Liturgia Diária 12/02/17

Liturgia Diária 12/02/17 (Domingo) – Mateus 5, 17-37.

Bom dia. Mas que Palavra é essa no dia de hoje que Deus nos apresenta! Isso não é apenas um pequeno trecho, uma parábola, um único ensinamento, não, com o texto de hoje podemos dividi-lo em pelo menos 3 a 4 ensinamentos distintos entre si, mas interligados no caminhar da Boa Nova. Vejamos:

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogar, mas levá-los à perfeição”.

Quem dera se tivéssemos Jesus como exemplo, em todos os momentos de nossa vida. Mas aí alguém pode me perguntar:

— Mas Flávio, quando é que não sigo a Lei de Deus? Ou: — Quem diz que quero revogar esta Lei?

Bem, como disse, quem dera se tivéssemos o exemplo de Jesus – o verdadeiro exemplo – em todos os momentos de nossa vida.

Vejamos, Jesus nos disse que não veio revogar, nem alterar, nem mudar a Lei, mas nos levar ao um verdadeiro entendimento daquilo que Ela significa. Pois bem, nós temos a grande “mania” de querer mudar todas as “leis” em detrimento do nosso próprio ser. Querem ver?

— Na empresa que trabalhamos – no meu caso particular –, temos várias normas a seguir: hora de chegar, hora de almoçar, uniforme a vestir, barba a fazer, etc. O que é que normalmente nós fazemos? Tentamos alterar ou mudar, nem que seja naquele momento a “lei” para me privilegiar de uma situação.

— Em casa, onde vivemos, na igreja doméstica, temos várias normas a seguir: respeito, educação, carinho, fidelidade, amizade, etc. O que é que normalmente nós fazemos? Esquecemos destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos.

— Na política, cargos públicos ou situações cíveis, temos várias normas a seguir: justiça, ética, ser contrários à corrupção, racismo, preconceito, etc. O que é que normalmente nós fazemos? Burlamos as leis de trânsito, desfalcamos os cofres públicos, não me preparo para lecionar ou só chego atrasado em minha repartição.

—Na Igreja, em especial no ECC, no MESC e na Liturgia, onde sou mais atuante – por isso, eu me incluo –, temos várias normas a seguir: Documentos, Liturgia, Espiritualidade, horário, vestimenta, educação, acolhida, etc. O que é que normalmente nós fazemos? Temos a soberba de querer mudar tudo aquilo que a nossa Igreja nos orienta como forma de sermos “comum” + “unidade”, então, sermos “comunidade”, e deixamos que o meu querer se sobreponha sobre tudo isso.

Será, que agora, temos a humildade de reconhecer, que em nossa vida, “sempre” tentamos mudar a “lei”?

Que possamos com a graça de Deus, conseguirmos cumprir e ensinar as “leis”, e que possamos caminhar a cada dia, um pouco mais, em direção do Reino dos céus.

Continuando o Evangelho, a reflexão da Palavra nos mostra que, nós nos distanciamos de Deus, quando não praticamos a sua justiça. E, logicamente, quando estamos distantes de Deus, ficamos vulneráveis, sujeitos a cairmos nas ciladas preparadas pelo o inimigo que tenta a todo momento, nos tirar do caminho de Deus, nos distanciando da nossa verdadeira origem!

Jesus continua nos alertando sobre o perigo que corremos, quando abandonamos a justiça de Deus para vivermos a “justiça” dos homens! “Se a vossa justiça, não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus”.

A justiça dos homens não é igual para todos, disso, todos nós sabemos, basta acompanharmos os noticiários. Já a justiça de Deus é abrangente, a lei de Deus é a lei do amor, a lei da inclusão! E podemos notar que, em momento algum, Jesus incitou os discípulos a descumprirem as leis civis, pois, Ele tinha consciência da importância da lei – “A César o que é de César” –, o que Ele condenava, era o rigor dos fariseus e mestres da lei, o legalismo, isto é, o respeito minucioso da lei para o povo e o desrespeito deles para com o povo sobre a lei. O legalismo, é um instrumento de alienação e opressão, que tem como pano de fundo cegar o povo diante dos seus direitos.

Fariseus e mestres da lei colocavam as leis acima da vida, como não poder ajudar uma pessoa em dia de sábado. Eles se apresentavam como pessoas puras, limpas, mas o seu interior não correspondia às aparências. Por dentro, eles eram cheios de maldades, rigorosos nas leis e distantes do mandamento maior: o mandamento do amor!

“Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não Matarás’. ” É no pensamento, que está a raiz de todo o mal, e Jesus vem nos ensinar como cortar o mal pela raiz, eliminando tudo o que pode nos levar a tirar a vida do outro! Tirar a vida de alguém, não significa somente assassiná-la, começamos a tirar a vida de uma pessoa, quando matamos o seu sonho, quando lhe dirigimos palavras ofensivas, desaguando a nossa ira sobre ela!

A palavra, que sai da nossa boca, tem força, tanto para o bem, como para o mal. Uma palavra “bem+dita”, eleva uma pessoa, enquanto que uma palavra “mal+dita”, pode destruí-la! Difamar uma pessoa, é sem dúvida, um ato destrutivo.

O antigo Testamento diz: “não matarás”. Jesus vem nos dizer o mesmo, nos propondo algo de concreto, uma vida no amor! O amor é a arma mais poderosa que o ser humano pode carregar em si, uma arma que desarma qualquer adversário, que interrompe o círculo vicioso da vingança! Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria vida, abre caminhos, nos faz esvaziarmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro! Se somos filhos do amor, amor devemos ser! ”

Já a continuação da Palavra, é difícil de ser refletida…

“Somos felizes na medida em que vivenciamos a Palavra de Deus e andamos conforme os Seus ensinamentos. Jesus Cristo é a própria Palavra de Deus que veio ao mundo para nos ensinar a viver segundo a vontade do Pai e, assim ser feliz! A Palavra de Deus é o mapa que nos mostra o caminho para alcançarmos a santidade. Por isso que Jesus nos adverte de que não somos adúlteros somente quando agimos, mas também quando “desejamos”, quando “imaginamos”, quando contemplamos e cultivamos o mal dentro do nosso coração. O mal pode nos escravizar mesmo que não pratiquemos ações más, dependendo da nossa maneira de encarar e de ver as pessoas e as coisas.

O ato de arrancar o olho e a mão, a que Jesus se refere, significa cortar pela raiz os pensamentos, os sentimentos e as ações que nos sãos agradáveis, mas nos desvirtuam do caminho de Deus. Os nossos julgamentos pelas aparências, os sentimentos de ódio e rancor que guardamos dentro do coração, as manifestações interiores de orgulho e de inveja que ruminamos quando ambicionamos as riquezas do mundo, são ocasiões de pecado. Por isso, Jesus, nos manda jogar fora e arrancar, cortar de uma vez por todas.

No matrimônio, homem e a mulher firmam aliança com Deus que é para sempre e se propõem a cooperar para a construção de um mundo mais justo e feliz. A infidelidade gera infelicidade, a aliança rompida gera vidas quebradas, amor violado gera traição a Deus, por isso Jesus chama a nossa atenção para que tenhamos consciência do compromisso que assumimos com Ele”.

Mas tomemos cuidado em não querermos ser juízes das ações “infelizes” de nossos irmãos. Todos nós temos em nosso meio de amizades, casais que tiveram que passar por essa tristeza e em muitas das vezes, a dor de uma separação. São filhos sofrendo, famílias destruídas, amigos divididos, sentimentos de ódio e rancor entre os dois. Se somos ou desejamos ser verdadeiros cristãos, devemos acolher a todos com o coração aberto de amor e os abraços repletos de paz, pois a eles – separados –, já basta a tristeza do rompimento da promessa eterna realizada diante de Deus.

E por último, Jesus nos deixa uma pequena explicação sobre como deve ser o nosso caminhar na Palavra de Deus, onde que por várias vezes pelos meios sociais na internet e nos celulares eu li uma frase que diz mais ou menos assim:

— O certo não deixa de ser certo ainda que ninguém pratique.

— O errado não deixa de ser errado ainda que todo mundo faça.

Já Jesus, é bem mais simples. Ele nos diz:

“Seja o vosso ‘sim’: “Sim”;

“Seja o vosso ‘não’: “Não”.

Tudo o que for além disso vem do Maligno.

O verdadeiro católico, o verdadeiro cristão, com a Palavra de Deus sendo seu alicerce, e diante das tentações e maquinações que o mundo nos oferece, não podemos ter outra resposta além do “SIM” ou do “NÃO”, pois um talvez, não vem de Deus.

Por isso gostaria de deixar uma perguntar:

“Se eu fizer o certo é o certo que me espera. Agora, se eu não faço o certo, o que é que me espera?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

slide1 slide2 slide3 slide4 slide5 slide6 slide7 slide8 slide9

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s