Liturgia Diária 23/01/17

Liturgia Diária 23/01/17 (Segunda) – Marcos 3, 22-30.

Bom dia. Antes de tudo, é sempre bom lembrar, que as reflexões que envio para vocês são nada mais que aquilo que compreendo pessoalmente sobre a Palavra de Deus, e de longe, deve ser considerada como a “verdade” ou o “correto” absoluto, mas apenas uma forma diferente de você ou de outro refletir sobre essa ou aquela passagem. Isso é nada mais que diversidade de opiniões. O que peço a você é que, reflita e veja se a forma que estou refletindo pode te levar a algo de bom, a algo de melhor. E nesse texto de hoje, Jesus nos alerta exatamente sobre isso, pois Ele não deseja que sejamos iguais, mas que as diferenças de pensamentos nos levem a um só caminho, ao Reino de Deus.

Por isso na 1 Cor 12, 4-11, Paulo nos diz o seguinte: “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer”.

Como podemos nós falar no Espírito Santo, se em nossos corações não aceitamos a diversidade de pensamentos dos nossos irmãos? Como posso falar em Cristo Jesus se não aceito a opinião do meu irmão sem mesmo tentar entender ou compreender a sua linha de raciocínio?

Vejamos, os milagres que Jesus realizou, provaram verdadeiramente a sua divindade, porém, Deus obriga você a ter fé e acreditar nestes milagres? É claro que não! Mas você já ouviu várias pessoas dizendo, mesmo cristãos, que Jesus não realizou este ou aquele milagre, não é mesmo? A quem podemos comparar estes “cristãos” na leitura de hoje? Àqueles que acreditam em Jesus ou aqueles que são “anátemas” no meio do povo?

Essa é a grande questão que Jesus travava hoje no meio dos mestres da lei, pois, como eles não entendiam e não aceitavam estes milagres, a forma mais fácil de tentar denegrir ou rebaixar o que não compreendiam, era a forma que muitos de nós hoje, infelizmente, ainda utilizam: caluniar e tentar desmoralizar aquele que faz o bem, pois eles mesmos, não conseguem fazer o mesmo. Ou será que estou falando alguma asneira?

Devemos compreender que a Fé deve brotar em nossos corações vinda do Espírito Santo, como a água cristalina que jorra de uma fonte pura no ceio da terra, sem mácula ou sujeira, mas livre e límpida para servir a todos por onde esta água irá passar.

Os mestres da lei disseram que Jesus expulsava os demônios em nome de belzebu, pois como eles não acreditavam nos milagres que se realizam diante de seus olhos e, podemos até a dizer, que como não conseguiam fazer o mesmo que Jesus, eles tentavam fazer a inversão de valores, procurando dar uma desculpa por aquilo que não compreendiam.

Quando Jesus começa a fazer a comparação de que um homem forte não terá a sua casa invadida, Ele está nos dando já o caminho que devemos trilhar, pois, o demônio é forte, acreditemos nisso, mas, se estamos verdadeiramente ligados à Jesus, tenhamos também a Fé, que Jesus é infinitamente mais forte e que sempre irá nos defender. De nada vai adiantar as maldades, as maledicências, as fofocas e as injúrias, pois, se o meu eu está voltado ao Senhor Jesus, nada irá me afastar de seu caminho.

Jesus libertava as pessoas do poder maligno que os afastava de Deus, como também Ele faz isso hoje conosco. Diante do Sacramento da Confissão temos esta oportunidade de fazê-lo, pelo poder dado por Cristo Jesus aos sacerdotes para nos perdoar os pecados, conforme está no Evangelho de João 20, 22b-23: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos”. Mas que fique bem claro, como já disse isso em outra oportunidade, com os sacerdotes cheios do Espírito Santo de Deus, não são eles quem perdoam os pecados, mas o próprio Deus é que nos perdoa.

Meus irmãos e minhas irmãs, vejam, acreditem e utilizem da maravilha que é poder contar com o perdão dos nossos pecados sempre que precisarem estar em paz com vocês mesmos.

Não sejamos incrédulos ou autossuficientes, pois caímos todos os dias, por mais que tentamos caminhar sempre na Palavra de Deus, apesar de estarmos firmes nos trabalhos em nossas comunidades, apesar da perseverança e amor que desprendemos diante das nossas famílias, estamos, a todo momento, cercados por tentações deste mundo que nunca se cansa de tentar nos derrubar, nos enfraquecer. Hoje as tentações podem ser por motivos financeiros, amanhã pela sexualidade, ontem pela saúde, onde que o mundo nos mostra que a nossa satisfação pessoal a qualquer preço e qualquer hora é a coisa mais “natural” a fazer, sem nos preocupar com as outras pessoas, independentes se são de nossa família ou não, pois o que é mais importante é o “eu”.

E não fiquemos cegos e nem nos tornemos hipócritas, achando apenas que os piores pecados são os grandes, não, as nossas pequenas faltas, os nossos pecados leves, aqueles que cometemos no nosso dia-a-dia são os piores, pois eles começam a se tornarem uma coisa “correta”, uma coisa “normal”, e que vai levar àqueles que te cercam, a realizar estes mesmos pecados, pois, se você, que é exemplo dentro da sua família como bom esposo, esposa, diante dos seus filhos, ou na sua comunidade como coordenador ou agente de pastoral, ou no seu serviço como chefe e diretor, está fazendo “estas” coisas, imagina aquele que tem em você um espelho, um reflexo, um exemplo a ser seguido.

E diante desses grandes ou pequenos deslizes, podemos ser confrontados ou confrontar àqueles com quem nos importamos. Se formos confrontar a alguém, que sejamos pacientes, caridosos e nem um pouco arrogantes, como se fôssemos acusadores e juízes, mas apenas demonstrar que a nossa intenção é a de ajudar e não prejudicar.

Se formos confrontados por um pecado “verdadeiro” que estamos cometendo, de início iremos refutar de todas as maneiras estes nossos pecados, e a maioria de nós, poderemos ser injustos, exagerados, irados e revoltados com essa verdade. Que possamos com a ajuda do Espírito Santo, reconhecer estes nossos erros, pedir perdão a quem magoamos, pedir perdão à Deus e nos levantar novamente, e nos pôr no caminho do Senhor.

Agora, se formos confrontados por um pecado que não comentemos, por uma “calúnia ou mentira”, que tenhamos Jesus como exemplo, onde que se defendeu sem ofender, justificou sem agredir, manteve a calma, a paciência, e diante da tribulação na sua vida, manteve-se alicerçado na Palavra e no Amor de Deus. Sei, que para nós, essa atitude é muito difícil, mas que, conhecedores de nossos limites, não enfrentemos as acusações de cabeça quente, mas que tenhamos um momento de reflexão e oração, e apenas depois, com os nossos pensamentos e sentimentos, em comum acordo com as nossas reflexões e orações, possamos nos defender e mostrar a verdade sobre isso ou aquilo.

Em nosso caminho de conversão, a todo momento seremos colocados à prova, principalmente por aqueles mais próximos: se você consegue a graça de perdoar, haverá aquele que dirá na sua frente que não conhece ninguém que consiga; se você disser que não consegue fazer algo, haverá alguém que dirá que apenas ela consegue e faz até melhor que todo mundo; agora, se você disser que consegue realizar algo, haverá àquele que dirá que ninguém que conhece o faz. E não foi isso o que acabamos de refletir na passagem do evangelho de hoje?

O Documento de Aparecida no número 351 nos diz: “No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5, 40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3, 12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação”.

Meus irmãos, minhas irmãs, Jesus, movido pelo Espírito Santo, desde seu Batismo se apresentou como enviado de Deus. E todos podiam reconhecer que Ele vinha de Deus. Os que não aceitaram que em Jesus agia o Espírito Santo, estes cometeram o pecado eterno de que Jesus os acusou, conforme lemos em Mc 3, 29: Quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno. Por isso, demos graças a Deus que nos livra deste único pecado sem perdão pedindo: Jesus nos conserve sempre a seu lado e nos proteja do inimigo, livrando-nos deste pecado eterno.

Um abraço fraterno, e que tenhamos um dia abençoado na graça do Senhor”.

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