Liturgia Diária 04/02/17

Liturgia Diária 04/02/17 (Sábado) – Marcos 6, 30-34.

Bom dia. REFLEXÃO COMPARTILHADA DO DIÁCONO JOSE DA CRUZ E HELENA SERPA.

“Poderemos dar um título para este trecho do evangelho? Quem sabe: “Trabalhando na hora do descanso…”

Desculpem-me o título da reflexão, mas é isso mesmo!

Os apóstolos de Jesus, depois de um final de semana cheio de atividades, reuniões, pregações e celebrações, resolveram procurar Jesus na segunda-feira para contarem dos resultados positivos de tantos trabalhos, feitos com tanto amor e alegria. Mas Jesus notou que eles estavam cansados, precisavam retirar-se para um local ermo, descansar um pouco, descontrair e jogar algumas conversas fora, pois Jesus não era um homem carrancudo e tempo inteiro falando sério, ensinando, pois quando estava a sós com os discípulos, é exatamente como nós com os amigos mais chegados, quando ficamos à vontade, conta-se uma história engraçada e se dá muita risada. Faz-se alguma piada sobre alguém do grupo…

Ah que gostoso imaginar um Jesus de Nazaré assim tão humano como a gente…

A agitação do trabalho pastoral era muito grande, gente que ia e que vinha para reuniões, celebrações, encontros, exatamente como é a comunidade em finais de semana. Então na segunda-feira pegaram uma barca e decidiram dar um passeio para o outro lado, claro que teria oração de louvor e agradecimento, haveria momento para a partilha da experiência missionária, um outro para as orientações de Jesus, mas tudo com muita descontração.

E quando já estavam bem à vontade, começando a jogarem conversa fora e traziam naqueles rostos uma inexplicável alegria por estarem ali juntos, ao chegarem à outra margem, já, com o carvão e a carne para um churrasco, quem sabe… espantaram-se ao ver a multidão que os esperava ali na outra margem. As pessoas estavam maravilhadas e contagiadas com a alegria daquele grupo, a pregação dos apóstolos e aquele jeito ensinado por Jesus, fora uma estratégia que havia dado certo, não importava que era uma segunda-feira, dia de descanso para os ministros e pastorais, o povo não queria ficar longe daquele grupo fantástico que tinha uma proposta totalmente nova de vida, de uma religião marcada acima de tudo pela alegria de sentir tão de perto o amor de Deus.

Os apóstolos talvez ficaram meio chateados: “Pronto, acabou-se a nossa folga…”, mas Jesus sentiu compaixão das pessoas porque eram como ovelhas sem pastor, isso é, não tinham uma referência importante ou uma liderança autêntica para seguirem, e Jesus começou e ensinar-lhes muitas coisas mostrando que atenção, carinho, amor e compaixão para com as pessoas da comunidade, não tem dia e nem hora pois a vida de quem se consagrou a Deus e aos irmãos na comunidade, já não nos pertence…

Jesus não conseguia descansar diante do sofrimento daquele povo, pois, percebia que aquela multidão era realmente, como “ovelhas sem pastor”; conhecia as dores que sofriam aqueles que O seguiam dia e noite.

Por esta razão Ele não deixava para o outro dia o que podia fazer por aquele povo faminto, e, mesmo cansado, ocupava-se com ele. A compaixão era, então, o aspecto que mais identificava Jesus quando Ele andava pelo mundo instaurando o Seu reino.

Hoje também, a multidão continua necessitada de ajuda e, embora não tenha muita consciência, ela busca algo ou alguém que possa preencher o vazio do seu coração. Assim como aos Seus discípulos, Jesus, hoje também nos chama a um lugar deserto e nos prepara para que possamos ser pastores de pessoas desanimadas e sem esperança.

Ser pastor é saber dar testemunho de fé, de confiança no plano de Deus e, assim, ser luz para o irmão que também passa por necessidade.

Jesus nos cura e nos ensina também muitas coisas a fim de que sejamos refrigérios e luz, tanto para a nossa felicidade pessoal, como também, comunitária e familiar. Ele nos ensina a arte de viver melhor em qualquer circunstância enfrentando todas as dificuldades.

Desse modo nós poderemos também ajudar a todos os que ainda não O conhecem.

Os melhores ensinamentos da nossa vida nós os recebemos quando passamos por experiências de dor e de sofrimento, com Jesus! Assim nós aprendemos com a nossa própria experiência. Jesus, hoje, nos faz descansar, nos refrigera e nos consola para que também, possamos ser pastores que consolam e que amparam as ovelhas afastadas de Seu amor.

De nada adianta fazermos muitas coisas e não fazermos do jeito certo, o descanso, o retiro interior é fundamental para a qualidade do nosso trabalho missionário!

Hoje, Jesus nos convida a um descanso semanal na participação do Banquete da vida que é a Eucarística! Participando da Eucaristia, nós nos reabastecemos na fé, repomos as nossas energias para darmos continuidade a nossa missão, que começa ou melhor, recomeça a cada vez que saímos da Igreja descansados e alimentados da força inovadora de Jesus.

Jesus “teve misericórdia daquela gente”. Nós, Igreja, temos o mesmo sentimento. Como nos diz o documento de Aparecida: “Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão”.”

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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