Liturgia Diária 19/02/17

Liturgia Diária 19/02/17 (Domingo) – Mateus 5, 38-48.

Bom dia. Quem são os nossos inimigos? Você realmente os conhece? Posso fazer uma pergunta que eu me faço diariamente, e é com ela que tento me centrar na Palavra de Deus para conseguir “amar” as pessoas que estão ao meu redor?

— Aquela pessoa é minha inimiga ou sou EU que estou fazendo Dela de inimiga? Vou explicar um pouco melhor.

Nós, humanamente falando, somos pessoas fracas na fé, egoístas nos desejos, soberbos no conhecimento, criticamos aos outros e nunca a nós mesmos. Pois bem, como tento lidar com todos estes sentimentos diariamente, sempre que algo me aborrece ou que me sinto contrariado naquilo que acredito, sempre me vem o desejo de repelir ou atacar aquilo que me aflige.

Não é assim que nós reagimos quando nos sentimos intimidados?

A partir daquele momento, eis aí, meu novo inimigo. Eis aí minha nova inimiga. É exatamente neste momento que os nossos inimigos começam a aparecer, não porque realmente os são, mas porque nós os “transformamos” em inimigos, em desafetos, em adversários. Como é difícil para nós, que por um minuto que seja, tentarmos discernir aquele acontecimento ou atitude que me entristeceu antes de que possamos responder ou reagir. Realmente, fazemos o contrário. Quando isso acontece começamos a ver em nossa frente apenas o ódio, o desrespeito, a raiva, o desprezo, etc.

Pois bem, o meu inimigo, sou eu mesmo. Na maioria das vezes os nossos inimigos são criados por nossas mentes:

— por que não sabem acreditar nas boas ações das pessoas;

— por que não sabem aceitar as críticas como uma forma de crescimento;

— por que não conseguimos ser ou fazer o que os outros são ou fazem, criamos uma barreira de divisão entre nós, onde há sempre apenas a crítica ou o desprezo;

— por que quando vemos uma atitude de mudança nas pessoas e que não conseguimos realizar em nós mesmos, apenas más palavras a elas iremos mostrar.

Querem ver algumas situações corriqueiras que acontecem em nossa vida de família e de comunidade cristã que sempre são causas de discórdias e de novos “inimigos”?

Podemos até achar que são coisas banais e sem sentido, mas se conseguirmos ver com um pouco mais de atenção, vamos ver que nós mesmos já podemos ter realizado algumas dessas ações. Criamos novos inimigos quando:

— Eu não oro a Deus, e critico àquele que hoje não sabe fazer nada sem orar;

— Eu não consigo para de fumar ou beber, mas critico ou me afasto daquele que conseguiu, dizendo que ele não pode mais fazer parte da minha “roda de amizade”, pois ele está fora de sintonia da maioria;

— Eu não trabalho na Igreja por que tem pessoas que estão lá e eu não “suporto” a forma delas serem – erradas ou não.

Uma vez, aconteceu algo na nossa comunidade, que foi como uma “rasteira” que fizeram conosco sobre certas atividades na nossa paróquia. Uma irmã e amiga, a “F”, como eu, havia ficado muito chateada com aquela situação que havia acontecido, e me perguntou assim: “Flávio, você não vai fazer nada? Isso não está certo! E você vai ainda ajudar “eles” neste encontro?” Aí, eu respondi a ela: “Sabe minha amiga, eu estou chateado sim, mas não é por causa disso que eu vou deixar de ajudar a nossa comunidade, pois, independente do que aconteceu, devemos trabalhar para Deus e não para “eles”.”

Naquele momento, o meu desejo era de criar meus próprios inimigos, mas com oração dirigida a “eles” e principalmente a mim, eu consegui com a graça de Deus, mostrar a mim mesmo e a “eles” que podíamos trabalhar em prol de algo maior, que se chama Igreja, fundada e amada por Cristo Jesus, e onde que me sustento para continuar nesta caminha de Família e comunidade.

As palavras de Cristo para nós hoje, sempre quando a refletimos, parece algo inatingível, pois humanamente falando, é quase impossível não devolvermos na mesma moeda o mal que alguém nos fez. Este mal pode ter sido, por palavras ou por ações, isso independe, pois, a nossa primeira reação será sempre a de revidar, e aí, iremos criar novos inimigos.

O que Jesus nos pede hoje, não é que sejamos “bobinhos” ou submissos ao extremo diante das “violências” causadas a nós e a quem nos cerca, mas que sejamos humildes e sábios em ter o discernimento que, caso haja o revide, esta ação se perpetuará quase que para sempre, onde um sempre irá tentar revidar o que recebeu.

E a beleza da ação que Jesus nos pede, está exatamente no contrário, Ele deseja que o revidar não seja com palavras “malditas” ou ações “violentas”, mas que o nosso revide seja de levar ao outro o amor, a compreensão, o carinho que a Boa Nova nos faz.

Nós, muitas vezes, por não termos compreendido o verdadeiro amor de Deus em nossas vidas, sempre tentamos impor as nossas vontades, os nossos quereres, não nos preocupando com aqueles que nos cercam, com aqueles que participam conosco em nossa comunidade e principalmente em nossa família. E quando somos confrontados, a nossa primeira reação, é a de agir com “violência” nas palavras, para que as minhas ideias sejam aceitas e que os outros também a defendam.

— Caso haja alguém em quem eu “confio”, mas não é partidário dos meus pensamentos, qual é a nossa reação?

— É de pensar, refletir e aceitar esta “diferença”, ou a nossa reação é de continuar a bater de frente impondo a minha posição?

— E a partir daí, como é que fica a nossa relação com aquela pessoa que eu confiava?

Devemos lembrar, quem, por muitas vezes, a nossa “verdade” é apenas nossa, e não a VERDADE da comunidade ou do nosso grupo ou da nossa família. Quando conseguimos discernir e agir diante das violências feitas a nós com uma atitude de amor, carinho e compreensão, as armas serão depostas ao chão, onde que aquele que estava “coberto por sua verdade”, naturalmente, será descoberto diante de todos pela “verdade” de Cristo: o AMOR.

REFLITAMOS:

— Será que não estamos, nós mesmos, sendo este “mal” em nossa comunidade, em nossa família, em nosso trabalho?

Somente a graça de Deus, aceita por nosso coração humano, será a solução para compreendermos que o AMOR é a verdadeira saída para resolvermos os nossos problemas.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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