Liturgia Diária 20/03/17

Liturgia Diária 20/03/17 (Segunda) – Mateus 1, 1-16.18-24a.

O Evangelho de hoje nos apresenta a nossa vida, a nossa existência, a nossa história.

Primeiramente, a Sagrada Escritura faz questão de colocar “nome aos bois”, mostrando a todos de onde é que veio a genealogia de Jesus – particularmente eu amo isso na Bíblia. A Palavra deixa bem claro, que apesar das pessoas serem cheias de defeitos, erros e pecados, elas foram chamadas por Deus pelo NOME. Os Sagrados Escritores inspirados por Deus, não deixaram de fora nem mesmo aqueles mais pecadores. Apenas para explicitar o que digo, vamos pegar apenas dois personagens de nossa história, que são grandes nas boas obras, mas também grandes nos pecados: Davi e Salomão.

Resumidamente: Davi, o grande guerreiro, agraciado por Deus com grandes feitos e batalhas, mas se tornou assassino e adúltero. Salomão, grande rei, agraciado com sabedoria, grande fortuna, mais de 700 esposas e 300 concubinas, mas se tornou literalmente idólatra por permitir a construção de templos a outros “deuses”. Isso bem superficialmente, mas que nos deixa bem claro, que Deus sempre os acompanhou, mesmo no pecado e na glória.

E por que Deus faria algo de diferente conosco? Diferente comigo?

Deus não quer que eu esconda os defeitos meus e os da minha família, mas que com eles possa eu crescer ainda mais na fé e no seu amor. Hoje Deus me chama pelo meu nome: FLÁVIO, filho de CELSO e ANA LÚCIA, irmão de ADRIANO e DANIELLE, pai de seu filho FLÁVIO JÚNIOR com sua esposa ANA PAULA, filha de ADHEMAR e ANA DIRCE.

E qual é a sua história? Quem faz parte de sua genealogia? Quais os erros e pecados que ela possui?

Posso ser sincero com você? Deus não quer saber dos pecados que você ou eu, sua família ou a minha cometeram, mas qual a nossa atitude que hoje estamos tendo, se estamos dispostos a nos converter e aceitar o chamado que Ele nos faz.

Será que estamos tendo a coragem de aceitar e lutar pela nossa família como José fez? Ele apesar da incerteza e da dúvida, soube ouvir a Deus e aceitou Maria como sua legítima esposa, e criou o Filho de Deus como se seu o fosse. Trabalhou, perseverou, não desistiu de sua família, pois confiou nas Palavras do Senhor.

Será que estamos tendo a coragem de aceitar e perseverar nos trabalhos da Igreja com a mesma humildade e entrega que Maria o fez, mesmo sem ter o conhecimento do que deveria fazer, ou no nosso caso, sem saber o que devemos fazer nas pastorais? Maria nos mostrou com sua atitude que, apesar do medo e do não conhecer quase nada de sua missão, se entregou totalmente ao Senhor, e se tornou modelo de inspiração para todos aqueles que se aventuram em converter-se a Boa Nova do Senhor.

Este texto de Mateus, nos faz refletir sobre a minha existência como humano, pois, como Jesus teve a sua origem, eu também tive a minha. Na história de Jesus houve pessoas más e boas, e na minha, tem pessoas só boas ou só más? Meus amigos e amigas, todos aqueles que nos precederam e nós mesmos, não somos diferentes de Jesus. Pelo contrário, somos mais parecidos do que tudo neste mundo. Jesus veio como nós, de carne e osso, sentimento e desejos, vontades e quereres.

Agora, o que nos tornará mais parecidos e próximos de Deus é exatamente o que escrevemos de nossa história. José, Maria e Jesus se “ajustaram” ao plano de Deus, onde contribuíram para a consolidação do Reino de Deus em nosso meio.

José foi justo e perseverante, e por meio dele se cumpriu a promessa que Deus fizera a Davi.

Maria foi humilde e servidora, e por meio do seu amor, oração e silêncio, se tornou por excelência o modelo de coração entregue a Deus.

Jesus viveu, sofreu, morreu e ressuscitou por acreditar e cumprir o desejo do Pai em salvar a todos nós.

E nós, o que estamos fazendo hoje para nos tornarmos um pouco mais próximos de Deus?

Conseguimos manter a nossa família unida mesmo diante das dificuldades e tentações do mundo?

Conseguimos aceitar o convite da Igreja quando somos chamados a trabalhar em prol do povo de Deus?

Conseguimos nos converter realmente diante do chamado de Jesus?

Não queiramos ser céticos e duros de coração e colocarmos inúmeros problemas e dificuldades diante do chamado de Deus para a nossa família e para a nossa comunidade. Ou será que achamos que José não tinha dúvidas? Ou será que acreditamos que em Maria tudo foi graça? Sabemos que não foi, mas tudo foi diferente quando prontamente atenderam as ordens do Pai e, mesmo sem as evidências e provas que nós costumamos exigir. Eles confiaram e obedeceram à risca tudo o que lhe foi proposto por Deus.

Hoje, as “ordens” de Deus nos chegam através das pessoas que nos cercam (família e amigos) e nos orientam (sacerdote e comunidade de fé). Tudo isso nos fala de Deus, portanto, precisamos com muita atenção, sondar os pensamentos que o Espírito Santo nos revela a fim de pôr em prática a vontade do Pai para a nossa vida, e assim, nos tornarmos justos e justas, como José, Maria e Jesus e todos os que nos precederam.

Precisamos crer nos mistérios de nossa fé e nos converter à Palavra do Senhor!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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