Liturgia Diária 12/01/17

Liturgia Diária 12/01/17 (quinta) – Marcos 1, 40-45.

Bom dia. É admirável ver a bondade e a entrega de Jesus àqueles que se apresentam de coração repleto de fé. A sua atitude é de sempre ajudar, curar, orar por eles. Quando Jesus olha, fala ou toca, Ele já de antemão conhece o nosso coração, e assim o fez com o leproso, o curou.

Mas eu não gostaria de fazer esta reflexão em cima da cura de Jesus, mas sim, com as atitudes do leproso e com a “ordem” dada por Jesus a ele, e em consequência, com atitudes que nós realizamos hoje em nossas vidas.

Claro, primeiramente, vamos falar do leproso, já que naquela época, a lepra representava “pecado”, “afastamento da sociedade”, “preconceito”, “solidão”, “tristeza”.

Com certeza este leproso se considerava um grande pecador, pois, a própria religiosidade e sociedade o considerava assim, mas, na primeira oportunidade ele se entrega aos pés de Jesus e pede que Ele o cure.

Hoje, nós que somos pecadores, temos a possibilidade de fazermos a mesma coisa, podemos diante do Sacramento da Penitência e Reconciliação pedir perdão pelos nossos pecados. A atitude é a mesma: é de reconhecer os nossos pecados, nos ajoelhar, abrir os nossos corações e nos entregar à graça do Pai, representado ali, pelo sacerdote. E vale lembrar, que quem perdoa, não é o sacerdote, quem perdoa é o próprio Deus. O sacerdote é apenas um instrumento que Deus usa, como usou Abraão, Davi, Moisés, Jonas, João Batista, Pedro, para ser luz em nossas vidas, nos dando o direcionamento para vivermos melhor no caminho da Boa Nova de Jesus.

Vale lembrar também, o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica no seu número 1470: “Neste sacramento (Penitência e Reconciliação), o pecador (que somos nós), entregando-se ao julgamento misericordioso de Deus, “antecipa” de certa maneira o “julgamento” a que será sujeito no fim desta vida terrestre. Pois é agora, nesta vida, que nos é oferecida a escolha entre a vida e a morte, e só pelo caminho da conversão poderemos entrar no Reino do qual somos excluídos pelo pecado grave. Convertendo-se a Cristo pela penitência e pela fé, o pecador passa da morte para a vida “sem ser julgado”, conforme nos mostra o Evangelista João, no capítulo 5, versículo 24: “Diz Jesus: Em verdade, em verdade, vos digo: quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não vem a julgamento, mas passou da morte à vida”.” Um exemplo que sempre gosto de frisar e lembrar, é o do “bandido bom”, se assim podemos dizer, no momento do calvário de Jesus.

Por esse motivo, devemos tomar como exemplo, o leproso, que reconheceu os seus pecados e mediante a entrega de sua vida a Jesus, se converteu e assim, recebeu o alívio da salvação e do amor de Deus. Mas não fica apenas nisso.

Jesus, conhecedor das leis da igreja e dos homens, de certa forma, “ordenou” que o leproso fosse primeiramente se apresentar ao sacerdote, para mostrar à “igreja” e à “sociedade” que ele estava curado e perdoado de seus pecados.

Mas porquê Jesus queria isso? Por quê, diante das curas daqueles que eram rejeitados pela “igreja” e pela “sociedade”, Jesus sempre pedia que, primeiramente, se apresentassem ao sacerdote? Jesus queria que eles fossem aceitos novamente no convívio dos seus entes queridos, que pudessem participar dos momentos na sinagoga, das festas e reuniões entre amigos, de conversa boa, de trabalhos, de estudos.

Sabe por que Jesus queria isso?

Para que não acontecesse o que acontece hoje conosco, quando nós vemos “pessoas pecadoras” ou que as consideramos como pecadoras, em nossas pastorais, em nossas casas, trabalhando em certas empresas ou lugares, pois, como nos consideramos melhores ou menos pecadoras do que elas, não a aceitamos em nosso convívio. Ou será que você, eu, nós, nunca olhamos alguém em nossa comunidade, ou nas reuniões familiares ou do trabalho, àquela pessoa como a “pecadora”? Ou será que nunca “julgamos” àquela pessoa e dissemos assim:

— O que ela está fazendo aqui?

— Não acredito que ela está participando desta pastoral.

— Será que o Flávio não sabe quem é essa pessoa? Será que ele não sabe o que ela disse sobre ele tempos atrás?

— Essa pessoa não tem jeito, e mesmo assim, está trabalhando na pastoral? Foi convidada para esta confraternização? Foi chamada para ser madrinha ou padrinho de casamento?

Somos ou não somos assim?

É claro que somos, pois Jesus nos conhece bem, e é exatamente por isso, que Ele sempre pede que os “curados” e “perdoados dos seus pecados” se apresentem ao sacerdote.

E aí, eu pergunto:

— Será que aquela pessoa que eu considero como “pecadora” não se confessou, e por isso mesmo está trabalhando nas pastorais?

— Será que essa pessoa “pecadora” que está na casa do Flávio ou nesta confraternização, é porque ela pediu perdão dos seus erros?

— Será que o sacerdote, o coordenador da pastoral ou o Flávio aceitou a presença desta pessoa “pecadora” com o desejo de poder amar e ajudar?

De verdade, quem é que está sendo a “pessoa pecadora” diante dessas situações?

E apenas para terminar, muitos de nós, recebemos as nossas curas, os nossos perdões, as nossas graças, os nossos milagres realizados por Deus em nossas vidas.

Mas será, que estamos tendo a fidelidade e a humildade de divulgar estes fatos, não para nos elevar, nos enaltecer, mas, para mostrarmos com coragem as bem-aventuranças que Jesus realiza em nossas vidas? Será que conseguimos ser um pouquinho do que o leproso foi?

Jesus está agora, ao nosso lado, pronto para nos curar. Está disposto a abrir o seu coração e se converter verdadeiramente ao amor de Deus?

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