Liturgia Diária 14/03/17

Liturgia Diária 14/03/17 (Terça) – Mateus 23, 1-12.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DO SAUDOSO ANTÔNIO QUEIROZ (†).

Vocês conhecem este ditado popular: “FAÇA O QUE EU FALO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”?

Pois bem, agora sabemos de onde surgiu este ditado. Possivelmente quem o criou teve contato com a Palavra de Deus. E existe uma palavra que resume muito bem este ditado: HIPOCRISIA = ato de fingir que se tenha qualidades, ideias, sentimentos, crenças e virtudes, e que na realidade, não se possui.

Jesus nos orienta de uma forma linda, dura, é verdade, mas bem esclarecedora sobre esta situação, e ele já “pega pesado” desde o início. Ele não desvia ou pega atalhos em suas palavras. Ele como exemplo, já pega o mais alto grau naquela época, os mestres da lei e os fariseus.

E Jesus cita alguns contra testemunhos dos mestres da Lei e dos fariseus, cujo procedimento era bem diferente do que diziam e da “santidade” que mostravam. Também nós, frequentemente nos apresentamos como justos, bons cidadãos e bons cristãos, sendo que, às escondidas, não somos nada disso: enganamos, mentimos etc.

Eles gostavam de ser chamados com títulos de honra e de ocupar lugares de honra nas festas e até na sinagoga. Entretanto, “Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (Tg 4, 6; Pr 3, 34). Se queremos receber as graças de Deus, precisamos ser humildes.

Se fosse nos dias de hoje, Jesus iria nos dizer que, quando o sacerdote estiver paramentado, presidindo a Santa Missa, ouça o que ele está falando, pois naquele momento ele irá nos falar o que realmente as leituras e o Evangelho deseja nos transmitir, como ponto de crescimento e orientação, espiritualidade e conversão. Naquele momento ele não deve e nem irá falar – creio eu – de coisas pessoais para atingir algo ou a alguém, pois o importante ali é a Palavra de Deus e o Cristo vivo na Eucaristia.

Jesus nos pede coerência entre o que falamos e ensinamos, e o nosso próprio procedimento. Devemos dar testemunho da verdade e da justiça, não só pelas nossas palavras, mas também pela nossa vida.

Por isso que, Jesus também continuaria nos dizendo, que logo após o sacerdote sair da Santa Missa e voltar para o mundo, não façamos aquilo que ele faz, pois, diz uma coisa no presbitério e faz outra “nas ruas”.

Mas aí muitos poderão começar a criticar e a querer julgar os nossos sacerdotes, só que devemos ter calma, pois, nem todos sacerdotes são assim, mas na verdade, muitos de nós é que somos assim. Tomemos cuidado ao julgar as atitudes dos sacerdotes nestas questões, pois, nós somos tão ou mais hipócritas do que eles.

Por várias vezes nós que somos coordenadores de pastorais, equipes administrativas, catequistas e dirigentes em nossas comunidades, colocamos objetivos ou funções, desejos e limitações em certas pessoas ou grupos, acima daquilo que eles podem ou tem condições de assumirem, mas, nós mesmo não fazemos o mesmo dando um exemplo de humildade e perseverança!

Também nas Comunidades cristãs, quantas vezes falta humildade! Por exemplo, o líder de uma pastoral sofre uma humilhação, ou é vítima de uma fofoca, pronto, desanima e quer largar tudo. Imagine se Jesus tivesse feito assim! Logo no início de sua vida pública já teria desistido, e nós receberíamos esta Vida Nova em que vivemos pelo batismo!

“Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um considere os outros como superiores a si e não cuide somente do que é seu, mas também do que é dos outros” (Fl 2, 3-4).

E ainda, existe o outro lado.

Muitas vezes cobramos atitudes destes mesmos coordenadores tentando leva-los a agir à luz do Espírito Santo, só que quando pedem a nossa ajuda ou a nossa presença, somos os primeiros a não aceitarem, ou pior, dizer que ajudaremos e nem aparecemos! Essas nossas atitudes são hipocrisia pura.

Em várias vezes dentro de nossas famílias, brigamos, discutimos e impomos aos nossos filhos certas coisas: falo com meus filhos para não fumar, mas não largo o cigarro. Falo com meus filhos para não beber, mas não consigo me divertir sem ter a bebida ou que ela seja em pouca quantidade. Falo para meus filhos serem educados ao conversarem com as outras pessoas, mas dentro de casa com eles só sei ser violento fisicamente e verbalmente.

Por vezes em nossos matrimônios posamos de bom esposo ou esposa, que temos vários anos juntos de uma feliz união, só que às costas um do outro, me entrego na pornografia, na saideira com amigos em lugares não condizentes com pais de família, ou até mesmo mantenho uma ou várias traições!

Inúmeras vezes julgamos e criticamos os nossos políticos por tanta corrupção que assola o nosso país, os nossos estados e municípios, só que somos os primeiros a dar uma “gorjeta” ao policial para não nos multar; atravessamos o sinal vermelho, estacionamos em local proibido, furamos as filas, não devolvemos o troco errado, instalamos antenas e pontos piratas de tv em nossas casas, cobramos preços abusivos em nossos comércios, pagamos propina para conseguir algo na frente de outros.

Por isso que eu disse que devemos tomar cuidado a quem nós julgamos, pois por inúmeras vezes, somos mais hipócritas do que os outros.

Que possamos deixar este ditado de lado e começarmos a utilizar este: “As palavras movem e os exemplos arrastam!” É assim que Jesus nos ensina, pois Ele nos fala o que devemos fazer e nos dá ainda o exemplo que vem Dele. Ele tem a coerência da palavra e da ação. Ele tem o verdadeiro exemplo a seguir, pois Ele fala e faz.

Para seguirmos a Cristo e levar a Sua Boa Nova ao mundo, precisamos “comer” a Palavra de Deus e digeri-La no nosso coração, a fim de que Ela seja vida na nossa vida. Para que tenhamos a certeza de que o conhecimento da Palavra que estamos vivendo é o verdadeiro caminho. É termos o discernimento à luz do Espírito Santo em reconhecer que nossas ações nos levam a viver da mesma maneira como Jesus viveu, assimilando as Suas virtudes, e gradativamente, nos conformando e convertendo à Sua pessoa.

Por inúmeras vezes, podemos errar ao transmitir a Palavra de Deus, sem ter nenhum compromisso com Ela na hora de agir. Caso isso ocorra, estaremos nós também, amarrando pesados fardos e os colocando nos ombros daqueles que nos cercam, onde estaremos exigindo algo que nós mesmos não conseguimos fazer. As nossas ações e atitudes ao pregarmos o Evangelho, devem acompanhar as palavras de Jesus, do contrário, haverá uma grande incoerência.

Jesus nos deixa bem claro para a nossa reflexão, e é nesse ponto, que devemos ser sinceros conosco, com os outros e com Deus:

— O que nós fazemos, é para sermos vistos pelos outros?

— O que nós cobramos dos outros, nós conseguimos fazer?

— As nossas atitudes, são para chamar a atenção para nós mesmos?

— Sempre desejamos estarmos em lugares de honra e nos primeiros lugares nas igrejas?

— Desejamos ser cumprimentados nas praças públicas e de sermos chamados de “mestre”?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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