Liturgia Diária 03/01/17

Liturgia Diária 03/01/17 (Terça) – João 1, 29-34.

Boa noite. REFLEXÃO DE JOSÉ SALVIANO.

“Eis o Cordeiro de Deus aquele que tira o pecado do mundo”.

Esta é a frase pronunciada pelo celebrante, no momento da comunhão na missa, e que penetra profundamente o nosso interior. Esta frase nos lembra que Jesus é cordeiro que foi imolado por nós, o cordeiro que foi oferecido voluntariamente ao Pai pelos nossos pecados. Agora vamos entender, por que Jesus é o cordeiro.

Na verdade, Ele é o novo cordeiro, que faz parte da Nova Aliança entre Deus e nós.

Para entender por que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, precisamos voltar a fita viajando pelo Antigo Testamento, e lá nós vamos ver a prática dos holocaustos, nos quais o cordeiro, que era o animal preferido, ser incinerado, ou queimado em oferenda ao Pai em perdão dos pecados do povo de Deus. Este sacrifício era feito também com outros animais, com o melhor novilho do rebanho, por exemplo, mas o cordeiro era o animal mais adequado, mais escolhido. E porquê? O cordeiro é o único animal que morre sem emitir nenhum gemido, nenhum som de desespero que poderíamos traduzir como uma reclamação pelo seu suplício. Jesus foi assim. Não reclamou de nada, pelo contrário ainda pediu perdão ao Pai por aqueles que o estava crucificando. Pois se eles acreditassem ou soubessem quem realmente era Ele, o Filho de Deus feito homem, não estariam praticando tamanha injustiça!

Assim como tudo o que aconteceu no Antigo Testamento foi uma preparação para a vinda de Jesus, aquelas oferendas de animais pelo perdão dos pecados tinham o objetivo de preparar o povo e as gerações seguintes, para receber o Filho de Deus, Jesus Cristo.

João Batista disse: Lá vem vindo o Cordeiro de Deus… porque Jesus era o Servo manso e misericordioso, Aquele que: “Não esmorecerá nem se deixará abater”. O Servo que será a redenção para o povo de Israel e para todas as nações, luz que iluminou a escuridão dos nossos pecados, O Salvador pois nos trouxe o perdão e a paz interior: “Eu o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constitui como aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirar os cativos das prisões, livrar do cárcere os que viviam nas trevas!” (Is. 42,2-4.6-7). Assim se resume a missão de Jesus Cristo.

João disse: “Eu vi e dou testemunho: esse é o Filho de Deus”.

Prezados irmãos, prezadas irmãs. A nossa vida deve ser um testemunho vivo e completo de Jesus. O nosso viver, o nosso caminhar, o nosso proceder, tudo deve ser baseado na palavra viva que brotou da boca do Filho de Deus e que chegou até nós, para a nossa salvação. Mas não podemos guardar Jesus só para nós, precisamos refletir a sua luz ao mundo, precisamos ser continuadores da sua missão.

Ele sofreu sem reclamar. Nós também não deveríamos reclamar tanto das agruras dessa vida! Lembremos que Jesus disse que deveríamos tomar a nossa cruz e segui-lo. Não deveríamos reclamar mesmo porque, merecemos sofrer muito mais do que realmente sofremos. Acontece que nos esquecemos o quanto somos pecadores.

Além do mais, sofrimento para nós significa purificação. Portanto, vamos acolher o sofrimento com naturalidade, com boa vontade, oferecendo-o a Deus pelo perdão dos nossos pecados, que não são poucos.

Jesus é o novo cordeiro, porque agora, é a Nova Aliança. Não é mais necessário queimar os animais, como ainda se faziam no Templo, em oferenda ao Pai. Jesus é o único e último cordeiro que foi oferecido ao Pai pelos nossos pecados.

Quando recebemos a Eucaristia, estamos recebendo Jesus, Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É Ele que nos dá força para evitar o pecado. É Ele que nos liberta da escravidão, do pecado, do vício, da pedofilia, do alcoolismo, das drogas, das desavenças familiares…

Meus irmãos. A causa de todos os nossos pecados é a rejeição de Deus e de seu projeto de salvação. É a negação da pessoa de Jesus O Filho do Pai que foi enviado ao mundo para nos libertar do pecado. E se uns não reconhecem este Salvador, estão em pecado mortal. “Aquele que crer será salvo. Quem não crer já está condenado”. E é exatamente desse pecado de frieza, de indiferença, de uma atitude de ignorar a presença de Deus no mundo através da sua Igreja, que se origina todos os demais pecados os quais geram todo o mal da sociedade. E por mais que nós fazemos o bem e evitamos o pecado, somos também envolvidos constantemente pelo mal que nos rodeia, pois estamos inseridos na sociedade. Nós não estamos no mundo, jogados no mundo, mas sim estamos com o mundo. Por isso somos atingidos por balas perdidas, por carros cujos motoristas bêbados perdem a direção e sobe nas calçadas, e até podemos ser mortos ou presos por ser confundidos com um daqueles que praticam o mal. Repetindo, é do pecado da descrença que se origina os demais pecados, frutos da rejeição de Jesus e da sua prática libertadora enquanto cordeiro-servo de Deus que tira os pecados do mundo.

Durante muito tempo na história da humanidade, Deus se comunicou aos homens e as mulheres, através dos profetas, e também direta e pessoalmente com Moisés, Isaque, Jacó e Abraão. Porém, Deus sentiu a necessidade de uma comunicação mais forte entre Ele e a humanidade. Foi por isso que Ele elaborou um Plano de Salvação, no qual enviou um pedaço de si mesmo ao mundo, para nos comunicar a sua palavra. Assim, o VERBO, ou seja, a própria palavra viva, se fez carne e veio habitar no meio de nós. Jesus é a palavra viva que veio nos explicar o Plano do Pai, que veio nos mostrar a vontade do Pai, assim como tudo o que devemos e o que não devemos fazer para sermos salvos. Na verdade, não se trata de muita coisa. Tudo isso não só pode como foi resumido pelo próprio Jesus, em apenas dois mandamentos: Amar a Deus e amar ao próximo como a nós mesmos.

Deus Pai enviou Jesus ao mundo para ser Luz no meio das trevas oferecendo a todos a oportunidade da salvação, por meio dos sacramentos que estão disponíveis na Igreja. Porém, uma grande parcela da humanidade ignora tudo isso e persiste em seguir o caminho das trevas, e o pior é que de um modo ou de outro, nós fazemos parte de tudo isso. Então eis aí mais um motivo para que reforcemos o nosso trabalho catequético de espalhar a Luz de Jesus no meio da escuridão daqueles que continuam insensíveis aos chamados de Deus à conversão.

É por isso que Jesus é o Cordeiro, o Servo! Jesus é Deus feito homem, que sofreu por nós, morreu, porém, foi ressuscitado, e teve o seu corpo macerado e transfigurado em glória. Através de Jesus, Deus reuniu e formou um novo povo, uma comunidade que recebeu o nome de Igreja a qual está aqui reunida em torno deste altar e está presente no mundo inteiro, falando uma só linguagem formando um só povo.

Prezados irmãos, prezadas irmãs. O verdadeiro e autêntico cristão é aquele que pensa e age coerentemente em sintonia com o pensar e agir de Jesus Cristo. E isso nada mais é do que aceitar a vontade de Deus, mais é também, concretizá-la, materializá-la, no seu modo de vida, num ato de amor e de entrega confiante nas providências do Pai, assim como nas promessas do Filho. O verdadeiro e completo cristão é aquele que se prontifica a continuar a missão de Jesus. É aquele que se compromete a levar esta missão ao extremo, não como sacrifício penoso, mas com prazer de servir ao Pai, motivado, sobretudo pelo amor a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. E é dessa forma que o projeto do Pai se realiza entre nós, continuado por nós, e assim, Jesus se concretiza na prática continuada pelos homens de boa vontade, em o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”…

Deus não tem braços nem tem pernas próprias, pois Deus é puro espírito. Por isso em seu Plano de salvação, o Seu Filho era Deus e homem, foi a realidade visível do Deus até então invisível.

Todavia, Deus não é uma pura abstração, fruto da imaginação do homem, tal como quer nos convencer a ciência. A realidade existencial de Deus nos foi revelada pelo seu Filho através dos seus milagres e da sua palavra. E a sua realidade existencial é testemunhada por aqueles que ouvindo e atendendo ao chamado de Deus espalha pelo mundo afora as verdades do Evangelho reveladas pelo Deus visível que viveu e morreu por nós, porém no terceiro dia ressuscitou glorioso, provando sua divindade.”

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