Liturgia Diária 06/02/17

Liturgia Diária 06/02/17 (Segunda) – Marcos 6, 53-56.

Bom dia. REFLEXÃO INSPIRADA NA DO PADRE ROGER ARAÚJO.

Na época de Jesus e nos dias que vivemos hoje, os males são diversos: as doenças, as enfermidades, os tormentos físicos, espirituais, psíquicos, psicológicos e tantos outros. Algum tipo de sofrimento sempre está se abatendo sobre nós. E podemos ver claramente que, onde Jesus ia, levavam até Ele os doentes, os enfermos, as pessoas que estão sofrendo de diversos males.

De fato, os sofrimentos nos abatem, e, quando vêm sobre nós, nos derrubam e ficamos prostrados, muitas das vezes sem reação ou forças.

Outras vezes, as doenças nos impedem de vivermos e fazermos o que precisamos, mas temos que nos reerguer.

Às vezes, sozinhos não conseguimos nos levantar e caminharmos adiante, mas devemos sempre tentar.

Outras vezes, queremos e temos até vontade, mas não temos força física ou psicológica para tanto.

É nesse momento que precisamos buscar ajuda, porque esses doentes do evangelho de hoje, foram levados por outros, precisamos permitir que outros também nos leve.

Não é ficar fazendo do outro sempre uma muleta ou ficar ancorado nele. Não é isso! Vamos depender sempre uns dos outros, para que, daqui a pouco, voltarmos a caminhar por conta própria, mas quando cairmos, não custa nada pedir: Ajude-me! Levante-me!

Uma criança ou um idoso são dois extremos da vida, porque a criança precisa dos pais para tudo, e o idoso, dependendo da situação, também precisa de ajuda. Nesses dois extremos da vida, vamos aprendendo a nos virar sozinhos, mas vamos também colocando na cabeça e no coração que precisamos uns dos outros.

Duas coisas são importantes: saber que precisamos de ajuda e estarmos abertos para recebê-la, não sermos orgulhosos nem autossuficientes.

Existem pessoas que sofrem caladas, sozinhas, passam por uma situação difícil na vida, mas basta a pessoa se abrir, partilhar, colocar para fora que ficará mais aliviada.

Mas, porém, existe o maldito orgulho, que deixa a pessoa fechada, onde ela prefere ficar sofrendo sozinha, não se abre, não busca ajuda.

Meus queridos irmãos e irmãs, todos nós precisamos de ajuda, agora e em toda a nossa vida!

Ter Fé que podemos ser curados, que podemos diminuir o nosso sofrimento, seja ele de ordem física por causa de uma doença; seja por ordem psicológica por causa do stress e depressão; seja por ordem sentimental por causa do término de um relacionamento ou perda de um ente querido; seja nestas e tantas outras “curas” que desejamos, precisamos entender que o “querer” e o “aceitar” Jesus em nossas vidas para que os seus milagres se realizem, é uma essencial diferença e necessidade, pois, temos algumas atitudes que nos prejudicam ainda mais do que a própria “doença”. É acharmos que ter Fé é ficar esperando; é acharmos que não preciso da ajuda dos outros; é acharmos que nos afastar de “Deus’ e da “Igreja” e esperar que a providência divina aconteça, é o melhor a fazer.

Me desculpem, mas a dinâmica de Jesus não é essa, pois, nós é que temos que procurá-lo, e não o inverso, pois, é Jesus que nos dá a sua cura.

A segunda coisa importante, é que todos nós precisamos ajudar, ser mãos estendidas. Precisamos ser como Jesus: estender a mão para ajudar o outro, e não é só quando o outro está muito mal, quando está caído, prostrado ou até morto, ou está numa situação mais emergencial. Em toda e qualquer situação, é preciso ter disposição de coração para socorrer, ajudar e levar os outros até Jesus, para que toquem n’Ele, para que sejam tocadas por Ele.

Precisamos ter em nós a unção do toque, o toque da graça para sermos instrumentos de cura na vida das pessoas. Muitas vezes, a pessoa pode sofrer de uma enfermidade que não tem cura medicinal, mas, pelo fato de ser amada, acolhida e tocada, já está curada no seu interior. Muitas vezes, o que nós precisamos, é apenas um sorriso, um abraço, um carinho, uma graça em poder sentir em nosso coração o amor que o outro está nos dando, e com esta simples demonstração, estamos mais perto em aceitarmos Cristo em nossa vida.

Sejamos instrumento da cura de Jesus na vida das pessoas, deixemo-nos ser levados até Ele e levemos os outros para também tocarem n’Ele.

Hoje, nós temos esta condição de tocarmos Jesus, e podemos tocá-Lo na Eucaristia. Por isso, que primeiro, não podemos nos afastar e nos entregar, mesmo que a dor seja grande ou a dificuldade seja enorme, pois se realmente tivermos Fé, apenas tocar na barra da veste de Jesus estaremos curados.

Talvez, eu deseje uma cura de uma doença, mas como Jesus nos conhece no nosso mais íntimo ser, a cura venha primeiro para o espírito, pois, é essa parte que está mais debilitada.

Talvez eu precise de um emprego, mas o milagre é que eu me cure de algo psíquico que poderá me prejudicar no meu novo trabalho.

Tenhamos Fé na escolha das curas que Jesus realiza em nossas vidas, onde não devemos procurar muitas justificativas do porquê isso aconteceu, mas mude a pergunta, pergunte-se, para que isso aconteceu. Quando tivermos o discernimento em reconhecer a dinâmica do Amor de Jesus em nossas vidas, as dificuldades que aparecerem, e vão aparecer, serão mais fáceis de suportá-las.

Devemos sim, apresentar e levar as pessoas até Jesus, mas principalmente, devemos nós, primeiramente, procurar Jesus e nos entregar ao seu amor.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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