Liturgia Diária 17/12/16

Liturgia Diária 17/12/16 (Sábado) – Mateus 1, 1-17.

Bom dia. REFLEXÃO DO DIÁC. JOSÉ DA CRUZ.

“Na Família de cada um de nós, avançando pela nossa árvore genealógica, vamos encontrar pessoas boas e más, gente da qual temos orgulho em ser parente, e pessoas que não queremos lembrar que fazem parte da nossa família. Jesus de Nazaré também teve uma Genealogia que, no caso remonta a Abraão, Patriarca que deu origem ao Povo de Israel, e que as pessoas nem sempre são perfeitas. Judá e seus irmãos venderam José, depois de o colocarem no fundo de um poço.

Este Evangelho acentua duas coisas: primeiro, que Jesus pertence de fato ao Povo de Israel, nasceu Judeu e se manteve fiel à religião dos seus antepassados; por outro lado, mostra-nos também que Jesus estava enraizado na Humanidade e fazia parte dela, tendo assumido a nossa natureza.  Jesus não quis pertencer a uma estirpe de moral inabalável, de pessoas perfeitas, que só faziam o “religiosamente” correto. O próprio Rei Davi se assumiu, como de fato foi, um grande pecador.

É com este homem frágil e limitado que Jesus se encontrou plenamente no seio virginal de Maria, assumindo a nossa carne, fazendo-se um de nós.

Nos dias de hoje, muitos olham para a nossa Igreja com certa desconfiança, condenando-a pelos pecados do passado, principalmente os cometidos na Idade Média (Idade das Trevas), contra a Igreja de Cristo, fazendo-a sofrer acusações odiosas, justamente porque pretendiam que a Igreja fosse sempre santa, pura, íntegra em sua conduta moral. Cobram isso dos Pastores, do Papa, dos Cardeais, dos Bispos, dos Sacerdotes e Diáconos, e muitas vezes usam isso como pretexto para abandoná-la ou negá-la diante dos homens. Somos da Família de Jesus, como Povo da Nova Aliança que nasceu no supremo Ato de Amor de Jesus na cruz.

Exatamente como os conterrâneos de Jesus O viam, as Lideranças Religiosas do seu tempo, não gostavam e não aprovavam um Messias tão humano, e por isso Ele acabou sendo preso e condenado à morte infame da cruz. Foi o preço que pagou por não corresponder à ideia distorcida que algumas pessoas tinham d’Ele.

Neste Evangelho somos desafiados a olhar para este Jesus Cristo, que é Homem e Deus, Deus feito Homem, que assumiu a nossa carne, que aceitou o risco de ser olhado como pecador, porque o seu Amor Grandioso e Fiel, fê-Lo superar a dor da rejeição, respondendo a todos com o Sinal da Cruz Redentora, quando aceitou morrer por todos, até mesmo pelos que O rejeitaram e O recusam ainda hoje.

Essa grandiosidade do Amor de Deus, capaz de tamanha obra, começa precisamente na Noite de Natal, quando a nossa Esperança está na frágil Criança da manjedoura.”

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