Liturgia Diária 21/12/16

Liturgia Diária 21/12/16 (Quarta) – Lucas 1, 39-45.

Bom dia. A Palavra de hoje nos traz algumas situações em nossas vidas, que infelizmente, mais frequentemente, estão acontecendo. Não vamos entrar no mérito religioso ou de fé sobre Maria, mas no mérito de amizade, serviço e humildade.

Podemos nos perguntar:

— O que Maria foi fazer na casa de Isabel, por um caminho que era montanhoso, íngreme e ficava a mais ou menos 40 Km de sua casa? Teria que ir a pé, e ainda por cima, estava grávida.

— Será que foi sozinha? Improvável, pois, sozinha, haveria muitos perigos. Possivelmente deve ter acompanhado alguma caravana ou coisa parecida.

O que podemos entender um pouco pelo Evangelho de Lucas, é que Maria foi servir, pois estava preocupada com sua parenta, que era avançada na idade. Até aí, tudo bem, mas quem estava grávida do filho de Deus, era Maria e não Isabel.

Devemos então, prestar um pouco mais de atenção neste, como podemos dizer, roteiro de uma pequena catequese que Lucas nos deixou.

— O que essa passagem teria realmente a ver com a História da Salvação?

— O porquê Lucas registrou a conversa entre Maria e Isabel?

Bem, Isabel era de idade avançada e estéril.

Podemos resumir então que, Isabel representa a caminhada de história do povo de Deus, onde que já existia a muito tempo, só que, apresentava uma evangelização estéril, sem frutos, sem perspectiva de melhoras. Já haviam passado vários profetas que foram a voz de Deus no meio de seu povo. Povo este, que achava que Deus os tinha esquecido, pois, por mais de 300 anos nenhum profeta apareceu. Haviam aqueles, que chegaram a dizer que as promessas de Deus ditas pelos profetas não passavam de lorotas.

João Batista representa aquele que irá ser o precursor do Filho de Deus, o Messias. Ele que será entre os filhos nascido de mulher, o maior entre todos, o Profeta dos Profetas. João Batista representa todo o Antigo Testamento.

Podemos compreender então, que neste encontro de Isabel e Maria, Deus começa a reescrever a História, com o final do tempo das promessas ditas pelos profetas com a chegada dos tempos da Plenitude, anunciada por João Batista e vivenciada na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Mas continuemos…

Maria, menina, virgem, dedicada a oração e prometida em casamento. Ela representa o novo, pois ela será a primeira Cristã, a primeira Mulher do Povo da Nova Aliança. Será a portadora do Germe Divino que Deus havia prometido pelas vozes dos profetas.

Podemos vislumbrar então, que esta passagem, poderíamos claramente como se fosse em um livro, a classificar como o Epílogo ou Último Capítulo do Antigo Testamento, e consequentemente, o Preâmbulo ou Primeiro Capítulo do Novo.

De um ventre “velho” e “seco” que se encontra com um ventre “novo” e “virgem”, na ação de Deus pelo Espírito Santo, de maneira prodigiosa, pela Fertilidade supera a Esterilidade, e pelo Divino suplanta o impossível à Virgindade Humana.

Nesse encontro, já podemos perceber na resposta de Isabel ao Magnificat desejado por Maria, o encontro do Antigo que exulta o Novo que há de vir.

No ventre de Isabel, João Batista, aquele que será o último dos profetas, manifesta em alegria diante da presença de Jesus, que será o Salvador.

Tanto Isabel como João Batista não verão em vida as promessas serem realizadas, mas Maria, aquela que acreditou nas promessas e que é Bendita, não só vai vê-las serem realizadas, mas, terá o privilégio de participar delas, e que, quase nada poderia a pobre serva do Senhor fazer, para que se cumprissem as Promessas do Messias feitas ao seu povo.

E quem era Maria afinal?

Apenas uma adolescente, moradora de um vilarejo montanhoso chamado Nazaré. Dela nada poderia se esperar. Apenas o que sabemos: a serva perfeita, que no seu silêncio, só cresceu em graça diante de Deus e de todo o povo.

E hoje, em nossas comunidades, principalmente as mais simples e pequenas, não se pode exigir nenhum grande empreendimento que mude os destinos da Humanidade. Mas é precisamente aí que Deus mora, plantando o Germe Divino, fazendo a Encarnação acontecer de Novo, trazendo uma grande e inexplicável alegria à nossa alma.

Nos pequenos e nos simples, que confiam e esperam, tudo se renova e recomeça, a cada momento, a cada dia.

A simplicidade e a humildade de Maria em ajudar, e a de Isabel em aceitar a ajuda, são coisas, nos dias de hoje, que infelizmente está pouco acontecendo, pois, NÓS, quando sabemos ou temos muito, não temos esta disponibilidade em ajudar e servir.

Por outro lado, quando sabemos ou temos pouco, não estamos tendo esta mesma disponibilidade em saber ser ajudados e a sermos servidos, pois em nossos corações, está sempre presente a possibilidade de sermos “cobrados” por essa ajuda recebida.

Que tenhamos nossos corações, falas e ações, estas mesmas disponibilidades de Maria e Isabel: sabermos ajudar e sabermos receber a ajuda. Sabermos amar e sabermos ser amados. Reconhecermos em Jesus, o amor e a salvação.

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