Liturgia Diária 22/12/16

Liturgia Diária 22/12/16 (Quinta) – Lucas 1, 46-56.

Bom dia. Muitas pessoas cristãs não conseguem vislumbrar a pessoa de Maria como a verdadeira serva, o verdadeiro modelo, o puro sacrário da Santíssima Trindade. E não digo isso somente aos cristãos que não são católicos, mas também aos que se dizem católicos, pois, muitos de nós não damos o verdadeiro valor à pessoa de Maria, ao ser humano, a pessoa de fé em Deus, o exemplo de humildade e servidão aos desígnios de Deus para a sua vida.

Aos que não são católicos, aceitamos a sua forma de pensar e de agir, pois uma das primeiras ações que aprendemos com a própria pessoa de Jesus, é o respeito, por isso, em nenhum momento iremos impor ou julgar a sua devoção ou admiração pela pessoa de Maria, mas fica uma pergunta: você já procurou olhar a pessoa, a mulher, a mãe, a humilde serva do Senhor com os olhos da fé? Quem sabe você possa fazer essa experiência…

Já aos que se dizem católicos, será que conseguimos compreender a grandeza de Maria como pessoa humana? Vejamos com carinho o seguinte: a Santíssima Trindade é composta por Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. Observemos então que:

— Deus Pai estava presente em Maria, pois nela, Deus encontrou a graça;

— Deus Espírito Santo estava presente em Maria, pois nela, foi plantada a semente que gerou Jesus, o Salvador;

— Deus Filho, o próprio Salvador, onde que ela foi o verdadeiro sacrário do Filho de Deus, onde que com a sua vida, o gerou, criou, educou, cresceu, sofreu, e permaneceu forte nos desígnios de Deus.

Se João Batista, foi o maior de todos os homens nascido de mulher do Antigo Testamento; se Jesus veio para salvar-nos de todos os pecados desde Adão até a parusia; Maria, como ser humano, é o modelo de mulher que não entrou o pecado como fora com Eva, se tornando o modelo de todo ser humano a ser seguido.

Quem dera se verdadeiramente tivéssemos os moldes de Maria em nossa vida.

Jovem, sem nada a oferecer, se vivia em Nazaré não era de uma família de posses, mas a sua fé era permanentemente dedica ao Senhor Deus, pois, senão, o porquê diria o anjo: “encontraste graça diante do Deus”!

Nós, muitas das vezes, achamos que por não termos dinheiro, não termos estudo, não termos posses, nos sentimos inferiorizados àqueles que tudo têm, mas diante de Deus, não é isso que tem o verdadeiro valor, mas aquilo que está em nossos corações.

Virgem, sem conhecimento ou entendimento, diante do chamado de Deus, apenas acreditou e se colocou por inteira a disposição daquilo que Deus projetara por amor aos seus filhos, nós.

Nós, muitas vezes, quando somos chamados para nos aventurar nos trabalhos, tanto da Igreja Doméstica sendo bons filhos, bons pais, bons esposos e esposas; ou na Igreja Comunitária, nas pastorais e serviço, colocamos diversas desculpas e não aceitamos o chamado de Deus. Pior ainda, com as nossas recusas, podemos até não estar acreditando que Deus possa fazer maravilhas também em mim e por mim.

Mulher e Mãe, diante das dificuldades impostas a sua vida e principalmente a seu Filho Jesus, permaneceu firme na Fé, e acreditando firmemente que Deus sempre estaria lhe amparando como também a seu Filho. Não deixou de acompanhar, não deixou de trabalhar, não deixou de ajudar, e no caminho do Senhor aumentou em graça, amor e fé.

Nós, muitas das vezes, quando as dificuldades impostas pelo mundo nos afligem, a primeira ação que temos, é a de recuar ou até mesmo de entregar o que estávamos fazendo.

— É mais fácil terminar o meu casamento do que sentar e tentar resolver os problemas como um e não dois;

— É mais fácil entregar os filhos ao mundo do que deixarmos de “perder o nosso tempo” com os amigos, no bar, no futebol, no salão, nas compras e seguirmos e passarmos mais tempo com eles, dando-lhes atenção, conversando, brincando;

— É mais fácil deixar de trabalhar nas pastorais porquê não gosto de alguém, ou porquê o serviço é muito, ou porquê não tenho uma posição de chefia, do que permanecer e tentar ajudar da melhor forma possível, pois o mais importante não sou eu, e sim a comunidade que vivo.

Humilde, serva, sempre presente, perseverante na fé, apesar de ter tido todas as possibilidades de querer se enaltecer ou engrandecer, pois, ela, era a Mãe do Filho de Deus, aquele que seria o Salvador de todos.

Nós, na maioria das vezes, quando fazemos qualquer coisa, queremos é nos mostrar, ser reconhecidos, sermos lembrados e enaltecidos por aquilo que fizemos. Temos ainda a arrogância e prepotência de querer enumerar tudo o que fizemos, como se fosse um currículo de emprego para engrandecer ainda mais tudo o que já fiz. Mas feliz é aquele, que como Maria, continua trabalhando e permanece em silêncio, onde que os seus trabalhos vão ser reconhecidos pela sua entrega e humildade, pela qualidade do que faz e não pela quantidade; pelo respeito aos irmãos e não pelas imposições; pelas coordenações e não pelas ordens; pelo respeito e não pelo medo.

Que possamos neste e em todos os próximos Natais, e se possível em todos os dias de nossas vidas, termos Maria como exemplo, e fazer com que as nossas vidas sejam um pouco mais comprometidas com as coisas de Deus, que sejamos perseverantes nos trabalhos, humildes nas ações, singelo e sinceros na fala e fortes na fé. Apenas se abrirmos os nossos corações às coisas de Deus, é que poderá o Espírito Santo fazer morada e nos dar os carismas que poderão como Maria, engrandecer o Senhor, e não a nós mesmos.

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