Liturgia Diária 06/02/17

Liturgia Diária 06/02/17 (Segunda) – Marcos 6, 53-56.

Bom dia. REFLEXÃO INSPIRADA NA DO PADRE ROGER ARAÚJO.

Na época de Jesus e nos dias que vivemos hoje, os males são diversos: as doenças, as enfermidades, os tormentos físicos, espirituais, psíquicos, psicológicos e tantos outros. Algum tipo de sofrimento sempre está se abatendo sobre nós. E podemos ver claramente que, onde Jesus ia, levavam até Ele os doentes, os enfermos, as pessoas que estão sofrendo de diversos males.

De fato, os sofrimentos nos abatem, e, quando vêm sobre nós, nos derrubam e ficamos prostrados, muitas das vezes sem reação ou forças.

Outras vezes, as doenças nos impedem de vivermos e fazermos o que precisamos, mas temos que nos reerguer.

Às vezes, sozinhos não conseguimos nos levantar e caminharmos adiante, mas devemos sempre tentar.

Outras vezes, queremos e temos até vontade, mas não temos força física ou psicológica para tanto.

É nesse momento que precisamos buscar ajuda, porque esses doentes do evangelho de hoje, foram levados por outros, precisamos permitir que outros também nos leve.

Não é ficar fazendo do outro sempre uma muleta ou ficar ancorado nele. Não é isso! Vamos depender sempre uns dos outros, para que, daqui a pouco, voltarmos a caminhar por conta própria, mas quando cairmos, não custa nada pedir: Ajude-me! Levante-me!

Uma criança ou um idoso são dois extremos da vida, porque a criança precisa dos pais para tudo, e o idoso, dependendo da situação, também precisa de ajuda. Nesses dois extremos da vida, vamos aprendendo a nos virar sozinhos, mas vamos também colocando na cabeça e no coração que precisamos uns dos outros.

Duas coisas são importantes: saber que precisamos de ajuda e estarmos abertos para recebê-la, não sermos orgulhosos nem autossuficientes.

Existem pessoas que sofrem caladas, sozinhas, passam por uma situação difícil na vida, mas basta a pessoa se abrir, partilhar, colocar para fora que ficará mais aliviada.

Mas, porém, existe o maldito orgulho, que deixa a pessoa fechada, onde ela prefere ficar sofrendo sozinha, não se abre, não busca ajuda.

Meus queridos irmãos e irmãs, todos nós precisamos de ajuda, agora e em toda a nossa vida!

Ter Fé que podemos ser curados, que podemos diminuir o nosso sofrimento, seja ele de ordem física por causa de uma doença; seja por ordem psicológica por causa do stress e depressão; seja por ordem sentimental por causa do término de um relacionamento ou perda de um ente querido; seja nestas e tantas outras “curas” que desejamos, precisamos entender que o “querer” e o “aceitar” Jesus em nossas vidas para que os seus milagres se realizem, é uma essencial diferença e necessidade, pois, temos algumas atitudes que nos prejudicam ainda mais do que a própria “doença”. É acharmos que ter Fé é ficar esperando; é acharmos que não preciso da ajuda dos outros; é acharmos que nos afastar de “Deus’ e da “Igreja” e esperar que a providência divina aconteça, é o melhor a fazer.

Me desculpem, mas a dinâmica de Jesus não é essa, pois, nós é que temos que procurá-lo, e não o inverso, pois, é Jesus que nos dá a sua cura.

A segunda coisa importante, é que todos nós precisamos ajudar, ser mãos estendidas. Precisamos ser como Jesus: estender a mão para ajudar o outro, e não é só quando o outro está muito mal, quando está caído, prostrado ou até morto, ou está numa situação mais emergencial. Em toda e qualquer situação, é preciso ter disposição de coração para socorrer, ajudar e levar os outros até Jesus, para que toquem n’Ele, para que sejam tocadas por Ele.

Precisamos ter em nós a unção do toque, o toque da graça para sermos instrumentos de cura na vida das pessoas. Muitas vezes, a pessoa pode sofrer de uma enfermidade que não tem cura medicinal, mas, pelo fato de ser amada, acolhida e tocada, já está curada no seu interior. Muitas vezes, o que nós precisamos, é apenas um sorriso, um abraço, um carinho, uma graça em poder sentir em nosso coração o amor que o outro está nos dando, e com esta simples demonstração, estamos mais perto em aceitarmos Cristo em nossa vida.

Sejamos instrumento da cura de Jesus na vida das pessoas, deixemo-nos ser levados até Ele e levemos os outros para também tocarem n’Ele.

Hoje, nós temos esta condição de tocarmos Jesus, e podemos tocá-Lo na Eucaristia. Por isso, que primeiro, não podemos nos afastar e nos entregar, mesmo que a dor seja grande ou a dificuldade seja enorme, pois se realmente tivermos Fé, apenas tocar na barra da veste de Jesus estaremos curados.

Talvez, eu deseje uma cura de uma doença, mas como Jesus nos conhece no nosso mais íntimo ser, a cura venha primeiro para o espírito, pois, é essa parte que está mais debilitada.

Talvez eu precise de um emprego, mas o milagre é que eu me cure de algo psíquico que poderá me prejudicar no meu novo trabalho.

Tenhamos Fé na escolha das curas que Jesus realiza em nossas vidas, onde não devemos procurar muitas justificativas do porquê isso aconteceu, mas mude a pergunta, pergunte-se, para que isso aconteceu. Quando tivermos o discernimento em reconhecer a dinâmica do Amor de Jesus em nossas vidas, as dificuldades que aparecerem, e vão aparecer, serão mais fáceis de suportá-las.

Devemos sim, apresentar e levar as pessoas até Jesus, mas principalmente, devemos nós, primeiramente, procurar Jesus e nos entregar ao seu amor.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 05/02/17

Liturgia Diária 05/02/17 (Domingo) – Mateus 5, 13-16.

Bom dia. REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DE OLÍVIA COUTINHO.

A Palavra de Deus hoje nos chama a realizarmos e sermos verdadeiras obras de louvor a Deus. Jesus nos convida a fazermos a diferença no mundo, a priorizarmos os valores do Reino, nos quais devemos assentar a nossa vida!

Somos convidados a dar um sentido novo a nossa existência, a sermos protagonistas de uma história de amor que nunca terá fim, e para sermos estes protagonistas, Jesus nos faz uma única exigência: a conversão do coração.

A conversão nos abre à luz de Cristo, nos tira da escuridão, nos faz, não somente enxergar, como também, a desmascarar os projetos contrários à vida!

Se o mal está ganhando força no mundo, é sinal de que não estamos deixando aflorar, o bem plantado por Deus em nossos corações, que estamos ofuscando a Luz de Cristo com as luzes artificiais do mundo! Não nascemos do acaso, somos frutos do amor de Deus plantados aqui na terra para produzir frutos, e só iremos produzir frutos de boa qualidade, se estivermos ligados a Jesus, Jesus é a seiva que nos liga ao Pai, Ele é a fonte de água viva que irriga todo o nosso ser, que nos transforma em fonte de luz no mundo!

Jesus veio mudar o rumo da nossa história, dar um sentido novo ao nosso existir, nos libertar de nossas próprias prisões, Nele e com Ele, a nossa vida ganha brilho e sabor!

Sermos o SAL como obra, é como aquele cozinheiro que sabe “aquela receita”. Uma receita maravilhosa, tanto aos olhos como no paladar, só que, em vez de fazer como está descrito, ele faz da sua maneira, sem se importar com os ingredientes e principalmente com o sal que lhe é vital para o sucesso da receita.

Mas aí você pode me perguntar: mas nós não podemos ter criatividade ao cozinhar?

Claro que devemos, e é necessário nos dias de hoje sermos criativos para que todos àqueles que se sentem à mesa possam reconhecer o valor do prato e experimentar o sabor agradável. Mas esta criatividade deve ser responsável, não fugindo à essência da receita, pois se deixarmos isso para o lado, com certeza, quando alguém for se deliciar com aquele prato, o excesso do sal ou da pimenta, ou até mesmo a sua ausência, pode vir a deixar o prato sem motivo de ser apreciado.

O SAL em nossa vida como cristão, deve ser aquele ingrediente que se transforma em amor, em carinho, em compreensão. Olhemos Cristo como exemplo: Jesus em todos os momentos junto conosco, sempre “salgou” a vida dos outros com palavras de amor, dando-lhes exemplo de como ser verdadeiros fiéis a Deus. Cristo nunca julgou às pessoas ou os seus atos, pelo contrário, Ele sempre mostrou e pediu que não mais pecássemos ou fizéssemos aquele erro.

Com esses gestos e ensinamentos, Jesus nos mostrou que Ele deseja a nossa conversão no dia de hoje. Ele não se preocupa com o ontem, mas com o agora. Ele quer no dia de hoje, saber se houve em meu coração, em minha fala, em meu agir, uma verdadeira conversão, onde que, a partir de agora, estarei eu sendo o SAL da Boa Nova na vida daqueles que me cercam.

Sermos a LUZ na vida das pessoas, não deve ser como um farol na estrada escura, pois esta luz pode nos cegar e acabarmos caindo na ribanceira do pecado. Nem tão pouco, devemos ser como a luz fraca que quando mais precisamos ela não consegue nos mostrar o caminho e acabamos tropeçando nas mazelas do mundo.

Nós devemos ser LUZ que nos ilumina, para que possamos sermos verdadeiros caminhos de paz e amor para o nosso próximo, onde que, com está LUZ, poderemos vislumbrar Jesus ao fim do caminho a nos esperar, de braços abertos e com o coração repleto de amor e misericórdia.

O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, verdadeiramente nos convida a refletir sobre a importância de darmos testemunho de Jesus no mundo, deixando que a sua luz brilhe em nós!

“Vós sois o sal da terra e a luz do mundo.” Com esta afirmação, Jesus sintetiza o caráter da nossa missão nos oferecendo diretrizes bastante precisas para a nossa caminhada missionária! Através de pequenas metáforas, Jesus nos diz algo muito significativo, Ele nos chama à responsabilidade de continuadores do anuncio do Reino! “Vós sois o sal da terra.” Ser sal da terra, significa ser uma presença discreta, porém, essencial no meio em que vivemos! Como sabemos, o sal não aparece, mas ele é imprescindível no nosso dia a dia, é o sal que dá o sabor ao nosso alimento!

Como continuadores da presença de Jesus no mundo, precisamos dar sabor a vida do outro, mas com o cuidado de estarmos no ponto certo: nem sem sal e nem salgado demais!

Quando nos omitimos diante às injustiças, ficando numa postura de meros espectadores dos acontecimentos, tornamos pessoas sem sal, ou seja, pessoas passivas, indiferentes, essa postura não agrada a Deus. Por outro lado, quando queremos impor os nossos pontos de vista, considerando-nos donos da verdade, desconsiderando a opinião do outro, tornamos pessoas salgadas demais, a ponto da nossa presença se tornar indesejável!

“Vós sois a luz do mundo.” Ser luz no mundo, é dar testemunho da verdade! Se deixarmos de ser luz, a escuridão prevalecerá e o inimigo ganhará espaço para agir sem ser visto, enquanto que diante da luz, o mal não tem vez, pois as claras, nada fica oculto.

Em muitas situações, ser luz, pode até implicar em grandes riscos, porém, o pior risco, é o de não aceitar o desafio de ser luz, o que pode nos condenar a pior de todas as trevas: estar longe de Jesus!

“Vós sois o sal da terra.” Vós sois a luz do mundo!” Como vimos, Jesus não nos pede para ser sal da terra e nem para ser luz do mundo, Ele afirma que nós somos o sal e a luz do mundo! Portanto, deixemo-nos temperar pelo sabor de Jesus e nos iluminar pela Luz do seu Espírito, dando continuidade à sua presença no mundo, dando sabor e sendo luz na vida do nosso irmão!

Será que a nossa presença está dando sabor de Jesus no meio em que vivemos?

Ou será que estamos salgados demais, a ponto de afastar as pessoas de junto de nós?

Estamos irradiando a luz de Cristo que brilha em nós?

Ou será que estamos sendo luz forte demais (aparecidos) ofuscando os olhos do outro?

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 04/02/17

Liturgia Diária 04/02/17 (Sábado) – Marcos 6, 30-34.

Bom dia. REFLEXÃO COMPARTILHADA DO DIÁCONO JOSE DA CRUZ E HELENA SERPA.

“Poderemos dar um título para este trecho do evangelho? Quem sabe: “Trabalhando na hora do descanso…”

Desculpem-me o título da reflexão, mas é isso mesmo!

Os apóstolos de Jesus, depois de um final de semana cheio de atividades, reuniões, pregações e celebrações, resolveram procurar Jesus na segunda-feira para contarem dos resultados positivos de tantos trabalhos, feitos com tanto amor e alegria. Mas Jesus notou que eles estavam cansados, precisavam retirar-se para um local ermo, descansar um pouco, descontrair e jogar algumas conversas fora, pois Jesus não era um homem carrancudo e tempo inteiro falando sério, ensinando, pois quando estava a sós com os discípulos, é exatamente como nós com os amigos mais chegados, quando ficamos à vontade, conta-se uma história engraçada e se dá muita risada. Faz-se alguma piada sobre alguém do grupo…

Ah que gostoso imaginar um Jesus de Nazaré assim tão humano como a gente…

A agitação do trabalho pastoral era muito grande, gente que ia e que vinha para reuniões, celebrações, encontros, exatamente como é a comunidade em finais de semana. Então na segunda-feira pegaram uma barca e decidiram dar um passeio para o outro lado, claro que teria oração de louvor e agradecimento, haveria momento para a partilha da experiência missionária, um outro para as orientações de Jesus, mas tudo com muita descontração.

E quando já estavam bem à vontade, começando a jogarem conversa fora e traziam naqueles rostos uma inexplicável alegria por estarem ali juntos, ao chegarem à outra margem, já, com o carvão e a carne para um churrasco, quem sabe… espantaram-se ao ver a multidão que os esperava ali na outra margem. As pessoas estavam maravilhadas e contagiadas com a alegria daquele grupo, a pregação dos apóstolos e aquele jeito ensinado por Jesus, fora uma estratégia que havia dado certo, não importava que era uma segunda-feira, dia de descanso para os ministros e pastorais, o povo não queria ficar longe daquele grupo fantástico que tinha uma proposta totalmente nova de vida, de uma religião marcada acima de tudo pela alegria de sentir tão de perto o amor de Deus.

Os apóstolos talvez ficaram meio chateados: “Pronto, acabou-se a nossa folga…”, mas Jesus sentiu compaixão das pessoas porque eram como ovelhas sem pastor, isso é, não tinham uma referência importante ou uma liderança autêntica para seguirem, e Jesus começou e ensinar-lhes muitas coisas mostrando que atenção, carinho, amor e compaixão para com as pessoas da comunidade, não tem dia e nem hora pois a vida de quem se consagrou a Deus e aos irmãos na comunidade, já não nos pertence…

Jesus não conseguia descansar diante do sofrimento daquele povo, pois, percebia que aquela multidão era realmente, como “ovelhas sem pastor”; conhecia as dores que sofriam aqueles que O seguiam dia e noite.

Por esta razão Ele não deixava para o outro dia o que podia fazer por aquele povo faminto, e, mesmo cansado, ocupava-se com ele. A compaixão era, então, o aspecto que mais identificava Jesus quando Ele andava pelo mundo instaurando o Seu reino.

Hoje também, a multidão continua necessitada de ajuda e, embora não tenha muita consciência, ela busca algo ou alguém que possa preencher o vazio do seu coração. Assim como aos Seus discípulos, Jesus, hoje também nos chama a um lugar deserto e nos prepara para que possamos ser pastores de pessoas desanimadas e sem esperança.

Ser pastor é saber dar testemunho de fé, de confiança no plano de Deus e, assim, ser luz para o irmão que também passa por necessidade.

Jesus nos cura e nos ensina também muitas coisas a fim de que sejamos refrigérios e luz, tanto para a nossa felicidade pessoal, como também, comunitária e familiar. Ele nos ensina a arte de viver melhor em qualquer circunstância enfrentando todas as dificuldades.

Desse modo nós poderemos também ajudar a todos os que ainda não O conhecem.

Os melhores ensinamentos da nossa vida nós os recebemos quando passamos por experiências de dor e de sofrimento, com Jesus! Assim nós aprendemos com a nossa própria experiência. Jesus, hoje, nos faz descansar, nos refrigera e nos consola para que também, possamos ser pastores que consolam e que amparam as ovelhas afastadas de Seu amor.

De nada adianta fazermos muitas coisas e não fazermos do jeito certo, o descanso, o retiro interior é fundamental para a qualidade do nosso trabalho missionário!

Hoje, Jesus nos convida a um descanso semanal na participação do Banquete da vida que é a Eucarística! Participando da Eucaristia, nós nos reabastecemos na fé, repomos as nossas energias para darmos continuidade a nossa missão, que começa ou melhor, recomeça a cada vez que saímos da Igreja descansados e alimentados da força inovadora de Jesus.

Jesus “teve misericórdia daquela gente”. Nós, Igreja, temos o mesmo sentimento. Como nos diz o documento de Aparecida: “Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão”.”

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 03/02/17

Liturgia Diária 03/02/17 (Sexta) – Marcos 6, 14-29.

Bom dia. REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DA HELENA SERPA.

Antes de começarmos a nossa reflexão, gostaria que pudéssemos refletir, com o nosso coração aberto à inspiração do Espírito Santo, sermos humildes e sinceros com nós mesmos, nos reconhecendo pecadores, mas perseverantes na Palavra, e nos perguntarmos: diante deste trecho do Evangelho de Marcos, sinceramente, quem nós estamos sendo hoje? A quem poderemos nos comparar diante de nossa vida agora e diante dos fatos e pessoas relatadas neste texto?

— Hoje, podemos nos comparar à Jesus? À João Batista? À Herodes? À Herodíades ou a Salomé?

Meus irmãos e minhas irmãs, quem dera se conseguíssemos refletir esta passagem nos libertando de tudo o que nos leva para o mal, o mal do mundo, e principalmente, nos libertar da mentira que nós contamos para nós mesmo e aquela que mostramos para os outros de algo que não somos ou não vivemos.

— Será que hoje, estamos sendo como Salomé?

Sinceramente, já perdemos a conta de quantas vezes nós fomos Salomé.

Nós somos Salomé, quando nos tornamos aquela pessoa, que para receber alguns favores ou para manter uma posição de destaque, seja na sociedade ou seja até mesmo na comunidade de fé, “vendendo” os seus princípios e ou suas convicções.

Ou todas as vezes que nos deixamos levar, sem ter um conhecimento ou uma opinião própria do assunto!

Ou quando começamos a agir pela cabeça dos outros sem ter o discernimento de que aquilo que estamos fazendo é correto ou se fará mal a nós ou a alguém.

Ou quando criamos uma discussão dentro de nossa casa com os nossos pais, com nossos filhos, com nosso esposo ou esposa por termos ouvido e não termos refletido aquela “dica” do “vizinho”.

Quantas vezes, por não termos um verdadeiro entendimento das coisas de Deus, nós nos tornamos Salomé e nos entregamos às coisas do mundo?

— Será que hoje, estamos sendo Herodíades?

Será que nós não somos mais Herodíades do que nós somos Salomé? Tenho as minhas dúvidas.

Salomé, até certo ponto, não tem o discernimento ou a vontade de saber o que é correto e verdadeiro, já Herodíades, tem esse saber, mas a mentira está tão inclusa no seu ser, que ela torna a mentira em “verdade”, o mal em “bom”, o ódio em “amor”. É quando não conseguimos mais saber a diferença entre o que nos faz bem e o que nos faz mal.

Quantas vezes somos Herodíades: por permanecer no nosso erro? Por não vermos e reconhecer que a nossa atitude está causando um mal terrível a quem está perto de nós? E sabem o que é mais triste, é que, permanecendo no nosso erro, estamos levando junto conosco pessoas que acreditam em nós, nos reconhecem como sendo um bom exemplo de vida.

Quantas vezes nós damos um mal exemplo aos nossos filhos, aos jovens da nossa comunidade, aos casais amigos, ao nosso esposo ou esposa, achando, ou melhor dizendo, fazendo com eles se tornem algo de ruim ao nosso lar, à nossa família? Quantas vezes nos tornamos Herodíades, quando pegamos a Palavra de Deus e a transformamos em algo do mal, pois do mal, nosso coração está cheio?

— Será que hoje, estamos sendo Herodes?

Algumas vezes já deixamos de falar ou lutar pela verdade, apenas para não perder a amizade de alguém?

Já deixamos que alguém fosse julgado ou considerado culpado apenas para permanecer no grupo “seleto” da nossa comunidade ou do nosso serviço?

Já deixamos de defender os nossos filhos, a nossa esposa ou esposo apenas para não parecermos “caretas” diante do mundo?

Será que alguma vez, nós mesmos, realizamos ou agimos em nome da “mentira” apenas para não entrar em conflito?

Será que deixamos a “mentira” se instalar em nossa casa, na nossa comunidade e ela se tornou tão “grande”, que o simples fato de se tocar na “ferida”, haveria uma confusão ainda maior, e por isso nos calamos?

Em tudo isso estamos sendo Herodes, pois permanecemos na mentira apenas para manter o nosso modo de vida, as nossas mordomias, as nossas “amizades”, e que amizades, não é mesmo?

Em tudo isso, estamos sendo Herodes quando nos entregamos aos coisas ruins de nossa vida e permanecemos calados sem a força da Fé, o discernimento do Espírito e do amor de Deus, pois, estamos sendo coniventes com tudo de ruim que está ao nosso redor.

Diante disso, estamos ou não estamos sendo Herodes em nossa casa? Em nossa comunidade? Em nosso serviço?

— Quisera nós – e peçamos a Deus –, será que hoje, conseguiremos ser João Batista?

João Batista dizia a verdade, não para julgar e se tornar maior do aquele que estava errado, mas ele dizia a verdade para que o erro se transformasse em certo, que o pecado se transformasse em perdão, que a consciência do erro nos desse o discernimento da verdade.

Jesus mesmo nos disse, “não existiu homem maior que João”.

João foi maior, pois ele se entregou ao caminho do Senhor falando a verdade e agindo em verdade.

João foi maior pois se reconheceu pequeno diante de Jesus, mas não desistiu de seu caminhar.

João foi maior, pois soube se diminuir sem inveja, egoísmo ou “dor de cotovelo” quando outro, que foi Jesus, o substitui à frente da messe do Senhor.

João foi maior, pois falou a verdade a Herodes sem ter medo da represália ou da perda de uma amizade.

João foi maior, pois apesar de ter sido preso e violentado, continuou dizendo a verdade e acreditando em Deus e em sua misericórdia.

João foi maior, pois com a sua vida, até mesmo em sua morte, ele nos faz um convite: Creia em Deus em todos os seus momentos, e permaneça na verdade, pois a verdade é Cristo Jesus.

— E agora, mesmo nós não sendo dignos nem de amarrar as suas sandálias, será que hoje, diante de todos os seus exemplos, podemos, no mínimo, ser imitadores de Jesus?

Jesus ficou conhecido pelos prodígios, milagres e curas que realizava, mas, muitos que o seguiam e principalmente àqueles que apenas ouviam sobre as suas ações, não tinham a consciência que quem realmente era Jesus, pois, não tinham a iluminação vinda do Espírito para saber qual o poder que O movia. Não conseguiam nem mesmo identifica-Lo como sendo o Messias, o enviado de Deus, e se perguntavam quem Ele era: seria Elias, João Batista ou um dos profetas?

Será que hoje, diante da Palavra e do amor de Deus, estamos sendo uma pequena sombra daquilo que Jesus foi, se entregando à missão, permanecendo sempre na verdade, sendo exemplos verdadeiros de conversão, sendo humildes em reconhecer a nossa pequenez e ajudando àqueles que mais precisam?

Meus queridos amigos, sabe o que é mais triste nos dias de hoje, é que muitos de nós, manipulam a “pessoa de Jesus” de acordo com os nossos interesses, vontades e até temores. Fazemos de Jesus, uma “simpatia”, uma “mágica”, uma “suposição”, e tudo isso, a mercê de nossa imaginação ou vontade.

Sabem porque não conseguimos apreender quem Jesus é realmente? Porque não temos consciência da Sua manifestação na nossa vida. Às vezes, temos também medo Dele! Ao invés de reconhecê-Lo como nosso Salvador, entendemos que Ele veio para nos condenar por causa das nossas culpas. A maioria de nós não confia verdadeiramente que Ele é o Filho de Deus que tem poder para nos livrar de toda e qualquer situação em que nos encontremos.

Nós, confundimos a imagem de Jesus com a nossa própria imagem e medimos a Sua capacidade de acordo com a nossa fraqueza e debilidade. Se realmente nos apossássemos da Sua pessoa e da Sua força nós não nos confundiríamos e teríamos a consciência tranquila, pois, Ele veio, justamente, para no salvar e nos livrar do mal.

Assim como Herodes, algumas vezes, também, para sustentar a palavra empenhada nós chegamos até a mandar cortar a cabeça de pessoas, porque elas nos atrapalham. Isto acontece quando extraímos a pessoa da nossa vista, cortando relações, tirando as pretensões de alguém ou o fazendo desaparecer para ficar livre dele. Queremos ver realizados os nossos projetos e para isso, fazemos qualquer coisa. Cometemos crimes dos quais levamos o peso na consciência, e, por isso, caímos no medo.

Jesus tem uma identidade própria. Ele é o nosso Salvador e ressuscitou para que tenhamos uma vida nova, coerente com a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus. Portanto, não podemos mais nos confundir quando nos perguntarem quem Ele é.

Por isso, vou refazer a pergunta: Hoje, quem realmente nós estamos sendo?

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 02/02/17

Liturgia Diária 02/02/17 (Quinta) – Lucas 2, 22-40.

Bom dia. Neste evangelho narrado hoje, nos é apresentado de formas tão sutis e maravilhosas, momentos de cumprimentos da lei, confirmação da missão, revelação divina, humildade diante de todos, e inspiração do Espírito Santo. E se formos nos aprofundarmos um pouco mais, poderemos vislumbrar tantos outros sinais que vão nos inspirar em nossa caminhada de fé, confiando em Deus e na Igreja.

Primeiramente, nos é narrado, que deverá haver a purificação da mãe, pois pela lei judaica, ou segundo o costume dos judeus, somente 40 dias após o parto é que a mulher podia voltar a frequentar o Templo.

Vocês se lembram o que significa simbolicamente o número 40 na história do povo de Deus? Caminhada, reflexão, conversão, penitência, preparação para uma vida nova. Maria, com José, se apresentando para a purificação, estavam confirmando a sua missão de pais e respeito e obediência à lei, pois, mesmo sendo sem pecado e cheia de graça diante de Deus, não quis ser diferente, pois é na igualdade que a humilde serva do Senhor cresce na fé.

Já todo primogênito de uma família, deveria ser consagrado a Deus, e por isso, Jesus também foi levado ao Templo, para que Ele e sua família cumprisse o que a Lei prescrevia e serem iguais a todos. Mas Jesus, por ser filho de Deus, deveria ser apresentado ao templo?

Esse fato tem um sentido muito mais profundo do que normalmente nós conseguimos ver apenas lendo, mas existe um sentido messiânico nessa apresentação. Vejamos, naquela época, ou nos dias de hoje, quando iam apresentar os primogênitos e ou vamos batizar os nossos filhos, conforme à Lei da Igreja de ontem e de hoje, nós é que apresentamos à comunidade os nossos filhos, não é mesmo? Mas, será que já paramos para observar, que no caso de Jesus, apesar de estarem cumprindo a Lei, não foi Maria e José que apresentou Jesus, mas sim, foi Deus que utilizando de dois instrumentos inspirados pelo Espírito Santo, Simeão e Ana, que apresentaram Jesus como sendo Filho de Deus? Não foi uma simples apresentação como preceito de lei, mas sim, uma evocação divina, que o Reino de Deus está sendo preparado, pois ao mundo, seu Filho foi apresentado.

Meus irmãos, minhas irmãs, é lindo demais, é maravilhoso ver o que Deus realiza nas nossas vidas, e por diversas vezes não conseguimos enxergar, porque nos mantemos fechados à inspiração do Espírito Santo, nos mantemos fechados em nosso mundo de egoísmo e autossuficiência, e nos esquecemos que Deus está presente, mas devemos estar dispostos a ouvi-lo, como fizeram Simeão e Ana.

Como gosto de dizer, Deus gosta de nos dar aquele “tapinha” com luva de pelica. Quantos de nós, por não termos um estudo avançado, ou uma condição financeira elevada, nos sentimos inferiorizados e diminuídos diante de alguns irmãos? Mas, a Sagrada Família, Jesus, Maria e José, não se sentiram inferiorizados, pois, como não tinham grande poder aquisitivo, levaram praticamente, a menor das oferendas que um judeu poderia levar ao templo, que eram duas rolas ou pombas, pois, na pior das hipóteses, até a própria natureza se encarregaria de dar-lhes estas oferendas. Diante do chamado que Deus havia lhes feito para criarem o seu filho, mesmo sendo humildes, aceitaram o chamado, confiando em Deus plenamente.

Infelizmente, muitos de nós não aceitamos certos convites para trabalhar em uma pastoral ou participar de um movimento, por acharmos que a nossa situação financeira, retratada em uma casa pequena, ou por não termos um meio de transporte, ou pouco estudo e conhecimento, são motivos de diminuição diante dos nossos irmãos. Mas não sejamos hipócritas, em achar que esses nossos irmãos sejam fracos na fé, pois não é tão simples assim, infelizmente, existem pessoas que “trabalham” nas pastorais que utilizam desse subterfúgio para ditar e ou constranger esses nossos irmãos menos favorecidos, mas que, fazendo isso, estão nos mostrando, que quem está precisando de conversão são eles.

Compreendamos, a apresentação de Jesus no Templo corresponde ao Sacramento do Batismo. Mas não basta batizar as nossas crianças, é preciso fazer com que elas cresçam cheias de sabedoria e graça, como Jesus cresceu, tendo José e Maria como àqueles que ensinavam e eram exemplos de pessoas fiéis à Deus.

Outra bela oportunidade que podemos ter como exemplo de fé em Deus, é a fé que Simeão tinha, pois, o Espírito Santo havia lhe dito que haveria de morrer, somente após ver o Messias enviado por Deus. Isso, só foi acontecer já estando na velhice, mas em nenhum momento Simeão titubeou ou desistiu de sua missão, pois, sejamos sinceros, para alguém ser reconhecido como “justo” e “piedoso”, ele não deveria ser uma má pessoa ou um mal exemplo na comunidade, mas ao contrário, concordam?

Mais uma bela demonstração de fé que Simeão confiava verdadeiramente em Deus, que ele recitou ou cantou uma prece que ficou conhecida como “Nunc Dimittis” (devido às duas primeiras palavras em latim): “Agora tu, Senhor…”, que se transformou na Liturgia, no “Cântico do Evangelho” tradicional para a Oração da Noite (Completas) ou Orações do Fim do Dia, assim como o “Benedictus” e o “Magnificat” são as tradicionais orações para as da manhã (Laudes) e de tarde (Vésperas), respectivamente.

Latim (Vulgata): Nunc dimittis servum tuum, Domine, secundum verbum tuum in pace: Quia viderunt oculi mei salutare tuum Quod parasti ante faciem omnium populorum: Lumen ad revelationem gentium, et gloriam plebis tuae Israel.

“Simeão, naquele momento, diante a inspiração do Espírito Santo e tendo uma Fé verdadeira em Deus, sabia que ninguém consegue partir deste mundo com a esperança da vida eterna, se não está ligado a Jesus. Ter a graça de segurar o Menino Jesus foi para ele um sinal de que Deus o segurava em seus braços, portanto, podia morrer. Isso vale para nós. Se queremos, ao sair deste mundo, ganhar a vida eterna, temos de segurar Jesus em nossos braços, agarrar-nos a Ele e não larga-lo mais”. Não devemos ter medo da morte, mas a felicidade e esperança de sermos acolhidos por Deus quando isso acontecer.

Foi o Espírito Santo que levou Simeão ao Templo. Se queremos ter Jesus em nossos braços, e assim ser dignos da vida eterna, dirijamo-nos ao Templo, à Igreja, porque lá nos encontraremos com Jesus. “Vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pd 2, 5). Se vamos à Igreja domingo, nós a carregamos conosco durante a semana, e assim nos tornamos também um edifício santo e agradável a Deus. Na Igreja, nós encontramos a paz em plenitude.

Outro destaque do Evangelho é a união do casal. Aliás, Maria e José estavam sempre unidos, nas horas difíceis e nas horas alegres: no nascimento de Jesus; na fuga para o Egito, na perda e encontro do menino no Templo…

A família de Nazaré era unida e todos os membros colaboravam, cada um do seu modo. Assim, só podia dar no que deu: uma família que formou três santos. No casamento, o casal faz um juramento diante de Deus, da Igreja e dos familiares; um juramento de permanecerem unidos até o fim da vida.

Quando o profeta Simeão pegou Jesus nos braços, ele disse a Maria: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.

O mundo tem outros valores e segue outro caminho. Por isso que Jesus foi um sinal de contradição, e a mãe sofreu com ele. Todos os seguidores de Jesus têm a mesma sina: ser um sinal de contradição e ter a espada de dor.

Simeão disse, em sua profecia, que “serão revelados os pensamentos de muitos corações”. Diante de Jesus, caem as máscaras. As pessoas malandras não conseguem esconder suas falcatruas. As maldades aparecem, e os primeiros a sofrerem as consequências são os cristãos.

Muitas vezes, por questões pequenas e sem nenhuma importância, acabamos perdendo a nossa paz e até o estímulo para seguir em frente. Perdemos a amizade de pessoas que por longo tempo estiveram ao nosso lado e afastamos pessoas queridas simplesmente porque não concordamos com situações que, sem esforço, poderiam ser desprezadas. Deixamos que um ato de teimosia, nosso ou de alguém com quem lidamos, interfira em nosso relacionamento, ditando regras de conduta para nossas atitudes.

Que tenhamos como exemplo a Família de Nazaré, que possamos segui-la em tudo, mesmo que nos venham espadas e cruzes. No meio de um mundo de mentira, que vivamos na verdade. No meio de um mundo de violência, que vivamos na paz. No meio de um mundo de tristeza, que vivamos na alegria. No meio de um mundo de egoísmo, que vivamos no amor. No meio de um mundo ganancioso, que pratiquemos a partilha.

Que como Ana, iluminados pela Palavra e pelo Espírito Santo, possamos comunicar a luz de Deus em nossa comunidade, em nossas famílias, em cada encontro, em cada gesto, a cada situação. Como a luz afasta toda escuridão, vamos colaborar para que todo medo, dúvida, injustiça ou conflito sejam esclarecidos e substituídos pela graça e pela paz de Deus. Que possamos como Simeão acreditar: “Eis Jesus, a luz para iluminar as nações e glória do teu povo”.

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 01/02/17

Liturgia Diária 01/02/17 (Quarta) – Marcos 6, 1-6.

Bom dia. REFLEXÃO INSPIRADA NA DE JOSÉ SALVIANO.

“O povo estava admirado com a sabedoria de Jesus. Ele não cursou nenhuma faculdade, e, no entanto, sabia tudo sobre tudo.

Jesus fez uma visita a sua terra natal. A vila de Nazaré, onde Ele passou sua infância, naquele vilarejo sem importância política nem econômica. Era realmente, um lugar humilde.

E Jesus vai a Sinagoga, e como era de costume, Ele faz a leitura das escrituras e em seguida fez um excelente comentário, uma excelente homilia ou como queira, um belo sermão. E todos ficaram de boca aberta, admirados com a sabedoria de Jesus, principalmente por Ele ser apenas o filho do carpinteiro, e, portanto, não teria condições de falar daquele jeito, demonstrando uma sabedoria excepcional. Todos ali sabiam que Jesus não teria estudado as escrituras, muito menos ter feito nenhum curso aprofundado como os doutores da Lei. Mal sabiam eles que Jesus era o próprio Filho de Deus feito homem, e por isso sabia de tudo.

Muitos ficaram admirados com a sabedoria de Jesus, principalmente os fariseus e doutores da Lei, pois não podiam se conformar com o que estavam presenciando. Ninguém poderia saber mais do que eles! E dessa forma, Jesus estava incomodando muito, pois sendo o próprio Deus, Ele sabia tudo.

Jesus, apesar de não ser aceito e autorizado pelos líderes judaicos, os quais o consideravam um impostor, continuava a fazer o seu trabalho pelos ensinamentos da verdade, ensinamentos esses que não conferiam com os ensinamentos dos mestres judaicos. Pelo contrário, volta e meia Jesus rebatia aquela prática injusta da Lei de Moisés, vivida pela elite religiosa. Muitos daquele lugar, por causa disso já começavam a olhar Jesus com outros olhos, e foi aí que o Filho de Deus se proclamou Profeta, dizendo: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.

As pessoas ali presentes na Sinagoga não se conformavam. E perguntaram: Este homem não é o filho do carpinteiro, filho de Maria?

No nosso meio também acontecem coisas parecidas. Quando um jovem bem-nascido, da classe média ou mesmo da alta, se manifesta com um excelente desempenho, todos do seu nível acham normal. Porém, se um “pobre financeiramente” esforçado após muito estudo fizer uma demonstração de competência, de sabedoria, uma proeza, todos vão questionar: Ei, o que é isso? Quem ele pensa que é? Ele não é apenas aquele rapaz que mora na favela? Não é o filho daquele que por não ter diploma, só faz um bico aqui ou ali?

No nosso meio também não acontece em nossas famílias, quando um de nós resolve se converter à Boa Nova de Jesus, se arrepende de seus pecados, pede perdão e perdoa a quem o magoou, e sempre tenta levar a Palavra de Deus a todos, os da sua própria família, e eles não aceitam ou não acreditam que essa pessoa possa ter mudado? Onde é mais fácil ouvir o que o vizinho, o jornal, a internet tem a falar do que dar ouvidos a ele?

No nosso meio, também não acontece em nossas comunidades, quando aparece um fiel disposto a ajudar as pastorais, tentando dar uma dinâmica diferente, mas, por não possuir cursos e formações como tantos outros possuem, ou por, apenas ter chegado na paróquia agora, diferente de tantos outros que já estão ali há muito tempo, esse “novo” fiel, não é aceito e nem lhe é dado a devida oportunidade?

Quantas vezes as suas palavras e as suas ações não são aceitas pelos seus familiares, amigos, pela pastoral que participa, mas inversamente proporcional, essas mesmas palavras e ações são observadas, refletidas e admiradas por pessoas de outras famílias, de outras pastorais, de outras comunidades?

Caríssimos irmãos e irmãs, não fiquemos tristes, nem desapontados quando tentarmos semear a palavra de Deus em nossa família ou comunidade e aí encontrar a maior resistência que se manifestará através de chacota, risos, e um ar de quem está pensando: “Olha só quem está falando isso”.

Em nossas famílias e em nossas comunidades, o mesmo pode ocorrer, e em vez de fazermos desabrochar novos valores paternais e responsáveis e ou, lideranças pastorais sadias, preocupadas verdadeiramente com o amor de Deus e preocupação em ajudar ao próximo física e principalmente, espiritualmente, estejamos talvez, manifestando descrédito por aqueles que fazem alguma coisa, sufocando dons e carismas do próximo, que tem algo a oferecer….

Se isso, realmente acontecer, não ligue, e pense em Jesus, aquele que tem todo o poder no Céu e na Terra, mais que foi ignorado em sua cidadezinha natal, pelos amigos e familiares.

Infelizmente, isso é mais normal e corriqueiro do que imaginamos ou que gostaríamos, mas, que possamos fazer como Jesus, que possamos continuar e nunca desanimar de levar a sua Boa Nova de amor e misericórdia, e persistamos em ser um bom cristão em nossa família e em nossa comunidade, ou onde os caminhos do Senhor nos levar.

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 31/01/17

Liturgia Diária 31/01/17 (Terça) – Marcos 5, 21-43.

Bom dia. REFLEXÃO COMPARTILHADA DE OLÍVIA COUTINHO E DIÁCONO JOSÉ DA CRUZ.

“Em toda a sua trajetória terrena, Jesus sempre se mostrou sensível ao sofrimento humano! Ele experimentou desde o seu nascimento, as dificuldades daqueles que o mundo despreza! Jesus foi vítima da exclusão, da indiferença, da maldade humana, uma maldade tão grande que o levou a morte! Enquanto caminhou por este chão, Ele nos ensinou com a sua vida, como responder o amor de Deus em meio a tantos adversários do seu projeto!

A sua sensibilidade diante os sofredores o levava a fazer longas caminhadas ao encontro destes!

Nas suas ações libertadoras, Jesus sempre deixava claro, que a cura de quem recorria a Ele, era fruto de sua fé, o que vem nos reafirmar, que a nossa libertação só acontece pelos caminhos da fé!

Quando deixamos nos inundar pelo o amor de Jesus, podemos fazer o mesmo que Ele fazia: enxugar as lágrimas dos que choram levantar os que estão caídos, e até mesmo, curar “doentes”, já que muitas doenças, não são físicas, são doenças da alma, doenças fáceis de serem tratadas!

O Evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, chega até a nós, como um convite a refletirmos sobre a essencialidade da fé! A narrativa nos apresenta dois belíssimos testemunhos de fé, testemunhos, de duas pessoas de realidades bem diferentes, que foram agraciadas pela intervenção amorosa de Deus!

O primeiro episódio mostra-nos o testemunho de uma mulher que há anos vinha sofrendo de uma enfermidade que lhe atingira não somente o corpo, como também a alma, uma hemorragia que a atormentava há doze anos!

Enquanto Jesus acompanhava Jairo, um dos chefes da sinagoga que lhe suplicara a cura de sua filha, esta mulher, vendo em Jesus a sua única esperança de cura, não hesita em enfrentar todos os obstáculos para chegar até Ele!

Por medo de represálias por parte daqueles que cercavam Jesus, (discípulos) aquela mulher nem ousa lhe dirigir a palavra, apenas toca as suas vestes na certeza de ser curada por Ele! E Jesus, ao sentir o seu toque de fé, volta-se para ela e diz: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada desta doença.”

Enquanto Jesus ainda estava falando, chegaram alguns dos chefes da sinagoga, e disseram a Jairo: “‘Tua filha morreu. Porque ainda incomodas o Mestre?’ Ouvindo esta notícia, Jesus tranquiliza aquele pai, dizendo: ‘Não tenhas medo. Basta ter fé’.” E Jesus vai com Jairo, até a sua casa, lá, Ele devolve a vida a sua filha!

Estes dois episódios nos mostram claramente o poder da fé! A fé nos devolve o que mundo dá como fim! A mulher com hemorragia, já havia gasto todo o seu dinheiro com médicos e não ficou curada, a filha de Jairo, já havia morrido, portanto, duas situações em que aos olhos humanos não tinha mais jeito.

Para quem tem fé, a palavra “desistir” não existe, pois quem vive a fé, sempre acredita numa possibilidade, na reversão daquilo que o mundo dá como irreversível.

Pela fé, é possível alcançarmos a cura, são palavras de Jesus: “Tua fé te curou.” E se não recebermos a cura física, fiquemos felizes, pois com certeza, recebemos de Jesus, a cura interior!

A fé, nos possibilita vencer todos os obstáculos que nos impede de aproximarmos de Jesus, de tocar e de sermos tocado por Ele!

É a fé que nos leva ao encontro de Jesus, é Nele, que encontramos força e coragem para enfrentarmos as nossas dificuldades. O que seria de nós sem a fé?

A fé é a base que nos sustenta, a força que nos move a raiz que nos mantém de pé nos vendavais da vida!

Fé, é experiência de amor, quem faz esta experiência, quer transmiti-la ao outro, para que o outra possa também fazê-la, no encontro com Jesus!

Quem acolhe o dom da fé e a desenvolve, caminha sem temer os percalços da vida, pois tem em Jesus o seu porto seguro!”

E vamos ser sinceros com nós mesmos?

“Ninguém, quer a morte, em sã consciência, ninguém a deseja, ninguém a espera, e todos fogem dela apavorados. A morte Biológica assusta sempre e traz medo, tristeza e angústia a quem a vê se aproximar. Compreendemos a morte como total, única e definitiva, não existe meia morte, ou, morreu por um certo tempo. O que é possível saber sobre a morte, e como evita-la, uma pessoa saudável de corpo e de mente, irá fazê-lo.

Mas, e a Vida? O que sabemos sobre ela?

Quase nada, muito pouco!

E a Vida Nova que Jesus nos trouxe e nos deu como Dom e Dádiva?

Essa se sabe menos ainda. É para nós um grande mistério.

Jesus, o Filho de Deus, Aquele que nos revelou o Pai, com seu grandioso Amor e Misericórdia, também nos revelou a Vida Nova em seus milagres e curas, e o modo como o fez é sempre surpreendente. Somente quem tem a Vida Nova para nos oferecer, tem o domínio total sobre a vida Biológica, podendo retoma-la segundo a sua vontade, mas sempre como um sinal da Verdadeira Vida que Ele nos oferece.

As pessoas que o procuram, neste evangelho, pedem-lhe a continuidade da vida biológica, através da cura de uma grave enfermidade que iria interromper a vida. Jesus sempre oferece muito mais que isso. Acreditar em um Deus que nos ama, que quer o nosso bem, e que é capaz sim, de interferir no ciclo natural da Vida, para restabelecer a saúde, ou devolver a vida, é o primeiro passo, para se experimentar esta Vida Nova, que tem em si a imortalidade. O que não é saudável para a nossa vida de Fé, é parar simplesmente no fato milagroso.

Mas será que todas as vezes que uma enfermidade ameaçar a minha vida, Jesus não me deixará morrer?

Basta esta pergunta para se refletir que há algo muito mais profundo que o Senhor nos dá.”

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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