Liturgia Diária 21/02/17

Liturgia Diária 21/02/17 (Terça) – Marcos 9, 30-37.

REFLEXÃO COMPARTILHADA COM A DA OLÍVIA COUTINHO.

Vivemos numa sociedade materialista, que ignora o ser, que tem parâmetro o ter. Uma sociedade fixada na ideia da competitividade, que insiste em nos convencer de que o errado é que é o certo. Por conseguinte, contaminados por esta mentalidade contrária ao evangelho, muitos de nós vão se desvirtuando dos bens eternos, chegando a assimilar a falta de esperteza, como causa do seu não êxito na vida. Em meio a tantos adversários do projeto de Deus, Jesus vem nos trazer algo novo, uma proposta de vida nova, que ao contrário do mundo, prioriza o ser!

Hoje, a Palavra de Deus nos faz refletir sobre o que carregamos em nossos corações, pois aquilo que nós levamos em seu interior é o que temos para apresentar àqueles que estão em nosso caminho. A liturgia de hoje nos convida a refletir, e vem nos alertar sobre um risco muito grande que corremos, quando desconectamos de Jesus, pois, quando nos desconectamos de Jesus entramos na onda do mundo, e as coisas de Deus vão ficando ultrapassadas.

A narrativa nos diz que Jesus distanciou-se temporariamente do povo, para estar a sós com os discípulos, era preciso orientá-los para a caminhada, que em pouco tempo, seria sem a sua presença física.

Jesus, conhecedor das fraquezas humanas, tinha um cuidado muito especial para com aqueles que dariam continuidade a sua missão aqui na terra, após a sua volta para o Pai, missão dada a nós hoje. Além de capacitá-los bem, Jesus estava sempre os alertando quanto ao perigo deles se deixarem levar pela autossuficiência, pela a vaidade e assim pôr a perder o projeto de Deus que deveria ser desenvolvido por eles.

Os discípulos, como nós hoje também, tinham muitas dificuldades em entender o messianismo de Jesus e mais dificuldades tiveram, quando Ele fala sobre o desfecho de sua trajetória terrena, da sua morte de cruz, faltava-lhes ainda, uma sintonia mais profunda com Jesus!

Mesmo estando juntos do Mestre, os discípulos ainda não haviam entrado na dinâmica do Reino, continuavam presos a mentalidade do mundo. Enquanto Jesus falava de sua morte e ressurreição, eles estavam em outra sintonia, estavam preocupados em se autopromoverem, querendo saber quem seria o maior entre eles, ou seja, quem ocuparia o lugar de Jesus após a sua morte.

Por isso, nós que somos verdadeiramente comprometidos com a Palavra, sinceramente, sabemos reconhecer de coração aberto às coisas de Deus e à luz do Espírito Santo:

— de onde vem a guerra que travamos entre as pastorais?

— de onde vem a briga que travamos com aqueles que não gostamos?

— de onde vem a não aceitação das opiniões dos outros?

— de onde vem a soberba de achar que só as coisas feitas por nós é que estão certas?

— de onde vem a crítica destrutiva para aquele ou aquela que possui limitações?

— de onde vem a ignorância de achar que não precisa saber de mais nada?

— de onde vem a autossuficiência em não saber pedir ajuda ou de não se deixar ser ajudado?

A Palavra é bem clara, forte e direta, tudo isso vem da nossa cobiça de poder, de ser reconhecido, de ser elogiado, de ser o melhor.

Jesus, pacientemente, adverte os discípulos: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último, aquele que serve a todos”.

E para mostrar o modelo de grandeza que agrada a Deus, Ele toma consigo uma criança e a coloca no meio deles dizendo:

“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, estará acolhendo a mim mesmo”.

Naquele momento, Jesus convidou os discípulos e também a nós, a fazermos a diferença no mundo, a despirmos do nosso orgulho da nossa vaidade, para nos tornarmos puros, puros como uma criança.

Aquela criança que Jesus colocou no meio dos discípulos, representa todos aqueles, que têm um coração puro, um coração que não guarda rancores, um coração isento da vaidade! A criança é o símbolo da pureza, da simplicidade…

Jesus nos deixa um grande ensinamento no dia de hoje, nos alertando, sobre a importância de cultivarmos a humildade e a simplicidade. As suas palavras nos convidam a eliminarmos tudo que o nos distancia do projeto de Deus.

Se realmente, desejamos e queremos de fato, seguir Jesus, precisamos desapegar das coisas do mundo, para nos tornarmos dependentes do Pai, assim como a criança é dependente dos seus Pais!

A nossa preocupação primeira, não deve ser com a nossa promoção pessoal e sim, com a promoção da vida, da vida em toda a sua dimensão.

A chave que abre a porta do céu para nós, são os pequenos, não somente a criança, mas todos aqueles que estão às margens desta sociedade. Estes, que são os últimos aos olhos do mundo, são os primeiros aos olhos de Deus, estando do lado deles, estamos em Deus!

Jesus, em sua permanência física aqui na terra nos deixou um grande exemplo de humildade; mesmo sendo o Filho de Deus, Ele se fez pequeno, a sua grandeza, estava em se sentir-se Filho! Um Filho totalmente dependente do Pai!

Coloquemos este exemplo no nosso viver e com certeza seremos muito felizes!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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