Liturgia Diária 19/01/17

Liturgia Diária 19/01/17 (Quinta) – Marcos 3, 7-12.

Bom dia. REFLEXÃO INSPIRADA NA DO NOSSO IRMÃO ALEXANDRE SOLEDADE.

“Bom dia! Nessa semana, quem teve a oportunidade de acompanhar os evangelhos viu o empenho do Senhor em realizar o projeto do Pai (curas, milagres, a boa nova aos pobres) e também o “empenho” dos fariseus e diversos homens da lei em encontrar meios de por Jesus em ciladas. Jesus se desvencilha delas uma a uma, no entanto, como naquele tempo, nós somos também colocados à prova.

Então qual é a nossa postura que devemos adotar como aqueles que, como os apóstolos, seguem o Senhor e por seu projeto são perseguidos?

O que por ventura nos torna especial para o Senhor ao ponto de presenciarmos seus milagres enquanto projeta e apresenta novos planos que nunca imaginávamos ter?

O que ele espera de nós?

“… Então eu disse: Quem és, Senhor? O Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem persegues. Mas levanta-te e põe-te em pé, pois eu te apareci para te fazer ministro e testemunha das coisas que viste e de outras para as quais hei de manifestar-me a ti. Escolhi-te do meio do povo e dos pagãos, aos quais agora te envio para abrir-lhes os olhos, a fim de que se convertam das trevas à luz e do poder de Satanás a Deus, para que, pela fé em mim, recebam perdão dos pecados e herança entre os que foram santificados”. (Atos 26, 15-18)

Neste texto, São Paulo deixa bem claro esse sentimento que temos. Quando estivermos na “praia” para ouvir e nos converter à Palavra de Jesus, nós mudamos de lado, de opinião, de jeito, da forma de se vestir e de falar; abandonamos velhos hábitos, às vezes rapidamente, outras vezes, ao longo do tempo; notam nossa mudança, reparam as diferenças e por fim passam ver Jesus no nosso olhar.

Essa mudança não pode nos sufocar, pois a missão deve ser prazerosa e bem planejada. Jesus quando pede para que se encontre um barco para não ser acotovelado pela multidão demonstra também preocupação consigo e o Seu projeto.

“(…) Jesus pediu aos discípulos que arranjassem um barco para ele a fim de não ser esmagado pela multidão”.

Como poderia ajudar a outros tantos se fosse sufocado por poucos?

Todos que estão imbuídos de algum trabalho em prol de outros, sejam eles ministros, catequistas, casais, jovens, leigos, sacerdotes, pais, mães, filhos (…) devem ter uma coisa em mente: TODOS PRECISAM PLANEJAR SUAS VIDAS. É PRECISO ORGANIZAR SEU TEMPO PARA NÃO SEREM ESMAGADOS PELO EXCESSO DE OFÍCIO.

Conheço pessoas que estão engajados em três a quatro frentes de trabalho. Infelizmente, e não é novidade alguma, quero perguntar: que horas param para rezar?

Semeiam a palavra, catequizam, dão formação, mas em que momento param para tomar conta da semente que foi semeada em si mesmo?

Quantos jovens, casais, dedicados ao projeto de Deus que conhecemos, que após uma dura batalha ou um período de trabalho na sua pastoral ou movimento, se afastam da igreja e por vezes não mais retornam?

Infelizmente, estamos presenciando isso atualmente em várias de nossas comunidades.

A obra de Deus vai acontecer conforme a vontade Dele, pois é Sua vontade continuar. Uma igreja sem músicos, o povo cantará; um padre bom que vai embora, outro tão ungido virá e assumirá a comunidade. Somos aqueles que se preocupam em encontrar uma barca para o Senhor e não quem senta nela!

A nossa comunidade tinha cerca de 12 pastorais e movimentos e hoje são mais ou menos oito que estão verdadeiramente firmadas e perseverantes em seus trabalhos. Dentre tantos motivos do esfriamento está na falta de novos que “arrumem os barcos”, alimentando em algumas pastorais e movimentos a herança perpétua de algumas pessoas que pelo tempo, já se sentem no direito de sentar no barco, infelizmente.

Ou nós, e nisso me incluo, nos tornamos como João Batista e damos a oportunidade para que o outro apareça e esteja na “praia”, ou estaremos nós, sendo os causadores das mortes de nossas pastorais. Não é que devemos abandonar a “praia” onde está a barca de Jesus, não é isso, mas devemos dar a oportunidade de que outros ouçam e se convertam e perseverem nos trabalhos da Boa Nova do Senhor. Nós, cobertos pelo Espírito Santo, devemos permanecer humildemente à disposição na “praia”, mas, não mais como “protagonista”, mas como um “coadjuvante”, usando de nossa experiência para a ajudar àqueles que agora estarão à frente dos trabalhos do Senhor.

Nosso empenho deve estar focado em manter a palavra viva na praia. Jesus não deve parar de falar por nossa falta de empenho. Se fizermos nossa parte conseguiremos entender Santa Catarina de Sena quando disse: “Se fores aquilo que Deus quer, colocareis fogo no mundo”.

E “pôr fogo” no mundo não quer dizer que sairemos com tochas na mão, mas com um fogo abrasador que arde no peito de cada cristão chamado: Espírito Santo.

Façamos o melhor para manter esse fogo ardendo no mundo. Sejamos verdadeiros cristãos.

Um Imenso abraço fraterno!”

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