Liturgia Diária 01/02/17

Liturgia Diária 01/02/17 (Quarta) – Marcos 6, 1-6.

Bom dia. REFLEXÃO INSPIRADA NA DE JOSÉ SALVIANO.

“O povo estava admirado com a sabedoria de Jesus. Ele não cursou nenhuma faculdade, e, no entanto, sabia tudo sobre tudo.

Jesus fez uma visita a sua terra natal. A vila de Nazaré, onde Ele passou sua infância, naquele vilarejo sem importância política nem econômica. Era realmente, um lugar humilde.

E Jesus vai a Sinagoga, e como era de costume, Ele faz a leitura das escrituras e em seguida fez um excelente comentário, uma excelente homilia ou como queira, um belo sermão. E todos ficaram de boca aberta, admirados com a sabedoria de Jesus, principalmente por Ele ser apenas o filho do carpinteiro, e, portanto, não teria condições de falar daquele jeito, demonstrando uma sabedoria excepcional. Todos ali sabiam que Jesus não teria estudado as escrituras, muito menos ter feito nenhum curso aprofundado como os doutores da Lei. Mal sabiam eles que Jesus era o próprio Filho de Deus feito homem, e por isso sabia de tudo.

Muitos ficaram admirados com a sabedoria de Jesus, principalmente os fariseus e doutores da Lei, pois não podiam se conformar com o que estavam presenciando. Ninguém poderia saber mais do que eles! E dessa forma, Jesus estava incomodando muito, pois sendo o próprio Deus, Ele sabia tudo.

Jesus, apesar de não ser aceito e autorizado pelos líderes judaicos, os quais o consideravam um impostor, continuava a fazer o seu trabalho pelos ensinamentos da verdade, ensinamentos esses que não conferiam com os ensinamentos dos mestres judaicos. Pelo contrário, volta e meia Jesus rebatia aquela prática injusta da Lei de Moisés, vivida pela elite religiosa. Muitos daquele lugar, por causa disso já começavam a olhar Jesus com outros olhos, e foi aí que o Filho de Deus se proclamou Profeta, dizendo: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.

As pessoas ali presentes na Sinagoga não se conformavam. E perguntaram: Este homem não é o filho do carpinteiro, filho de Maria?

No nosso meio também acontecem coisas parecidas. Quando um jovem bem-nascido, da classe média ou mesmo da alta, se manifesta com um excelente desempenho, todos do seu nível acham normal. Porém, se um “pobre financeiramente” esforçado após muito estudo fizer uma demonstração de competência, de sabedoria, uma proeza, todos vão questionar: Ei, o que é isso? Quem ele pensa que é? Ele não é apenas aquele rapaz que mora na favela? Não é o filho daquele que por não ter diploma, só faz um bico aqui ou ali?

No nosso meio também não acontece em nossas famílias, quando um de nós resolve se converter à Boa Nova de Jesus, se arrepende de seus pecados, pede perdão e perdoa a quem o magoou, e sempre tenta levar a Palavra de Deus a todos, os da sua própria família, e eles não aceitam ou não acreditam que essa pessoa possa ter mudado? Onde é mais fácil ouvir o que o vizinho, o jornal, a internet tem a falar do que dar ouvidos a ele?

No nosso meio, também não acontece em nossas comunidades, quando aparece um fiel disposto a ajudar as pastorais, tentando dar uma dinâmica diferente, mas, por não possuir cursos e formações como tantos outros possuem, ou por, apenas ter chegado na paróquia agora, diferente de tantos outros que já estão ali há muito tempo, esse “novo” fiel, não é aceito e nem lhe é dado a devida oportunidade?

Quantas vezes as suas palavras e as suas ações não são aceitas pelos seus familiares, amigos, pela pastoral que participa, mas inversamente proporcional, essas mesmas palavras e ações são observadas, refletidas e admiradas por pessoas de outras famílias, de outras pastorais, de outras comunidades?

Caríssimos irmãos e irmãs, não fiquemos tristes, nem desapontados quando tentarmos semear a palavra de Deus em nossa família ou comunidade e aí encontrar a maior resistência que se manifestará através de chacota, risos, e um ar de quem está pensando: “Olha só quem está falando isso”.

Em nossas famílias e em nossas comunidades, o mesmo pode ocorrer, e em vez de fazermos desabrochar novos valores paternais e responsáveis e ou, lideranças pastorais sadias, preocupadas verdadeiramente com o amor de Deus e preocupação em ajudar ao próximo física e principalmente, espiritualmente, estejamos talvez, manifestando descrédito por aqueles que fazem alguma coisa, sufocando dons e carismas do próximo, que tem algo a oferecer….

Se isso, realmente acontecer, não ligue, e pense em Jesus, aquele que tem todo o poder no Céu e na Terra, mais que foi ignorado em sua cidadezinha natal, pelos amigos e familiares.

Infelizmente, isso é mais normal e corriqueiro do que imaginamos ou que gostaríamos, mas, que possamos fazer como Jesus, que possamos continuar e nunca desanimar de levar a sua Boa Nova de amor e misericórdia, e persistamos em ser um bom cristão em nossa família e em nossa comunidade, ou onde os caminhos do Senhor nos levar.

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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