Liturgia Diária 13/03/17

Liturgia Diária 13/03/17 (Segunda) – Lucas 6, 36-38.

REFLEXÃO COMPARTILHADA DE JOSÉ SALVIANO E HELENA SERPA.

Criados à imagem e semelhança de Deus nós temos a missão de refletir, como um espelho, as características do nosso Criador. Por isso, Jesus nos esclarece que são quatro as condições para que sejamos misericordiosos como o Pai: não julgar, não condenar, perdoar e dar.

Para nós Jesus é o modelo do PAI e veio ao mundo para nos ensinar a ser parecidos (as) com Ele. Por conseguinte, podemos nos basear que ser misericordioso como o Pai é não julgar os nossos irmãos conforme o conceito que temos de nós mesmos. É também não condenar o nosso próximo na medida da nossa percepção e da nossa vontade de vingança.

Entretanto, é também o saber perdoar a quem nos ofende na mesma medida que precisamos receber perdão. É saber dar e ofertar ao nosso próximo tudo aquilo que lhe seja adequado, como se fosse a nós mesmos. Por isso, no final Jesus complementa a lição com uma máxima que resume tudo o que Ele deseja que apreendamos: “porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos! ”

Isto é, à medida que usamos com os nossos irmãos será a mesma que o Pai usará conosco. A toda ação corresponde uma reação, portanto, se não julgarmos, não seremos julgados, se não condenarmos, não seremos condenados, se perdoarmos, seremos perdoados e se dermos, também receberemos.

A mesma medida de misericórdia que usarmos nos nossos relacionamentos nós a receberemos “calcada, sacudida, transbordante”, isto é, plena, cheia. Se usarmos a nossa medida com a misericórdia, receberemos misericórdia, se usarmos a nossa medida com ódio, intolerância, incompreensão, também assim a receberemos de volta em porção dobrada.

É uma lei natural, que vale tanto para o bem como para o mal. Se entendermos e apreendermos os conselhos do Mestre, com certeza, nós estaremos sendo misericordiosos (as) assim como o Pai é misericordioso.

Por isso, que devemos entender e compreender hoje, a diferença entre a justiça de Deus e a justiça dos homens.

A justiça dos homens é assim: DAR A CADA UM O QUE ELE MERECE, OU O QUE LHE PERTENCE. E nada mais.

Porém, geralmente, ao praticar a justiça com as próprias mãos, os homens e as mulheres, vão além do que o outro ou a outra merece. Pois, movidos pela raiva e pelo sentimento de vingança, extrapolam, e até acabam matando o seu adversário, por excesso na hora de praticar a justiça com as próprias mãos.

E também, mesmo que essa justiça esteja sendo praticada nos tribunais, nem sempre o pobre recebe a mesma justiça que um rico. Pois ele, o rico, pode contratar os melhores advogados, e como diz o ditado.

A CORDA SEMPRE ARREBENTA NO LUGAR MAIS FRACO. E o pobre quase sempre sai na pior, acaba perdendo, sem ter para quem reclamar. O poderoso pode roubar milhões, e muitas vezes não é condenado, ou recebe uma pena muito branda. Pois pode acontecer de ser julgado por um seu colega.

A JUSTIÇA DE DEUS, que é fruto do seu imenso amor, é a justiça que distribui todos os bens naturais para todos: bons e maus. Ele manda a chuva e o sol, não só para os justos, mais também para os injustos. Ele criou os rios, os lagos, os oceanos, as terras férteis, para que TODOS pudessem usufruir. E não somente para alguns espertos que se adiantaram e pegaram as maiores e melhores partes dos terrenos só para si.

Nós somos especialistas em julgar pessoas, e fatos. Principalmente com a desculpa de que estamos agindo em nome do Evangelho, em nome da verdade, e da justiça. É preciso tomar muito cuidado com nossas atitudes a esse respeito, para que não corramos o risco de nos condenar. Pois, na verdade, nos esquecemos sempre que também somos humanos, e cheios de defeitos. E partimos para o julgamento das pessoas, como se fôssemos juízes universais, como se tivéssemos o direito de condenar as pessoas que estão fazendo coisas erradas.

Com a intenção de nos mostrar como perfeitos aos olhos dos demais, muitas vezes concentramos as nossas energias, as nossas conversas em redor do mesmo assunto. Criticar, e apontar defeitos, com a desculpa de que estamos buscando a correção, em prol de uma administração adequada.

É verdade que Jesus nos ensinou a combater as injustiças, é verdade que precisamos corrigir os erros das pessoas, mas precisamos arrumar um jeito de fazer tudo isso como Jesus o fez. Com muita caridade. Lembrando sempre que amigo é aquele que vê os nossos defeitos, cita-os para nos corrigir fraternalmente e em seguida nos perdoa.

Assim como o limiar da justiça e da vingança, o limite entre o bem e o mal, polícia e bandido, estão próximos, a distância entre defender a justiça e julgar com nossos próprios conceitos, é apenas um pulo. Não podemos nos esquecer que também somos seres imperfeitos que cometemos erros uns atrás dos outros, e que não somos melhores que ninguém.

“Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.”

Falar mal por falar mal, para nos mostrar melhor, perfeitos, e superiores, não é uma atitude de cristão, mas sim, pelo contrário, estamos mostrando a nossa fraqueza, nossa frustração, nossa inveja, numa atitude de competição desleal, numa atitude de quem não tem competência de ser melhor, e para compensar essa deficiência, procura desvalorizar os demais, principalmente aqueles que são do mesmo nível que nós.

Cuidado! Quem nos escuta falar mal de uma pessoa pode pensar: ele ou ela também será capaz de falar mal de mim para as pessoas.

Vamos administrar, combater as injustiças e corrigir fraternalmente, mas não nos esqueçamos da caridade!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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