Liturgia Diária 28/01/17

Liturgia Diária 28/01/17 (Sábado) – Marcos 4, 35-41.

Bom dia. Quando Jesus chama os discípulos para outra margem, Ele também está nos chamando à uma mudança de atitude, que é de estar um pouco mais perto Dele. Atravessarmos o lago na barca em que Cristo está, é quando saímos do nosso comodismo, do nosso marasmo, é aceitar com fé no chamado que Ele nos faz, e nos aventurarmos na Boa Nova do seu amor.

Muitos de nós recebemos em algum momento de nossa vida este chamado vindo de Cristo, este chamado em que temos a oportunidade de mudarmos de margem, de lado, de largar o errado e mudarmos para o certo, de perdoar em vez de apenas julgar, de esquecer de pensar só em mim e prestarmos mais a atenção a quem está do nosso lado. Jesus nos dá a oportunidade de sermos em seu amor uma pessoa nova, uma pessoa melhor, uma pessoa que irá mostrar com a nossa atitude, que resolvemos crescer na Palavra do Senhor.

E não se assustem, mas muitas pessoas irão te seguir ou terão a mesma vontade e desejo de estar junto com você, pois acreditam que você está indo pelo caminho correto, onde que poderão estar um pouco mais próximos de Cristo. Isso aconteceu também nesta passagem do Evangelho de hoje, onde podemos notar que, além da barca que os discípulos arrumaram, outras tantas também seguiam a eles.

Então, queridos irmãos e irmãs, vejam a nossa responsabilidade de quando somos ou nos tornamos “exemplos” para as pessoas que nos cercam, sendo em nossa comunidade, mas principalmente em nossa família, onde que nos ouvirão falando que estamos trabalhando na obra do Senhor, e principalmente, verão quais as nossas atitudes que estaremos demonstrando em virtude de nossa mudança de vida.

Por isso, vou ser bem sincero com você e comigo mesmo, se não tem a coragem ou se não deseja mudar a sua vida em Cristo Jesus, permaneça na praia, fique com as coisas do mundo e permaneça como está, pois, o mar da vida, pode, em algum momento, querer de afundar, mas apenas se você estiver com Cristo, é que poderá receber a salvação. Ficar na praia significa estar longe de Cristo, é estar entregue às coisas do mundo.

E para ser um pouco mais sincero ainda, espero que não se engane, pois Cristo em nenhum momento tentou nos enganar, dizendo que as coisas para nós seriam fácil, e isso fica bem claro na continuação do evangelho, pois, um tempo depois que estavam na travessia do lago, quer dizer, em nossa vida, aconteceu que alguns ventos tocaram contra a barca, ventos esses que representam os maus pensamentos, onde que tentaram virar à barca que estavam os discípulos; onde houveram as ondas que adentravam à barca e quase a afundaram, ondas que representam as nossas atitudes que nos afastam de Deus, onde que poderão nos levar para o fundo, destruindo as nossas vidas, os nossos relacionamentos, a nossa família.

Apesar de estarmos juntos com Cristo, trabalhando em sua messe, vivenciando momentos de oração, de perdão, de acolhimento e fé, em algum momento de nossa travessia, pode haver ventos e ondas que tentarão fazer que desistamos.

Pode ser um momento em que perdemos o nosso emprego ou diminuição da nossa renda, onde que os problemas financeiros poderão vir a querer destruir a nossa vida.

Pode ser um momento em que deixamos a tentação física ou um problema de relacionamento, tentar destruir nosso matrimônio e nossa família por causa de uma traição.

Pode ser um momento de doença em que deixamos de fortalecer a nossa fé, e deixamos ser destruídos com descrença na vida.

Pode ser um momento que perdemos um ente querido, e que a nossa dor é tamanha, que colocamos a culpa sobre Deus, fazendo que até mesmo que esqueçamos de tantas graças e milagres que recebemos.

São momentos como este, é que nos afastamos de Deus ou O buscamos ainda mais, pois sabermos que apenas ao seu lado é que conseguimos superar as adversidades que o mar (a nossa vida) está nos apresentando.

São em momentos que caímos no descaso achando que não precisamos mais de oração; são em momentos de preguiça que achamos que não precisamos mais perseverar; são em momentos de soberba que achamos que não precisamos de mais nada e nos tornamos autossuficientes, é que veremos os ventos e a ondas baterem de frente com a nossa barca, tentando nos afundar.

Em momentos como esses e tantos outros, é que temos que ter a humildade, a serenidade e nos fortalecermos na oração e abrirmos os nossos corações e termos a fé que Jesus Cristo estará dizendo às nossas tormentas: “Silêncio! Acalma-te!”

Quando soubermos ouvir a voz de Cristo e mantermos a Fé em seu amor e na sua promessa de sempre estar ao nosso lado, é que teremos condições de superar as dificuldades que o mundo nos impõe, e assim, como os discípulos, teremos condições de superar os nossos medos, medos que podem nos tirar do caminho do Senhor.

Mas também por outro lado, devemos ser como os discípulos, e sentirmos a alegria e a segurança dos milagres e as graças que Cristo realiza em nossa vida. Que possamos não ser repreendidos pela nossa falta de Fé, mas sermos vistos aos olhos de Deus como filhos que se alegram na vida por estarmos sempre presentes no seu coração.

Se permanecemos com medo, mesmo diante de Jesus, significa que estamos com os olhos vendados e o coração duro por falta de fé.

A Fé é o que nos encoraja, já o medo é o que nos paralisa, sendo assim, o medo e a fé são incompatíveis.

A Fé em Cristo é uma verdadeira experiência de amor, e por isso mesmo, devemos fazer esta experiência, no nosso dia-a-dia, buscando cada vez mais uma intimidade profunda com aquele, que diante de todos os ventos e de todas as ondas que o mar do mundo lhe impôs, pagou com a sua própria vida, o preço da passagem que nos leva para a outra margem.

Acreditemos firmemente, que o medo, não cabe naquele coração em que Jesus habita.

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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