Liturgia Diária 11/04/17

Liturgia Diária 11/04/17 (Terça) – Jo 13,21-33.36-38.

REFLEXÃO PESSOAL E INSPIRADA NA DE HELENA SERPA, JOSÉ SALVIANO E MARIA ELIAN.

Jesus prosseguia na sua missão e, mesmo sabendo que iria ser traído por Judas e que Pedro o negaria, não desanimava diante da perspectiva de que seria abandonado pelos Seus servos. Ele tinha consciência de que viera ao mundo para viver aquele momento e Nele, o Pai seria glorificado. A glória de Deus manifestar-se-ia a partir do Seu sofrimento, por isso, tentava antecipar para os Seus discípulos o mistério que logo mais iria ser desvendado. Os discípulos, no entanto, não entendiam os seus sinais e somente pelas aparências tiravam conclusões precipitadas sobre muitos aspectos, inclusive, de quem iria trai-Lo.

Tendo este quadro como pano de fundo e fazendo uma analogia com a nossa vida pessoal, nós podemos observar que dentro do contexto das ações humanas sempre existirá alguém que poderá trair ou negar. Por isso, mesmo quando estivermos servindo a Deus necessitamos estar atentos, para que a nossa fraqueza não nos imponha o papel de traidores.

Todos nós temos dificuldades de entender os sinais de Deus e, por isso mesmo, muitas vezes, nós olhamos mais para as “evidências” e julgamos os outros, sem nos aperceber de que também somos capazes de trair a Deus. Nunca nos consideramos responsáveis pelas coisas que não dão certo, contudo, o Senhor que conhece os nossos corações, sabe, de antemão, quando havemos de trai-lo e de nega-lo, mas, também, tem conhecimento de quanto nós podemos glorifica-Lo quando cumprimos com a nossa missão.

Há momentos em que agimos como Pedro, em outros somos como Judas, traímos e negamos.

Nós traímos a Jesus quando seguimos os planos de satanás. Damos uma de Judas quando negamos a Deus e seus mandamentos, e seguimos os valores do mundo. A traição entre nós humanos, pode acontecer por vários motivos, ou causas. Vejamos:

— Ela disse que traiu seu marido, porque ele tendo enfraquecido pelo excesso de bebida, já não lhe correspondia mais no amor conjugal;

— Ele se defendeu dizendo que traiu sua esposa, por que ela o traiu;

— Aquela namorada explicou sem nenhum remorso, que traiu o seu namorado, pelo fato de ter conhecido outro mais bonito e mais ambicioso;

— Já o namorado que agora ficou sem ninguém, disse que tudo começou quando uns amigos lhes apresentaram umas garotas “livres” e ele não resistiu à tentação …

Esses são apenas exemplos de traição conjugal. E as traições de relacionamento profissional? E as traições existentes dentro de nossas pastorais? Traições em palavras e atitudes que leigos e sacerdotes, que, infelizmente, realizam dentro de nossas Igrejas?

Reparem que a traição entre as pessoas, podem até serem justificadas, pelo menos por elas, pelo fato da outra ou do outro também ser uma criatura humana e, por tanto com defeitos. De modo geral, o que percebemos é que quem ama de verdade não comete nenhuma traição.

No caso do nosso relacionamento com Deus, o problema da traição, é clara e simples: é sempre por culpa nossa. Deus nos ama sem distinção, sem nenhuma condição, e de forma gratuita. Quanto a nós, queremos um Deus que nos protege, que nos dê o que pedimos, que satisfaça os nossos desejos, e até nos permita certos pecadinhos…

Deus é bom, e sua bondade é infinita. Quanto a nós, nem sempre somos bons, e a nossa bondade é sempre interesseira. Ajudamos o próximo como Jesus mandou, porém ficamos esperando a recompensa cair do Céu.

A nossa traição a Deus, é coisa muito grave! E é movida sempre ou quase sempre pela ação do diabo, o qual entra na nossa vida, exatamente pela nossa fraqueza na prática da fé, ou mesmo pela nossa falta de fé.

Se relaxamos na oração, se nos desviamos dos caminhos de Deus, o demônio vai encostando em nós, e sugerindo que seguir Jesus é pura besteira. E mais. O diabo nos atenta até que acabamos por fazer uma CATEQUESE INVERTIDA, ou seja, sair por aí, criticando ou fazendo piadas dos padres, negando o Céu, negando o inferno, negando o próprio Deus, negando a pessoa de Jesus, dizendo que ele era um homem como outro qualquer. Há ainda aqueles que dizem que Jesus não fez nenhum milagre, que foram apenas “ações sociais”. Que Jesus foi apenas “alguém” mais espiritualizado do que a maioria. Sempre tentam transformar Jesus em um “homem qualquer”. Essa, é uma traição, igual ou pior a de Judas.

Para evitar que cheguemos a esse ponto, precisamos nos apegar cada vez mais ao Pai, e nunca descuidar da prática da fé, achando que já estamos salvos e que podemos relaxar que a nossa salvação já está garantida pelo amor infinito de Deus.

Cuidado, meus irmãos! Pois podemos ouvir de Jesus naquele dia do juízo:

“Não vos conheço. Afastai-vos de mim, e ide para o fogo eterno…”

Assim como Judas e Pedro nós também traímos e negamos Jesus, quando pecamos, quando erramos, quando esquecemos de agradecer, ou quando temos vergonha de assumir que acreditamos Nele e somos seus seguidores, e a cada vez que não somos fieis ao evangelho, aos ensinamentos de Cristo.

Não vamos aqui condenar e julgar Judas e Pedro. Devemos apenas refletir sobre tudo o que nos leva a negar e a trair Jesus. Refletir também sobre as nossas reações quando somos traídos, excluídos, negados e desprezados, quando sou Judas ou Pedro.

Tanto Pedro quanto Judas se arrependeram, mesmo tendo sido avisados por Jesus do que fariam. Judas não desistiu da traição e Pedro negou Jesus. Fizeram suas escolhas.

Jesus conhecia seus discípulos e suas fraquezas, e da mesma forma ele nos conhece também. Porém, quando reconheceram que tinham errado veio o arrependimento, e cada um teve uma reação diferente.

Pedro reconheceu seu erro, sofreu, mas teve muita coragem de voltar e pedir perdão.

Judas, também arrependido devolveu o dinheiro, fruto de sua ganância, mas não teve a mesma coragem de pedir perdão, não voltou.

Quantas vezes temos a mesmas atitudes. Nos falta coragem para pedir perdão. É difícil reconhecer que erramos, é difícil pedir perdão, como também é difícil perdoar.

Ouçamos Jesus, seus sinais de alerta. O Pai em sua infinita misericórdia nos perdoa, nos quer de volta, vamos abrir nossos corações para acolher e amar nosso próximo, como Jesus nos amou e nos ama.

Por isso, lhe peço Pai, que pelo seu Espírito Santo, abra meu coração que está fechado ao seu amor, e me faça viver em sintonia com Jesus, de modo que meus preconceitos e preceitos não venham a influenciar minha adesão a de segui-Lo. Aproxima-me de Jesus despojando-me de minhas ideias preconcebidas, a fim de que eu possa reconhecer o sentido de sua presença no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Meus queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs em Cristo Jesus, obrigado pelas suas orações direcionadas a Ana Paula e a nossa família, pois, como VERDADE, temos a certeza que as orações daqueles que nos querem bem fizeram e fazem muita diferença, e já tivemos a graça de ter o mistério da oração realizado em nossa frente e em nossos corações. Obrigado!

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