Liturgia Diária 09/02/17

Liturgia Diária 09/02/17 (Quinta) – Marcos 7, 24-30.

Bom dia. Todas as vezes que ouço ou reflito esta passagem, sempre me vem na memória um encontro de formação e espiritualidade que tivemos em nossa Paróquia de São Judas Tadeu, com queridos irmãos e irmãs que se aventuraram com a coragem e fé nos trabalhos dos MESC (Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão), e não Ministros da Eucaristia como muitos dizem, pois devemos ser realmente chamados como MESC, como nos orienta a Instrução Redemptionis Sacramentum, em seus números 154, 155 e 156; mas isso, é assunto para outra reflexão.

Toda vez que ouço e reflito esta passagem, sempre me é colocado um pouco a mais, sempre consigo ver algo que não tinha visto ou refletido anteriormente, sempre tem alguma coisa que me acrescenta um pouco mais em minha caminhada. A dinâmica da Palavra de Deus para nós, é sempre assim, não é porque já vi, ouvi ou refleti algo várias vezes que tudo se torna igual, não, com as coisas de Deus, podemos até ouvir a mesma coisa, mas a nossa reflexão e principalmente a nossa ação deve ser diferente, pois a nossa fé, é como Jesus nesta passagem, sendo diferente, mas não esquecendo e se desviando de sua missão.

Como estava lembrando, com muita alegria, todas as vezes que reflito esta passagem, eu sempre me deparo com Jesus, sendo MESTRE ou ALUNO, claro, isso depende de como refletimos à Luz do Espírito Santo, que nos dará o devido discernimento das coisas de Deus. Será que já houve, diante de uma situação ou fato bem parecidos, onde você pode APRENDER, como um aluno, e outra vez em que você pode ENSINAR, como um mestre?

Por isso, nesta reflexão, tentarei fazer sempre duas perguntas para cada situação, e veja você em sua reflexão pessoal, em qual das duas você consegue ver as ações de Jesus se refletindo, e onde você se encaixa.

Vejamos o que nos diz o versículo 24: “Naquele tempo, Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido”.

Tiro e Sidônia eram cidadãs pagãs, sendo assim, pergunto:

— Jesus foi para lá apenas para se afastar dos judeus, já que não O estavam recebendo bem, nem a Ele e nem aos discípulos; ou

— Jesus foi para lá, ensinar um pouco mais aos seus discípulos e mostrar que eles deveriam também levar a sua Boa Nova a todos os povos?

E nós, nos aventuramos com fé e amor nas missões que Deus nos chama, ou nos escondemos para não sermos importunados e sairmos de nossa comodidade?

Nos versículos 25 e 26 diz: “Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio”.

O texto nos deixa bem claro, que a mulher e sua filha moravam e faziam parte de um povo que não acreditava em Deus e nem em suas obras. Naquela época, estar possuído por um demônio, era por ter um grande pecado e estar longe de Deus, então, o texto nos mostra que são muitos os motivos por elas estarem morando ali, em terra de pagãos. Mas algo nos chama a atenção: ela suplicou a Jesus que expulsasse o demônio de sua filha. Sendo assim pergunto:

— Ela suplicou (se prostrou), porque realmente acreditava que Jesus era o Messias, profetizado pelos judeus, ou

— Ela suplicou, (se prostrou) porque era desta forma que os judeus faziam diante dos enviados de Deus?

E nós, realizamos as nossas ações, principalmente na Santa Missa, apenas por imitação, ou porque acreditamos realmente que é o Corpo e Sangue de Cristo transubstanciado no momento da Consagração?

No versículo 27 Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”.

Na resposta de Jesus, ele está dizendo:

— Que Ele veio apenas aos judeus, e que não iria a ajudar, fazendo que a mulher desistisse, ou

— Que Ele veio apenas aos judeus, e que não iria a ajudar, para ver qual a reação que a mulher teria?

E nós, qual é a nossa atitude quando algo não sai conforme nós desejamos, desistimos ou procuramos uma outra solução?

Já no versículo 28, a mulher responde: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”.

Nesta resposta da mulher pagã, ela demonstra, que apesar de não ser judia, ela pode ser sim “convertida”, pois iria comer daquilo que o seu Senhor deixasse para ela. Ela demonstra assim, que seria capaz de aceitar a Boa Nova de Jesus em sua vida. Além do mais, ela está questionando se a bondade e o amor de Jesus não poderia ser dado a uma pagã infeliz, que neste caso seria a sua filha.

E nós, conseguimos reconhecer as “migalhas” deixadas por Deus em nossas vidas, ou nos afastamos de seu convívio e de sua missão?

Será que conseguimos reconhecer as graças nos dada por Deus, nos pequenos detalhes, nas pequenas coisas?

Ou será que somos aqueles, que só acreditamos nos milagres se eles forem grandes o bastante para todos verem?

Já no versículo 29 Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”.

Sendo assim, podemos observar que Jesus concedeu o milagre da cura, por isso pergunto:

— Com este milagre, Jesus o fez, porque aprendeu com a fé da mulher pagã e reconheceu que a sua Palavra deve ir além do povo de Israel, ou

— Com este milagre, Jesus ensina aos discípulos que a Boa Nova deve ser levada a todos, e usa esta mulher e sua filha, como sendo um ensinamento, para demonstrar a todos eles, que até os pagãos podem se converter e devem ser salvos?

E nós, reconhecemos que a Boa Nova de Jesus deve ser levada a todos, ou, colocamos os pecados das pessoas como obstáculos de nossa evangelização?

E nós, quando estamos diante de pessoas que não são católicas, as consideramos longe do Reino de Deus, como não sendo dignas de curas e milagres, ou as respeitamos e as ajudamos da mesma forma que Jesus?

E nós, por sermos católicos, nos sentimos superiores aos que não são, ou somos humildes o bastante, para reconhecer que Jesus veio para todos, e que cabe a nós, sem oprimir ou obrigar que aceitem a Sua Palavra, que estamos de braços e coração aberto a aceitar e caminhar juntos com todos que aceitam Jesus em suas vidas?

E no versículo 30, nos é apresentado o desfecho desta passagem: “Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela”.

E observando o este desfecho, pergunto:

— Jesus realiza pela primeira vez, a cura de uma pessoa não judia, e completa mais uma parte do seu próprio aprendizado como Salvador e como Homem, demonstrando toda a sua bondade e amor, ou

— Jesus realiza pela primeira vez, a cura de uma pessoa não judia, e faz com que os discípulos tenham mais um ensinamento revelado pela sua bondade e amor pela fé também dos pagãos?

E para nós, hoje, além destas formas que refletirmos esta passagem, o que podemos tirar para nós?

O que podemos, à luz do Espírito Santo, refletir, entender e discernir o que os discípulos, a mulher e principalmente Jesus tem a nos ensinar?

Meus irmãos e minhas irmãs, Jesus não precisou tocar aquela menina para curá-la, porque para Deus não existe distância, nem barreiras. Por isso nós podemos sim falar com Deus de onde estamos, e Ele vai ouvir o nosso clamor. Mas talvez seja por isso que as pessoas de pouca fé, declaram que quando querem rezar, rezam em casa, fazendo disso referência ao poder de Deus, e principalmente quando Jesus disse que quando quisermos rezar, para nos trancar no quarto.

Mas Jesus disse isto por causa dos judeus que rezavam em praças públicas, fazendo o maior barulho, apenas para aparecer e não para vivenciar. Não devemos decorar uma frase de Jesus e nos basear somente por ela, porque em outra ocasião Jesus nos disse que “quando um ou mais de vós estiver reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”.

Isso significa que, não obstante, realmente, podemos rezar em qualquer lugar, inclusive no nosso quarto em silêncio, mas também, podemos e devemos rezar juntos na igreja, no templo, porque aí temos a certeza de que Jesus está no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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