santuários, mas ensina também indiretamente como as nossas almas devem estar preparadas.

Nosso Senhor pede um cenáculo de nobres proporções, com uma bela preparação e tapeçarias. É uma lição de liturgia. As nossas igrejas deverão ser dignas de Deus. Estarão adornadas com obras de arte. Os nossos altares e os nossos vasos sagrados nunca serão demasiado ricos.
Mas se a Eucaristia pede santuários adornados, não pede também almas preparadas?
Este cenáculo suntuoso, todo ornamentado e preparado, é a figura da alma que deve receber a Eucaristia. Deve ser grande e vasta pelos seus desejos, pelos seus votos, pelas suas aspirações. Deve estar ornamentada com as virtudes que são como o vestido da alma. Para nela se comprazer, Nosso Senhor quer ver lá a cópia das suas próprias virtudes, das suas disposições, dos seus sentimentos. Um Mestre não tem maior alegria do que ver os seus discípulos assemelharem-se a ele (Leão Dehon, OSP 3, p. 235).

Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:

«O Senhor Deus vem em meu auxílio; quem poderá condenar-me?» (Is 50, 9).
Dehonianos

(11.3) – UM DE VÓS VAI ME TRAIR
Hoje a Palavra de Deus nos lembra a traição de Judas.
Existem dúvidas a respeito de Judas: Que ele pretendia ao trair o mestre?
Fazia parte de uma estratégia para forçar o messianismo de Jesus?
Judas havia entendido o projeto do Mestre?
Seriam muitas as perguntas em torno do tema, o certo e que na comunidade dos Doze nem todos tinham convicção a respeito do projeto de Jesus e essa diversidade é respeitada por Jesus.
Toda traição está ligada a um projeto. A traição chega na medida em que alguém deixa de estar de acordo com o projeto no qual se havia comprometido. Por isso entrar no projeto às cegas ou sem entender seus princípios e finalidade é preparar traições em cadeia. Ainda que o projeto de Jesus tivesse um conteúdo divino, por refletir a proposta de Deus e dele recebesse sua força, ele continua submetido às leis do comportamento humano. Deus jamais violenta a liberdade para evitar que seu projeto seja traído.
Nestes dias santos, oremos por nossas comunidades eclesiais e nossas famílias, pequenas comunidades, para que Deus nos mantenha sempre fiéis e leais, unidos com vínculos de amor, de acolhida e de verdade.
Claretianos

(11.4) – O FILHO DO HOMEM VAI MORRER
A COMUNHÃO ROMPIDA
O contexto do anúncio da traição de Judas aponta para a ruptura da comunhão que a traição comportaria. Esta seria consumada por alguém que partilhava a intimidade de Jesus, na condição de companheiro de caminhada e missão. Sentar-se à mesma mesa simbolizava comunhão de vida. A traição revelaria a hipocrisia de Judas no seu relacionamento com Jesus. Não era quem dava a impressão de ser, e sim um traidor travestido de amigo.

Judas, no entanto, não detinha o poder sobre a vida de Jesus. O evangelho sublinha que o gesto dele estava inserido num contexto maior do desígnio divino a respeito do Messias. Nem por isso sua responsabilidade foi menor. As palavras terríveis que recaíram sobre ele não deixam dúvida a este respeito: “Seria melhor que nunca tivesse nascido!”.
Toda a cena é comandada por Jesus. É ele quem dá instruções precisas a respeito do lugar onde deve ser preparada a ceia pascal, da pessoa que haveria de ceder-lhes o local, da mensagem que lhe seria transmitida e dos detalhes da preparação. Os discípulos obedecem prontamente, fazendo tudo conforme o Mestre determinara.
Só Judas age na contramão da vontade do Mestre, mesmo que sua decisão, em última análise, já estivesse no contexto da vontade de Deus. Nenhum discípulo deveria seguir um tal exemplo.
Oração:
Pai, reforça minha comunhão com teu Filho Jesus, de forma que nenhuma atitude minha possa colocar em risco este relacionamento profundo propiciado por ti.

Igreja Matriz de Dracena

(11.5) – CONVITE DE JESUS PARA CELEBRAR A PÁSCOA
Isaías 50, 4-9 – “modelo de servo obediente e confiante”
Em Jesus Cristo, realizou-se plenamente esta profecia de Isaías. Ele cumpriu fielmente tudo quanto fora predito ao seu respeito com a plena consciência de que seria provado até a Morte, mas nem assim se deixou abater o ânimo. Jesus reconhecia a ação do Pai na sua vida e tinha a firme convicção de que nunca seria abandonado por Ele, ainda que chegasse ao limite das suas forças. O servo fiel é provado na medida em que atende ao chamado do seu Senhor e se põe à Sua disposição para exercer a missão que lhe é confiada. O Senhor Deus concede aos Seus servos língua adestrada para confortar as pessoas enfraquecidas e abre-lhes os ouvidos para O escutarem como um discípulo. Assim sendo, todos nós que nos colocamos a serviço do reino de Deus devemos ter em Jesus o modelo do servo obediente e confiante. Deus nos dá também uma língua capacitada para que possamos consolar as pessoas abatidas, dá-nos ouvidos atentos para prestar atenção e aprender a ter confiança absoluta nos seus planos. O Senhor nos concede a competência para, também, sermos fiéis a Ele no serviço, na Igreja, na Comunidade, na família e no mundo. Nada precisamos temer nem nos abater, porque o Senhor também é o nosso auxiliador e sabemos que no final não sairemos humilhados!

– Quem poderá estar contra você?
– Quem poderá fazê-lo ter medo?
– Qual a dificuldade que você não poderá superar, se você confiar no Senhor?
Faça também a sua oração hoje, oferecendo-se a Deus para que seja realizado em você, como foi em Jesus a vontade do Pai.

Salmo 68 – “Respondei-me, pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus!”
O salmo retrata a situação de Jesus quando da Sua entrega por amor ao Pai e a humanidade. “Por vossa causa é que sofri tantos insultos e o meu rosto se cobriu de confusão”, diz o salmista preanunciando ao mundo o sofrimento de Jesus. Abandonado pelos homens, Seus seguidores, Ele mesmo assim, louvou o Nome do Pai e exultou de alegria no Espírito. E aconselha aos humildes: “o vosso coração reviverá se procurardes o Senhor continuamente!”

Evangelho – Mateus 26, 14-25 – “convite de Jesus para celebrar a Páscoa”
O Evangelho de hoje, narrado por Mateus nos revela, mais uma vez, a traição do discípulo que O entregou à morte. Pelo relato, podemos perceber que, enquanto Judas combinava com os sumos sacerdotes o preço da traição, (30 moedas), os outros discípulos combinavam com Jesus o lugar aonde iriam comer a Páscoa! Cada um com o seu objetivo e interesse! Jesus sabia que iria ser traído e quem o iria trair, no entanto, apesar de ter conhecimento do que se passava no interior do coração de Judas, expressava abertamente os Seus sentimentos em relação a ele e, continuava nos preparativos da Páscoa que marcaria o tempo em que iria ser entregue por amor a nós. Por apenas trinta moedas de prata Judas traiu Jesus e se tornou cúmplice dos sumos sacerdotes, porém, com certeza, não foi somente pelo dinheiro que ele aceitou entregar Jesus, mas sim, porque dentro do seu coração o inimigo já havia plantado a semente da traição e ele se deixou corromper, passando do pensamento à ação. Jesus não dispensou a presença de nenhum discípulo e, na última Ceia ofereceu Seu Corpo e Seu Sangue na presença de todos eles. Hoje, somos nós os discípulos a quem Jesus oferece um lugar para celebrarmos com Ele a Páscoa da Ressurreição e, assim nos propõe: “Vou celebrar a Páscoa na tua casa”. Ele sabe também o que se passa dentro do nosso coração e tem conhecimento de que somos aqueles (as) que, costumeiramente, O traímos, mas mesmo assim nos faz o convite. Ele sabe que O traímos por qualquer coisa e em qualquer ocasião, quando atraiçoamos as pessoas a quem invejamos e, por isso as caluniamos. Quando pomos em prática os maus pensamentos do nosso coração ou quando desprezamos os nossos irmãos e irmãs mais necessitados (as). Atraiçoamos e negamos os nossos irmãos por pouco mais ou nada, por ambição, por interesse, portanto traímos a Jesus. De alguma forma, estamos igualmente sendo outro Judas, e, mesmo assim, não somos preteridos por Jesus. Muito pelo contrário, somos até atraídos por Ele para o Banquete da Ressurreição que é o objetivo da Sua entrega. Por isso, arrependamo-nos e deixemos morrer o nosso pecado na Cruz com Jesus para que possamos ressuscitar com Ele e desfrutar da verdadeira alegria que Ele mesmo conheceu.

– Para você o que significa deixar morrer o pecado?
– Você já ofereceu a sua casa para que Jesus celebre a Páscoa com Seus discípulos?
– Quem são hoje os discípulos de Jesus?
– Você também reconhece que é traidor e traidora de Jesus?
– Você tem tramado contra alguém?
– A quem você poderá estar traindo a confiança?
Procure, hoje, descobrir em que você não está sendo fiel a Deus e peça perdão pelas suas traições.
Helena Serpa

(11.6) – UM DE VÓS VAI ME TRAIR
É o mesmo relato de ontem, mas agora do jeito de MATEUS. No evangelho de ontem, quando Jesus vai anunciar que será traído, o texto fala que ele está angustiado e perturbado em seu espírito, lembram-se?
Podem conferir o texto de João….
Pois no evangelho de hoje, essa angústia e aflição muda de lado, são os discípulos que ficam angustiados e aflitos, e começam a indagar “Senhor, por acaso serei eu?”
E Pedro, logo ele, dá uma cutucada a João, que estava perto do Mestre, quer saber quem é o desavergonhado, quem sabe, para tomar uma providência…
O Jesus de Mateus, que escreve para a comunidade Cristão Judaica, é firme e não demonstra nenhuma perturbação quando anuncia a traição. É que Mateus apresenta um Jesus fiel à missão, e que cumpre toda a Vontade do Pai, com firmeza e determinação. Entretanto, há algo que o leitor fica se perguntando, “Se ele cumpre a vontade do Pai, porque demonstrou sua indignação ao dizer “Ai daquele que irá trair o Filho do Homem, melhor seria que não tivesse nascido…””.
Ora, se era vontade do Pai, então Judas estava fazendo o seu papel, e estava, por assim dizer “Colaborando” para que tudo acontecesse, conforme o previsto…
Jesus até poderia tratá-lo bem, era preciso que alguém o traísse para que ele fosse condenado à morte, e Judas aceitou o papel de traidor…
Esta seria uma leitura ingênua desse evangelho, pois facilmente podemos cair no fatalismo, “Deus quis assim … foi feita sua vontade”.
Coitado do nosso Deus, quantas desgraças e tragédias jogamos em suas costas… Aliás, tem gente que se safa de situações apertadas jogando a culpa em Deus ou no Diabo.
Com toda certeza, muitas vezes Jesus conversou com Judas, expôs sua missão, exortou-o a não entrar pelo caminho errado, disse-lhe do perigo que corria, ao confundir o seu Messianismo com alguma ideologia política e ali à mesa, deu-lhe a última dica … uma oportunidade para Judas pensar no assunto, rever a sua atitude, quem sabe, usar o seu livre arbítrio e mudar de vida, por fidelidade a Jesus, mesmo que não compreendesse bem o seu messianismo, pois Pedro também não entendia, mas o aceitou como ele era.
Portanto, não se trata do anúncio de uma fatalidade, mas um jogo de palavras, mostrando que a questão estava em aberto e Judas ainda poderia dar outro rumo à sua vida. Assim que Judas saiu de cena, rompendo portanto com a comunidade, Pedro, querendo amenizar o mal entendido, e melhorar o clima do jantar, já no Horto das Oliveiras, quando Jesus anuncia que ele será motivo de queda para todos eles, vai apresentar-se como diferente, o melhor e o mais fiel de todos, “Para mim jamais serás motivo de queda, Senhor”. Com essas palavras Pedro estava dizendo que Jesus podia contar com ele sempre… Pobre Pedro, que ducha de água fria levou na cabeça, quando Jesus diz que ele irá negá-lo por três vezes, antes que o galo cantasse…
Nossas mãos não tocam no mesmo prato, o pão com Jesus, mas tocam em Jesus que é o Pão da Eucaristia, somos tão íntimos dele como Judas o era, e todos os discípulos. Seria um erro pensarmos que o nosso pecado é bem menor que o de Judas e de Pedro, na própria comunidade caímos em contradição, quem dirá quando estamos fora dela.
E por que agirmos dessa maneira, ao estilo de Pedro ou de Judas?
Por que diferente de Jesus de Mateus, buscamos a nossa vontade, que coincide com a vontade de Pedro e de Judas: vencer pelo caminho mais fácil, chegar à glória da ressurreição, sem ter de passar pelo triste trajeto do calvário, que nos assusta e amedronta…
“Nós vos adoramos Senhor Jesus, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo”.
Diácono José da Cruz

(16) – EM VERDADE VOS DIGO, UM DE VÓS ME VAI ENTREGAR
Hoje, o Evangelho nos propõe – pelo menos – três considerações.
A primeira é que, quando o amor ao Senhor se esfria, então a vontade cede a outros reclamos, onde a voluptuosidade parece oferecer-nos os pratos mais saborosos mas, na realidade, condimentados por degradantes e inquietantes venenos. Dada a nossa nativa fragilidade, não devemos permitir que o fogo do fervor diminua, que, se não sensível, pelo menos mental, nos une a Aquele que nos tem amado ao ponto de oferecer sua vida por nós.
A segunda consideração refere-se à misteriosa escolha do lugar donde Jesus quer consumir sua ceia Pascal. «Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a ceia Pascal em tua casa, junto com meus discípulos’” (Mt 26, 18). O dono da casa, talvez, não fosse um dos amigos declarados do Senhor; mas devia ter o ouvido atento para escutar o chamado “interior”. O Senhor lhe teria falado intimamente – como frequentemente nos fala –, a través de mil incentivos para que lhe abrisse a porta. Sua fantasia e sua onipotência, suportes do amor infinito com o qual nos ama, não conhecem fronteiras e se expressam de modo sempre apto a cada situação pessoal. Quando escutemos o chamado devemos “render-nos”, deixando à parte as sutilezas e aceitando com alegria esse “mensageiro libertador”. É como se alguém estivesse se apresentado à porta do cárcere e nos convida a segui-lo, como fez o Anjo com Pedro dizendo-lhe: « Levanta-te depressa! As correntes caíram-lhe das mãos» (At 12, 7).
O terceiro motivo de meditação nos oferece o traidor que tenta esconder seu crime ante a presença examinadora do Onisciente. O próprio Adão já tinha tentado, depois, seu filho fratricida Caim, embora, inutilmente. Antes de ser nosso perfeito Juiz, Deus se apresenta como pai e mãe, que não se rende ante a ideia de perder a um filho. A Jesus lhe dói o coração não tanto por ter sido traído, mas por ver a um filho distanciar-se irremediavelmente Dele.
P. Raimondo M. SORGIA Mannai OP

COMEMORA-SE NO DIA 01/Abr

(5) – SÃO HUGO DE GRENOBLE
Hugo nasceu numa família nobre em 1053 em Castelnovo, na França. Seu pai, Odilon de Castelnovo era um soldado da corte que depois de viúvo se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe ocupou-se pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos.
Aos vinte e sete anos, Hugo foi ordenado padre e nomeado cônego. Na arquidiocese de Lião trabalhou como secretário do arcebispo. Nessa época recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade. Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do Papa Gregório VII. Reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, o Papa o nomeou para uma missão mais importante ainda: renovar a diocese de Grenoble.
Grenoble era uma diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. A região era muito extensa e tinha um grande número de habitantes, mas suas qualidades terminavam aí. Há tempos a diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até os bens da Igreja estavam depredados.
Hugo foi nomeado bispo e começou o trabalho, mas eram tantas as resistências que renunciou ao cargo e retirou-se para um mosteiro. Mas, sua vida de monge durou apenas dois anos. O Papa insistiu porque estava convencido que ele era o mais capacitado para executar essa dura missão e fez com que o próprio Hugo percebesse isso também, reassumindo o cargo.
Cinco décadas depois de muito trabalho, árduo mas frutífero, a diocese estava renovada e inclusive abrigava o primeiro mosteiro da Ordem dos monges cartuchos. Foram cinquenta e dois anos de um apostolado profundo que uniu o povo na fé em Cristo.
Hugo morreu com oitenta anos de idade, cercado pelos seus discípulos monges cartuchos que o veneravam pelo exemplo de santidade em vida.
Reflexão:
São Hugo foi grande propagador da vida monástica, pois acreditava que o silêncio, a disciplina, o falar apenas o necessário, a vida de oração, o estudo das sagradas Escrituras e o trabalho, eram os principais meios para se evitar a leviandade e alcançar a santidade. Peçamos a Deus que nos conceda ao menos um desses dons, sobretudo o dom da oração, que tudo alcança.

Padre Evaldo César de Souza

(6.1) – LUDOVICO PAVONI
Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico Pavoni aceitou, ele que nasceu no dia 11 de setembro de 1784.
Naqueles anos de fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial e profética, “educar, abrigar e instruir” os jovens pobres, abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto nas cidades como no campo.
Não só para evitar que se tornassem delinquentes, o que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do ponto de vista cristão e humano.
Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni se dedicou desde o início à educação dos jovens e criou o “seu” orfanato para abrigar os adolescentes e jovens necessitados. Já como secretário do bispo de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro “Colégio de Artífices” e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio Instituto de São Barnabé.
Tipografia e Evangelho eram seus instrumentos preciosos: a receita natural era a mais simples possível, como dizia ele: “Basta colocar dentro da impressora jovens motivados, que os volumes de ‘boa doutrina cristã’ estarão garantidos”. Analogia de fato simples e correta mesmo para os nossos dias. Em 1838, nasceu a escola para surdos-mudos, sendo inútil acrescentar o quanto essa também estava na vanguarda daqueles tempos. Em 1847, a Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, abrigando religiosos e leigos juntos, hoje conhecidos como “os pavonianos”.
Pela discrição pode ainda parecer fácil, mas para colocar em prática todo esse projeto, o vulcânico padre bresciano empregou tudo de si, do bom e do melhor, chocando-se com as autoridades civis e com as eclesiásticas. Sair recolhendo os jovens pobres e abandonados pelas ruas era algo que batia de frente com rígidos costumes sociais e morais da época. Por mais de uma década, Pavoni se debateu entre cartas, pedidos, súplicas e solicitações, tanto assim que foi definido “mártir da burocracia”, mas, do dilúvio, saiu vencedor.
Padre Ludovico Pavoni faleceu no dia 1o de abril de 1849, durante a última das dez jornadas brescianas, de uma pneumonia contraída durante uma fuga desesperada, organizada na tentativa de proteger os “seus” jovens das bombas austríacas, quando ganhou, finalmente, o merecido abraço do Pai Eterno. De resto, ele sempre dizia: “O repouso será no Paraíso”.
Apesar da distância dos anos, hoje os pavonianos continuam a “educar, abrigar e instruir” os jovens desses grupos, mas também todos os que simplesmente procuram um trabalho e um lugar na vida, providenciando a instrução escolar básica e colaborando com as igrejas locais nas pastorais dos jovens. São incansáveis em suas atividades, porque os traços cunhados pelo padre Ludovico estão ainda frescos, o exemplo do fundador está inteiramente vivo, latente e atual.
Hoje, outros levam avante sua obra, nos quatro cantos do mundo, os pavonianos administram tudo o que possa estar relacionado à formação desses jovens: comunidades religiosas, escolas, institutos de formação profissional, centros de recuperação de dependentes químicos, asilos de idosos, pensionatos, orfanatos, creches, paróquias, cooperativas, centros de juventude, livrarias e a editora Âncora, na Itália. Além disso, alfabetizam os deficientes surdos-mudos e formam pequenos artífices nas artes gráficas, esses que eram os diletos de Ludovico Pavoni.

(6.2) – SÃO VALÉRIO
Valério nasceu no ano 565, em Auvergne, na França. Sua família era muito pobre e ele trabalhava no campo. Ainda pequeno, tinha uma enorme sede de saber e, para aprender a ler e escrever, ele mesmo foi procurar um professor, e pediu que lhe ensinasse o alfabeto.
Mais depressa do que qualquer outro de sua idade, Valério já dominava a escrita e a leitura. Após conhecer a Sagrada Escritura, procurou um parente sacerdote que vivia num mosteiro próximo. Passou ali alguns dias, percebeu sua vocação para a vida religiosa e pediu seu ingresso naquela comunidade. Depois de um bom tempo realizando várias tarefas internas, foi aceito e recebeu as ordens sacerdotais.
Pouco depois, mudou-se para um mosteiro sob a direção espiritual de Columbano, o grande evangelizador da Gália, atual França, que depois foi canonizado, onde aconteceu seu primeiro prodígio. Designado para cuidar da horta do convento, sem nenhum produto a não ser com o trabalho de suas próprias mãos, acabou com as pragas que assolavam anualmente as plantações. Tornou-se tão conhecido na região e tão respeitado internamente que foi testado em sua humildade. Com autorização do abade Columbano, procurou o rei Clotário, conseguindo dele um grande terreno para construir um mosteiro, em Leuconai, na França. Logo depois o local já contava, também, com uma igreja e várias celas para religiosos.
A fama do sacerdote Valério se propagou ainda mais, de modo que dezenas de homens, jovens e idosos, procuravam o convento para ingressarem na vida religiosa sob a sua orientação. Mas novamente sentiu-se impelido ao trabalho de evangelização. Na companhia de seu auxiliar Valdolem, viajou por todo o país pregando e convertendo pagãos.
Diz a tradição que o monge Valério possuía o dom da cura e há vários relatos sobre elas. Como a de um paralítico que voltou a andar ao toque de suas mãos e muitos doentes desenganados que se curavam na hora, na presença da população. Além disso, tinha o dom da profecia e um dom especial sobre os animais. Conta-se que, quando passava pela floresta, os pássaros vinham ao seu encontro, seguiam-no, pousavam em suas mãos, braços e ombros, parecia que “conversavam” com ele.
Valério morreu no dia 1o de abril de 619, no mosteiro de Leuconai, depois de converter milhares de pagãos, ter feito muitos discípulos e ter entregado sua vida à Deus, através do seu vigoroso e intenso apostolado. O culto de são Valério se propagou rapidamente, até mesmo porque o rei Hugo, seu devoto, dizia que o santo costumava orientá-lo em sonho, sendo muito festejado, além da França, na Itália, Alemanha e Inglaterra, no dia de sua morte. 

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SEMANA SANTA
(ROXO, PREFÁCIO DA PAIXÃO II – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição ambiental ou Comentário Inicial
_

Antífona de Entrada
Ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e na mansão dos mortos, pois o Senhor se fez obediente até a morte e morte de cruz e por isso Jesus Cristo é Senhor na glória de Deus Pai (Fl 2, 10.8.11).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que fizestes vosso Filho padecer o suplício da cruz para arrancar-nos à escravidão do pecado, concedei aos vossos servos e servas a graça da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) leitura(s)
_

Monição ou Antífona do Evangelho
Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
Salve, nosso rei, somente vós tendes compaixão dos nossos erros.

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
PR:
_
AS: _
1. _
2. _
3. _
4. _
5. _

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, nossa oferenda e deixai agir vossa misericórdia, para que consigamos os frutos do sacramento em que celebramos a paixão do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

Antífona da Comunhão
O Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de todos (Mt 20, 28).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus todo-poderoso, pela morte do vosso Filho, proclamada em cada eucaristia, concedei-nos crer profundamente que nos destes a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA 
† IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
 

IGMR

REFLITA!

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever. O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age. O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede. Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA. E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação, que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados, e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco, apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me: Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado. Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar. E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome. Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma. Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte. Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO. Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária. O futuro é desejo e pensamento. O passado é aprendizado e lembrança. O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” “Não julgues para não seres julgados.” “A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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