Liturgia Diária 03/02/17

Liturgia Diária 03/02/17 (Sexta) – Marcos 6, 14-29.

Bom dia. REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DA HELENA SERPA.

Antes de começarmos a nossa reflexão, gostaria que pudéssemos refletir, com o nosso coração aberto à inspiração do Espírito Santo, sermos humildes e sinceros com nós mesmos, nos reconhecendo pecadores, mas perseverantes na Palavra, e nos perguntarmos: diante deste trecho do Evangelho de Marcos, sinceramente, quem nós estamos sendo hoje? A quem poderemos nos comparar diante de nossa vida agora e diante dos fatos e pessoas relatadas neste texto?

— Hoje, podemos nos comparar à Jesus? À João Batista? À Herodes? À Herodíades ou a Salomé?

Meus irmãos e minhas irmãs, quem dera se conseguíssemos refletir esta passagem nos libertando de tudo o que nos leva para o mal, o mal do mundo, e principalmente, nos libertar da mentira que nós contamos para nós mesmo e aquela que mostramos para os outros de algo que não somos ou não vivemos.

— Será que hoje, estamos sendo como Salomé?

Sinceramente, já perdemos a conta de quantas vezes nós fomos Salomé.

Nós somos Salomé, quando nos tornamos aquela pessoa, que para receber alguns favores ou para manter uma posição de destaque, seja na sociedade ou seja até mesmo na comunidade de fé, “vendendo” os seus princípios e ou suas convicções.

Ou todas as vezes que nos deixamos levar, sem ter um conhecimento ou uma opinião própria do assunto!

Ou quando começamos a agir pela cabeça dos outros sem ter o discernimento de que aquilo que estamos fazendo é correto ou se fará mal a nós ou a alguém.

Ou quando criamos uma discussão dentro de nossa casa com os nossos pais, com nossos filhos, com nosso esposo ou esposa por termos ouvido e não termos refletido aquela “dica” do “vizinho”.

Quantas vezes, por não termos um verdadeiro entendimento das coisas de Deus, nós nos tornamos Salomé e nos entregamos às coisas do mundo?

— Será que hoje, estamos sendo Herodíades?

Será que nós não somos mais Herodíades do que nós somos Salomé? Tenho as minhas dúvidas.

Salomé, até certo ponto, não tem o discernimento ou a vontade de saber o que é correto e verdadeiro, já Herodíades, tem esse saber, mas a mentira está tão inclusa no seu ser, que ela torna a mentira em “verdade”, o mal em “bom”, o ódio em “amor”. É quando não conseguimos mais saber a diferença entre o que nos faz bem e o que nos faz mal.

Quantas vezes somos Herodíades: por permanecer no nosso erro? Por não vermos e reconhecer que a nossa atitude está causando um mal terrível a quem está perto de nós? E sabem o que é mais triste, é que, permanecendo no nosso erro, estamos levando junto conosco pessoas que acreditam em nós, nos reconhecem como sendo um bom exemplo de vida.

Quantas vezes nós damos um mal exemplo aos nossos filhos, aos jovens da nossa comunidade, aos casais amigos, ao nosso esposo ou esposa, achando, ou melhor dizendo, fazendo com eles se tornem algo de ruim ao nosso lar, à nossa família? Quantas vezes nos tornamos Herodíades, quando pegamos a Palavra de Deus e a transformamos em algo do mal, pois do mal, nosso coração está cheio?

— Será que hoje, estamos sendo Herodes?

Algumas vezes já deixamos de falar ou lutar pela verdade, apenas para não perder a amizade de alguém?

Já deixamos que alguém fosse julgado ou considerado culpado apenas para permanecer no grupo “seleto” da nossa comunidade ou do nosso serviço?

Já deixamos de defender os nossos filhos, a nossa esposa ou esposo apenas para não parecermos “caretas” diante do mundo?

Será que alguma vez, nós mesmos, realizamos ou agimos em nome da “mentira” apenas para não entrar em conflito?

Será que deixamos a “mentira” se instalar em nossa casa, na nossa comunidade e ela se tornou tão “grande”, que o simples fato de se tocar na “ferida”, haveria uma confusão ainda maior, e por isso nos calamos?

Em tudo isso estamos sendo Herodes, pois permanecemos na mentira apenas para manter o nosso modo de vida, as nossas mordomias, as nossas “amizades”, e que amizades, não é mesmo?

Em tudo isso, estamos sendo Herodes quando nos entregamos aos coisas ruins de nossa vida e permanecemos calados sem a força da Fé, o discernimento do Espírito e do amor de Deus, pois, estamos sendo coniventes com tudo de ruim que está ao nosso redor.

Diante disso, estamos ou não estamos sendo Herodes em nossa casa? Em nossa comunidade? Em nosso serviço?

— Quisera nós – e peçamos a Deus –, será que hoje, conseguiremos ser João Batista?

João Batista dizia a verdade, não para julgar e se tornar maior do aquele que estava errado, mas ele dizia a verdade para que o erro se transformasse em certo, que o pecado se transformasse em perdão, que a consciência do erro nos desse o discernimento da verdade.

Jesus mesmo nos disse, “não existiu homem maior que João”.

João foi maior, pois ele se entregou ao caminho do Senhor falando a verdade e agindo em verdade.

João foi maior pois se reconheceu pequeno diante de Jesus, mas não desistiu de seu caminhar.

João foi maior, pois soube se diminuir sem inveja, egoísmo ou “dor de cotovelo” quando outro, que foi Jesus, o substitui à frente da messe do Senhor.

João foi maior, pois falou a verdade a Herodes sem ter medo da represália ou da perda de uma amizade.

João foi maior, pois apesar de ter sido preso e violentado, continuou dizendo a verdade e acreditando em Deus e em sua misericórdia.

João foi maior, pois com a sua vida, até mesmo em sua morte, ele nos faz um convite: Creia em Deus em todos os seus momentos, e permaneça na verdade, pois a verdade é Cristo Jesus.

— E agora, mesmo nós não sendo dignos nem de amarrar as suas sandálias, será que hoje, diante de todos os seus exemplos, podemos, no mínimo, ser imitadores de Jesus?

Jesus ficou conhecido pelos prodígios, milagres e curas que realizava, mas, muitos que o seguiam e principalmente àqueles que apenas ouviam sobre as suas ações, não tinham a consciência que quem realmente era Jesus, pois, não tinham a iluminação vinda do Espírito para saber qual o poder que O movia. Não conseguiam nem mesmo identifica-Lo como sendo o Messias, o enviado de Deus, e se perguntavam quem Ele era: seria Elias, João Batista ou um dos profetas?

Será que hoje, diante da Palavra e do amor de Deus, estamos sendo uma pequena sombra daquilo que Jesus foi, se entregando à missão, permanecendo sempre na verdade, sendo exemplos verdadeiros de conversão, sendo humildes em reconhecer a nossa pequenez e ajudando àqueles que mais precisam?

Meus queridos amigos, sabe o que é mais triste nos dias de hoje, é que muitos de nós, manipulam a “pessoa de Jesus” de acordo com os nossos interesses, vontades e até temores. Fazemos de Jesus, uma “simpatia”, uma “mágica”, uma “suposição”, e tudo isso, a mercê de nossa imaginação ou vontade.

Sabem porque não conseguimos apreender quem Jesus é realmente? Porque não temos consciência da Sua manifestação na nossa vida. Às vezes, temos também medo Dele! Ao invés de reconhecê-Lo como nosso Salvador, entendemos que Ele veio para nos condenar por causa das nossas culpas. A maioria de nós não confia verdadeiramente que Ele é o Filho de Deus que tem poder para nos livrar de toda e qualquer situação em que nos encontremos.

Nós, confundimos a imagem de Jesus com a nossa própria imagem e medimos a Sua capacidade de acordo com a nossa fraqueza e debilidade. Se realmente nos apossássemos da Sua pessoa e da Sua força nós não nos confundiríamos e teríamos a consciência tranquila, pois, Ele veio, justamente, para no salvar e nos livrar do mal.

Assim como Herodes, algumas vezes, também, para sustentar a palavra empenhada nós chegamos até a mandar cortar a cabeça de pessoas, porque elas nos atrapalham. Isto acontece quando extraímos a pessoa da nossa vista, cortando relações, tirando as pretensões de alguém ou o fazendo desaparecer para ficar livre dele. Queremos ver realizados os nossos projetos e para isso, fazemos qualquer coisa. Cometemos crimes dos quais levamos o peso na consciência, e, por isso, caímos no medo.

Jesus tem uma identidade própria. Ele é o nosso Salvador e ressuscitou para que tenhamos uma vida nova, coerente com a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus. Portanto, não podemos mais nos confundir quando nos perguntarem quem Ele é.

Por isso, vou refazer a pergunta: Hoje, quem realmente nós estamos sendo?

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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