Liturgia Diária 24/02/17

Me desculpem pelo atraso da liturgia de ontem e de hoje, mas assuntos particulares e de ordem de saúde em minha família, em especial da minha esposa Ana Paula, e por assuntos pendentes com os MESC da minha paróquia, me fizeram perder o rumo do tempo, e por isso, peço-lhes desculpas neste atrasado.

Liturgia Diária 24/02/17 (Sexta) – Marcos 10, 1-12.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA COM HELENA SERPA

Meus irmãos e irmãs, o tema que nos leva a refletir a Palavra hoje é atual e muito importante para nós. E exatamente por isso, é perigoso, complicado, profundo e extremamente difícil de se dizer, pois, quem de nós não temos em nossas famílias, em nossas amizades, exemplos de casais que se separaram? Que tiveram em suas vidas e as de seus filhos e familiares, terem que passar por esta dor?

 Mas como na época de Moisés, onde que, por causa do coração duro, foi permitido ao casal se separar; o que nos orienta hoje, infelizmente, também é o nosso coração duro em querermos “julgar” àqueles que passaram por uma separação.

Quantos de nós, não “julgamos de boca-cheia” as atitudes daqueles que estão ou já se separaram?

Ou será que estou dizendo alguma bobagem?

Por isso, eu não vou fazer uma reflexão direcionada aos que já se separaram, sabem porquê, eles já sofreram com isso e não cabe a mim a querer explicar ou argumentar algo que eu não vivi, presenciei, experimentei, essa reflexão deve ser realizada por cada um, pois somente eles e Deus é que sabem exatamente o que motivou eles a se separarem.

O que posso dizer a eles, por mim, e pela minha Igreja, é que estamos de braços abertos a recebê-los, pois, como eles, eu também tenho meus pecados que somente eu e Deus conhecemos.

Quem sou eu para julgá-los?

Você pode bater no peito e ser justo em querer julgá-los? Tem certeza?

Agora, para nós que ainda estamos em matrimônio, temos uma responsabilidade de experienciar à nós e a Deus, o verdadeiro conhecimento e discernimento do que se trata o Matrimônio. Vale lembrar, que dos 7 (sete) sacramentos que podemos vivenciar em nossa Igreja, instituídos por Cristo, apenas este, o Sacramento do Matrimônio, não é realizado pelo sacerdote.

É verdade.

Não é o sacerdote que o realiza, pois no Sacramento do Matrimônio, ele apenas preside. Quem realiza o Matrimônio são os noivos, pois são eles, que diante da assembleia (mundo), do sacerdote (representante de Cristo) juram ao seu esposo, a sua esposa e a Deus, a sua fidelidade, amor incondicional, companheirismo, lealdade, compreensão, humildade, sinceridade, carinho, um ao outro, tendo o dever de educar e evangelizar os seus filhos e a si mesmos na Palavra do Senhor.

Por isso, fica as perguntas:

— Será que realmente, posso julgar a alguém por ter se separado?

— Será que tenho humildade o bastante para me colocar como pecador diante de Deus e diante do meu esposo ou da minha esposa, que não estou falando e vivenciando das promessas que fiz diante do altar?

Reflita…

Diante do que Jesus nos expõe neste Evangelho, nós verificamos que ainda hoje a aliança entre os casais se rompe por causa da dureza dos corações que não se rendem ao Amor e à graça de Deus que se derramam em forma de uma bênção especial no momento que assumem o compromisso um com o outro.

A verdadeira aliança se realiza no corpo e no espírito e uma coisa não pode estar dissociada da outra. Tem que ser em espírito e em verdade e não apenas de fachada e de aparência.

Quem quebra esta aliança está tentando quebrar um elo que Deus fez.

Muitos casamentos são falsos aos olhos de Deus, pois Ele conhece as intenções dos corações e percebe os interesses que estão ocultos por detrás do que aparentam. Quando não há sinceridade não há aliança, é fantasia, é utopia. Há que se ter uma formação humana e espiritual aprofundada para que haja uniões lícitas aos olhos de Deus.

Precisamos a cada dia nas nossas orações pedir ao Espírito Santo discernimento e sabedoria para fazermos as escolhas que serão abençoadas por Deus. E aos que já se consagraram diante do Altar, também cabe fortalecer esta aliança através de uma renovação constante porque o Senhor, todos os dias, nos dá as graças necessárias.

Somente em função de um amor abençoado por Deus, o homem, pode deixar seu pai e sua mãe para unir-se a uma mulher e vice-versa. A aliança é feita nos corações. Deus é quem une o homem e a mulher numa só carne através deste anel, através desta aliança.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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