Liturgia Diária 06/03/17

Liturgia Diária 06/03/17 (Segunda) – Mateus 25, 31-46.

REFLEXÃO DA HELENA SERPA.

Precisamos tomar consciência enquanto é tempo, de que todos nós estamos destinados à eternidade, ou para a vida ou para a morte!

O próprio Jesus nos adverte de que irá voltar e reunir os povos da terra diante dele e, aí então, fará distinção entre os benditos do Pai e os malditos, os felizes e os infelizes.

O parâmetro para esta escolha tem como primícias ter ou não vivido segundo o Evangelho, cumprindo o mandamento do amor e agindo conforme o que Ele nos ensinou.

De nada valerá o que fizermos somente em prol da nossa própria subsistência, conforto e qualidade de vida.

O termômetro de Deus é o amor concretizado em ações.

Aqueles ou aquelas que não seguiram os seus ensinamentos e desprezaram os pobres, doentes, nus, estarão predestinados a um castigo eterno.

Aqueles, porém, que deram atenção aos encarcerados, nus, famintos, enfermos, embora não fossem os da sua própria casa, receberão a herança dos justos.

A herança que o Senhor nos promete é uma vida eternamente perto de Deus, junto a Ele no paraíso, para o qual fomos criados. Obter a vida eterna é viver plenamente na perfeição da santidade.

Jesus nos dá o roteiro para que possamos perseguir esta perfeição enquanto vivemos aqui. Cada orientação que Jesus nos dá é um aprendizado para que caminhemos passo a passo rumo ao céu.

Não podemos dizer que não conhecemos a receita nem o caminho porque o próprio Jesus nos dá todas as dicas, antecipadamente.

Perseguir a santidade é perseguir a vivência do amor com os nossos irmãos e irmãs, mesmo que sejam eles os piores e os mais marginalizados do mundo.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 05/03/17

Liturgia Diária 05/03/17 (Domingo) – Mateus 4, 1-11.

REFLEXÃO DO PADRE VALDIR MARQUES.

“Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”. (Mt 4, 4b).

Tentado no deserto, depois de quarenta dias e quarenta noites Jesus teve fome. Ao contrário de Adão e Eva que no paraíso não jejuavam, Jesus jejuou e sentiu fome.

O demônio não lhe apresenta um fruto proibido, como apresentara a Eva e Adão, mas lhe propõe, insidiosamente, que faça um milagre, “se for Filho de Deus” (Mt 4,3b).

Jesus se encontra diante da fome, da possibilidade de dar ouvidos ao tentador, de desobedecer à Lei de Deus, mas ao contrário de Eva e Adão, não cede à fome, não cede ao tentador e não desobedece à vontade de Deus.

Pelo contrário, usa de sua inteligência e sabedoria para dar a resposta exata ao tentador:

“Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”. (Mt 4,4b).

O que esta resposta de Jesus nos diz?

Pensemos devagar em suas palavras:

— Não só de pão vive o homem: isto é, o alimento material não é tudo. Há uma vida a ser garantida não pelo pão material, mas pela sustentação divina que somente Deus pode garantir. Era esta a vida que Adão e Eva tinham recebido de Deus ao serem criados no paraíso. Esta vida eles jamais deveriam perder.

— Mas de toda palavra: o que é “Palavra”? Nesta frase de Jesus é o pão que alimenta, que faz a vida persistir sem perspectiva de fim. Ora, deste modo esta palavra somente pode provir de Deus: que sai da boca de Deus.”.

Quando Deus criou Adão e Eva não se contentou em dar-lhes a vida. Faltava garantir a continuidade desta vida no paraíso. E isto Deus lhes deu por meio da Bênção:

“E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”. E disse Deus ainda: “Eis que vos dou todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente. Isso será vosso alimento”.” (Gn 1, 28-29).

Jesus, tentado, com fome, mas ainda com forças para vencer a tentação, permanece vivo.

O jejum não o levou à morte. Permanecer vivo foi, para Ele, a confirmação da continuidade daquela vida que Deus prometera a Adão e Eva, por efeito da Bênção divina.

Jesus, portanto, jejuou, passou fome, não morreu, e, mais importante de tudo, permaneceu sem pecar: cumpriu a vontade de Deus mesmo em tempo de penitência e tentação. Foi em tudo diferente de Adão e Eva.

Pensemos em nosso tempo de jejum na Quaresma.

Seremos tentados a não jejuar e a não comer carne.

Seremos tentados pelas tentações cotidianas com que o inimigo nos persegue sempre.

Temos, porém diante de nós, tanto o pecado de Adão e Eva como a obediência de Jesus Cristo.

Vamos imitar Jesus Cristo. Venceremos as tentações, não faremos pecados e permaneceremos na União com Deus.

A Jesus que amamos, peçamos a conversão de vida, o perdão de Deus de todos os nossos pecados presentes e passados.

Sintamos a alegria de sermos salvos, e cantemos a Deus seus louvores [Sl 50(51),17b].

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Liturgia Diária 04/03/17

Liturgia Diária 04/03/17 (Sábado) – Lucas 5, 27-32.

REFLEXÃO COMPARTILHADA DE HELENA SERPA E VALDIR MARQUES

Este Evangelho trata do convite que Jesus fez a Levi, que será chamado Mateus, para ser seu discípulo.

Jesus se agradou de Levi um cobrador de impostos, pecador público, com a fama de explorador dos pobres e de ladrão, a ponto de chamá-lo para que O seguisse.

Jesus não olhou para o pecado de Levi, mas para alguém que precisava de perdão e de conversão. A mentalidade de Jesus não era conforme o que pensam os homens aqui em baixo. Era a mentalidade do céu!

Se compararmos as ações de Jesus em relação aos pecadores com as nossas reações diante do pecado dos nossos irmãos, verificaremos que ainda estamos muito longe de ser cristãos!

Quando seguimos as concepções do mundo e de como a maioria das pessoas pensam e agem, a Palavra de Deus nos confunde, pois fala justamente o avesso do que estamos acostumados a ouvir, e até mesmo o que fazemos.

Neste Evangelho Jesus nos esclarece e ensina que a Sua Missão tem uma finalidade muito diversa daquela que muitas vezes nós alcançamos. Por isso, Ele continua a nos dizer que não veio chamar os justos, mas os pecadores e é a estes que Ele procura.

Precisamos, pois nos reconhecer pecadores para que Jesus também nos diga: “segue-me” Então, Ele nos dará oportunidade de conversão e de vida nova. Mesmo que sejamos os piores pecadores e pecadoras, Jesus nos vê e nos chama. Levi atendeu prontamente ao chamado de Jesus e O seguiu.

Em virtude da sua atitude de acolhimento ao chamado de Jesus, ele pôde recebê-Lo para um grande banquete na sua casa e convidando, justamente, os que mais precisavam de ajuda. Ele não procurou outras pessoas para que Jesus pensasse ser ele “gente boa”, mas sim, os que estavam doentes como ele e necessitados de cura.

Quanto mais doente, isto é, quanto mais pecador for alguém, maior será o perdão e a sua cura.

Jesus nos diz: “os que são sadios não precisam de médicos, mas sim os que estão doentes!”

Quanto mais reconhecermos a nossa enfermidade mais teremos a Jesus como médico da nossa alma e conseguiremos a cura do nosso coração.

A nossa necessidade de conversão é perene e nunca podemos nos contentar com o que já progredimos. A cada dia precisamos ouvir o chamado de Deus.

Necessitamos recebê-Lo na nossa casa e sentarmo-nos na mesa com Ele, juntamente com aqueles com os quais convivemos.

Jesus, o Salvador, viera salvar. Salvar quem estava impuro, quem estava no pecado, quem estava espiritualmente doente. É por isto que Jesus responde aos fariseus: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. (Lc 5,32).

Se os fariseus tivessem entendido bem, entenderiam que os pecadores eram eles:

— por soberba,

— por orgulho,

— por se colocarem acima dos outros;

— por pretensão de santidade.

Jesus viera também para eles.

Mas, como o orgulho é o maior pecado que endurece o coração, esta soberba fez com que os pecadores fariseus se considerassem justos, santos. Isso era falso, mas eles não se enxergavam cheios de pecado.

O que esta passagem do Evangelho nos ensina?

Nos ensina a não sermos como os fariseus. Nós consideramos os outros mais pecadores do que nós. No entanto somente Deus sabe qual é o pecado de cada um, quem é justo ou pecador.

Com humildade peçamos a Jesus para conhecermos nosso íntimo e reconhecer nossos pecados, sem julgar os outros e sim a nós mesmos.

Veremos então que em sua bondade Jesus veio mover nossos corações ao amor de Deus, então, estaremos convertidos e salvos por Ele.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 03/03/17

Liturgia Diária 03/03/17 (Sexta) – Mateus 9, 14-15.

REFLEXÃO DO SAUDOSO PADRE ANTÔNIO QUEIROZ E COMPLEMENTADA COM O SAUDOSO SÃO PEDRO CRISÓLOGO (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja.

Este Evangelho nos conta que um dia os discípulos de João Batista procuraram Jesus e lhe perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos o jejum, mas os teus discípulos não?” Jesus respondeu, que jejuara quarenta dias no deserto, comparando a sua presença física na terra com uma festa de casamento. Explica que não fica bem, numa festa de casamento, os amigos do noivo jejuarem, enquanto o noivo está com eles.

Jesus está se referindo à comparação que os profetas fazem entre a aliança de Deus com o seu povo e o casamento. Veja o que diz o profeta Oséias:

“Naquele dia, ela (a família do Povo de Deus) passará a chamar-me de “meu marido” e não mais de “meu Baal”… Afastarei desta terra o arco, a espada e a guerra, e todos poderão dormir em segurança. Eu me caso contigo para sempre, casamos conforme a justiça e o direito, com amor e carinho” (Os 1, 18-20).

Aplicando a profecia a si mesmo, Jesus se declara Deus, pois o casamento é entre Deus e o povo. A sua presença na terra foi a festa do casamento “para sempre”, isto é, uma aliança eterna.

O jejum praticado pelos judeus tinha um sentido de preparação para a chegada do Messias e do Reino de Deus. Como que os discípulos de Jesus iam praticar esse jejum, se o Messias já estava com eles?

Mas “dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”.

O noivo é Jesus. Ele será tirado do meio dos discípulos pela sua morte violenta. Então os discípulos jejuarão em sentido figurado, isto é, sofrerão tristeza e desolação, dificuldades e perseguições, por lhe serem fiéis na missão recebida.

Hoje em dia, a Igreja suavizou sensivelmente a lei do jejum, por exemplo, o jejum quaresmal que era tão duro e prolongado. Mas continua em pé o jejum do domínio das nossas más inclinações.

Existem sete vícios capitais que são os geradores dos pecados: Soberba, avareza, erotismo, inveja, gula, ira e preguiça. O grande jejum para o cristão consiste também em perdoar ou pedir perdão, voltar a conversar depois de um atrito, conviver com pessoas difíceis…

Nós só conseguimos praticar tudo isso, se nos exercitarmos, inclusive com o jejum no seu sentido estrito, que é dominar o apetite.

Existe ainda outro tipo de jejum muito importante: O jejum dos olhos. Há cenas que nos fazem mal, incitam-nos à violência, ao ódio, à desordem, à luxúria…

Quantos filmes e revistas nos conduzem a isso! “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, disse Jesus. Vigiar é, entre outras coisas, praticar o jejum dos olhos.

Muitos líderes cristãos dão aos jovens um conselho muito simples, mas eficaz: “Você sentiu sede? Não beba logo a água, mas espere cinco minutos. Recebeu uma carta? Não abra logo, mas espere cinco minutos…”

É um ótimo treinamento do domínio sobre os impulsos do nosso corpo, ferido pelo pecado. Os instintos são cegos, tanto podem levar-nos para o bem como para o mal

Existe ainda o jejum do espírito. É controlar a língua, o afeto, o humor, a disposição para o trabalho, o domínio das emoções, saber dar um abraço quando sentimos vontade de fazer o contrário, saber engolir seco e não dizer nada, quando a nossa vontade seria fazer o contrário. As pessoas são capazes de fazer grandes sacrifícios pelo seu amado ou amada. Os que amam a Deus devem fazer o mesmo por ele. Por isso que os santos diziam que para eles a cruz era doce como o mel.

Na primeira Leitura, Isaías fala como é o jejum que agrada a Deus: “Acaso o jejum que prefiro não é outro? Quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição?… Então brilhará tua luz como a aurora.”

A exploração econômica é uma bofetada em Deus, pois prejudica os irmãos, especialmente os mais pobres. “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). Para o cristão, o dinheiro está a serviço da vida, não para escravizá-la. Seria o maior absurdo alguém explorar o irmão e se considerar em ordem com Deus porque faz abstinência de carne. Ou alguém fazer gastos inúteis, comprando coisas supérfluas, furtando-se à ajuda aos necessitados.

O perdão também é uma penitência, que faz bem aos dois lados: a quem perdoa e a quem é perdoado.

O amor de mãe é o mais belo retrato do amor de Deus por nós. “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!” (Is 49, 15).

Maria Santíssima, Mãe de Jesus e nossa, enfrentou situações difíceis, como a fuga para o Egito, a morte do Filho na cruz… Sinal de que ela se exercitava no autodomínio, a fim de promover a vida. Santa Maria, rogai por nós!

Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.

“Há três atos, meus irmãos, em que a fé se sustenta, a piedade consiste e a virtude se mantém: a oração, o jejum e a misericórdia. A oração bate à porta, o jejum obtém, a misericórdia recebe. Oração, misericórdia e jejum são uma só coisa, dando-se mutuamente a vida. Com efeito, o jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum. Que ninguém os divida, pois não podem ser separados. Quem pratica apenas um ou dois deles, esse nada tem. Assim, pois, aquele que reza tem de jejuar, e aquele que jejua tem de ter piedade, escutando o homem que pede e que, ao pedir, deseja ser escutado. Pois aquele que não se recusa a ouvir os outros quando lhe pedem alguma coisa, esse faz-se ouvir por Deus.

Aquele que pratica o jejum tem de compreender o jejum; isto é, tem de ter compaixão do homem que tem fome, se quer que Deus tenha compaixão da sua própria fome. Aquele que espera obter misericórdia tem de ter misericórdia; aquele que quer beneficiar da bondade tem de praticá-la; aquele que quer que lhe deem tem de dar. […] Sê pois a norma da misericórdia a teu respeito: se queres que tenham misericórdia de ti de certa maneira, em certa medida, com tal prontidão, sê tu misericordioso com os outros com a mesma prontidão, a mesma medida e da mesma maneira.

A oração, a misericórdia e o jejum devem, pois, constituir uma unidade, para nos recomendarem diante de Deus; devem ser a nossa defesa, pois são uma oração a nosso favor com este triplo formato.”

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 02/03/17

Liturgia Diária 02/03/17 (Quinta) – Lucas 9, 22-25.

REFLEXÃO DO SAUDOSO PADRE ANTÔNIO QUEIROZ.

Quem perder sua vida por causa de mim, esse a salvará.

Neste Evangelho, Jesus nos fala abertamente a respeito das perseguições que sofrerá, dos seus sofrimentos e morte, mas afirma que ressuscitará ao terceiro dia. E ele nos alerta que, se quisermos segui-lo, a nossa sorte será a mesma. Mas garante: “Quem perder sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

Ser cristão não é título honorífico, mas tem um alto preço: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me”.

Cada dia, porque o importante é a perseverança nos pequenos atos e acontecimentos de cada dia, anos a fio.

Os verbos renunciar, carregar a cruz e seguir a Jesus são sinônimos, como o são perder a vida e salva-la definitivamente.

Este é o segredo da quaresma: passar pela cruz para chegar à Páscoa; perder a vida para a ganhar, como Cristo e em plena solidariedade com ele. A ressurreição é um presente maravilhoso de Deus, mas tem um preço, que é o mesmo preço que Jesus pagou: a cruz, e a cruz até o fim, até a morte.

Como a nossa natureza é ferida pelo pecado, faz parte do seguimento de Jesus a renúncia a nós mesmos. Portanto, não é pouca renúncia; aliás, é a maior renúncia que existe. Por outro lado, a recompensa não será pequena: a vida eterna, isto é, a vida sem fim com Deus e com a sua e nossa Família, numa felicidade também infinita.

Concluindo, Jesus nos motiva a segui-lo, apesar desses tropeços:

“O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?”

Destrói-se a si mesmo porque sua vida abundante vai terminar na morte. Depois, será um eterno sofrimento.

Nós celebramos todos os anos a Páscoa, não é só para recordar e agradecer a Deus a redenção. O acontecimento, pela graça de Deus, se torna atual e a redenção, em seus efeitos, acontece novamente. Passado um ano, nós estamos em situação diferente, vivendo em contexto de vida, por isso precisamos ser novamente redimidos e transformados por Cristo.

Por isso que o batismo tem relevância na Páscoa.

É um reassumir do nosso Batismo, com suas glórias e compromissos.

A palavra penitência resume bem a caminhada quaresmal, porque é um esforço acentuado de vida nova e transformada pelo Evangelho.

Os três grandes sacramentos da renovação quaresmal são o Batismo, a Confissão e a Eucaristia, porque os três são eminentemente sacramentos pascais.

A nossa celebração da quaresma não consiste apenas no acréscimo de algumas devoções e exercícios de ascese. Somos parte de uma sociedade, e nela colaboramos em suas virtudes e pecados. Cada cristão que se santifica, santifica o mundo em volta de si.

Havia, certa vez, um senhor que morava no sertão, muito distante da cidade. Ele tinha um violino e gostava de tocá-lo. Mas o violino desafinou, e ele não tinha o diapasão, um instrumento que dá para o músico uma nota no tom natural, a fim de que, a partir dela ele afine o instrumento musical. Então o homem mandou uma carta para um radialista, de cujo programa ele gostava muito, pedindo que ele lhe desse, pelo rádio a nota “la”. Logo que recebeu a carta, o radialista tocou várias vezes a nota “la”, e o homem afinou o seu violino.

Quaresma é tempo de afinarmos o nosso violino com Cristo, nosso caminho, verdade e vida.

O radialista que nos traz a nota é a Sagrada Escritura, interpretada de acordo com quem a escreveu, que é a Igreja.

O Papa Bento 16, quando esteve em Aparecida, disse que a causa que leva um grande número de católicos brasileiros passarem para as outras religiões é a falta de catequese, especialmente catequese sobre a Igreja. Não podemos deixar de falar certas verdades sobre a Igreja, “para não ofender ninguém”.

Se estivermos junto com Maria Santíssima, ela não permitirá que morramos com o nosso violino desafinado, pois isto estragaria a beleza da orquestra do céu.

Se tivermos alguma nota perdida, peçamos a ela que com certeza nos ajudará a encontrá-la, pois, ela que gerou, criou, caminhou e acreditou em Cristo, também nos falará para crer Nele, repetindo as suas palavras: “Quem perder sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 01/03/17

Liturgia Diária 01/03/17 (Quarta) – Mateus 6, 1-6.16-18.

REFLEXÃO INSPIRADA NA DE VALDIR MARQUES.

Iniciamos hoje a Quaresma. É o tempo que, em toda a Igreja fazemos penitência, jejuns e esmolas. É o tempo em que Deus vai nos dar graças especiais de conversão.

Para este tempo, portanto, é necessário saber como comportar-se adequadamente, agradando a Deus sem temer o que dizem os homens. É no Evangelho de hoje que Jesus nos mostra como este proceder penitente deve ser conduzido, e o mais importante é nosso arrependimento.

Mas a penitência que arrependidos fazemos, não deve ser hipocrisia, e Jesus enumera vários modos de hipocrisia:

— Fazer penitência somente para sermos vistos pelas pessoas. Esta recompensa é inútil (Mt 6, 1).

— Dar esmolas para sermos elogiados pelos outros. Esta recompensa de nada serve (Mt 6, 2).

— Fazer oração penitente por exibicionismo que atrai a admiração dos outros. (Mt 6, 5).

— Fazer jejum e maquiar-se para demonstrar sofrimento pela fome, contentando-se com a admiração alheia. (Mt 6, 16).

São estes os exemplos de hipocrisia que Jesus repreende neste Evangelho, e olhem, não são os únicos.

Jesus, realmente, é uma “pessoa” ímpar em nosso meio. Não apenas como Filho de Deus, mas também como ser humano. Ele realmente nos conhece, e apenas quem conhece sobre algo, é que tem condições de falar aberta e verdadeiramente sobre o assunto. Jesus é homem como nós, e por isso mesmo, sabe quais são as condições que nos levam a pecar.

Nós – digo NÓS – por muitas vezes em nossa vida somos verdadeiros hipócritas quando realizamos algo em nossa família, em nossa comunidade, em nosso serviço e que dá certo. Queremos ser elogiados e ainda temos a soberba de dizer na cara de todos que:

— Fui em quem fiz;

— Foi por minha causa que a coisa deu certo;

— Só com a minha ajuda que a coisa aconteceu”;

— Só funciona mesmo porque as coisas que tenho são melhores do que a dos outros”;

— A minha oração é melhor;

— O meu canto é melhor;

— A minha fala é melhor;

— A minha reflexão é melhor;

— Fui eu quem fiz. Ah, essa eu repeti mesmo, porque é o que mais nós falamos.

— Tudo o que eu faço é melhor – coitado do outro.

E além do “meu ser melhor”, é também, sempre estar na frente e ser visto por todos.

Temos que estar em destaque, para que todos possam nos ver e nos elogiar.

Observem que, até quando realizamos nossos jejuns e abstinências, ficamos por fazer a barba, cortar o cabelo, fazer as unhas, como se isso, realmente fosse exemplo de espiritualidade.

Me desculpem, isso é apenas exemplo de “marketing”, “propaganda”, “merchandising”; e se pudéssemos ter, um tipo de “Código de Defesa do Consumidor”, NÓS seríamos autuados quase que diariamente, por exercermos “propaganda enganosa”.

Não só a hipocrisia é condenável no Tempo da Quaresma. Todos os tipos de fingimento e pecados são condenáveis sempre, e por isso especialmente evitados na Quaresma. É na Quaresma que devemos fazer penitência por todos os nossos pecados.

É preciso repetir: é este o tempo em que Deus nos reserva graças especiais de conversão.

Uma Quaresma bem vivida espiritualmente pode mudar os rumos de nossa vida espiritual, nosso relacionamento com Deus e com o próximo. Lembremos o que São Paulo nos diz na Segunda Leitura: É agora o tempo favorável, é agora o dia da salvação (2 Cor 5, 2c).

O Salmo Responsorial é o 50(51), e este Salmo exprime o que um coração verdadeiramente arrependido pede a Deus:

— Ó meu Deus, tem piedade e misericórdia de mim (3a). É a súplica de confiança amorosa no perdão de Deus.

— Purificai-me, na imensidão de vosso amor (3b). É o reconhecimento da culpa pela impureza do coração que não amou suficientemente a Deus e se manchou por muitos pecados. A purificação do coração é indispensável para o passo decisivo no caminho de União com Deus.

— Meu pecado está sempre diante de mim! (5b). É o bloqueio, a muralha que impede de chegar a ver a luz de Deus. É o coração impuro que não pode ver a Deus (Mt 5, 8).

— Criai em mim um coração que seja puro (12a). A impureza é como doença infecciosa; torna a pessoa repelente, suja, imunda. Deus pode mudar esta situação e deixar o coração puro como a pele de Naamã, curado da lepra por Eliseu (2 Rs 5, 14).

— Dai-me de novo espírito decidido (12b). O arrependimento verdadeiro faz desejar um espírito decidido a não pecar mais e sim seguir sempre, e com firmeza, as inspirações de Deus. Aqui o homem encontra a perfeita alegria: amar a Deus sobre todas as coisas e cumprir Sua vontade a cada momento.

— Dai-me de novo a alegria de ser salvo (14a). Todos temos experiência, em algumas ocasiões, de sentir a alegria de um coração puro e “ver a Deus”. Mas com o pecado esta alegria se apagou. O arrependimento leva a esta súplica: Dai-me de novo a alegria de ser salvo. Isto é, a alegria de estar em União com Deus.

— Então minha boca anunciará vosso louvor (17b). É o fim do caminho penitencial: a alegria leva a anunciar os louvores de Deus, com o coração pleno de gratidão.

Tiremos proveito de tudo o que este Salmo nos ensina. Que ele seja nossa oração constante nesta Quaresma.

As nossas vitórias devem ser sim exemplos de superação, de trabalho, de humildade, de ajuda mútua, de carinho e amor, mas estes exemplos devem ser relatados quando houver a possibilidade de que eles possam ser usados para ajudar a outros; para serem lembrados quando algo parecido estiver acontecendo; quando em um encontro, em uma palestra ou em uma conversa de amigos possamos testemunhar a graça que conseguimos receber de Deus por essa nossa ação.

Quem dera se pudéssemos, realmente, termos Jesus como exemplo: seguir os seus passos, as suas falas e suas ações. Vejamos que, em quase todas as situações que Jesus começava a ser elogiado de mais, por suas ações, curas, bênçãos, …, qual era a sua atitude?

Ele se retirava para orar! Sabem porquê?

Para que Ele pudesse não começar a se vangloriar demais e pedir discernimento e humildade diante de suas ações ao Pai; que a soberba não tomasse conta de seu coração; que Ele não deixasse que a tentação do mundo o dominasse e se afastasse dos caminhos da sua missão.

Apenas em oração, de joelhos ao chão, com o coração aberto ao Pai, é que como Jesus, podemos lutar contra as tentações do mundo e não sermos os “hipócritas” de hoje.

O tempo da Quaresma deve ter início na tristeza santa de arrependimento e conclusão na alegria santa do louvor de Deus pelo perdão dado.

Lembremos o que Jesus nos ensinou noutra ocasião: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5).

Assim entenderemos a Primeira Leitura de hoje.

O profeta Joel mostra como Deus mesmo convida ao arrependimento dos pecados de Seu Povo (Jl 2, 12-18). É o convite para o arrependimento de todos, de toda a comunidade do Povo Eleito. Ninguém deve ficar excluído. Todos devem atender a esta convocação para suplicar o perdão de Deus. Nós também devemos nos comportar desta maneira no tempo da Quaresma. Toda a Igreja, em todo o mundo, é o Novo Povo de Deus que Lhe pede o perdão dos pecados.

O texto do profeta Joel termina com estas palavras: Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou seu povo.

Peçamos também nós, a Deus, que nos perdoe, que nos encha de alegria por nosso retorno à casa paterna, como filhos pródigos arrependidos por amor ao Pai. Tendo mudado a tristeza pela alegria, entoemos os louvores de Deus: que Ele nos ouça e nos abrace em nosso regresso, para que com Ele todos festejemos, cantando seus louvores [Sl 50(51),17b].

As cinzas que hoje recebemos nos relembrem todas estas coisas nos quarenta dias desta Quaresma.

… e o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa (Mt 6,4b;6b;18b).

E para começarmos bem a nossa quaresma, de forma responsável e com bastante espiritualidade, pergunto a você:

— Você sabe o que é ABSTINÊNCIA?

— Você sabe o que é JEJUM?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 28/02/17

Liturgia Diária 28/02/17 (Terça) – Marcos 10, 28-31.

Poderíamos claramente contradizer a Palavra do evangelho de ontem com a de hoje.

Sabem por quê?

Pois o nosso modo de pensar é sempre voltado para o humano, e não para as coisas de Deus.

Vejamos: ontem Cristo nos afirma que é muito difícil o “rico” entrar no Reino de Deus.

Não foi isso?

Já hoje, Cristo nos afirma que, quem o seguir, receberá 100 vezes mais durante esta vida.

E agora?

Como disse, o nosso modo de pensar é sempre voltado para o meu “umbigo” e aquilo que me traz uma felicidade efêmera, de posse, de egoísmo, de poder, pois, quanto mais temos, mais queremos.

Ou será que alguém deseja diminuir o seu padrão de vida que conseguiu depois de tanto trabalhar “honestamente” e dentro do que nos pede Jesus?

Ninguém deseja isso.

Mas, então, como podemos verdadeiramente seguir a Cristo, se vamos receber 100 vezes mais do que temos e ao mesmo tempo o “rico” não consegue entrar no reino dos céus?

Nós só vamos conseguir realizar a Palavra de Deus em nossas vidas, recebermos 100 vezes mais e conseguir entrar na vida eterna, se realmente mudarmos as nossas atitudes, se nos convertermos em sermos servidores do próximo, se entrarmos “de cara” na messe do Senhor sem se preocupar com coisas alheias à nós, e confiarmos na graça de Deus.

Quando começamos a trabalhar nas coisas de Deus de coração aberto e o espírito cheio do amor do Pai, as coisas fluem de uma certa forma, que conseguimos notar as coisas aconteceram como se milagre o fosse. Coisas inexplicáveis aos olhos humanos impossíveis de acontecer, mas que aos olhos do Pai, são coisas simples, pois o que Ele vê em nossas atitudes são humildade e amor na sua Palavra.

Só que neste texto de hoje, tem uma “palavrinha”, que muitos de nós esquecemos de prestar atenção ou, fazemos a questão mesmo de esquecer, mas, seria importantíssima que fizéssemos a reflexão do que ela representa.

A Palavra nos afirma que vamos receber 100 vezes mais: casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos.

É isso mesmo, não é?

Mas também nos é dito que vamos receber 100 vezes mais de “PERSEGUIÇÕES”.

Olhe lá! Releia o evangelho.

Perseguições sim, pois àqueles que seguem a Jesus serão perseguidos: Salmos 119, 157; Mateus 5, 10; João 15, 20; Romanos 12, 14; 2 Coríntios 4, 8-9.

A Palavra avisa que quem ama Jesus será perseguido por causa de sua fé. Um viver santo causa desconforto em outras pessoas. Algumas pessoas irão se opor e lutar contra nós. Mas em Jesus podemos suportar e superar toda a perseguição!

Não precisamos ter medo da perseguição. Deus está conosco.

O perseguidor também precisa de Jesus.

Paulo antes era um perseguidor da Igreja, mas quando se converteu ele se tornou num grande evangelista! Devemos amar nossos perseguidores e orar pela sua salvação.

A vocação cristã não é apenas renúncia, mas privilégio, porque a terra ainda não é o céu!

Será que conseguimos compreender isso?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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