Liturgia Diária 26/12/16

Liturgia Diária 26/12/16 (Segunda) – Mateus 10, 17-22.

Bom dia. REFLEXÃO DE ALEXANDRE SOLEDADE.

“Bom dia! Reafirmo: Ninguém disse que seria fácil manter a fé!

A sociedade e o tempo em que Jesus manifestou essas palavras eram cercados de medos. Um tempo onde primos, sobrinhos, netos, (…) eram chamados de filhos e irmãos. Um tempo onde já se vivia em cidades, mas que nos módulos básicos de convivência ainda carregavam a ideia de clãs, tribos, próximos…

Muitos filhos não tinham respeito por seus pais ao ponto de entregá-los, roubá-los, matá-los por causa de heranças, pastos, ovelhas, cargos de influência, ou seja, por nada. Uma época onde os adeptos de Jesus eram chamados de seguidores do “caminho”, pois ainda não havia a expressão “cristãos” ou tão pouco cristianismo.

“(…) Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou”. Disse-lhe Tomé: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” Jesus lhe respondeu: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA; ninguém vem ao Pai senão por mim. Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto”. (João 14, 3-6)

Esse “caminho” que Jesus ensinava trilhar ia de encontro, ou melhor, em atrito, com os valores da época. O “caminho” pregava que a vida não era centrada na busca do poder e sim da simplicidade; que não criava ou valorizava reis ou seres de influência, o caminho pregava o serviço ao próximo. Dizia “não” ao orgulho, a arrogância e a prepotência.

Não dizia nada de errado aos nossos olhos, mas então, por que Ele era, e é, tão perseguido?

Será que algum de nós hoje poderia dizer que o que pregavam era errado?

O intrigante é hoje também somos perseguidos por buscar o caminho.

Recentemente uma professora foi demitida por expor que papai Noel é uma simbologia e não algo real de fato. Por acaso mentiu?

Mas esse mundo consumista precisa de um rei que venda e não que ensine às pessoas a verdade, valores morais, opiniões…

Nesse momento não falo de religião e sim de um caminho…

Será que ela precisa mesmo mentir para se manter no trabalho?

Esse simples fato, sem entrar em detalhes, expõe uma dura realidade que precisamos expor dentro de cada um de nós:

— Será que estamos mentindo para podermos ser aceitos ou nos aceitar?

— Quantas vezes precisamos omitir nossos valores e o que cremos para podermos viver?

— Será que exagero?

Não creio!

Quando mentimos um balanço ou compramos notas fiscais para abater o que não consumimos em imposto de renda; quando pagamos ao policial que pede “caixinha” mesmo sabendo que não há nada de errado com o carro; quando nos aliamos ou votamos no corrupto a espera de um favor; quando alimentamos a indústria dos CDs e DVDs piratas; quando sabemos um erro da vida do outro e os julgamos e sentenciamos para ocultar minhas próprias mazelas, erros…

Nossa! Como é fácil apontar erros dos outros para esconder os meus!

E não paramos por aí…

Perseguimos o irmão da outra igreja, pastoral ou movimento; tecemos críticas que talvez não fizéssemos nem aos nossos inimigos; usamos da fofoca, da calúnia, do fuxico para tentar descredenciar esse(a) filho(a) de Deus que trabalha tão bem e por inveja não consigo perceber.

Antes mesmo que abra a boca já fechamos os ouvidos e o pior falamos isso como fossemos defensores da moral…

Por que será que pessoas que erraram temem voltar à comunidade?

Por que será que o casal que se separou precisa muitas vezes mudar de bairro para voltar à missa?

O que será que Jesus nos confiou:

Buscar quem se perdeu ou julgá-las?

“(…) O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os matarão”.

Creio que se pelo menos os “nossos” pararem de nos perseguir, e quando digo “nossos” digo todos que seguem o caminho (cristãos, sejam eles católicos, evangélicos, …), acredito que poderemos cumprir de fato o último desejo de Cristo antes de subir aos céus: “Ide ao mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

E aí? Eu junto ou espalho?

Um imenso abraço fraterno.”

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Liturgia Diária 25/12/16

Liturgia Diária 25/12/16 (Domingo) – João 1, 1-18.

Bom dia. REFLEXÃO DE JOSÉ SALVIANO.

“O Menino Jesus, chegou como a Luz que vai clarear as trevas, iluminar os nossos caminhos, para que não tropeçamos nas pedras e não caímos nos buracos, e nos penhascos da caminhada terrestre.

“Eu sou a luz do mundo, e quem crer não andará nas trevas”

Jesus veio ao mundo como luz que nos ilumina. Alguns rejeitaram essa Luz, porém, não conseguem apagá-la. Os incrédulos por mais que se esforçaram, eles não conseguiram até hoje apagar Deus das mentes dos que acreditam. E alguns ficam indignados, frustrados, outros partem para a agressão verbal, mas nada disso adianta. Deus existe e está no meio de nós. Até hoje não foi possível deletar o desejo de Deus que está gravado nas mentes humanas.

O natal é uma prova disso. O mundo todo para de trabalhar e comemora o nascimento de Jesus, aquele que veio para nos libertar da incredulidade, do pecado, e nos conduzir à salvação eterna.

No início Deus falou aos homens pela boca dos profetas. Depois, a sua palavra se fez carne e habitou no meio de nós, e pela boca do seu Filho, Deus nos falou tudo o que precisamos saber para alcançar um dia a salvação eterna.

Jesus é Deus que assumiu a realidade humana, foi Aquele que veio na simplicidade, nascendo humilde, pobre, pois Ele optou pelos fracos. Ele veio para que nós o conhecêssemos em sua divindade, bondade de forma suave.

E nós, ao acolher Jesus, e sua palavra, teremos benefícios maravilhosos em nossas vidas: terrena e celestial. Quando aceitamos Jesus somos transformados, e glorificados pela graça e pelo perdão divino, e somos preparados para o prêmio que virá. Ou seja, nós que acreditamos naquele que foi enviado pelo Pai, teremos a nossa recompensa na Terra e nos Céus. Pois aceitar Jesus, é a atitude fundamental, indispensável a nossa salvação.

É Natal! É hora de reconciliação! É hora de perdoar o irmão, a irmã, e tocar a vida para a frente. Natal é momento de confraternização, com a família reunida, esquecendo as brigas, as desavenças, e comemorando com alegria, a vinda do Senhor Jesus Cristo.

O clima de Natal é algo mágico. Paira no ar uma atmosfera de alegria, de  pausa nos trabalhos, de perdão, de aceitação do outro, da outra, principalmente para aqueles que estão vivendo uma vida com tudo sobre os trilhos, aqueles que estão no caminho certo, seja economicamente, seja espiritualmente, ou os dois, de preferência.  Natal é festa, é estar reunidos, é comer com fartura e confraternização.

Mais o Natal não é só isso. Não é só comer, beber, brindar, brincar, sorrir e depois descansar.

O Natal não é só farrear. O Natal é a notícia da chegada de um Deus invisível que se fez próximo de nós, que viveu entre nós e no nosso meio, é a festa da comemoração de Deus que se fez visível!

O Natal é o momento em que vamos pensar em Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, que veio ao mundo nos trazer uma mensagem de salvação, uma mensagem de vida em abundância, UMA MENSAGEM DE PAZ. Essa PAZ deve começar dentro de cada um de nós. É a paz entre eu e Deus! A paz da consciência limpa, pura, e sem pecados. É a paz de quem está vivendo a graça santificante, ou seja, a paz de quem está em estado de graça, de quem está vivendo na presença de Deus. E esta é a melhor paz. Vivendo assim, estaremos consequentemente na paz com os irmãos e com as irmãs.

Porém, para aqueles e aquelas que anunciam a palavra de Deus, que combatem a injustiça, esta paz pode estar arranhada pela perseguição por parte daqueles que se sentiram prejudicados com as nossas denúncias.

Fica tranquilo, pois Deus que vê tudo está guiando e acompanhando todos os seus passos, a sua trajetória de vida, e Ele não nos abandona. Ele estará conosco até o fim dos tempos.

O clima do Natal é mágico! É contagiante! E assim como a fé é um fenômeno psicológico instintivo, a inclinação, a vontade de abraçar, de sorrir para o irmão, para a irmã, também é algo instintivo. Pois ao acolher a pessoa do outro, estamos acolhendo o Menino Jesus.

No clima de Natal, nós deixamos tudo prá lá, as diferenças, as intrigas, e sentimos vontade de perdoar e de abraçar a todos, em Cristo.

Mesmo os descrentes, os de outras religiões, eles comemoram do seu jeito, ou pelo menos respeitam os sentimentos dos outros, fazendo um momento de trégua do egoísmo, para curtir o clima de paz e alegria existente no ar, um clima mágico que brota das mentes dos seres humanos, de forma natural e espontânea.

É Natal, o Menino Jesus nasceu! Deus está no meio de nós!

Mais é só uma comemoração. Jesus não vai nascer de novo!  Pois o Natal é a festa universal do aniversário de Nosso Senhor Jesus Cristo!

FELIZ NATAL!”

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Liturgia Diária 24/12/16

Liturgia Diária 24/12/16 (Sábado) – Lucas 1, 67-79

Bom dia. REFLEXÃO DO SAUDOSO PE. QUEIROZ (†)

“O sol que nasce do alto nos visitará.

Temos neste Evangelho o belíssimo cântico de Zacarias, chamado Benedictus, que ele cantou após o nascimento do filho João Batista. É um hino à fidelidade de Deus às suas promessas. Este cântico, assim como o Magnificat, a Igreja repete todos os dias, nas Laudes e Vésperas respectivamente.

A primeira parte é um hino de ação de graças a Deus pela redenção iniciada. E a segunda parte é uma visão esperançosa do futuro, graças à intervenção do precursor, que abre caminho para o Messias.

O Benedictus começa dizendo:

— “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo”. A redenção foi o maior presente que a humanidade recebeu. Hoje, tantos séculos depois, podemos repetir essa mesma explosão de alegria que teve Zacarias, pois a redenção é uma fonte inesgotável. Cristo veio para ficar conosco.

— “Fez aparecer para nós a força da salvação”. Deus é maior que as forças do mal que querem nos levar à perdição.

— “Como tinha prometido”. Deus cumpre as promessas que faz. Ele não tem pressa porque quem tem todo o poder na mão não tem pressa. A pressa é ligada à insegurança de quem não tem todo o poder.

— “Para salvar-nos dos nossos inimigos”. Todos temos inimigos. São os que nos prejudicam ou querem levar-nos para o mal. Até nós, sem querer, podemos ser inimigos de alguma pessoa. Mas nenhum inimigo, da terra ou do outro mundo, isto é, o demônio, tem poder sobre nós, graças ao batismo que recebemos, pelo qual Deus nos visitou e libertou. Jesus nos deu todos os meios para nos libertarmos dos inimigos, sejam eles quais forem. Cabe a nós usar esses meios. Um deles é a Santa Igreja, que é a vida em Comunidade.

— “Para que, sem temor e libertos das mãos dos nossos inimigos, nós o sirvamos, com santidade e justiça”. Santidade é viver bem com Deus. Justiça é viver bem com o próximo. E isso “sem temor”. Precisamos libertar-nos do medo, pois ele é o primeiro obstáculo que entrava na caminhada.

— “Nós o sirvamos… em sua presença todos os dias da nossa vida”. Mesmo que a nossa vida dure noventa, cem ou mais anos, vamos servir a Deus todos os dias sem cansaço nem desânimo. A Bíblia está cheia de exemplos de idosos que serviram a Deus até o fim. Por exemplo, os profetas Simeão e Ana (Lc 2, 25-38).

Em seguida, Zacarias se volta para seu filho:

— “E tu, menino, serás profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor para preparar-lhe os caminhos”. Também nós somos chamados a preparar os caminhos do Senhor.

Mas Zacarias volta a falar do Verbo encarnado:

— “Graças à misericordiosa compaixão do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos visitará”. Jesus é como o sol que vence as trevas da noite e ilumina toda a terra. Que bom se saíssemos da sombra e nos deixássemos iluminar e aquecer por esse sol!

— “Para iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte”. Ao vermos as luzes do Natal brilhando em toda parte, lembremo-nos de que somos portadores da luz de Cristo, especialmente para iluminar os que jazem nas trevas e sombras da morte. Nós devíamos ser como aquelas tomadas fosforescentes. Elas recebem a luz durante o dia e a guardam. À noite, elas brilham para que as pessoas possam vê-las mesmo no escuro. Natal é a festa da esperança. O nascimento de Jesus foi e é uma nova esperança: a nossa vida e o mundo têm conserto, porque Deus veio visitar o seu povo.

— “E dirigir nossos passos no caminho da paz”. Nós queremos ter paz e ser instrumentos de paz.

Vamos olhar o nascimento de Jesus assim, com os olhos de Zacarias. Mas sem cair na fraqueza dele, tendo dúvidas a respeito da ação divina.

Certa vez, um rapaz estava caindo num barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco havia um leão querendo devorá-lo. O leão rosnava e mostrava os dentes. Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam nada menos que seis onças.

Ele erguia a cabeça, via o leão; abaixava a cabeça, via as onças miando e de olhos fitos nele. Em determinado momento, ele olhou para o lado e viu um morango vermelho, madurinho e cheiroso. Com grande esforço, conseguiu apanhar o morango, levou-o à boca e se deliciou com o seu sabor doce e suculento. Foi um grande prazer comer aquele morango tão gostoso.

Agora você me pergunta: E o leão? Dane-se! Esqueça o leão e as onças e coma os morangos, pois Deus visitou e redimiu o seu povo. Deus veio nos visitar, vamos soltar-nos em suas mãos!

Que Maria Santíssima, Zacarias, Isabel e João Batista intercedam por nós, para que celebremos bem o nascimento de Jesus.

O sol que nasce do alto nos visitará.”

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Liturgia Diária 23/12/16

Liturgia Diária 23/12/16 (Sexta) – Lucas 1, 57-66.

Bom dia. REFLEXÃO DE ALEXANDRE SOLEDADE.

“Bom dia!

— Qual é o seu nome?

— O que ele representa?

— O que sua mãe pensou ao colocar esse nome em você?

— Você gosta do seu nome?

A história judaica é cheia de simbolismos inclusive nos nomes dados as pessoas. Zacarias era sacerdote e muito respeitado, deveria ele conservar a tradição sacerdotal colocando no seu filho o seu nome.

— Mas o que aconteceu?

Ao ser impelido pelo anjo que Isabel teria um filho em tenra idade, colocou-se em posição de dúvida sendo assim sentenciado a ver os fatos, sem poder falar uma só palavra. A mudez pela falta de fé calava Zacarias.

O plano de Deus estava acontecendo e forçadamente Zacarias não podia falar. Talvez a imagem de contemplação apenas com os olhos fosse frustrante, visto que aquele homem nasceu e fora impelido de anunciar as boas obras de Deus.

Ao sugerir um novo caminho, Deus começa pela mudança de paradigmas. Aquela criança precisaria outro nome e outro regime de vida. Não seria o sacerdote urbano como seu pai, mas alguém que clamaria no deserto; alguém que denunciaria novamente as arbitrariedades contra Deus e contra o povo; alguém que futuramente seria declarado como o maior dos homens nascidos.

— Quantas pessoas veem o plano de Deus sendo executado apenas com os olhos?

— Quantos, como Zacarias, não querem romper seus paradigmas, modos, atitudes e dar um novo caminho ou oportunidade a suas vidas?

“ (…) O nascimento de João Batista nos mostra a atuação de Deus na história e que nem sempre entendemos esta atuação ou os nossos projetos são os mesmos dele. Quando existe discordância entre a vontade de Deus e a nossa vontade, nós nos tornamos limitados e incapazes de viver plenamente na graça divina e de comunicar esta graça aos nossos irmãos e irmãs, mas quando a nossa vida é conforme a vontade de Deus, a graça divina atua em nós, a mão do Senhor está conosco e a nossa boca se abre para anunciar suas maravilhas e proclamar os seus louvores”. (Reflexão proposta pela CNBB).

Reconhecer que temos muito ainda por crescer é tomar uma atitude como fez Zacarias ao escrever no pedaço de tábua o nome que Deus escolheu. Nossa fé não está no óbvio, mas no improvável. Nossa igreja nos impulsiona a ver um mundo que precisa de gente proativa, destemida e empreendedora.

“ (…) Talvez algum de nós possa pensar: o meu pecado é tão grande, o meu afastamento de Deus é como o do filho mais novo da parábola, a minha incredulidade é como a de Tomé; não tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja à espera precisamente de mim. Mas é precisamente por ti que Deus espera! Só te pede a coragem de ires ter com Ele”. (Papa Francisco)

Certa vez enquanto apanhava para aprender usar o twitter, deixei uma frase instigante: “Esporte radical é ser cristão! Muita adrenalina! Quem tem medo pula fora!”

“ (…) Persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo. Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”. (Filipenses 3, 14-16)

Não fiquemos calados! Cada um tem um nome e uma missão! Assuma!

Um imenso abraço fraterno!”

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Liturgia Diária 22/12/16

Liturgia Diária 22/12/16 (Quinta) – Lucas 1, 46-56.

Bom dia. Muitas pessoas cristãs não conseguem vislumbrar a pessoa de Maria como a verdadeira serva, o verdadeiro modelo, o puro sacrário da Santíssima Trindade. E não digo isso somente aos cristãos que não são católicos, mas também aos que se dizem católicos, pois, muitos de nós não damos o verdadeiro valor à pessoa de Maria, ao ser humano, a pessoa de fé em Deus, o exemplo de humildade e servidão aos desígnios de Deus para a sua vida.

Aos que não são católicos, aceitamos a sua forma de pensar e de agir, pois uma das primeiras ações que aprendemos com a própria pessoa de Jesus, é o respeito, por isso, em nenhum momento iremos impor ou julgar a sua devoção ou admiração pela pessoa de Maria, mas fica uma pergunta: você já procurou olhar a pessoa, a mulher, a mãe, a humilde serva do Senhor com os olhos da fé? Quem sabe você possa fazer essa experiência…

Já aos que se dizem católicos, será que conseguimos compreender a grandeza de Maria como pessoa humana? Vejamos com carinho o seguinte: a Santíssima Trindade é composta por Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. Observemos então que:

— Deus Pai estava presente em Maria, pois nela, Deus encontrou a graça;

— Deus Espírito Santo estava presente em Maria, pois nela, foi plantada a semente que gerou Jesus, o Salvador;

— Deus Filho, o próprio Salvador, onde que ela foi o verdadeiro sacrário do Filho de Deus, onde que com a sua vida, o gerou, criou, educou, cresceu, sofreu, e permaneceu forte nos desígnios de Deus.

Se João Batista, foi o maior de todos os homens nascido de mulher do Antigo Testamento; se Jesus veio para salvar-nos de todos os pecados desde Adão até a parusia; Maria, como ser humano, é o modelo de mulher que não entrou o pecado como fora com Eva, se tornando o modelo de todo ser humano a ser seguido.

Quem dera se verdadeiramente tivéssemos os moldes de Maria em nossa vida.

Jovem, sem nada a oferecer, se vivia em Nazaré não era de uma família de posses, mas a sua fé era permanentemente dedica ao Senhor Deus, pois, senão, o porquê diria o anjo: “encontraste graça diante do Deus”!

Nós, muitas das vezes, achamos que por não termos dinheiro, não termos estudo, não termos posses, nos sentimos inferiorizados àqueles que tudo têm, mas diante de Deus, não é isso que tem o verdadeiro valor, mas aquilo que está em nossos corações.

Virgem, sem conhecimento ou entendimento, diante do chamado de Deus, apenas acreditou e se colocou por inteira a disposição daquilo que Deus projetara por amor aos seus filhos, nós.

Nós, muitas vezes, quando somos chamados para nos aventurar nos trabalhos, tanto da Igreja Doméstica sendo bons filhos, bons pais, bons esposos e esposas; ou na Igreja Comunitária, nas pastorais e serviço, colocamos diversas desculpas e não aceitamos o chamado de Deus. Pior ainda, com as nossas recusas, podemos até não estar acreditando que Deus possa fazer maravilhas também em mim e por mim.

Mulher e Mãe, diante das dificuldades impostas a sua vida e principalmente a seu Filho Jesus, permaneceu firme na Fé, e acreditando firmemente que Deus sempre estaria lhe amparando como também a seu Filho. Não deixou de acompanhar, não deixou de trabalhar, não deixou de ajudar, e no caminho do Senhor aumentou em graça, amor e fé.

Nós, muitas das vezes, quando as dificuldades impostas pelo mundo nos afligem, a primeira ação que temos, é a de recuar ou até mesmo de entregar o que estávamos fazendo.

— É mais fácil terminar o meu casamento do que sentar e tentar resolver os problemas como um e não dois;

— É mais fácil entregar os filhos ao mundo do que deixarmos de “perder o nosso tempo” com os amigos, no bar, no futebol, no salão, nas compras e seguirmos e passarmos mais tempo com eles, dando-lhes atenção, conversando, brincando;

— É mais fácil deixar de trabalhar nas pastorais porquê não gosto de alguém, ou porquê o serviço é muito, ou porquê não tenho uma posição de chefia, do que permanecer e tentar ajudar da melhor forma possível, pois o mais importante não sou eu, e sim a comunidade que vivo.

Humilde, serva, sempre presente, perseverante na fé, apesar de ter tido todas as possibilidades de querer se enaltecer ou engrandecer, pois, ela, era a Mãe do Filho de Deus, aquele que seria o Salvador de todos.

Nós, na maioria das vezes, quando fazemos qualquer coisa, queremos é nos mostrar, ser reconhecidos, sermos lembrados e enaltecidos por aquilo que fizemos. Temos ainda a arrogância e prepotência de querer enumerar tudo o que fizemos, como se fosse um currículo de emprego para engrandecer ainda mais tudo o que já fiz. Mas feliz é aquele, que como Maria, continua trabalhando e permanece em silêncio, onde que os seus trabalhos vão ser reconhecidos pela sua entrega e humildade, pela qualidade do que faz e não pela quantidade; pelo respeito aos irmãos e não pelas imposições; pelas coordenações e não pelas ordens; pelo respeito e não pelo medo.

Que possamos neste e em todos os próximos Natais, e se possível em todos os dias de nossas vidas, termos Maria como exemplo, e fazer com que as nossas vidas sejam um pouco mais comprometidas com as coisas de Deus, que sejamos perseverantes nos trabalhos, humildes nas ações, singelo e sinceros na fala e fortes na fé. Apenas se abrirmos os nossos corações às coisas de Deus, é que poderá o Espírito Santo fazer morada e nos dar os carismas que poderão como Maria, engrandecer o Senhor, e não a nós mesmos.

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Liturgia Diária 21/12/16

Liturgia Diária 21/12/16 (Quarta) – Lucas 1, 39-45.

Bom dia. A Palavra de hoje nos traz algumas situações em nossas vidas, que infelizmente, mais frequentemente, estão acontecendo. Não vamos entrar no mérito religioso ou de fé sobre Maria, mas no mérito de amizade, serviço e humildade.

Podemos nos perguntar:

— O que Maria foi fazer na casa de Isabel, por um caminho que era montanhoso, íngreme e ficava a mais ou menos 40 Km de sua casa? Teria que ir a pé, e ainda por cima, estava grávida.

— Será que foi sozinha? Improvável, pois, sozinha, haveria muitos perigos. Possivelmente deve ter acompanhado alguma caravana ou coisa parecida.

O que podemos entender um pouco pelo Evangelho de Lucas, é que Maria foi servir, pois estava preocupada com sua parenta, que era avançada na idade. Até aí, tudo bem, mas quem estava grávida do filho de Deus, era Maria e não Isabel.

Devemos então, prestar um pouco mais de atenção neste, como podemos dizer, roteiro de uma pequena catequese que Lucas nos deixou.

— O que essa passagem teria realmente a ver com a História da Salvação?

— O porquê Lucas registrou a conversa entre Maria e Isabel?

Bem, Isabel era de idade avançada e estéril.

Podemos resumir então que, Isabel representa a caminhada de história do povo de Deus, onde que já existia a muito tempo, só que, apresentava uma evangelização estéril, sem frutos, sem perspectiva de melhoras. Já haviam passado vários profetas que foram a voz de Deus no meio de seu povo. Povo este, que achava que Deus os tinha esquecido, pois, por mais de 300 anos nenhum profeta apareceu. Haviam aqueles, que chegaram a dizer que as promessas de Deus ditas pelos profetas não passavam de lorotas.

João Batista representa aquele que irá ser o precursor do Filho de Deus, o Messias. Ele que será entre os filhos nascido de mulher, o maior entre todos, o Profeta dos Profetas. João Batista representa todo o Antigo Testamento.

Podemos compreender então, que neste encontro de Isabel e Maria, Deus começa a reescrever a História, com o final do tempo das promessas ditas pelos profetas com a chegada dos tempos da Plenitude, anunciada por João Batista e vivenciada na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Mas continuemos…

Maria, menina, virgem, dedicada a oração e prometida em casamento. Ela representa o novo, pois ela será a primeira Cristã, a primeira Mulher do Povo da Nova Aliança. Será a portadora do Germe Divino que Deus havia prometido pelas vozes dos profetas.

Podemos vislumbrar então, que esta passagem, poderíamos claramente como se fosse em um livro, a classificar como o Epílogo ou Último Capítulo do Antigo Testamento, e consequentemente, o Preâmbulo ou Primeiro Capítulo do Novo.

De um ventre “velho” e “seco” que se encontra com um ventre “novo” e “virgem”, na ação de Deus pelo Espírito Santo, de maneira prodigiosa, pela Fertilidade supera a Esterilidade, e pelo Divino suplanta o impossível à Virgindade Humana.

Nesse encontro, já podemos perceber na resposta de Isabel ao Magnificat desejado por Maria, o encontro do Antigo que exulta o Novo que há de vir.

No ventre de Isabel, João Batista, aquele que será o último dos profetas, manifesta em alegria diante da presença de Jesus, que será o Salvador.

Tanto Isabel como João Batista não verão em vida as promessas serem realizadas, mas Maria, aquela que acreditou nas promessas e que é Bendita, não só vai vê-las serem realizadas, mas, terá o privilégio de participar delas, e que, quase nada poderia a pobre serva do Senhor fazer, para que se cumprissem as Promessas do Messias feitas ao seu povo.

E quem era Maria afinal?

Apenas uma adolescente, moradora de um vilarejo montanhoso chamado Nazaré. Dela nada poderia se esperar. Apenas o que sabemos: a serva perfeita, que no seu silêncio, só cresceu em graça diante de Deus e de todo o povo.

E hoje, em nossas comunidades, principalmente as mais simples e pequenas, não se pode exigir nenhum grande empreendimento que mude os destinos da Humanidade. Mas é precisamente aí que Deus mora, plantando o Germe Divino, fazendo a Encarnação acontecer de Novo, trazendo uma grande e inexplicável alegria à nossa alma.

Nos pequenos e nos simples, que confiam e esperam, tudo se renova e recomeça, a cada momento, a cada dia.

A simplicidade e a humildade de Maria em ajudar, e a de Isabel em aceitar a ajuda, são coisas, nos dias de hoje, que infelizmente está pouco acontecendo, pois, NÓS, quando sabemos ou temos muito, não temos esta disponibilidade em ajudar e servir.

Por outro lado, quando sabemos ou temos pouco, não estamos tendo esta mesma disponibilidade em saber ser ajudados e a sermos servidos, pois em nossos corações, está sempre presente a possibilidade de sermos “cobrados” por essa ajuda recebida.

Que tenhamos nossos corações, falas e ações, estas mesmas disponibilidades de Maria e Isabel: sabermos ajudar e sabermos receber a ajuda. Sabermos amar e sabermos ser amados. Reconhecermos em Jesus, o amor e a salvação.

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Liturgia Diária 20/12/16

Liturgia Diária 20/12/16 (Terça) – Lucas 1, 26-38.

Boa tarde. REFLEXÃO HELENA SERPA.

“Continuamos hoje refletindo neste Evangelho com a mesma perspectiva de que Deus está no meio de nós e que o Seu grande sinal já nos foi concedido.

Maria ficou plena do Espírito Santo e concebeu Jesus no seu seio. É uma história que todos nós conhecemos!

Porém, o mais importante agora é tomarmos consciência de que o Espírito Santo que também mora em nós, age dentro do nosso ser e a sua força concebe em nós o próprio Jesus com todos os seus atributos nos dando vida nova e capacidade para termos uma vida plena.

Precisamos, pois, nos apossar de todos os elementos que fazem parte de Jesus e que foram concebidos dentro do nosso coração: “A Sua natureza divina, a Sua natureza humana perfeita, a Sua vivência humana, a eficácia da Sua morte, o poder da Sua ressurreição, o poder transcendente da Sua ascensão e a Sua entronização”.

O poder do Altíssimo também já nos cobriu com a Sua sombra e o Cristo que mora em nós nos dá a Sua capacidade, divina, humana, espiritual, para que tenhamos em nós, como Maria, a coragem para dizer sim a Deus, confiando, não nas nossas forças naturais, mas na capacidade infinita do Pai.

“Porque para Deus nada é impossível”, é que cada um(a) de nós pode proclamar: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!””

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