Liturgia Diária 20/03/17

Liturgia Diária 20/03/17 (Segunda) – Mateus 1, 1-16.18-24a.

O Evangelho de hoje nos apresenta a nossa vida, a nossa existência, a nossa história.

Primeiramente, a Sagrada Escritura faz questão de colocar “nome aos bois”, mostrando a todos de onde é que veio a genealogia de Jesus – particularmente eu amo isso na Bíblia. A Palavra deixa bem claro, que apesar das pessoas serem cheias de defeitos, erros e pecados, elas foram chamadas por Deus pelo NOME. Os Sagrados Escritores inspirados por Deus, não deixaram de fora nem mesmo aqueles mais pecadores. Apenas para explicitar o que digo, vamos pegar apenas dois personagens de nossa história, que são grandes nas boas obras, mas também grandes nos pecados: Davi e Salomão.

Resumidamente: Davi, o grande guerreiro, agraciado por Deus com grandes feitos e batalhas, mas se tornou assassino e adúltero. Salomão, grande rei, agraciado com sabedoria, grande fortuna, mais de 700 esposas e 300 concubinas, mas se tornou literalmente idólatra por permitir a construção de templos a outros “deuses”. Isso bem superficialmente, mas que nos deixa bem claro, que Deus sempre os acompanhou, mesmo no pecado e na glória.

E por que Deus faria algo de diferente conosco? Diferente comigo?

Deus não quer que eu esconda os defeitos meus e os da minha família, mas que com eles possa eu crescer ainda mais na fé e no seu amor. Hoje Deus me chama pelo meu nome: FLÁVIO, filho de CELSO e ANA LÚCIA, irmão de ADRIANO e DANIELLE, pai de seu filho FLÁVIO JÚNIOR com sua esposa ANA PAULA, filha de ADHEMAR e ANA DIRCE.

E qual é a sua história? Quem faz parte de sua genealogia? Quais os erros e pecados que ela possui?

Posso ser sincero com você? Deus não quer saber dos pecados que você ou eu, sua família ou a minha cometeram, mas qual a nossa atitude que hoje estamos tendo, se estamos dispostos a nos converter e aceitar o chamado que Ele nos faz.

Será que estamos tendo a coragem de aceitar e lutar pela nossa família como José fez? Ele apesar da incerteza e da dúvida, soube ouvir a Deus e aceitou Maria como sua legítima esposa, e criou o Filho de Deus como se seu o fosse. Trabalhou, perseverou, não desistiu de sua família, pois confiou nas Palavras do Senhor.

Será que estamos tendo a coragem de aceitar e perseverar nos trabalhos da Igreja com a mesma humildade e entrega que Maria o fez, mesmo sem ter o conhecimento do que deveria fazer, ou no nosso caso, sem saber o que devemos fazer nas pastorais? Maria nos mostrou com sua atitude que, apesar do medo e do não conhecer quase nada de sua missão, se entregou totalmente ao Senhor, e se tornou modelo de inspiração para todos aqueles que se aventuram em converter-se a Boa Nova do Senhor.

Este texto de Mateus, nos faz refletir sobre a minha existência como humano, pois, como Jesus teve a sua origem, eu também tive a minha. Na história de Jesus houve pessoas más e boas, e na minha, tem pessoas só boas ou só más? Meus amigos e amigas, todos aqueles que nos precederam e nós mesmos, não somos diferentes de Jesus. Pelo contrário, somos mais parecidos do que tudo neste mundo. Jesus veio como nós, de carne e osso, sentimento e desejos, vontades e quereres.

Agora, o que nos tornará mais parecidos e próximos de Deus é exatamente o que escrevemos de nossa história. José, Maria e Jesus se “ajustaram” ao plano de Deus, onde contribuíram para a consolidação do Reino de Deus em nosso meio.

José foi justo e perseverante, e por meio dele se cumpriu a promessa que Deus fizera a Davi.

Maria foi humilde e servidora, e por meio do seu amor, oração e silêncio, se tornou por excelência o modelo de coração entregue a Deus.

Jesus viveu, sofreu, morreu e ressuscitou por acreditar e cumprir o desejo do Pai em salvar a todos nós.

E nós, o que estamos fazendo hoje para nos tornarmos um pouco mais próximos de Deus?

Conseguimos manter a nossa família unida mesmo diante das dificuldades e tentações do mundo?

Conseguimos aceitar o convite da Igreja quando somos chamados a trabalhar em prol do povo de Deus?

Conseguimos nos converter realmente diante do chamado de Jesus?

Não queiramos ser céticos e duros de coração e colocarmos inúmeros problemas e dificuldades diante do chamado de Deus para a nossa família e para a nossa comunidade. Ou será que achamos que José não tinha dúvidas? Ou será que acreditamos que em Maria tudo foi graça? Sabemos que não foi, mas tudo foi diferente quando prontamente atenderam as ordens do Pai e, mesmo sem as evidências e provas que nós costumamos exigir. Eles confiaram e obedeceram à risca tudo o que lhe foi proposto por Deus.

Hoje, as “ordens” de Deus nos chegam através das pessoas que nos cercam (família e amigos) e nos orientam (sacerdote e comunidade de fé). Tudo isso nos fala de Deus, portanto, precisamos com muita atenção, sondar os pensamentos que o Espírito Santo nos revela a fim de pôr em prática a vontade do Pai para a nossa vida, e assim, nos tornarmos justos e justas, como José, Maria e Jesus e todos os que nos precederam.

Precisamos crer nos mistérios de nossa fé e nos converter à Palavra do Senhor!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 19/03/17

Liturgia Diária 19/03/17 (Domingo) – João 4, 5-42.

REFLEXÃO INSPIRADA NA DE JORGE LORENTE.

No Evangelho deste domingo, através de seu diálogo com uma samaritana, Jesus nos dá o exemplo de como deve ser o relacionamento entre irmãos e, nos ensina como entrar em sintonia com uma pessoa necessitada de Deus. No diálogo com uma desconhecida, Jesus revela a fonte da verdadeira felicidade.

Este texto é rico de símbolos e significados. Naquele tempo, a água era valorizada e o poço tinha um significado todo especial. Longe do poço era impossível sobreviver. Hoje, temos água encanada. Nós a recebemos em casa sem nenhum sacrifício, por isso nem sequer nos damos conta do quanto a água é preciosa.

Basta abrir a torneira e a temos em abundância. Como num passe de mágica, ela aparece. Tornou-se tão cômodo o acesso à água, que ela acabou sendo desvalorizada e negligenciada. Sem o menor cuidado, desperdiçamos e poluímos. Pelo visto poucos se lembram que sem água, não há vida.

Antigamente o poço era um local de encontro. Junto ao poço os pastores se encontravam para dar de beber ao seu rebanho. Ali paravam os comerciantes com suas mercadorias e as mulheres vinham buscar água para os seus afazeres. Neste evangelho, Jesus despreza as normas e conversa com uma mulher.

Já pensou? Jesus conversando com uma mulher? E ainda mais naquela época?

Um judeu jamais falava em público com uma mulher e muito menos com uma samaritana, pois os judeus eram inimigos dos samaritanos.

Jesus se coloca acima de preconceitos e diferenças religiosas. Tudo que Jesus deseja é que a mulher se converta e viva. No gesto humilde de pedir-lhe água, ele lhe oferece da água viva que vai transformar sua vida e fazê-la feliz.

Jesus vai além, mostrando à mulher que o verdadeiro culto a Deus é bem diferente daquele culto que os judeus e os samaritanos lhe prestavam. Aos poucos ela vai conhecendo Jesus. Com um jeito de ensinar todo seu, Jesus leva a mulher a descobrir que ele é o Messias esperado.

Assim que encontrou Jesus, já convertida, a samaritana assume seu apostolado. Torna-se uma evangelizadora e vai logo procurar seus amigos e vizinhos. Quer que também eles se encontrem com Jesus, o Messias esperado, o único que pode dar da água viva, que jorra para a vida eterna.

Todo encontro com Jesus nos transforma. Na oração, na meditação de sua Palavra, Ele nos converte para o bem e nos desperta para o serviço ao próximo. A samaritana não se limitou a conversar com Jesus. Conversou, o tempo necessário e foi correndo anunciá-lo, pois todos precisavam saber que o Messias já havia chegado.

Essa samaritana deve ser imitada. Assim que entendeu a mensagem, ela correu para anunciar. Devemos fazer exatamente o que ela fez, pois é isso que Jesus espera de cada um de nós! Não basta ficar só conversando com Deus, é preciso divulgar, proclamar, é preciso anunciá-lo.

A oração nos fortalece. Sem ela nada é possível, porém a oração não deve tornar-se um ato isolado. A oração se completa através da ação. É preciso anunciar, apresentar Jesus ao mundo, pois todos precisam conhecê-lo e amá-lo. É missão do cristão sair a campo, subir nos telhados e gritar que o Messias já chegou.

Vamos ensinar o caminho da Fonte Inesgotável para todos aqueles que têm sede de justiça, de fraternidade e de amor. O mundo inteiro precisa saber desta verdade: Jesus, a Água Viva, é a verdadeira Paz e está presente no meio de nós!

Pense bem… poderia haver notícia melhor?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 18/03/17

Liturgia Diária 18/03/17 (Sábado) – Lucas 15, 1-3.11-32.

REFLEXÃO INSPIRADA NA DE VALDIR MARQUES.

Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho. (Lc 15, 21b).

De grande importância é a meditação sobre a parábola do Filho Pródigo neste tempo de Quaresma.

Jesus, desta vez, compôs uma estória tão clara, que dispensa explicações. Outras parábolas eram explicadas por Ele aos discípulos por sua complexidade e lições às vezes difíceis de entender. Desta vez imaginemos Jesus nos explicando o sentido espiritual que deu aos personagens, fatos e lições espirituais.

O pai do Pródigo representa Deus.

Sua casa representa o ambiente seguro em que vivem os que são de Deus.

Seus bens representam a Graça, o Amor, o Poder, a Sabedoria de Deus etc.

O Filho Pródigo representa o homem tentado à aventura no pecado de abandono de Deus.

A herança que lhe cabe são os bens que o pai acumulou, ou seja, todo o bem que Deus nos dá.

Pedir a parte da herança que cabia ao Pródigo representa o deixar-se levar pela tentação.

Sair para um mundo distante significa afastar-se de Deus preferindo o pecado.

Esbanjar a herança representa a vida de desperdício da Graça que apenas Deus pode dar.

Ficar sem nada para seu sustento é a tomada de consciência de ser incapaz de produzir o que sua herança lhe dava, isto é, o que a Graça lhe garantia.

Procurar emprego corresponde à tentativa de solucionar o problema de consciência por conta própria, uma vez que a Graça lhe falta.

Dar-se conta de ter-se degradado à condição de cuidador de porcos corresponde a ter consciência da decadência espiritual que o pecado provoca. É estar imerso na sujeira que o mundo do pecado significa, a penúria espiritual. É a condição de quem se atormenta pelo sentimento de culpa.

O patrão, dono dos porcos, e a pocilga, representam o demônio e o inferno.

Pensar em voltar para casa do pai corresponde ao primeiro sinal de humildade, a que leva ao arrependimento.

Preparar a confissão do pecado, a ser dita ao pai, equivale ao arrependimento.

Retornar à casa do pai é deixar-se mover pelo amor de Deus, pela Graça que volta.

Confessar ao pai o pecado é dar prova de arrependimento, desejo de livrar-se da culpa, e restabelecer-se no relacionamento normal com Deus.

O perdão do pai é o perdão de Deus.

A alegria do pai é a alegria de Deus e de todos os que já estão com Ele no céu (Lc 15, 7).

A festa é a comemoração da superação do pecado pela Graça de Deus.

Esperem, vocês acham que acabou? Não, ainda faltam dois personagens nesta estória. Isso mesmo. O Filho mais velho e o empregado.

O empregado significa aquele à serviço do diabo, pois nos tentará nos desviar da graça e da alegria de Deus em recuperar um de seus filhos, e assim, nos fará afastar de Deus e do irmão arrependido.

O Filho mais velho, somos nós, que por muitas vezes de tanto estarmos na “presença do Senhor”, em suas missões e trabalhos, que nos achamos dono e superiores e não conseguimos aceitar um novo irmão ou aquele irmão que teve a humildade de se reconhecer pecador e novamente está em nosso meio.

Agora, de coração aberto à sabedoria e discernimento vindo do Espírito Santo, imaginemos cada um de nós percorrendo este itinerário espiritual depois que constatamos verdadeiramente o pecado em nós.

A Graça de Deus nunca falta aos que o amam.

Precisamente por ter experimentado o amor de Deus em nossa vida é que nos deixamos mover pela Graça à conversão.

Que esta Quaresma termine com este final feliz: arrependidos, convertidos, perdoados pelo sacramento do perdão, voltamos a Deus para a festa que não deve mais terminar até o fim desta vida.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 17/03/17

Liturgia Diária 17/03/17 (Sexta) – Mateus 21, 33-43.45-46.

REFLEXÃO DA HELENA SERPA.

O homem pecou, mas o Senhor não o abandonou e fez uma promessa de restauração da aliança violada: A vitória do Salvador sobre o Tentador e o Pecado, conforme, Gn 3, 15.

Desde então, a maior obra do Pai tem sido a de nos atrair novamente a Si, com o intuito de que gozemos novamente da Sua presença e do Seu grande amor.

O povo de Israel foi escolhido por Deus para começar a Sua obra de salvação. A ele foram enviados os patriarcas, profetas e os juízes a fim de formá-lo e prepara-lo para uma vida cheia de bênçãos dando frutos de verdadeira conversão. Mesmo assim este povo continuou virando as costas para Deus e não deu mais atenção às Suas sugestões.

Finalmente, o Pai mandou o Seu próprio Filho Amado e Escolhido, Jesus Cristo para ensinar ao povo de Israel o jeito certo de bem administrar o reino dos céus aqui na terra e salvá-lo do pecado e da morte. Jesus veio para o povo judeu, mas os judeus não O aceitaram como Salvador, desse modo, por misericórdia de Deus, Ele voltou-se para os pagãos e se entregou por toda a humanidade.

Portanto, nós cristãos que cremos em Jesus como Senhor e Salvador somos hoje os vinhateiros a quem o Senhor entregou a Sua vinha, isto é, o Seu reino, para que seja edificado e cultivado por nós.

Somos, hoje os lavradores da vinha, somos nós aqueles a quem o proprietário entregou a sua propriedade, porém, Ele quer receber de nós, a colheita.

Por isso, para que possamos nos apropriar deste legítimo direito precisamos crer e reconhecer Jesus como o herdeiro do Pai que veio trazer para nós a herança da vida eterna. O reino foi tirado do povo de Israel e entregue a nós, a fim de que possamos dar bons frutos, não só materialmente falando, mas na qualidade de vida humana e espiritual com santidade e justiça.

Muitas vezes, no entanto, nós preferimos construir o reino dos céus ao nosso modo e nos esquecemos de edificar aqui na terra segundo o projeto do coração do Pai.

Jesus é a pedra que os construtores rejeitaram, mas tornou-se a pedra angular, isto é, a pedra central da nossa fé. Somos os responsáveis por entregar a colheita do nosso trabalho, na hora precisa, em que os mensageiros do Senhor, os anjos, se apresentarem, porém, se não levarmos em consideração os ensinamentos de Jesus para cuidarmos bem do Seu reino, também seremos dispensados e substituídos por outros mais fiéis ao compromisso assumido.

Às vezes, pensamos que edificar o reino dos céus aqui na terra é trabalhar somente para nós adquirindo mais conhecimento e sabedoria intelectual em relação às coisas de Deus e nos esquecemos de que toda a nossa ciência precisa divinizar a nossa humanidade a fim de que vivamos o mandamento do amor. Desse modo Jesus vem nos lembrar de que os frutos que Ele quer receber das nossas mãos é a vivência do amor que nos faz ser testemunhas de que o Pai preparou o mundo para todos nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 16/03/17

Liturgia Diária 16/03/17 (Quinta) – Lucas 16, 19-31.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DO SAUDOSO ANTÔNIO QUEIROZ.

Recebeste teus bens durante a vida e Lázaro os males. Agora ele encontra, aqui, consolo e tu és atormentado.

Este Evangelho nos traz a parábola do rico e do Lázaro, aquele homem rico que se banqueteava todos os dias, sem nem ligar para o pobre Lázaro que ficava sentado no chão, à sua porta, querendo matar a fome com as sobras que caiam da mesa do rico. Certamente lhe davam algumas migalhas, mas isso não foi suficiente para o rico entrar no céu.

Na outra vida, Lázaro foi para o céu e o rico foi para o inferno. Além disso, a situação se inverteu: Lázaro tem nome, o rico não. Lázaro tem advogado (Abraão), o rico não. Lázaro é cidadão, o rico é excluído.

Nisso, o rico faz três pedidos, que lhe são negados:

— “Molhar a ponta do dedo para lhe refrescar a língua.”

Abraão lhe responde: Recebeste teus bens na terra e Lázaro os males; agora ele encontra consolo e tu és atormentado. Além disso, há um abismo intransponível entre nós.

— “Mande Lázaro à casa de meu pai, alertar meus cinco irmãos…”

Abraão lhe responde: Eles têm lá Moisés e os profetas, e os escutem!

— “Não, pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter.”

Abraão lhe responde: Se não escutam a Moisés e aos profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos.

O nosso amor aos pobres é necessário para entrarmos no céu. Mas deve ser um amor prático, manifestado em obras de ajuda e de partilha do que temos. Em resumo, ver o necessitado como nosso irmão, nossa irmã. Apesar desta clareza, alguns ainda têm dúvida sobre o caminho para entrarmos no céu!

Sabem porque muitos permanecem com esta dúvida? Você sabe qual é a sua riqueza que não está à serviço do mais necessitado?

— Você tem dinheiro e bens?

— Você tem estudo e conhecimento?

— Você tem tempo e disponibilidade?

— Qual o bem ou carisma que você tem como “riqueza”, e não coloca à disposição dos irmãos?

Pense bem?

A nossa sociedade é parecida com a casa daquele rico: o povo usa todo tipo de segurança para se prevenir dos Lázaros: chaves, portões eletrônicos, cães bravos, polícia, condomínios fechados. Ela quer os Lázaros bem distantes, para não os ver. Assim, nem as migalhas eles ganham.

Vendo isso, os jovens, a nova geração que se prepara para entrar nessa sociedade, parte dela, se revolta e parte para a droga ou a delinquência. E isso, infelizmente, é uma realidade.

“Moisés e os profetas”, lembrados por Abraão ao rico, são a Sagrada Escritura (Moisés) e os pastores da santa Igreja (profetas). Nós damos pouco valor à Palavra de Deus; entra por um ouvido e sai pelo outro. Moisés e os profetas são os últimos alertas de Deus a nós. A sua próxima manifestação a nós será no Juízo Final.

A Quaresma, que são festas litúrgicas, não são simples recordações de fatos passados, como bodas de prata ou de ouro, celebração de aniversário etc. Na festa litúrgica o fato celebrado acontece de novo agora, em seus efeitos.

Na celebração da páscoa – a passagem de Jesus da morte para a vida – todos os seus frutos salvíficos se derramam sobre a Assembleia Cristã que a celebra.

A celebração repete-se todos os anos porque cada ano a nossa situação é diferente e há nova necessidade de conversão. Daí a necessidade da preparação, para que a nossa páscoa vá além do ovo de páscoa.

Certa vez, um homem, depois de muita luta, conseguiu ficar rico: casa boa, carro bom, filhos na faculdade e vários imóveis alugados rendendo o suficiente para ele viver. Mas o anjo da morte apareceu para ele e disse:

— Vim buscar você.

Ele respondeu:

— Ah, sr. anjo! Bem agora que eu ia começar a viver uma vida mais tranquila? Deixe-me viver pelo menos mais três anos!

O anjo respondeu:

— Não.

O homem insistiu:

— Por favor, sr. anjo, então me deixe viver apenas mais três dias!

O anjo respondeu:

— Também não.

— E três minutos de vida, o sr. me dá?

O anjo concordou.

Nesses três minutos o homem pegou um pincel e escreveu a seguinte frase:

— Não seja bobo, empregue bem a sua vida!

Jesus contou uma história bem parecida com essa, que está em Lc 12, 16-21. Aquela do homem que teve uma grande colheita, construiu novos celeiros e disse para si mesmo:

— Agora vou comer, beber, gozar a vida.

Mas Deus lhe disse:

— Tolo! Ainda nesta noite, sua vida será retirada.

Maria, a mãe de Jesus, humana como nós, era bastante sensível aos pobres e necessitados do seu tempo. Socorreu os noivos, ajudou a prima necessitada… e uma das páginas mais veementes da Bíblia sobre este assunto é o seu hino Magnificat. Que ela nos ajude com o seu exemplo neste tempo de conversão!

Nós devemos ter um olhar de contemplação, e este olhar, deve ser olhar de conversão, que irá cancelar tudo aquilo que em minha vida é acomodação, indiferença, omissão, como evitar as pessoas que precisam de mim.

Nesta parábola, que Jesus nos contou e que acabamos de refletir, está um forte apelo à conversão. Enquanto vivemos é tempo de conversão, mudança de vida, solidariedade, tempo de viver as propostas do Reino que é amor, perdão, justiça, fraternidade. Amanhã talvez, eu e você não tenhamos mais tempo.

Observem, reflitam e acreditem na Palavra de Deus: depois da morte este nosso tempo não existirá mais, e viveremos eternamente como fomos encontrados neste momento, no momento de nossa morte.

Creia, você tem uma oportunidade de converter-se à Palavra de Deus e caminhar rumo ao Seu Reino: essa oportunidade é o dia de hoje, agora, pois o ontem não volta, o amanhã não nos pertence. O hoje, eu é que sou responsável por ele. Entre os salvos e os atormentados, existe um abismo que ninguém consegue transpor, e não existe nada que fará isso mudar, exceto Deus. Mas Ele é tão amoroso e misericordioso e, principalmente justo, que, o nosso próprio julgamento será realizado por causa das nossas atitudes.

Deus é tão maravilhoso que Ele nos dá a oportunidade de escolhermos o nosso próprio advogado: quem sabe Abraão?

E o nosso próprio juiz de condenação: nós mesmos.

E aí, se hoje for o seu dia, está pronto para o seu julgamento? De qual lado do abismo você estará?

Por isso, transcrevo o que nos foi dito no Documento de Aparecida:

“No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5, 40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3, 12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação”. (DAp 351).

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 15/03/17

Liturgia Diária 15/03/17 (Quarta) – Mateus 20, 17-28.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DE ALEXANDRE SOLEDADE.

Vamos ser sinceros? A Palavra hoje é dura para muitos de nós ouvir, e nisso me incluo, mas queiramos ou não, ela deve ser ouvida e refletida.

Já perdi as contas, de quantas vezes ouvi alguém dizer ou afirmar que os “piores estão dentro da igreja”.

De fato, estão e talvez também não estejam, depende do critério que adotamos. No entanto independentemente do critério, em ambos os casos, temos os piores exemplos.

Sim! Temos os piores exemplos em ambas as pontas. Vejamos!

Os piores exemplos dos “de fora” (…)

São aqueles que não estão na igreja e vê esse fato como vitória sobre quem tem um gosto diferente; quem ofende ou trata alguém diferenciadamente porque tem uma postura ou valores cristãos; quem caçoa ou ridiculariza o filho que quer ser coroinha, acólito ou seguir uma vocação religiosa; quem incentiva a outros (namorados, amigos, parentes) a se afastarem; quem só procura a benção da igreja movida por medo, status ou visualização social, ou seja, aqueles que só vão a igreja em datas festivas ou de profunda tristeza (casamento, sétimo dia, formaturas, batizados) e ainda ficam olhando no relógio “doidos” para ir embora. Que usam a catequese como babá dos seus filhos para poder ficar em casa assistindo futebol, (…).

Os piores exemplos dos “de dentro” são os narrados por Jesus no Evangelho de hoje.

Aquele que “vira dono da igreja”; que faz acordos para se eleger coordenador de um movimento ou pastoral; que só participa visando criticar; que afasta as pessoas; que implica por tudo e por coisas pequenas; que cobra regras, mas não as segue; que punem a comunidade por orgulho; que não vê seus próprios defeitos; que fazem da homilia um desabafo; que toca pensando que é show; que fala mais que o padre; (…).

Sabem o que é engraçado? Toda boa comunidade tem esses tipos “pitorescos”.

Mas, será que são os piores?

Não, não são! Como também não são aqueles que são criticados por esses “santos”.

Apesar de estarem equivocados quanto à forma de conduzir sua vida em relação aos outros, são pessoas que ainda buscam ficar do lado certo. O “dono da igreja” me lembra o namorado que de tanto amor “morre” de ciúmes da namorada. Não quer que ninguém converse com ela. É estranho, mas, amor demais pode virar ciúme!

Só ele está certo; só ela resolve… (risos), só eles serão salvos.

É um tremendo contrassenso com a mensagem de hoje.

“(…) Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido”.

Quantas vezes já nos pegamos fazendo algumas dessas situações também?

A Quaresma é um tempo propício para rever estas nossas posturas… Mas somente se estivermos com o nosso coração aberto ao Espírito Santo e em nosso coração estivermos preparados para perdoar, converter e amar.

Se olharmos com o nosso coração aberto ao Espírito Santo a Palavra de Deus nos dirigida hoje, ela nos fará refletir sobre os nossos trabalhos pastorais em nossa comunidade, até mesmo em nossos trabalhos profissionais.

Apesar do assunto poder ser amplo, e tentando dar uma sequência na minha realidade e de muitos que nos cercam, vou tentar me restringir aos nossos trabalhos pastorais, pois os trabalhos profissionais nem todos conheço e não tenho a consciência daquilo que cada um vive em sua realidade.

Já em nossos trabalhos pastorais em particular, – não que eu conheça a todos também – de nossa comunidade de fé, deveríamos ter uma mesma “direção”, um mesmo “pensamento”, um mesmo “objetivo”, que é a Boa Nova de Jesus.

Posso afirmar, categoricamente, que essa disputa de “poder” em nossas comunidades, se não é o maior, é um dos maiores problemas que geram grandes dificuldades na messe do Senhor. Que nos digam os nossos pastores: os bispos, os padres os diáconos, das dificuldades que eles têm em contornar o jogo de “poder”, que nós leigos, teimamos em travar, pois, de longe, bem de longe, ouvimos, refletimos e vivenciamos o que Jesus nos pede.

Existe uma “linha tênue”, “singela”, “sensível”, que separa o trabalho de “servidor” em trabalho de “servidão”, em trabalho de “doar” em trabalho de “ditador” em nossas comunidades. Existe um ditado popular, oriundo do grande pensador MAQUIAVEL, que se diz assim: “Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é”.

E infelizmente, isso se torna cada vez mais concreto pelo lado negativo e não pelo positivo, pois em vez de eu ser uma pessoa cada vez mais parecida com Jesus quando “estou no poder”, eu me torno cada vez mais parecido como “um chefe de nação que oprime o seu povo”.

Em nossas comunidades nós reclamamos que são as mesmas pessoas que sempre estão à frente das ações, que sempre aparecem, que sempre “mandam”.

Mas quando sou chamado a assumir estas funções, qual é a resposta que eu dou?

Mas a questão não é esta. A questão, ou a pergunta seria outra:

Uma má ação pode justificar uma boa ação?

Ou, uma boa ação pode justificar uma má ação?

Jesus nos mostra que não. Nós devemos anunciar a sua Boa Nova, devemos “beber o cálice” que Ele bebeu, devemos ser servos, mas não podemos ser “o governo que oprime”, não devemos ser o “mal gestor”, não devemos ser o “mal patrão”, o “mal coordenador”, o “mal dirigente”, o “mal chefe”, etc.

Jesus deixa bem claro aos seus discípulos, e principalmente a João e Tiago, que o poder maior não é o de comandar, mas o de servir, de estar pronto em ajudar, de sempre estar à disposição daquele que necessita de nossa ajuda, e em nossas comunidades de fé. Uma das principais formas de tornarmos este poder “de sermos servos”, são as nossas pastorais, são os nossos serviços, são os nossos ministérios.

Devemos assumir esta responsabilidade como os discípulos assumiram a responsabilidade de evangelizar aos judeus e aos pagãos, com a graça de Deus em suas vidas, mas também com a perseguição daqueles que são contrários ao amor, a misericórdia, ao perdão. Não achemos que as dificuldades que passamos hoje seja diferente das que os discípulos passaram naquela época; ou os mártires de ontem e de hoje passam.

Não. As dificuldades são as mesmas, mas a maior diferença são as nossas atitudes diante destas dificuldades.

Após o episódio do texto de hoje, temos a absoluta certeza, que apesar de todos os erros que os discípulos tiveram, todos eles, exceto Judas Iscariotes, realmente entenderam, compreenderam e agiram conforme a orientação de Jesus. Apenas para podermos ver, de todos os 12, mais Matias que substitui Judas e Paulo, apenas João não morreu em martírio, mas isso não quer dizer que não houve dificuldades em sua vida.

Todos eles “beberam do cálice de Jesus”, conforme a Bíblia, a Tradição e textos apócrifos nos dizem.

Pois bem, sobre os apóstolos e vários dos discípulos que seguiram à Jesus, sendo servos e não servidores, somos conhecedores das atitudes que eles tiveram, nas dificuldades e nas graças, mas, será que você agora, pode descrever quem você é?

— Você é um bom “servo” do Senhor ou um mal “governante” em sua comunidade?

— Você é capaz de “beber o cálice de Jesus”, sempre perseverando no caminho do amor, da humildade e da misericórdia?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 14/03/17

Liturgia Diária 14/03/17 (Terça) – Mateus 23, 1-12.

REFLEXÃO PESSOAL E COMPLEMENTADA COM A DO SAUDOSO ANTÔNIO QUEIROZ (†).

Vocês conhecem este ditado popular: “FAÇA O QUE EU FALO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”?

Pois bem, agora sabemos de onde surgiu este ditado. Possivelmente quem o criou teve contato com a Palavra de Deus. E existe uma palavra que resume muito bem este ditado: HIPOCRISIA = ato de fingir que se tenha qualidades, ideias, sentimentos, crenças e virtudes, e que na realidade, não se possui.

Jesus nos orienta de uma forma linda, dura, é verdade, mas bem esclarecedora sobre esta situação, e ele já “pega pesado” desde o início. Ele não desvia ou pega atalhos em suas palavras. Ele como exemplo, já pega o mais alto grau naquela época, os mestres da lei e os fariseus.

E Jesus cita alguns contra testemunhos dos mestres da Lei e dos fariseus, cujo procedimento era bem diferente do que diziam e da “santidade” que mostravam. Também nós, frequentemente nos apresentamos como justos, bons cidadãos e bons cristãos, sendo que, às escondidas, não somos nada disso: enganamos, mentimos etc.

Eles gostavam de ser chamados com títulos de honra e de ocupar lugares de honra nas festas e até na sinagoga. Entretanto, “Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (Tg 4, 6; Pr 3, 34). Se queremos receber as graças de Deus, precisamos ser humildes.

Se fosse nos dias de hoje, Jesus iria nos dizer que, quando o sacerdote estiver paramentado, presidindo a Santa Missa, ouça o que ele está falando, pois naquele momento ele irá nos falar o que realmente as leituras e o Evangelho deseja nos transmitir, como ponto de crescimento e orientação, espiritualidade e conversão. Naquele momento ele não deve e nem irá falar – creio eu – de coisas pessoais para atingir algo ou a alguém, pois o importante ali é a Palavra de Deus e o Cristo vivo na Eucaristia.

Jesus nos pede coerência entre o que falamos e ensinamos, e o nosso próprio procedimento. Devemos dar testemunho da verdade e da justiça, não só pelas nossas palavras, mas também pela nossa vida.

Por isso que, Jesus também continuaria nos dizendo, que logo após o sacerdote sair da Santa Missa e voltar para o mundo, não façamos aquilo que ele faz, pois, diz uma coisa no presbitério e faz outra “nas ruas”.

Mas aí muitos poderão começar a criticar e a querer julgar os nossos sacerdotes, só que devemos ter calma, pois, nem todos sacerdotes são assim, mas na verdade, muitos de nós é que somos assim. Tomemos cuidado ao julgar as atitudes dos sacerdotes nestas questões, pois, nós somos tão ou mais hipócritas do que eles.

Por várias vezes nós que somos coordenadores de pastorais, equipes administrativas, catequistas e dirigentes em nossas comunidades, colocamos objetivos ou funções, desejos e limitações em certas pessoas ou grupos, acima daquilo que eles podem ou tem condições de assumirem, mas, nós mesmo não fazemos o mesmo dando um exemplo de humildade e perseverança!

Também nas Comunidades cristãs, quantas vezes falta humildade! Por exemplo, o líder de uma pastoral sofre uma humilhação, ou é vítima de uma fofoca, pronto, desanima e quer largar tudo. Imagine se Jesus tivesse feito assim! Logo no início de sua vida pública já teria desistido, e nós receberíamos esta Vida Nova em que vivemos pelo batismo!

“Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um considere os outros como superiores a si e não cuide somente do que é seu, mas também do que é dos outros” (Fl 2, 3-4).

E ainda, existe o outro lado.

Muitas vezes cobramos atitudes destes mesmos coordenadores tentando leva-los a agir à luz do Espírito Santo, só que quando pedem a nossa ajuda ou a nossa presença, somos os primeiros a não aceitarem, ou pior, dizer que ajudaremos e nem aparecemos! Essas nossas atitudes são hipocrisia pura.

Em várias vezes dentro de nossas famílias, brigamos, discutimos e impomos aos nossos filhos certas coisas: falo com meus filhos para não fumar, mas não largo o cigarro. Falo com meus filhos para não beber, mas não consigo me divertir sem ter a bebida ou que ela seja em pouca quantidade. Falo para meus filhos serem educados ao conversarem com as outras pessoas, mas dentro de casa com eles só sei ser violento fisicamente e verbalmente.

Por vezes em nossos matrimônios posamos de bom esposo ou esposa, que temos vários anos juntos de uma feliz união, só que às costas um do outro, me entrego na pornografia, na saideira com amigos em lugares não condizentes com pais de família, ou até mesmo mantenho uma ou várias traições!

Inúmeras vezes julgamos e criticamos os nossos políticos por tanta corrupção que assola o nosso país, os nossos estados e municípios, só que somos os primeiros a dar uma “gorjeta” ao policial para não nos multar; atravessamos o sinal vermelho, estacionamos em local proibido, furamos as filas, não devolvemos o troco errado, instalamos antenas e pontos piratas de tv em nossas casas, cobramos preços abusivos em nossos comércios, pagamos propina para conseguir algo na frente de outros.

Por isso que eu disse que devemos tomar cuidado a quem nós julgamos, pois por inúmeras vezes, somos mais hipócritas do que os outros.

Que possamos deixar este ditado de lado e começarmos a utilizar este: “As palavras movem e os exemplos arrastam!” É assim que Jesus nos ensina, pois Ele nos fala o que devemos fazer e nos dá ainda o exemplo que vem Dele. Ele tem a coerência da palavra e da ação. Ele tem o verdadeiro exemplo a seguir, pois Ele fala e faz.

Para seguirmos a Cristo e levar a Sua Boa Nova ao mundo, precisamos “comer” a Palavra de Deus e digeri-La no nosso coração, a fim de que Ela seja vida na nossa vida. Para que tenhamos a certeza de que o conhecimento da Palavra que estamos vivendo é o verdadeiro caminho. É termos o discernimento à luz do Espírito Santo em reconhecer que nossas ações nos levam a viver da mesma maneira como Jesus viveu, assimilando as Suas virtudes, e gradativamente, nos conformando e convertendo à Sua pessoa.

Por inúmeras vezes, podemos errar ao transmitir a Palavra de Deus, sem ter nenhum compromisso com Ela na hora de agir. Caso isso ocorra, estaremos nós também, amarrando pesados fardos e os colocando nos ombros daqueles que nos cercam, onde estaremos exigindo algo que nós mesmos não conseguimos fazer. As nossas ações e atitudes ao pregarmos o Evangelho, devem acompanhar as palavras de Jesus, do contrário, haverá uma grande incoerência.

Jesus nos deixa bem claro para a nossa reflexão, e é nesse ponto, que devemos ser sinceros conosco, com os outros e com Deus:

— O que nós fazemos, é para sermos vistos pelos outros?

— O que nós cobramos dos outros, nós conseguimos fazer?

— As nossas atitudes, são para chamar a atenção para nós mesmos?

— Sempre desejamos estarmos em lugares de honra e nos primeiros lugares nas igrejas?

— Desejamos ser cumprimentados nas praças públicas e de sermos chamados de “mestre”?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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