Liturgia Diária 17/02/17

Liturgia Diária 17/02/17 (Sexta) – Marcos 8, 34 – 9, 1.

Bom dia. Meus amigos, minhas amigas, hoje, refletindo este texto que o Evangelho nos revela, estou confuso comigo mesmo, naquilo que seria a minha cruz. Sabem, Jesus está nos revelando qual a real condição para que sejamos Seus discípulos, que é renunciar a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e segui-Lo. E isso me causa medo, pois, muitas vezes, me sinto incapaz de carregar essa minha cruz, medo que não faça ou, que eu não esteja fazendo o que verdadeiramente Cristo deseja de mim.

Quando Cristo nos pede que deixemos tudo, não é largar o nosso emprego, largar a nossa família, largar os nossos amigos, não, não é isso, é mais do que isso. O que Ele quer nos dizer, é que, deixarmos tudo, é levarmos Jesus conosco para o nosso serviço, para nossa família, aos nossos amigos. E isso é muito difícil, pois Jesus nos faz uma promessa de salvação quando O levarmos a todos que nos cercam, só que os nossos medos de não sermos aceitos, de errarmos, e com isso sermos caluniados, sermos contestados, sermos contrariados, em muitas vezes, nos faz paralisar em nossas ações, em nossas falas, em nossos pensamentos, nos fazem até mesmo, que percamos a Fé em Deus e em nós mesmos. São em momentos como estes, que me sinto pequeno, me sinto fraco, me sinto incapaz de realizar algo em Seu nome.

Sabem, ontem, estávamos eu, a Ana Paula e o Flávio Júnior, assistindo ao filme Doutor Estranho, e eu sempre achei que filmes assim só nos traziam diversão, mas não foi bem isso que aprendi com este filme. Por várias vezes me vi naquele personagem, alguém que sempre se sentiu seguro de si mesmo, autossuficiente, em certos momentos (na verdade, em muitos momentos), arrogante e soberbo por achar que apenas o que sabia ou entendia já era o bastante, mas as circunstâncias da vida, lhe mostraram que ele não era tão significante assim ao mundo. Em certo momento, lhe fora revelado, que as cruzes que ele carregava não era somente sobre ele, mas sim, em torno dele, naquilo que ele poderia com tudo o que tinha aprendido fazer em prol do outro. Naquele momento, pude um pouco mais, compreender o que Cristo quis me dizer, “deixe tudo e Me siga”.

Renunciar a mim mesmo, não é me afastar dos problemas, não, é me aventurar a tentar resolvê-los, é diante das dificuldades, que podem ser:

— Dificuldade financeira: minha e da esposa;

— Dificuldade de doença na família: minha, do nosso filho e principalmente da minha esposa;

— Dificuldade de problema na pastoral: falta de coragem de alguns em não quererem assumir uma maior responsabilidade, de assumirem a Equipe, de aceitarem que podem fazer a diferença;

— Dificuldade em me relacionar com certas pessoas que só pensam em fazer as coisas como elas desejam e não como um bem comum, sabendo ouvir, respeitar e aceitar que a opinião do outro pode ser melhor, mais edificadora e evangelizadora do que a minha própria;

— Dificuldade em aceitar, que não é me afastando dos problemas que eles irão se resolver;

e diante destas dificuldades e tantas outras, eu atrevo a dizer à estas dificuldades e a mim mesmo:

— Eu, Flávio, renuncio a mim mesmo, e tentarei sempre diante de Deus e dos que me cercam (esposa, filho, parentes e amigos) me abdicar da minha opinião que seja direcionada apenas a mim, do julgamento que sirva apenas a mim, da maneira de ver que seja apenas a minha. Desejo renunciar a mim mesmo, e não seguir a minha própria razão humana, mas tentar seguir as razões de Deus, e me conduzir com segurança e me libertar de mim mesmo para ganhar a vida em Cristo Jesus.

E isso será fácil? Não, em hipótese alguma, pois, para que eu ou você, consigamos trazer Jesus para junto de nós, precisamos seguir os seus ensinamentos, abandonando as sugestões e tentações que o mundo nos dita e nos oferece.

E é só isso? Não, pois tomarmos a nossa cruz, significa passar pelas dificuldades que o mundo irá nos impor, pois ele deseja nos destruir, para que caiamos, não nos levantemos e nos afastarmos de Deus. Precisamos assumir os nossos encargos e não fugirmos de nossas responsabilidades, apenas por causa do sofrimento que possamos vir a passar. Isso é se acovardar, isso é se entregar ao mundo e rejeitar a Deus.

Quantos de nós hoje que por estarem preocupados com os males do mundo moderno, que, em vez de tentar resolver certos problemas, preferem de qualquer maneira se livrar deles, pôr os considerarem uma “desgraça” ou grandes demais, não querendo assim, assumirem as suas cruzes, os seus compromissos e fogem das missões que podem pesar sobre os seus ombros?

Quem quer sofrer pouco, acaba sofrendo muito, e toda a pessoa que quer se livrar de qualquer maneira dos seus problemas, está apenas procurando salvar a própria vida. Isto, infelizmente, não é pegar a nossa cruz e seguirmos Jesus.

A fidelidade no seguimento de Cristo tem de ser ilimitada, chegando inclusive a sacrificar a vida se necessário. Essa afirmação, por si, é óbvia, pois a vida eterna é muito mais importante e duradoura que esta vida terrena; se houver uma necessidade de escolha, claro que optamos pela vida futura.

Mas não sejamos cegos, pois está nas entrelinhas uma realidade que todos nós conhecemos: seguirmos Jesus provoca oposições, que vão se tornando cada vez mais fortes e orquestradas, que sempre tentarão nos derrubar. Só mesmo quem tem muita garra consegue ir em frente.

Por isso lhe convido: “Vamos pegar a nossa Cruz e seguirmos Jesus?”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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