Liturgia Diária 19/04/17

Liturgia Diária 19/04/17 (Quarta) – Lc 24, 13-35.

No evangelho de hoje, gostaria de compartilhar com vocês, pelo menos, duas formas de refletirmos essa passagem: a comunitária e a pessoal (individual).

Na primeira, a comunitária, gostaria que pudéssemos observar um esquema, praticamente completo da Sagrada Missa. Isso mesmo, a caminhada para Emaús, nos remete a Santa Missa. Se na Quinta-Feira Santa, Jesus instituiu a Eucaristia, podemos dizer, que a Caminhada de Emaús, foi literalmente, a primeira Missa, pelo menos em sua estrutura.

Não conseguem visualizar? Vejamos então esta estrutura?

Vejamos então (Lc 24, 13-14). “Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.”

Não é o momento em que nos dispomos em caminhar, muitas vezes perdidos em nossos pensamentos, e vamos em busca de algo para nos iluminar, algo para nos dar uma direção? E, normalmente, não é aos domingos que participamos ativamente da Santa Missa? Esses são os RITOS INICIAIS.

Vejamos então (Lc 24, 15-27). “Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu.” Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

Não é o momento em que nós ouvimos as leituras do antigo testamento, dos salmos, das cartas e Evangelho, e logo depois, com a homilia, vamos refletir tudo aquilo que ouvimos? Essa é a LITURGIA DA PALAVRA.

Vejamos então (Lc 24, 28-31). “Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Não é o momento que vamos transformar tudo o que ouvimos e refletimos em pão e vinho, na Sagrada Eucaristia, o ponto ápice da vida de Cristo para a Igreja: que é a sua vida, morte e ressureição, transformada na Carne e no Sangue: a comunhão? Essa é a LITURGIA EUCARÍSTICA.

Vejamos então (Lc 24, 32-35). “Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.”

Não é o momento em que, repletos do Espírito Santo, com a compreensão da Palavra e fortalecidos pela Eucaristia, nos colocamos a caminho, levando a sua Palavra e colocando em prática o que ouvimos, refletimos e iremos agora agir? Esses são os RITOS FINAIS:

E agora, conseguiram vislumbrar por um pequeno momento, a Santa Missa?

Agora, na segunda forma, a pessoal ou individual, gostaria de refletir como nós somos fracos diante dos problemas e muitas das vezes, ingratos com Deus por aquilo que recebemos.

Nós, como os discípulos de Emaús, sempre estamos em busca da palavra de Jesus, para que Ela possa nos dar um direcionamento, uma sustentação em tudo aquilo que acontece em nossa vida e naquela (vida eterna) em que esperamos um dia entrar. Mas apesar de ouvirmos a Palavra – espero que sim – todos os dias, nas nossas dificuldades nos entregamos ao desespero, ao desânimo, não conseguindo compreender o porquê isto ou aquilo aconteceu conosco. Nos esquecemos realmente de nos entregar nos braços de Jesus, preferindo nos entregar no caminho do mundo, apenas reclamando ou deixando de refletir os acontecimentos de nossa vida.

E nessa, de deixar-se levar pelo mundo, nos esquecemos das pessoas que estão ao nosso redor, que fazem parte da nossa vida, pessoas que como Jesus, tentam nos mostrar um caminho melhor e de mais compreensão, onde que eles tentam nos mostrar que vale a pena sim continuar com Jesus, na Igreja, na Família.

Os discípulos de Emaús, como a maioria de nós, gostaríamos que fôssemos libertados de nossas amarguras e de nossos sofrimentos, que tivéssemos algo mais, algo que realmente desejamos ter em nossa vida. Nisso podemos resumir algumas coisas: saúde, emprego, casa, casamento, carro, amizade e tantas outras coisas mais.

Só que, se recebemos algo, no mínimo que seja, diferente daquilo que pedimos ou desejamos, nos entristecemos, e como os caminheiros de Emaús, ficamos cegos, olhando apenas para o nosso “umbigo”, sem termos o discernimento em compreender que, a graça recebida foi dada por Deus, pois, tudo posso, mas nem tudo me convêm.

Para nós, que sabemos que Jesus está vivo, esta passagem do Evangelho de São Lucas lembra: mesmo que não O vejamos, Jesus Cristo está entre nós. Quando participamos da Eucaristia Ele está sacramentalmente entre nós e nos dá a participação em sua natureza divina.

Somos a Igreja que descobre o Cristo Ressuscitado, que com Ele se alegra e que Dele se nutre espiritualmente à espera da própria ressurreição. Feliz Páscoa!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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