Liturgia Diária 13/Abr/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
13/Abr/2015 (segunda-feira)

JESUS diz a Nicodemos e a nós: “Nascer da água e do Espírito”!

LEITURA: Atos dos Apóstolos (At) 4, 23-31: Oração dos Apóstolos na perseguição
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 23 logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito. 24 Ao ouvirem o relato, todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo: “Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 25 Por meio do Espírito Santo, disseste através do teu servo Davi, nosso pai: ‘Por que se enfureceram as nações, e os povos imaginaram coisas vós? 26 Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias’. 27 Foi assim que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se com os pagãos e os povos de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste, 28 a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade haviam predeterminado que sucedesse. 29 Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. 30 Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus.” 31 Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 2, 1-3. 4-6. 7-9: O drama messiânico
12d Felizes hão de ser todos aqueles / que põem sua esperança no Senhor.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
— 1 Por que os povos agitados se revoltam? / Por que tramam as nações projetos vãos? / 2 Por que os reis de toda a terra se reúnem, e conspiram os governos todos juntos / contra o Deus onipotente e o seu Ungido? / 3 “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, / “e lançar longe de nós o seu domínio!”
4 Ri-se deles que mora lá nos céus; / zomba deles o Senhor onipotente. / 5 Ele, então, em sua ira os ameaça, / e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: / 6 “Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, / e em Sião, meu monte santo, o consagrei!”
7 O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: / “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! / 8 Podes pedir-me, e em resposta eu te darei † por tua herança os povos todos e as nações, / e há de ser a terra inteira o teu domínio. / 9 Com cetro férreo haverás de dominá-los, / e quebrá-los como um vaso de argila!”

EVANGELHO: João (Jo) 3, 1-8: O encontro com Nicodemos
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
1 Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2 que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”. 3 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4 Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?” 5 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.” 6 Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espirito. 7 Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. 8 O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Como Nicodemos, também nós vamos ao encontro de Jesus desejosos de ouvir seus ensinamentos. O convite que o Mestre nos dirige hoje é para um novo nascimento, para uma vida nova orientada pelo Espírito. Peçamos esta graça no início da nossa Leitura orante.
Senhor Jesus Cristo, envia sobre nós, como prometeste, teu Espírito Santo. Que ele nos conceda a vida e nos ensine a plenitude da verdade. Que nele encontremos a salvação, felicidade e plenitude de amor. Amém..

“Eu sou o CAMINHO” (Ler)
Leia o texto. Repita as palavras ou frases que mais chamaram a sua atenção durante a leitura.
O que procura Nicodemos quando vai ao encontro de Jesus?
Por que Jesus pede para Nicodemos nascer do alto?
O que significa nascer da água e do Espírito?
Jesus realizava muitos milagres (o evangelista João chama de sinais) e as multidões cada vez mais o seguiam entusiasmadas. Isso começou a despertar também a atenção das autoridades.
Nicodemos era um dos chefes dos judeus, fariseu e mestre em Israel. Durante a noite (talvez para não se comprometer com Jesus diante dos companheiros) ele vai ao encontro de Jesus com o interesse de conhecer melhor este homem de Deus que realiza tantos sinais: “Rabi, sabemos que vieste como Mestre da parte de Deus, pois ninguém é capaz de fazer os sinais que tu fazes, se Deus não está com ele”. Nicodemos também sabe que Jesus tinha uma relação de proximidade com o Pai ao afirmar que Deus estava com ele.
Jesus então responde para Nicodemos: “Se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus!”
O que Jesus está querendo dizer?
Jesus de certa forma, tira o foco do diálogo de si e direciona para Nicodemos, que agora é convidado a nascer do alto ou nascer de novo. Esta resposta deixou Nicodemos um tanto confuso: “Como pode alguém nascer, se já é velho? Ele poderá entrar uma segunda vez no ventre de sua mãe para nascer?”.
Com nascer do alto, Jesus está se referindo ao nascimento da água e do Espírito. Para o cristão, a água e o Espírito recordam o batismo e a vida cristã. Nascer do Espírito é a vida humana impulsionada por Deus. É permitir que o Espírito Santo nos oriente e conduza.

“A VERDADE” (Refletir)
O que o texto diz para mim?
Qual foi a palavra que encontrou sintonia com a realidade que estou vivendo?
O que significa para mim nascer do alto?
Deixo-me guiar pelo Espírito Santo?
Quando você foi batizado(a)?
Você procura valorizar os encontros de preparação para o batismo?
Como?
Quais são as principais ocasiões de renovação espiritual que temos durante o ano?
Qual mais lhe agrada?
Jesus censura Nicodemos mas também o elogia.
Você sabe elogiar seu próximo quando merece elogio?

“E a VIDA” (Orar)
Apresente ao Senhor a oração que brotou em seu coração durante a meditação da Palavra. Louve o Senhor porque derramou o seu Espírito em nossos corações.
Conclua com a oração ao Espírito Santo, do Papa Paulo VI:
“Ó Espírito Santo! Dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora; fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da Santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao Coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte, para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda ofensa, toda desilusão. Um coração grande e forte e constante até o sacrifício, quando for necessário. Um coração, cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo, e cumprir humilde e fielmente a vontade do Pai. Amém.”

Qual a MISSÃO em minha vida hoje? (Agir)
Qual é a aplicação da Palavra em minha vida?
O que me proponho a viver?
Como vou atingir este propósito?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
O Evangelho de hoje nos mostra uma nova oposição entre o velho e o novo, que não acontece mais segundo o tempo, mas segundo a condição do homem diante de Deus. O homem velho é o homem do Antigo Testamento, o homem que vive segundo a lei, é escravo do pecado e da morte. O homem novo é o homem que participa da Nova Aliança, é cidadão do Reino de Deus, não vive mais segundo a lei, mas vive o novo mandamento, o mandamento do amor, não é mais escravo do pecado, mas é filho de Deus, é livre e vive segundo a graça e não é mais prisioneiro da morte porque tem a Vida nova em Cristo.

(6) – O DIÁLOGO DE JESUS COM NICODEMOS
O texto do evangelho de hoje é o início de um longo diálogo de Jesus com Nicodemos, diálogo que poderíamos caracterizar como catequético-batismal. Nicodemos é fariseu e vê Jesus simplesmente como Mestre, como um homem de Deus. Ele partilha com os do seu grupo a dependência dos sinais para chegar à fé. Para os fariseus “sinal” é uma obra extraordinária, sobrenatural, espetacular, a exemplo do que satanás sugeria a Jesus ao propor que ele saltasse do pináculo do Templo (Mt 4, 5-7; Lc 4, 9-12). Nicodemos, que gozava de prestígio entre os fariseus, vai procurar Jesus à noite por medo do juízo dos seus pares ou, então, porque o seu modo de viver a religião não realiza as obras de Deus (cf. Jo 9, 4). A noite pode, ainda, significar a falta de fé. Jesus propõe a Nicodemos uma mudança radical: nascer de novo, isto é, “nascer da água e do Espírito”. Nicodemos não compreende, pois está ligado ao que é puramente terrestre, e discorre no plano da razão humana. É ao batismo que Jesus se refere. Pelo batismo se nasce para a luz, para o alto, para o que é propriamente de Deus. O batismo é um novo nascimento, pois, por ele, a pessoa nasce para a fé em Cristo, enviado do Pai para dar vida ao mundo.
Oração:
Ó Deus, renovai-nos e fazei-nos compreender o batismo que nos lavou, o Espírito que nos deu vida nova e o sangue que nos redimiu.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – É PRECISO FÉ, CORAGEM E OUSADIA NO ANÚNCIO DO EVANGELHO
Não deixemos de orar, de suplicar e de pedir ao Espírito Santo de Deus que venha em nosso socorro para que não tenhamos medo nem percamos a ousadia de anunciar a salvação vinda de Deus.
“Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram corajosamente a Palavra de Deus” (Atos dos Apóstolos 4, 31).
Para anunciar o Evangelho é preciso ter fé, coragem e ousadia. Num mundo onde quase não há espaço nem abertura para o anúncio da Palavra de Deus se não nos revestirmos da fortaleza de Deus e dessa audácia vinda da força do Evangelho nós não teremos meios para proclamar que Jesus está vivo e que Ele é o Senhor.
É por isso que, mesmo na prisão, Pedro e João oram ao Senhor; e quando estão soltos também não se deixam intimidar, fragilizar, adormecer, estremecer, nem se amedrontar. E querem, mais do que nunca, movidos por uma parrésia* divina, ser novamente embriagados pela dose (de parrésia) do Espírito tão poderosa que vence todo medo e toda vergonha de anunciar Jesus e querem continuar proclamando o Seu nome.
Por isso os apóstolos oram com profundidade, uma oração que faz memória, recorda e exalta toda a ação de Deus desde a criação do mundo. Depois fazem uma oração de entrega absoluta a Deus e à Sua vontade; entrega e abertura para que a graça de Deus continue a usá-los como instrumentos para a salvação do mundo.
Pedro e João fazem uma oração de súplica poderosa pela unção, pela ousadia e pela graça do Espírito Santo de Deus para que, sem destemor, continuem a pregar o Evangelho.
Deixem-me lhes dizer: não deixemos de orar, de suplicar e de pedir a esse mesmo Espírito que venha em nosso socorro para que não tenhamos medo nem percamos a ousadia de anunciar a salvação vinda de Deus.
Quando oramos para que o Espírito venha em nosso socorro, Ele nos enche e nos plenifica, de modo que o anúncio do nome de Jesus faz tremer as paredes e o chão (cf. Atos 4, 31). É ao nome de Jesus que precisamos anunciar de forma corajosa! Que o Espírito venha em nosso socorro e em nosso auxílio e nos impulsione para que continuemos a ser esses mensageiros da graça do alto!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
* parrésia é descrita como franqueza, confiança ou ousadia para falar em público.

(8) – A CARNE E O ESPÍRITO
Quando o Evangelho fala em carne e espírito, refere-se a duas dimensões do ser humano, radicalmente opostas. Cada pessoa traz, em si, as marcas destas realidades. A questão fundamental consiste em saber qual das duas incide mais profundamente sobre sua existência. Ou seja, por qual delas a pessoa se deixa conduzir.
Viver segundo a carne significa deixar-se guiar pelos sentimentos inferiores, que tornam o indivíduo egoísta, ensimesmado, buscando apenas os seus interesses, insensível ao sofrimento do outro, incapaz de um gesto de solidariedade. Antes, a pessoa não tem escrúpulos de transformar o outro em objeto para a satisfação de seus instintos e de sua maldade. Vive no pecado!
A vida segundo o espírito, ao contrário, pauta-se pelo amor, que estabelece entre as pessoas vínculos de comunhão e de fraternidade. É o caminho da humanização, na medida em que a pessoa age, inspirando-se no modo de agir próprio de Deus. Nascer do Espírito não depende só da vontade humana. É obra de Deus no coração de quem se abre para ele.
A ressurreição de Jesus possibilitou, à humanidade, esse nascimento pelo Espírito. Só quem nasce do Espírito pode tomar parte no Reino de Deus, inaugurado por Jesus. É mister nascermos de novo para nos beneficiarmos dos frutos da ressurreição.
Oração:
Espírito de renascimento recria-me pelo amor, para que eu possa participar do Reino de Deus, que Jesus veio instaurar no meio de nós.
Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“[…] se alguém não nasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5de).
Antes de tudo nos perguntamos por qual motivo este Evangelho é lido neste Tempo Pascal, precisamente na Segunda Semana da Páscoa.
O que este Evangelho tem a nos dizer sobre a Ressurreição de Jesus?
O que tem a dizer sobre a nossa Ressurreição?
Sobre a Ressurreição de Jesus este Evangelho não trata.
Portanto, trata de nossa Ressurreição.
Mas como?
Jesus quer que saibamos que uma realidade nova se instala no mundo da humanidade filha de Adão, isto é, a inauguração do Reino de Deus. Neste Reino entram os que creem no Filho de Deus, Jesus, e os que estão nas condições adequadas.
Ora, a condição adequada para entrar no Reino de Deus, diz Jesus a Nicodemos, é renascer pela água e pelo Espírito Santo. Para nós isto é claro sinal de que Jesus falava do Batismo. Nele somos mergulhados na água, nela morremos para o pecado, e saídos dela recebemos o Espírito Santo, entrando em comunhão com Deus, entrando em Seu Reino, para nele vivermos para sempre. Não se entra no Reino de Deus, de fato, para depois sair dele. E nele estaremos, definitivamente, na realidade totalmente nova anunciada por Jesus: a Ressurreição.
Pela Ressurreição de Jesus a humanidade começa uma nova fase de sua existência no relacionamento com Deus. É a Nova Criação. Antes da Ressurreição de Jesus aos homens somente havia a condição terrena. A Vida Eterna celeste nos era escondida, embora sendo a desejada por Deus a todos os que entram em Seu Reino. Com Jesus Ressuscitado entraremos na vida celeste, e, como Ele, seremos também celestes para sempre. Esta é a Nova Criação. Ela supera a primeira porque nos dá a Vida Divina que a Adão não fora dada.
Nicodemos, como sabemos, será um dos judeus que acreditaram em Jesus, e por fim o levaram à sepultura. Feliz foi Nicodemos, porque acreditou em Jesus, em Seu Evangelho do Reino de Deus. Pode ter sido uma das quinhentas testemunhas da Ressurreição de Jesus, como nos diz São Paulo em 1 Cor 15, 6.
Saibamos que por meio da Ressurreição de Jesus nos é dado participar da Vida Divina que Ele tem e que nos comunica pelo Batismo e pela Eucaristia. Como Nicodemos somos privilegiados hoje. Somos parte da Nova Criação, aquela em que renascemos pela água e pelo Espírito Santo.
Padre Valdir Marques

(11.1) – NASCER DO ESPÍRITO
A primeira leitura nos mostra que os apóstolos estiveram reunidos em oração espontânea e quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde eles estavam reunidos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.
Temos aqui mais uma demonstração da força e do poder de Deus agindo sobre as forças físicas da natureza, cumprindo a promessa de Jesus Cristo de que Ele estaria com os apóstolos na sua missão.
E o Evangelho?
O ele quer nos dizer hoje?
Todos nós estamos precisando nascer do Alto, nascer de novo, nascer do Espírito.
Meus irmãos, minhas irmãs. Nascer do Espírito, é remar a favor da corrente, é não andar na contramão, é não forçar as leis da natureza, é não prejudicar a nossa saúde e a nossa fé, é viver não segundo a carne, mas segundo o espírito. Se fizermos uma análise da vida que estamos levando, vamos chegar à conclusão de que não estamos vivendo a vida plena, e que precisamos começar tudo de novo. Alguém pode contestar e dizer: Eu estou curtindo a vida com tudo o que tenho direito! E esse alguém diz isso por que bebe, usa drogas, faz sexo livre de qualquer responsabilidade, e por isso mesmo se considera uma pessoa totalmente livre. ERRADO!
Para começar, liberdade total não existe. E se alguém tentar viver livre logo vai perceber que depende sempre de alguém para muitas coisas.
Dizer que está curtindo a vida pelo fato de se divertir através da embriaguez, é uma grande tolice, para não dizer outra coisa. Pois ao fazer isso, ao agir assim, a pessoa não está curtindo a vida, mas sim está preparando a sua morte a longo prazo. Pois está prejudicando a sua saúde.
Nascer do Alto, nascer do Espírito, é começar uma nova vida, é ser um homem novo, uma mulher nova, largando tudo aquilo que prejudica a saúde, e a espiritualidade, e voltar a caminhar na estrada da vida, na estrada reta, na estrada que nos prepara para um dia merecermos o prêmio da vida eterna.
Os namorados brigam por ciúme, brigam por que se amam. Ficam afastados e a vida fica em preto e branco. Mas quando vem a volta a emoção é grande! E a vida volta a ser colorida, pois é UM COMEÇAR DE NOVO!
A vida longe de Deus é sem sentido não tem graça, é viver longe da graça gratificante, é viver em desgraça! Voltemos para Deus, para a vida plena, voltemos para os braços do Pai que nos acolhe no seu amor infinito e eterno. Voltemos hoje mesmo, não esperamos mais! Pois não sabemos o dia nem a hora do nosso desligamento do corpo.
Caríssimos, na nossa vida tem coisas erradas?
Então vamos começar de novo. Vamos consertar, mudar o nosso rumo, substituir tudo o que não presta, tudo que não contribui para a nossa vida em abundância, para a nossa vida em estado de graça, por que viver assim não tem a menor graça! Vamos parar, avaliar e começar tudo de novo, uma vida nova com o Evangelho, uma vida que agora nasceu do Alto, nasceu do Espírito. Amém.
José Salviano.

(11.2) – É PRECISO NASCER DE NOVO
Neste texto do Evangelho de hoje, temos a conclusão do diálogo de Jesus com Nicodemos. O evangelista João recorre ao simbolismo da serpente de bronze (cf. Nm 21, 9) – a qual, pela fé, libertava das mordidas mortais das serpentes do deserto para aplicá-lo à fé em Jesus, pelo qual se tem a vida eterna. Este diálogo com Nicodemos é um convite à conversão. Coloca em confronto as duas opções: aquele que crê e aquele que não crê, aquele que pratica o mal e ama as trevas e aquele que pratica a verdade e se aproxima da luz.
Jesus rejeitava, muitas vezes, aqueles que tentavam segui-lo. A um jovem rico que buscava o seu conselho, ele replicou com palavras tão fortes que o homem foi embora entristecido, não disposto a seguir Jesus a tão alto preço. A um importante líder religioso, Nicodemos, que tinha vindo louvando Jesus, o Senhor respondeu abruptamente: Você tem que nascer de novo, se quiser ao menos ver o reino de Deus! Jesus pintava francamente as dificuldades em segui-lo e rejeitava todos os que tentavam fazê-lo de forma inadequada. Jesus pregou sobre o tema: “Não pode ser meu discípulo”, discutindo abertamente a necessidade de calcular o custo antes de embarcar na vida de discípulo.
Não era porque Jesus não quisesse seguidores. Ele veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos. Ele estava profundamente comovido pelas multidões perdidas e ansiava pela sua conversão. Mas Jesus sabia que não seria fácil para os homens segui-lo e que eles estariam inclinados a enganarem-se a si mesmos, pensando que eram discípulos, quando não eram. O Senhor nunca deixou de declarar francamente o que a conversão real exige.
A troca de palavras entre Jesus e Nicodemos, neste Evangelho de hoje, é fascinante.
Nicodemos era um chefe religioso. Ele veio a Jesus, louvando seus ensinamentos e milagres. É difícil saber o que se passava na mente de Nicodemos, enquanto falava. Talvez estivesse esperando louvor, uma posição na administração de Jesus ou um voto de confiança pela obra que ele mesmo estava fazendo, como mestre em Israel. Mas a resposta surpreendente de Jesus foi: “Nicodemos, você precisa começar tudo de novo, se quiser entrar no reino de Deus.” Seja o que for que Nicodemos estivesse esperando, não era isto! A resposta de Jesus significava que toda a religião de Nicodemos, toda a sua atividade no ensino, toda a sua posição no judaísmo, eram sem valor, em relação ao domínio de Deus. Nós também precisamos ver que toda a nossa religião e nossa própria grandeza nada valem. As realizações do passado nada representam. Precisamos recomeçar tudo novamente para sermos capazes de entrar num relacionamento com Deus.
Mas para isso basta olhar para o que Jesus ensinou! Para Ele é loucura começar um projeto sem entender primeiro o que será exigido para terminá-lo. Ele ilustrou com a ideia de um homem que começou a construir uma torre, mas loucamente esqueceu de fazer um orçamento para determinar se teria fundos para completá-la, e assim teve que parar no meio do projeto. A verdadeira conversão necessita de um cuidadoso exame do estilo de vida que Deus espera do convertido.
O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão, envolve morte ao pecado. A Bíblia o compara à morte e ressurreição de Cristo. Tem que haver uma mudança de estilo de vida radical. A Bíblia usa termos como matar o velho homem e revestir-se com o novo, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam ser feitas. Maus hábitos – embriaguez, imoralidade sexual, ira, ganância, orgulho, etc. – precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o resultado do arrependimento.
Muitas pessoas tentam ser convertidas e converter outras, sem arrependimento. Elas ensinam um cristianismo indolor, que não exige sacrifício. Elas salientam as emoções, a felicidade e as bênçãos, porém pensam pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige na vida diária da pessoa. Entendamos isto claramente:
Não há conversão sem transformação.
Aquele que creu e foi batizado, aquele que até mesmo foi aceito numa igreja e participa fielmente das atividades religiosas, mas que não se arrependeu, não é salvo. O arrependimento é um compromisso sério, determinado, para mudar sua própria vida.
Para tomar parte realmente na Ceia do Senhor, a pessoa precisa de nascer de novo, no poder a água e do Espírito Santo. Ela precisa executar o ato certo, pelo motivo certo. A pessoa precisa ser um discípulo fiel.
Canção Nova

(11.3) – A CARNE E O ESPÍRITO
Quando o Evangelho fala em carne e espírito, refere-se a duas dimensões do ser humano, radicalmente opostas. Cada pessoa traz, em si, as marcas destas realidades. A questão fundamental consiste em saber qual das duas incide mais profundamente sobre sua existência. Ou seja, por qual delas a pessoa se deixa conduzir.
Viver segundo a carne significa deixar-se guiar pelos sentimentos inferiores, que tornam o indivíduo egoísta, ensimesmado, buscando apenas os seus interesses, insensível ao sofrimento do outro, incapaz de um gesto de solidariedade. Antes, a pessoa não tem escrúpulos de transformar o outro em objeto para a satisfação de seus instintos e de sua maldade. Vive no pecado!
A vida segundo o espírito, ao contrário, pauta-se pelo amor, que estabelece entre as pessoas vínculos de comunhão e de fraternidade. É o caminho da humanização, na medida em que a pessoa age, inspirando-se no modo de agir próprio de Deus. Nascer do Espírito não depende só da vontade humana. É obra de Deus no coração de quem se abre para ele.
A ressurreição de Jesus possibilitou, à humanidade, esse nascimento pelo Espírito. Só quem nasce do Espírito pode tomar parte no Reino de Deus, inaugurado por Jesus. É mister nascermos de novo para nos beneficiarmos dos frutos da ressurreição.
Oração:
Espírito de renascimento recria-me pelo amor, para que eu possa participar do Reino de Deus, que Jesus veio instaurar no meio de nós.
Igreja Matriz de Dracena

(11.4) – É PRECISO NASCER DE NOVO
No interior do coração de Nicodemos existe uma preocupação que, apesar de ser judeu, não pode esconder. O que faz e propõe Jesus tem muita relação com um Deus muito próximo ao querer dos seres humanos. Por isso se atreve a chama-lo Rabi ou Mestre. Porém, o próprio Jesus lhe faz saber que a única forma de aproximar-se do Deus por ele anunciado é através de um renascer no mais profundo que possibilite assumir uma nova atitude na vida.
Aos judeus do tempo de Jesus não deixa de surpreendê-lo a forma como este anunciam, ensina a respeito do reino. E ele os adverte que se não se tem o desejo de querer ser uma pessoa nova, esse reino estará distante. Assim aconteceu já a Nicodemos e o sente porque em seu agir começou a refletir a vontade de Deus, com quem se identificará na medida que realize suas obras. Em nossas comunidades há muitos Nicodemos. Tocados pela graça do Senhor, aproximam-se querendo clarificar seu posto em uma estrutura que os aliena. Estão desejosos de conscientizar-se da paternidade de Deus e ter definido se desejam ser filhos ou não. Nicodemos é também a voz de toda a comunidade que tem necessidade de encontrar um caminho de conversão, sem se importar o que era antes.
Que força se deve ter dentro de si para converter-se?
Essa força interior é dada por Deus se lhe abrirmos o coração.
Claretianos

(11.5) – JESUS REAPARECEU
Bom dia!
Nada mais cabível para quem caminha para pentecostes: Ser novo!
Ser novo ou nascer de novo é se empenhar em atitudes e gestos novos; é buscar um coração renovado; é traçar metas e tempos para abandonar os hábitos antigos; é parar de só falar e fazer; parar de prometer e escrever o que pretende fazer; é antes de tudo rezar para que tudo caminhe sob a batuta de Deus.
A vida é como uma composição musical: Fazemos a letra, mas é a vida que toca! Escrevemos cada linha, cada frase, cada verso, mas depois de pronta, somos reflexos do que escrevemos ou fazemos. Quem põe o ritmo é a motivação do Espírito Santo dentro de cada um de nós. Um Espírito nono é inquieto. (…) O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito.
Uma nova melodia só poderá surgir de uma nova letra, de um novo verso, (…). Trocar algumas notas muda apenas a forma de se cantar, mas não altera em nada a letra da canção. Para mudar é preciso reescrever a letra que a vida cantará.
“(…) Ninguém põe um remendo de pano novo numa veste velha, porque arrancaria uma parte da veste e o rasgão ficaria pior. Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam”. (Mateus 9, 16-17)
Talvez os grandes erros que cometemos serão versos que não conseguiremos apagar da nossa mente, mas também NÃO DEVERÃO SER O REFRÃO DA NOSSA MÚSICA.
Como mecanismo de defesa temos mania de relembrar o refrão (erros) dos outros. O entanto, repetir toda hora o refrão é hábito de quem só olha os defeitos dos outros, dos invejosos, dos medíocres… Todos têm coisas boas a serem exploradas na letra de sua canção, mas não conseguem crescer sufocadas pelos refrãos.
Lembrei de uma história que ouvi o padre Fábio de Melo contar no seu programa direção espiritual. Contava ele que uma tribo africana que conheceu compõe uma canção para cada pessoa que nasce. Cada um tem sua própria canção. Nos momentos marcantes da vida dessa pessoa essa música é cantada por seus parentes e amigos. Mas o que me chamou atenção foi o fato relatado que quando alguém se desvia na conduta TODA a tribo se reúne, colocando-a no centro de uma grande roda, onde cantam a canção da pessoa para que ele recorde quem é e também a alegria do seu nascimento, tentando trazê-lo de volta a realidade, resignificando o seu passado.
Ser novo também carece que deixemos que os outros também tenham a oportunidade de mudar a letra da sua canção a qualquer momento. Como cristãos devemos fazer o possível para que isso aconteça, ou seja, criar situações favoráveis e agradáveis para que isso ocorra. Dar oportunidade ao novo, trazer pessoas novas, convidar novos integrantes, chamar pessoas a dividir a responsabilidade…
Ser novo é ser querigmático, é encantar, é promover… Ser velho é ter apego a um lugar, uma postura, a um cargo. Ser novo é não ter medo de sentar novamente no banco e receber as graças, é avançar, é sonhar…
“(…) Sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação na vida cristã que comece pelo kerygma que guiado pela Palavra de Deus, que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem, experimentado como plenitude da humanidade e que leve à conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e a um amadurecimento de fé na prática dos sacramentos, do serviço e da missão”. (Documento de Aparecida §289)
Para sermos por completos novos devemos cooperar para que outros também sejam. Somos uma tribo que não canta a canção dos outros. Vamos mudar esse paradigma.
Um imenso abraço fraterno.
Alexandre Soledade

(11.6) – NASCER DO ESPÍRITO
Atos 4, 23-31 – “cheios do poder do Espírito Santo”!
Depois do dia de Pentecostes, o Espírito Santo se manifestou vivamente no meio da Igreja de Jesus Cristo. Apesar das primeiras barreiras e perseguições os discípulos de Jesus não desistiram do anúncio e ao invés de se amedrontarem, reuniam a comunidade para elevar a voz a Deus com mais força para orarem pedindo uma porção redobrada do Espírito Santo. Assim eles pediram para que pudessem anunciar corajosamente a sua Palavra. E ousaram interrogar ao Senhor: “Por que se enfurecem as nações, e os povos imaginaram coisas vãs?” “Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias!” Corajosamente eles cobraram de Deus uma atitude firme para que pudessem realizar curas, sinais e prodígios, em nome de Jesus. E foram atendidos na sua oração: “o lugar onde estava tremeu e eles ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus!”
Será que nós também estamos agindo como eles?
Quantas vezes pensamos em desistir da nossa missão por causa das barreiras?
Por qualquer coisa entendemos que não podemos mais continuar a nossa missão e esquecemos de que o “Senhor que criou o céu, a terra, o mar, e tudo que nele existe”, pode também, por meio do Espírito Santo, nos dar a força de que precisamos para vencer todas as nossas dificuldades. Não podemos mais ter este tipo de pensamento, mas sim, seguindo o exemplo dos apóstolos nós precisamos nos reunir e orar. O Senhor com certeza espera pela nossa iniciativa e está pronto para nos atender. Na vida de cada um de nós há questões que precisam ser solucionadas, portanto não podemos perder tempo. Peçamos a Jesus uma porção redobrada do Seu Espírito Santo e Ele mais o fará!
Experimente fazer hoje esta oração que os discípulos fizeram. Peça ao Senhor que estenda a Sua mão sobre você e que realize prodígios e milagres na sua vida!
Não perca tempo!

Salmo 2 – “Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor!”
Ser feliz é o grande desejo do nosso coração e a esperança é a nossa grande motivação para que prossigamos buscando a felicidade. Mesmo que não entendamos muito bem o porquê das coisas que acontecem de um modo ou de outro, nós esperamos no Senhor e é essa a nossa arma. Somos Seu povo e Sua herança, por isso Ele nos sustentará.

Evangelho – João 3, 1-8 – “nascer do Espírito”
Nascer da água e do Espírito é deixar-se purificar e governar por Ele, sepultando a humanidade, o raciocínio lógico, os planos e a vontade própria. Nós também, como Nicodemos, nos confundimos e não conseguimos entender o significado do que Jesus lhe falou, porque ainda estamos muito ligados(as) à nossa inteligência humana e temos dificuldades em nos deixar dirigir pelo Espírito Santo. Nascer do alto é justamente deixar-se conduzir pelo Espírito Santo de Deus sem questionar nem se interpor com a nossa mentalidade humana e carnal. Nascer do alto é assumir uma vida nova, direcionada por Deus. É deixar-se conduzir por uma nova mentalidade, nova maneira de agir, de pensar e de procurar a santidade. A carne pensa, julga, faz cálculos, procura os seus interesses, questiona, dúvida e por isso, quem vive na carne nunca conseguirá nascer do alto. Pelo contrário, quem se abandona e deixa-se conduzir pelo Espírito de Deus, nasce da água e do Espírito e assim, pode entrar no Reino de Deus. Esta é a diferença! Assim como a pluma se deixa levar pelo vento sem questionar, assim também nós seremos conduzidos se nos deixarmos levar pelo vento do Espírito Santo sem pedir explicações. Não questionar, não fazer cálculos, mas simplesmente entregar-se! Isto é nascer do Espírito. Não existem explicações para as obras de Deus. Quem as quiser “entende-las” irá ficar na ignorância a vida toda e perderá a melhor parte.
Você já nasceu da água e do Espírito ou a carne ainda comanda a sua vida?
Você é uma pessoa racional ou já parou de fazer cálculos para compreender os mistérios da sua vida?
Você é como uma pluma ou como um monte?
Helena Serpa

(16) – SE ALGUÉM NÃO NASCER DO ALTO, NÃO PODERÁ VER O REINO DE DEUS!
Hoje, um «magistrado judeu» (Jo 3, 1) vai ao encontro de Jesus. O Evangelho diz que o faz de noite: o que diriam os seus colegas se soubessem deste fato? Nesta instrução de Jesus encontramos uma catequese batismal, que seguramente circulava na comunidade do Evangelista.
Há alguns dias atrás celebramos a Vigília Pascal. Uma parte integrante desta vigília era a celebração do Batismo, que é a Páscoa, a passagem da morte para a vida. A bênção solene da água e a renovação das promessas foram momentos chave naquela noite santa.
No ritual do batismo faz-se uma imersão na água (símbolo da morte) e uma saída da mesma água (imagem da nova vida). É se submergido juntamente com o pecado e emerge-se depois renovado. Isto é o que Jesus denomina como «nascer do alto» ou «nascer de novo» (cf. Jo 3, 3). Isto é “nascer da água”, “nascer do Espírito” ou “do sopro do vento…”.
Água e Espírito são os símbolos usados por Jesus. Ambos exprimem a ação do Espírito Santo que purifica e dá vida, limpa e anima, sacia a sede e faz respirar, suaviza e fala. Água e Espírito realizam uma única operação.
Por outro lado, Jesus fala também da oposição entre carne e Espírito: «O que nasceu da carne é carne; o que nasceu do Espírito é espírito» (Jo 3, 6). O homem carnal nasce humanamente quando se dá a sua concepção na Terra. Mas o homem espiritual morre para o que é puramente carnal e nasce espiritualmente através do Batismo, que é nascer de novo e do alto. Há uma bela frase de São Paulo que poderia ser o nosso tema de reflexão e ação, sobretudo neste tempo pascal: «Ou ignorais que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Pelo Batismo fomos, pois, sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 3-4).
Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM

COMEMORA-SE NO DIA 13/Mar

(5) – SÃO MARTINHO I
O Papa Martinho I enfrentou o poder imperial de sua época e por isso foi submetido a grandes humilhações e também a degradantes torturas.
Martinho nasceu em Todi, na Toscana, e era padre em Roma quando morreu o Papa Teodoro. Imediatamente Martinho foi eleito para sucedê-lo e passou a dirigir a Igreja com a mão forte da disciplina que o período exigia.
O imperador Constante II defendia as teses hereges dos monotelistas, que negavam a condição humana de Cristo. Para defender a fé católica, que reconhece Jesus Cristo como homem e Deus, o Papa Martinho I convocou um Concílio, um dos maiores da história da Igreja, na basílica de São João de Latrão, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. Ali foram condenadas definitivamente todas as teses monotelistas, o que provocou a ira mortal do imperador Constante II.
O imperador ordenou a prisão do Papa Marinho I, mas o comandante da guarda resolveu ir além e planejou matar Martinho. Armou um plano com seu escudeiro, que entrou no local de uma missa em que o próprio Papa daria a Santa Comunhão aos fiéis. Na hora de receber a hóstia, o assassino sacou de seu punhal, mas ficou cego no mesmo instante e fugiu apavorado.
O imperador Constante II não desistiu da prisão do Papa Martinho I, pedindo a sua transferência para que o julgamento se desse em Bósforo. A viagem tornou-se um verdadeiro suplício que durou quinze meses e acabou com a saúde do Papa. Mesmo assim, ao chegar à cidade ficou exposto desnudo sobre um leito no meio da rua, para ser insultado pela população. Depois foi jogado em um fétido e podre calabouço, sem as mínimas condições de higiene e alimentação.
Entristecido pelo abandono de todos, Martinho repetia: “Surpreende-me a falta de compreensão e de compaixão de todos os que antes me pertenciam e de meus amigos e parentes, os quais se esqueceram de mim de um modo completo”.
O Papa Martinho I foi condenado ao exílio na Criméia, sul da Rússia. Ele acabou morrendo de fome quatro meses depois. Foi o último Papa a ser martirizado.
Reflexão:
Quanto sofrimento suporta o coração humano?
Ouvindo a história de São Martinho, nós nos deparamos com uma força misteriosa que sustenta a vida humana mesmo diante dos mais horríveis sofrimentos. Essa força, para nós que cremos, é a presença da Trindade santa em nossas vidas. Peçamos então ao Bom Deus do Céu que nos conceda a graça do Espírito para suportar todos os sofrimentos da vida, sempre unidos ao Cristo.
Padre Evaldo César de Souza

(6.1) – SANTA IDA
Ida nasceu em 1040, descendente do grande conquistador francês Carlos Magno, filha de Godofredo, duque de Lorraine, e de Doda, também oriunda da nobreza católica reinante. Assim sendo, recebeu educação cristã, mas também teve de cumprir obrigações sociais da corte, e só por esse motivo não seguiu a vida inteiramente dedicada à Deus, vestindo o hábito de religiosa.
Por vontade dos pais, teve de casar-se aos dezessete anos com Eustáquio II, conde de Bolonha, também católico praticante. Juntos, tiveram muitos filhos: Eustáquio III, herdeiro do condado de Bolonha; Godofredo de Bulhão, que conquistou e foi rei de Jerusalém; e Balduíno, que sucedeu o irmão no trono da Terra Santa. Tiveram também filhas, uma das quais tornou-se imperatriz ao casar-se com o imperador Henrique IV.
Entretanto, além da formação nas atividades políticas e sociais, Ida e seu marido educaram todos os filhos dentro dos rigorosos preceitos cristãos. O que surtiu um bom efeito, pois, tornaram-se bons exemplos, promoveram dezenas de obras de caridade, à altura das posses que tinham, socorrendo doentes, pobres abandonados, estrangeiros, viúvas e órfãos.
O grande passatempo de Ida era fazer, com as próprias mãos, as toalhas e enfeites dos altares e ornamentos sacros para os sacerdotes. Enquanto Eustáquio era vivo, o casal restaurou quase todas as igrejas de seus estados e domínios, inclusive o célebre santuário de Nossa Senhora de Bolonha. Seu diretor espiritual era o sacerdote Alberto, naquela época chamado, ainda, de monge de Bec, região da Normandia, porque, mais tarde, também foi elevado aos altares da Igreja.
Ao se tornar viúva, Ida diminuiu sua participação nas atividades sociais, porém na vida da Igreja só fez aumentá-la. Ela vendeu parte de seus bens e fundou vários mosteiros com o dinheiro arrecadado, como o de Santo Wulner de Bolonha; o de Wast, a duas milhas da cidade; o de Nossa Senhora da Capela, perto de Calais; e o mosteiro de Samer, que se encontrava praticamente destruído e arruinado, mas foi totalmente recuperado, voltando à franca atividade nas mãos dos beneditinos.
Há relatos de muitas graças realizadas por ela ainda em vida. Sentindo aproximar-se o fim, santa Ida previu a data exata de sua morte: 13 de abril de 1113. Os milagres e graças por intercessão de seu nome continuaram a acontecer com as crescentes romarias ao seu túmulo. Seu culto foi autorizado para o dia do seu trânsito, em 1808, quando suas relíquias foram transferidas da catedral de Arras para a de Bayeux.

(6.2) – SÃO HERMENEGILDO
Hermenegildo talvez seja a vítima mais conhecida da invasão da Espanha católica pelos visigodos, por volta do ano 459. Era filho do rei visigodo, mas despertou a ira do pai ao tornar-se católico por causa de sua esposa, uma princesa francesa.
Seu pai era Leovigildo, um impiedoso rei, conquistador de nações e exterminador de inimigos. Após conquistar a terra, ele tratava de acabar com a cultura e a fé locais, para dominar completamente os povos submetidos ao seu poder.
Hermenegildo foi educado, junto com o irmão Recaredo, para pôr em prática esse plano do pai e, para isso, foram ambos nomeados príncipes de Sevilha e Toledo, respectivamente. Mas Hermenegildo casou-se com Ingonda, uma princesa católica de origem francesa, e esta mudou os planos traçados para ele.
Ingonda era profundamente cristã. Suas orações e explicações do Evangelho converteram Hermenegildo. Leovigildo, irado, ameaçou cassar seu cargo se não abandonasse a nova fé, porém ele não se dobrou. Sua resposta está registrada para a posteridade: “Nada me custa renunciar à coroa terrestre, se já tenho garantida a celeste”.
O pai dirigiu, pessoalmente, o cumprimento da ameaça, liderando enorme exército que marchou contra Sevilha.
Prendeu o filho, esperando que os suplícios do cárcere o fizessem abandonar o catolicismo, mas nada conseguiu. Mandou decepar a cabeça de Hermenegildo, que pouco antes se recusara a receber a santa eucaristia das mãos de um bispo ariano, em 13 de abril de 585.
Entretanto o crime contra o próprio filho acabou por encher Leovigildo de profundo remorso. Revendo suas posições anos depois, converteu-se também, e a Igreja da Espanha alcançou, definitivamente, a paz.
Em 1586, o papa Sixto V declarou a festa de são Hermenegildo para o dia do seu martírio e o indicou como padroeiro da Espanha.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II SEMANA DA PÁSCOA
(BRANCO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

Monição ambiental ou Comentário Inicial
_

Antífona de Entrada
_

Oração do Dia ou Oração da Coleta
_

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) leitura(s)
_

Monição ou Antífona do Evangelho
_

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
PR:
_
AS: _
1. _
2. _
3. _
4. _
5. _

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
_

Antífona da Comunhão
_

Oração depois da Comunhão
_

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA 
† IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
 

IGMR

REFLITA!

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever. O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age. O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede. Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA. E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação, que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados, e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco, apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me: Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado. Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar. E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome. Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma. Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte. Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO. Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária. O futuro é desejo e pensamento. O passado é aprendizado e lembrança. O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” “Não julgues para não seres julgados.” “A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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