Liturgia Diária 17/01/17

Liturgia Diária 17/01/17 (Terça) – Marcos 2, 23-28.

Bom dia. REFLEXÃO INSPIRADA NA DE NOSSA IRMÃ OLÍVIA COUTINHO.

“O medo do castigo, a observância exagerada de tantos preceitos, impede muitas pessoas de uma proximidade maior com Deus! Ao invés de conduzir o povo para o convívio com o Pai, muitos líderes religiosos, querendo formar um grupo fechado, acabam criando barreiras, impedindo as pessoas de vivenciarem uma intimidade de filho com o Pai!

Em todas as nossas situações de vida, devem sim existir leis e regras, mas com o objetivo do melhor, o de sempre ajudar, para que não aconteça o que podemos vislumbrar em vários cantos de nossa sociedade: cada um faz da sua forma, e se não é da forma que desejo, então eu saio e faço do meu jeito, sendo certo ou errado; ou ainda, as coisas têm que serem corretas, bem certinhas mesmo ou não estou satisfeito. E muitas vezes nos esquecemos que as leis foram feitas para nos direcionar e não para nos aprisionar.

E todo aquele que se ocupa com pormenores, que fica preso na observância exagerada de normas, não consegue captar a mensagem principal de Jesus, que é um convite a vivermos o amor na sua totalidade! Quem fica preso em pormenores, não enxerga novas possibilidades, não vive o belo da vida! Quem fica preso em pequenas coisas, não consegue ver a beleza do que é poder ajudar àquele que necessita de orientação ou ajuda, mas, é ao contrário, pois com a nossa atitude de apenas cobrar, afastamos as pessoas do nosso convívio, em Casa, na Família, na Igreja.

Sem uma intimidade profunda com Deus, não tem como viver as alegrias da fé! E são muitos, os irmãos que não vivem esta alegria por estarem submetidos a radicalidade religiosa imposta pelos os seus líderes, que ao contrário do líder Maior, escraviza as pessoas.

São muitas as religiões que só impõem, que ao invés de motivar as pessoas a um relacionamento maior com Deus e com os irmãos, só fazem proibições, passando para o povo a imagem de um Deus vingativo, de um Deus que está sempre à espreita, pronto para pegar alguém em alguma falha!

Tem também vários cristãos, sacerdotes ou fiéis coordenadores de pastorais, que utilizam desta mesma lei, para aprisionar àqueles de sua comunidade ou pastoral, aprisionando por um lado e proibindo o acesso pelo outro, pois, somente se estiver seguindo a minha “cartilha” é que pode ficar aqui ou acolá.

Não podemos esquecer nunca, de que Deus é só amor, que Ele só quer nos amar e nunca nos castigar! A verdadeira religião é aquela que apresenta valores, que leva as pessoas à maturidade em todos os sentidos, possibilitando-as a fazerem livremente a sua opção por Deus.

O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, nos fala de mais um conflito entre os fariseus e Jesus a respeito da observância do sábado! Embora conhecedores das Escrituras, os fariseus, na prática, estavam bem distantes do amor propagado por Jesus: o amor que gera vida!

As autoridades religiosas do tempo de Jesus, não tinham o compromisso com a vida, colocavam pesados fardos nos ombros das pessoas, leis, rituais que deveriam ser cumpridas rigorosamente como o Jejum, ritos de purificação, observância do sábado e tantas outras regras que eles mesmos criavam e que na verdade, tinham como pano de fundo, cegar o povo diante aos seus direitos.

A narrativa deixa claro, que os fariseus queriam pegar Jesus num casuísmo legal, já que o fato dos discípulos estarem apanhando espigas para saciar a fome, não lhes poderia ser atribuído como roubo.

Determinados a escandalizar Jesus, os fariseus procuraram, outra forma de incriminá-lo, alegando que os seus discípulos estavam infligindo as leis que proibiam o trabalho em dia de sábado, desconsiderando assim, a necessidade da sobrevivência deles. Ao ser criticado pelos Fariseus em nome da Sagrada escritura, Jesus responde estas críticas se baseando também na escritura: “Por acaso nunca lestes nas escrituras o que Davi e seus companheiros fizeram quando passara necessidade e tiveram fome?…”Mc 2, 25-26.

Não é difícil perceber, que até nos dias de hoje, presenciamos situações semelhantes, na realidade, o legalismo é um instrumento de alienação e opressão, que tem como objetivo desviar a atenção do povo. Enquanto o povo fica se ocupando com os pormenores, com a observância rigorosa de tantas leis, os donos do poder sentem-se livres para as suas práticas ilícitas.

As leis de organização social e religiosas só podem ter sentido, se forem elaboradas em favor da vida. E Jesus veio para libertar e fazer desabrochar a vida. Em todos os seus ensinamentos Ele sempre deixava claro que a vida tem que estar em primeiro lugar, acima de tudo, portanto, a necessidade de sobrevivência está acima de toda e qualquer lei!

Foi apanhando espigas em dia de sábado para matar a fome, que os discípulos, apoiados por Jesus, começaram a abrir caminho para uma nova mentalidade. A única lei que nunca deve ser descumprida, é a lei do amor!

Será que, nós mesmo, em nossa realidade familiar, social ou comunitária, não utilizamos das “leis de pais” ou “leis de esposos” para obrigar aos nossos esposos ou filhos a fazerem ou vivenciarem algo que nós mesmo não damos exemplo?

Será que, nós mesmo, em nossa sociedade utilizamos do nosso cargo de confiança ou da confiança de nossos chefes para lesar ou oprimir quem trabalha conosco ou utilizar de corrupção para nos beneficiar?

Será que, nós mesmo, em nossa comunidade de fé, por sermos coordenadores de pastorais ou movimentos, obrigamos e subjugamos os outros integrantes a fazerem exatamente aquilo que nós desejamos, colocando o ser “comum+unidade” em segundo plano?

Como poderemos nós, querer arrancarmos as espigas nos dias de sábado, se as nossas atitudes são as mesmas dos fariseus?

Como poderemos amar ao nosso próximo se não amarmos a nós mesmos?

Como poderemos alimentar o nosso próximo se não tivermos o alimento para dar?

Não poderemos dar força aos nossos irmãos e irmãs se nós mesmos estivermos fracos na fé e no amor. Por isso, sabiamente Jesus permitiu aos seus discípulos que arrancassem “espigas” em dia de sábado e infringissem a lei a fim de matar a sua fome.

FIQUE NA PAZ DE JESUS!”

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