Liturgia Diária 22/03/17

Liturgia Diária 22/03/17 (Quarta) – Mateus 5, 17-19.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPARTILHADA COM VALDIR MARQUES.

Mas que Palavra é essa no dia de hoje que Deus nos apresenta?

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogar, mas levá-los à perfeição”.

Quando ouvimos estas palavras de Jesus precisamos entendê-las corretamente, conforme a intenção Dele.

O cumprimento da Lei e dos Profetas era considerado por Jesus, em primeiro lugar, como obrigação Dele num sentido muito preciso. Este sentido era a plena vontade do Pai a Seu respeito.

Se Jesus não cumprisse o que a Lei prescrevia estaria em pecado contra a vontade de Deus Pai. E a vontade do Pai era que Ele anunciasse o Reino de Deus ao mundo, que sofresse a Paixão e Morte para apagar os pecados da humanidade contra a Lei, e ressuscitasse para nos dar a Vida Eterna.

Se não cumprisse o que os Profetas disseram sobre o Messias e Filho de Deus, não se realizaria diante do Pai e dos homens como o Salvador do mundo.

Quem dera se tivéssemos Jesus como exemplo, em todos os momentos de nossa vida.

Mas aí alguém pode me perguntar:

— Mas Flávio, quando é que não sigo a Lei de Deus?

Ou melhor:

— Quem diz que quero revogar esta Lei?

Bem, como disse, quem dera se tivéssemos Jesus – o verdadeiro exemplo – em todos os momentos de nossa vida.

Vejamos, Jesus nos disse que não veio revogar, nem alterar, nem mudar a Lei, mas nos levar ao um verdadeiro entendimento daquilo que Ela significa.

Pois bem, nós temos a grande “mania” de querer mudar todas as “leis” em detrimento do nosso próprio ser.

Querem ver?

— Na empresa que trabalhamos – no meu caso particular –, temos várias normas a seguir: hora de chegar, hora de almoçar, uniforme a vestir, barba a fazer, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Tentamos alterar ou mudar, nem que seja naquele momento a “lei” para me privilegiar de uma situação.

— Em casa, onde vivemos, na igreja doméstica, temos várias normas a seguir: respeito, educação, carinho, fidelidade, amizade, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Esquecemos destas “leis” para nos impor ou justificar os erros que cometemos.

— Na política, em cargos públicos ou situações cíveis, temos várias normas a seguir: justiça, ética, anticorrupção, antirracismo, antipreconceito, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Burlamos as leis de trânsito, desfalcamos os cofres públicos, não me preparo para lecionar, chego atrasado em minha repartição.

— Na Igreja, em especial no ECC e no Ministério onde sou mais atuante – por isso me incluo –, temos várias normas a seguir: Documentos, Liturgia, Espiritualidade, horário, vestimenta, educação, acolhida, etc.

O que é que normalmente nós fazemos?

Temos a soberba de querer mudar tudo aquilo que a nossa Igreja nos orienta como forma de sermos “comum” + “unidade”, e deixamos que o meu querer se sobreponha sobre tudo isso.

Será, que agora, temos a humildade de reconhecer, que em nossa vida, “sempre” tentamos mudar a “lei”?

Que possamos com a graça de Deus, conseguirmos cumprir e ensinar as “leis”, e que possamos caminhar a cada dia, um pouco mais, em direção ao Reino dos céus.

É verdade que se Jesus não aboliu nem a Lei nem os Profetas, nós devemos imitá-lo pelo que tanto a Lei de Deus como o ensino dos Profetas significam para nós, enquanto homens que amam a Deus.

Nosso cumprimento da Lei de Deus, portanto, deve ser uma imitação do modo como Jesus a cumpriu. Ele, enquanto Messias e Filho de Deus a cumpriu perfeitamente para a Salvação do mundo.

Nós, imitando Jesus, cumprimos tanto a Lei de Deus como os Profetas para completar, pelo que nos compete.

O que nos compete?

Ouçamos São Paulo na Carta aos Colossenses 1,24: “ … procuro completar, na minha própria carne [em minha pessoa] o que falta das tribulações de Cristo, em solidariedade com o Seu Corpo, isto é, a Igreja”.

São Paulo quer nos dizer que a Salvação do mundo não é missão somente da Cabeça da Igreja que é Cristo, mas também tarefa de seus membros que somos nós.

É neste sentido que devemos entender o que Jesus disse: não aboliu nem a Lei nem os Profetas. Com Ele fazemos nossa parte, e deste modo manifestamos nosso amor por Deus, que já é o ponto de partida para tudo o mais, pois é o cumprimento do Primeiro Mandamento da Lei de Deus.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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