Liturgia Diária 10/03/17

Liturgia Diária 10/03/17 (Sexta) – Mateus 5, 20-26.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA COM HELENA SERPA E OLÍVIA COUTINHO.

O evangelho de hoje nos mostra que, nós nos distanciamos de Deus, quando não praticamos a sua justiça. E, logicamente, quando estamos distantes de Deus, ficamos vulneráveis, sujeitos a cairmos nas ciladas preparadas pelo o inimigo que tenta a todo momento, nos tirar do caminho de Deus, nos distanciando da nossa verdadeira origem!

No texto do evangelho, Jesus continua nos alertando sobre o perigo que corremos, quando abandonamos a justiça de Deus para vivermos a “justiça” dos homens!

“Se a vossa justiça, não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus”.

A justiça dos homens não é igual para todos, disso, todos nós sabemos, basta acompanharmos os noticiários. Já a justiça de Deus é abrangente, a lei de Deus é a lei do amor, a lei da inclusão! E podemos notar que, em momento algum, Jesus incitou os discípulos a descumprirem as leis civis, pois, Ele tinha consciência da importância da lei – “A César o que é de César” –, o que Ele condenava, era o rigor dos fariseus e mestres da lei, o legalismo, isto é, o respeito minucioso da lei para o povo e o desrespeito deles para com o povo sobre a lei.

O legalismo, é um instrumento de alienação e opressão, que tem como pano de fundo cegar o povo diante dos seus direitos.

Fariseus e mestres da lei colocavam as leis acima da vida, como não poder ajudar uma pessoa em dia de sábado. Eles se apresentavam como pessoas puras, limpas, mas o seu interior não correspondia às aparências. Por dentro, eles eram cheios de maldades, rigorosos nas leis e distantes do mandamento maior: o mandamento do amor!

“Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não Matarás’. ”

É no pensamento, que está a raiz de todo o mal, e Jesus vem nos ensinar como cortar o mal pela raiz, eliminando tudo o que pode nos levar a tirar a vida do outro!

Tirar a vida de alguém, não significa somente assassiná-la, começamos a tirar a vida de uma pessoa, quando matamos o seu sonho, quando lhe dirigimos palavras ofensivas, desaguando a nossa ira sobre ela!

A palavra, que sai da nossa boca, tem força, tanto para o bem, como para o mal.

Uma palavra “bem+dita”, eleva uma pessoa, enquanto que uma palavra “mal+dita”, pode destruí-la!

Difamar uma pessoa, é sem dúvida, um ato destrutivo.

O antigo Testamento diz: “não matarás”.

Jesus vem nos dizer o mesmo, nos propondo algo de concreto, uma vida no amor! O amor é a arma mais poderosa que o ser humano pode carregar em si, uma arma que desarma qualquer adversário, que interrompe o círculo vicioso da vingança! Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria vida, abre caminhos, nos faz esvaziarmos de nós mesmo, para irmos ao encontro do outro!

A justiça de Deus é o amor e este também é o termômetro para o nosso julgamento.

Seremos julgados pela justiça que praticamos, portanto, no final seremos ajuizados pelo amor que vivenciarmos segundo os critérios de Deus e conforme os Seus ensinamentos. A justiça de Deus é o Amor, é o perdão, é a reconciliação.

E a nossa justiça?

O amor implica em acolhimento, ternura, compaixão, compreensão, tudo o que Jesus viveu e nos revelou como ensinamento.

No final da nossa vida, diante do tribunal nós mesmos relembraremos as nossas ações e à Luz de Deus enxergaremos o que fizemos de bom e o que fizemos de mal. Ai então, os nossos atos revestidos de ira, cólera, impaciência com os nossos irmãos serão medidas que nós mesmos usaremos contra nós na hora em que formos nos avaliar.

Jesus nos dá o entendimento a fim de que possamos agir enquanto é tempo:

— “procura reconciliar-te com o teu adversário enquanto caminha contigo para o tribunal”

— “deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão”.

Muitas vezes nós fazemos as nossas ofertas no Altar do Senhor, e não paramos para averiguar e refletir como está o nosso coração e se a nossa oferenda é justa diante de Deus. Estamos aqui a caminho do tribunal.

Todos nós passaremos pelo crivo do amor e aqui, caminham conosco, os nossos aliados, mas também os nossos adversários, isto é, aqueles a quem amamos e também aqueles a quem abominamos. Quem nos entregará ao juiz será o adversário, pois o pecado que cometemos contra ele estará gravado dentro do livro da nossa vida e desde que não seja apagado virá à luz, um dia.

Ainda temos a chance de desfazer toda a cadeia de intriga que possa ter sido armada na nossa vida.

Jesus nos chama à reconciliação, portanto, comecemos dentro da nossa casa.

Se somos filhos do amor, amor devemos ser!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s