Liturgia Diária 14/Jul/18

Liturgia Diária 14/07/18 (Sábado)

JESUS NOS ENVIA E NÃO NOS ENGANA
Is 6,1-8 – Sl 92(93), 1ab. 1c-2. 5 (R.1a) – Mt 10,24-33

Bom dia. Olhem, Jesus hoje nos pede algumas ações, que na maioria das vezes, nós não fazemos mesmo.

E quais seriam essas ações?

— Levar a Palavra de Deus em todos os lugares. Nós levamos a todos os lugares? Tem certeza?

— Não fofocar. Nós não fofocamos em nenhuma hipótese? Sem nenhum julgamento?

— Dizer sempre a verdade. Ai, ai, ai. Será que em todas as circunstâncias, dizemos a verdade, ou será que temos medo da consequência que ela possa trazer?

Posso dizer a vocês, pessoalmente, que estas atitudes já me proporcionaram várias situações de tristeza e desconforto. Não apenas em minha comunidade, mas em minha família também, e creio que muitos de nós já passamos também por isso.

— Quantas vezes, me acovardei diante de alguma situação que precisava defender a minha fé, a minha Igreja, a Deus, e por medo fiquei calado?

— Quantas vezes falei algo que não deveria ser dito ou revelado, e apenas pensei em passar para frente, ou para criticar aquele que errou ou apenas para jogar alguém contra o outro?

— Quantas vezes omiti a verdade “verdadeira” apenas para não constranger ou perder uma amizade, e por livre consciência, deixei de ajudar àquele que precisava?

Jesus não nos engana. Ele sabe que todo aquele que O defender será criticado e julgado, pois:

— O “MUNDO” não quer esta atitude de bondade, de fraternidade, de comunhão;

— O “MUNDO” deseja é que o individualismo seja a meta;

— O “MUNDO” quer que a família seja destruída;

— O “MUNDO” quer que a comunidade seja despedaçada pelas desavenças, ciúmes, ódios e maldades.

Jesus não nos ilude, e pede que não levemos as coisas apenas na escuridão ou ao pé de ouvido, que as coisas não sejam feitas na surdina, no apagar das luzes, pois a “palavra mal + dita” pode matar o físico e o espírito de uma pessoa.

Jesus nos orienta, que a verdade deve sempre ser revelada.

Tenho a certeza que a “verdade” é dolorida, pois, eu – não sei você – não gosto de saber que errei, e por muitas vezes, não acredito que errei e permaneço no meu erro até que não tenha um retorno feliz ou menos doloroso.

Mas, então, como posso eu, saber qual verdade deve ser dita ou revelada?

Por experiência própria, e aqueles que me conhecem sabem bem disso, não queiramos falar a verdade de “bate-pronto”, de “pronta-entrega”, “à vista”, “na bucha”; pois, em pouquíssimas vezes, a verdade dita desta forma irá realmente surtir algum efeito positivo.

Depois de muita ajuda, de muito caminhar, sofrer, refletir, orar, a melhor forma de dizer a verdade é a forma de Jesus. É a forma que a maioria das pessoas não gostam: é quando você diz a verdade olhando nos olhos, sem elevar a voz e de forma serena. As pessoas não gostam desta forma, pois elas não terão como levar a discussão para o lado da raiva, do ódio, o lado de pelo menos, não querer refletir aquilo que foi dito.

Se tenho a coragem de levar a Palavra de Deus; se tenho a ética de não fofocar; se tenho a serenidade da verdade, estarei cada vez mais perseverando no caminho do Senhor.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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Liturgia Diária 13/Jul/18

Liturgia Diária 13/07/18 (Sexta)

JESUS NOS ENVIA E NÃO NOS ENGANA
Os 14,2-10 – 50(51),3-4. 8-9. 12-13. 14.17 (R. 17b) – Mt 10,16-23

Bom dia. Meus irmãos e minhas irmãs, uma das coisas que mais me admira em Jesus, é que Ele não enganou os discípulos com relação ao que os esperava no cumprimento da sua missão, e não nos engana hoje. Quando Ele disse que quem deixasse tudo para o seguir teria cem vezes mais nesta vida e mais a vida eterna, Jesus acrescentou, COM DIREITO A PERSEGUIÇÕES. Isso me lembra da reflexão que fiz de minha vida a poucos dias atrás, onde fiz referência a isso.

— Mas, por que o cristão sofre perseguições?

— Não são pessoas de Deus ou que tentam realizar o que Ele pede?

—Não são mulheres e homens bons?

— Não são eles justos?

Meus queridos, mas, é aí que está a questão, é aí que mora o perigo!

É exatamente por serem ou tentarem ser justos e defenderem a justiça, por denunciar os injustos, é que eles poderão ser perseguidos. Um professor que conscientiza os seus alunos sobre o que realmente está por trás da realidade que os envolve; um repórter que fala sem medo, e explica quem são os culpados por tudo o que aconteceu; um padre que bota o dedo na ferida, e conta tudo o que está acontecendo, apontando os culpados; é aquele que vendo o que está acontecendo de errado em sua comunidade de fé se coloca de pé e declara que aquilo não está certo; é o marido ou a esposa que defende o ser Família mesmo que aquilo possa ferir… enfim, aqueles que denunciam os pecados, as injustiças dos poderosos, correm o grande risco de terem as suas bocas caladas de um momento para o outro. É por isso que Jesus disse: “Com direito a perseguições”.

Jesus adverte os discípulos para que tomassem cuidado: “Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.” E isso aconteceu com Estêvão. Este gigante da Igreja que morreu bravamente defendendo a palavra de Deus dita por Jesus Cristo.

— Será que teríamos tamanha coragem?

Jesus garantiu sua proteção aos discípulos, quando eles fossem entregues, quando fossem levados aos tribunais, para que não ficassem preocupados como falar ou o que dizer para se defenderem, porque naquele momento o Espírito de Deus falaria por eles.

Jesus continua advertindo os seus seguidores, a respeito do que poderia vir, pelo fato deles serem defensores da justiça, da verdade anunciada pelo Filho de Deus: “O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão.”

Prezados irmãos e irmãs. A bem da verdade, nem sempre isso acontece. Mas como o sabemos, na nossa própria família, na nossa vizinhança, na nossa comunidade, no nosso serviço, podemos ser odiados por alguns, e discriminados por defender a verdade, e combater a injustiça, as coisas erradas, os abusos causados pelo egoísmo dos nossos irmãos que não seguem os caminhos ensinados por Jesus e desejam apenas o poder, a ambição, o desejo de ser mais do que os outros.

Podem nos chamar de “o encrenqueiro”, “o que gosta de confusão”, e ou “o chato” …, e nisso eu tenho experiência. Mas olhem, sermos “o chato” não deve ser apenas dizer “está errado”, o “não concordo”, o “que está fazendo não é para o bem”, etc., ser “chato” tem que ser pautado nos ensinamentos de Jesus, olhando sempre para a comum+unidade, para a família, para o próximo. Não adianta apenas dizer “não”, se tudo for para que aconteça da forma que eu desejo. Se for assim, qual a diferença entre o “bem” e o “mal”, ou aqueles que seguem Cristo e ou seguem a si mesmo?

Em nossa própria família podemos ser criticados duramente por frequentar constantemente a missa, por dar prioridade às coisas de Deus, por procurar a perfeição, etc. Ele é o dono da verdade, é o perfeito, e até pode acontecer de um filho seguir outra religião só para contrariar o pai.

“Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo”.

Esta é a nossa esperança: Primeiro, de saber que o Espírito Santo Paráclito, o defensor, nosso advogado é que nos defenderá, é Ele que falará através da nossa boca na hora do aperto, e a certeza de que se preservarmos firmes na fé até o fim, seremos salvos.

Mas olhem, nós, nunca seremos dignos disso, nunca mereceremos a salvação, porém, Deus é paciente conosco, com os nossos vícios, com os nossos pecados. Ele espera pacientemente a nossa conversão. Ele nos disponibiliza e proporciona tudo o que o que necessitamos para a nossa salvação. Mais para isso é importante o nosso esforço. Precisamos fazer a nossa parte, pois, para Deus, nada é impossível.

Meus amigos e amigas, todos nós somos incentivados a viver o nosso dia-a-dia como ovelhas que escutam o Pastor e põem em prática os seus ensinamentos por onde nós formos.

Jesus enviou os Seus discípulos, como Ele nos envia hoje em missão e nos dá instruções: “não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer” e “naquele momento vos será indicado o que deveis dizer”!

O Espírito Santo é quem faz a Sua obra em nós: fé, prudência, simplicidade, discernimento, firmeza, sabedoria, convicção e principalmente perseverança! Ser “prudentes como as serpentes e simples como as pombas”, significa que não devemos ser alienados, passivos, confiantes demais, nem tampouco arrogantes, cheios de soberba e de sabedoria humana.

Na nossa caminhada humana, iremos encontrar várias pessoas que tentarão de alguma forma, nos fazer desistir de lutar e irão querer nos intimidar. Como humanos que somos, fracos e pecadores, nós temos a tendência de desanimar diante das situações adversas e de dificuldades, principalmente quando se trata das “coisas de Deus”. Ou será que estou mentindo ou inventando?

Creio que não, pois, tudo nos desestimula e ficamos, às vezes, parados sem saber o que fazer ou o que dizer. Porém, Jesus nos adverte e nos prepara: “mas quem perseverar até o fim esse será salvo” e, também: “mas o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós”.

Jesus já nos deu a maior arma para que possamos enfrentar “os lobos” no meio da trilha que caminhamos. Nós buscamos a santidade e o Espírito Santo é quem nos educa e nos ensina, nos prepara e nos conduz para que possamos perseverar até o fim. Vinde, pois, Espírito Santo de Deus! Jesus nos oferece salvação e nos chama à conversão, mas para isso, temos que enfrentar os lobos.

Mas para você hoje, quem ou o que são seus lobos?

Quais os desafios que lhes são impostos e que estão fazendo com que você desista?

O esposo ou a esposa? Aquele “amigo”? Aquele que está com você em sua pastoral? Aquele que trabalha na mesma seção? Será que não sou eu? Quem sabe se não é o seu orgulho? Sua ganância por poder? A sua autossuficiência? A sua ira? O medo de falar e de ser contrariado? O receio de estar errado?

Estes e tantos outros são os nossos lobos, os nossos desafios de nossa vida, mas que devemos todos os dias, buscar a Cristo, sem descansar, pois, a salvação de Jesus é para hoje!

E por último, deixo uma pergunta:

— Será que estamos defendendo a justiça e a verdade de Cristo ou estamos defendendo a verdade e a justiça que é minha? Reflita!

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Liturgia Diária 12/Jul/18

Liturgia Diária 12/07/18 (Quinta)

IDE E PROCLAMAI QUE O REINO DO CÉU ESTÁ PERTO. MAS, QUAL TEM SIDO A NOSSA ATITUDE?
Os 11,1-4.8c-9 – Sl 79(80),2ac.3b. 15-16 (4b) – Mt 10,7-15

Bom dia. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios”.

O Evangelho de hoje, Jesus nos dá a missão de anunciar o Seu Reino, de anunciar a Boa Nova. Mas para fazermos isso, primeiramente devemos acreditar em Jesus, sendo Ele o nosso Salvador.

— Mas Flávio, isso nós cremos.

— Verdade, muitos de nós cremos em Jesus, mas, será que somos verdadeiros cristãos?

— Ou pelo menos, estamos tentando ser?

Vamos observar as falas de Jesus e vamos refletir um pouco o nosso agir. Pode ser?

 

— “De graça recebestes, de graça deveis dar”!

Quando faço algo de bom na minha família, ou realizo alguma obra boa em minha comunidade, ou evangelizo no meu serviço, o que – seja sincero – espero das outras pessoas?

Será que apenas um “obrigado”, um “sorriso”, um “aperto de mão” me satisfaz?

Ou será que quero algo a mais?!

Será que apenas eu, saber o que fiz de bom, já não seria suficiente?

 

— “Não leveis ouro, nem prata, …”

Quando estou tentando ajudar a mim ou alguém da minha família, ou realizando algo em minha pastoral, ou exercendo a minha missão no meu trabalho, o que é que estou levando em meu coração?

O que é que vem em primeiro lugar?

Estou dando mais importância nos meus bens, nos meus conhecimentos, no meu bem-estar, ou estou colocando em primeiro lugar a missão que Jesus me deu?

O que é que chega primeiro ao coração do outro?

 

— “Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes… saudai-a…”

Quando estou querendo levar a Palavra de Deus, aquilo que recebi de graça, independentemente de onde seja, minha casa, meus parentes, meus amigos, minha comunidade, meu trabalho, na rua, como é que estou “saudando” estes a quem desejo mostrar um pouco das bênçãos recebidas de Deus?

Será que a Palavra de Deus não está sendo bem recebida, porque eu, exatamente eu, não estou sendo um verdadeiro exemplo de cristão?

 

E se lermos ainda, a continuação no próximo versículo, poderemos ver:

 

— “Sacudi a poeira dos vossos pés”.

Será que não seria incoerência de Jesus nos pedir para sacudir a poeira de nossos pés àqueles que não querem receber a Boa Nova, e, em outro texto – a ovelha perdida – que vamos nós procurá-la a qualquer preço?

Temos que sermos coerentes e sabermos refletir a Palavra de Deus?

Devemos sim, tentar resgatar a todos àqueles que desejam a conversão, àqueles que desejam nascer novamente em Cristo, mas como o próprio Deus nos ensina, que não devemos forçar a ninguém a aceitá-Lo e a segui-Lo, isso deve ser opção de cada um.

É exatamente por isso, que Jesus nos orienta que, caso alguém não aceite a Palavra de Deus em sua vida, que possamos sacudir a poeira e irmos novamente em missão, pois, “ali próximo” de nós, pode haver alguém que está precisando e esteja querendo esta conversão.

Jesus me deu uma missão, que é levar, refletir e contagiar a todos que me cercam com a Glória de seu nome. Todas as vezes que me aproximar da minha esposa, do meu filho, dos meus irmãos, dos meus amigos ou dos meus vizinhos e conseguir levar a eles este novo caminho, que se chama Jesus, estarei ali, naquele momento, cumprindo o Evangelho.

A minha recompensa será sem dúvida a Paz de Jesus em minha vida, e que vai se tornar o sinal de que o Reino de Deus está acontecendo diante dos nossos olhos, no meio de nós.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor. Confie em Deus!

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Liturgia Diária 11/Jul/18

Liturgia Diária 11/07/18 (Quarta)

JESUS NOS CHAMA PELO NOSSO NOME, COMO FIZESTE COM OS APÓSTOLOS. VAI DIZER NÃO?
Os 10,1-3.7-8.12 – Sl 104 (105),2-3. 4-5. 6-7 (R. 4b) – Mt 10,1-7

Bom dia. O texto do Evangelho de hoje (Mt 10, 1-7), nos mostra que Jesus gostava e gosta de nos chamar pelo nosso “NOME”. Ele gosta assim, pois acredita que possamos realizar a sua missão, e nada mais pessoal, íntimo e amigo, do que chamar o outro pelo seu próprio nome.

É verdade, que Jesus “mudou” o nome de Simão, mas não com um termo pejorativo e nem depreciativo, mas mudou o seu nome para algo que o representasse verdadeiramente nos objetivos de Deus e da Sua missão.

Jesus quis que participássemos junto à Ele neste trabalho missionário, e por isso, nos chamou, pelo nosso nome, para caminharmos juntos.

Ou será que fomos obrigados a trabalhar na messe do Senhor?

O Evangelho nos mostra – e é isso que eu acho lindo na Bíblia – que não devemos esconder os nossos erros, os nossos defeitos, pois, se fosse para ser assim, os autores dos Evangelhos poderiam simplesmente ter dito que Judas Iscariotes foi apenas o traidor, e poderiam ter ocultado que ele foi apóstolo de Jesus.

Não! Não são com mentiras e ocultações da verdade que deve ser o caminho do cristão. A verdade deve prevalecer sempre.

Mas Jesus não poderia ter escolhido melhor?

Não poderia ter escolhido alguém mais preparado?

Jesus escolheu os melhores para a sua missão, com certeza. Pois o que mais importa na missão de Jesus é ter o coração aberto às coisas de Deus, saber que se é pecador e ter a humildade em reconhecer que somos pequenos diante da missão, mas que não iremos desistir apesar da messe ser grande, pois Jesus me chamou pelo meu nome:

“Flávio, vem e siga-me”.

“………, vem e siga-me”.

Já que o nosso nome é tão importante para Jesus, pergunto:

— Quando o meu nome, Flávio, é falado em reuniões da minha família, como é que sou lembrado ou pensado pelos meus familiares? E quando é o seu nome, ………, como é que é lembrado?

— Quando o meu nome, Flávio, é falado na minha comunidade de fé, nas pastorais, nos encontros, como é que sou lembrado ou pensado pelos meus irmãos? E quando é o seu nome, ………, como é que é lembrado?

— Quando o meu nome, Flávio, é falado no meu serviço, como é que sou lembrado ou pensado pelos meus companheiros ou pelo meu patrão, meu chefe? E quando é o seu nome, ………, como é que é lembrado?

Diante do mundo, não somos nada, mas diante de Deus, somos tudo.

Jesus nos chama hoje, pelo nosso nome, para levarmos a nossa missão de Família a todo momento, em todo lugar, para que juntos a Ele, possamos fortalecer ainda mais a nossa Igreja Doméstica nas Palavras do Senhor.

Jesus nos chama hoje, pelo nosso nome, para prosseguirmos em sua missão de evangelizar e levar a Boa-Nova, por isso, não tenhamos medo ou temor quando Deus pede a nossa colaboração nas atividades de nossa paróquia.

Jesus nos chama hoje, pelo nosso nome, para em nosso meio de trabalho, podermos ser ponte de ligação entre Deus e o mundo, com nossas palavras e nossas ações.

Então fica para mim hoje:

— Para Deus, para a minha família, para a minha Igreja, para o meu trabalho, para você que está lendo esta reflexão agora, o que significa o meu nome “FLÁVIO”?

E fica para você hoje:

— Para Deus, para a sua família, para mim, para a Igreja, para o seu trabalho, para você mesmo, o que significa o seu nome “……….”?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Liturgia Diária 10/Jul/18

Liturgia Diária 10/07/18 (Terça)

A MINHA MESSE DEPENDE DE COMO RECEBO E VIVO COM JESUS
Os 8,4-7.11-13 – Sl 113B(115),3-4. 5-6. 7ab-8. 9-10 (9a) – Mt 9,32-38

Bom dia. Diante o Evangelho de hoje (Mt 9, 32-38), qual a nossa vontade diante do chamado à “messe” que nos é apresentada ou no primeiro momento de turbulência que ocorrer?

Naturalmente, me parece, que a nossa atitude é sempre de tentar recuar, desistir, achar desculpas que abone as minhas justificativas. Não sei você minha amiga e meu amigo, mas acredito, que deva acontecer isso muito, com muitos de nós.

Vejamos se algumas destas atitudes não fazem parte intrínsecas em nós:

— Se tenho um problema na minha família, não quero resolver, pois tenho medo que a verdade cause um desconforto com meus familiares.

— Se tenho na minha casa algo que meu cônjuge está fazendo de errado e está prejudicando o nosso lar, eu me calo para que nós não discutamos e deixo o problema para lá.

— Se tenho um problema na minha pastoral, não adianta resolver, pois eu nunca sou ouvido e sempre só o outro que manda, e caso eu queira falar algo poderei perder a amizade daquela pessoa.

— Se tenho um problema na minha comunidade paroquial onde estou vendo que pessoas estão manipulando outras e até mesmo os coordenadores e o sacerdote da minha Igreja, mas eu vou deixar para lá, pois, senão eles vão jogar os seus amigos contra a minha pessoa e poderei até ser afastado daquilo que amo fazer para Jesus.

— Se tenho um problema no meu serviço, não sou eu que tenho que resolver, e caso eu fale demais, posso até perder o emprego ou ficar marcado com o chefe.

Poderia ficar aqui, dando além destas, várias outras desculpas para que deixe de fazer a coisa certa, aquilo que vai ajudar à outras pessoas e que de uma forma ou de outra poderá me fortalecer ainda mais para permanecer na caminhada, de família, de Igreja, de comunidade. Desculpas, não nos faltam.

Mas, a maior desculpa que sempre damos a toda “messe” que somos chamados a trilhar, são sempre as outras pessoas que estarão ou poderão estar lá.

— Eu não gosto daquela pessoa porquê ela: me magoou; é falsa; arrogante; caluniadora; traíra; mentirosa, etc., e por aí vai.

Nós estamos sempre dando muita importância naquela pessoa que nos incomoda, mais até mesmo, do que as próprias dificuldades que cada “messe”, que cada trabalho possui.

Mas aí, vem Jesus, nos dando um “tapa com luva de pelica” e nos mostra, mais uma vez, que o verdadeiro caminho da conversão é continuar a fazer o bem, a fazer o que é correto, continuar a realizar a obra de Deus, e quem sabe, possamos fazer assim:

— em minha família, tentando resolver todos os problemas, tentando levar o amor entre todos nós;

— é continuar tentando a ser ouvido e resolver os problemas nas pastorais para que haja mais união e amor fraterno, e assim, que isso seja explícito a todos de nossa comunidade;

— é tentar sanar os problemas no meu serviço para que todos possam ter um local melhor para trabalhar e ganharmos o nosso sustento.

Jesus fazia o que era correto, ajudava as outras pessoas sendo ou não de Israel. As pessoas falavam D’ele, sempre o caluniando, tentando difama-Lo, tentando culpa-Lo por algo que não era verdade. Isso acontecia por medo, por inveja, por incompetência, por falta de fé, por falta de amor, por falta de realmente seguir o que Deus sempre nos pediu. E nem por isso, Jesus desistiu de sua “messe”. Ele permaneceu sempre firme, sempre em oração, sempre trabalhando e levando a Sua Boa Nova para nos salvar de nossos pecados.

— E o que seria de nós, se Jesus desistisse da sua “messe”?

Eu sempre tento me policiar e refletir bastante sobre as minhas palavras e ações para ver se eu não estou sendo ou me tornando àquelas pessoas a quem eu tanto faço críticas e não gosto, pois, infelizmente, em várias situações já me vi, me tornando uma delas. Eu estava me transformando naquilo que eu não gosto. Eu estava com os meus demônios.

Mas, Jesus é Jesus, não é mesmo?!

E nem por isso vou desistir, pelo contrário, hoje, ainda mais:

— Não tentarei fazer, eu farei e faço respeitando aos outros;

— Não tentarei falar, eu falarei e falo duro, mas com carinho;

— Não tentarei ser correto, eu serei e sou, mas, também sou aberto a correção fraterna;

— Não tentarei amar a todos, amarei e amo, pois, se não o fizer, estarei sendo apenas como os fariseus.

Se lermos o último versículo deste Evangelho de hoje, vamos poder observar, que além de Jesus não desistir da sua “messe”, Ele nos diz que não quer fazer isso sozinho, que Ele precisa de nós para continuarmos a sua missão em levar a Boa Nova.

Jesus nos mostra que sermos humildes é reconhecer que precisamos dos outros, não para sermos dependentes, mas para caminharmos juntos, para termos uma mesma direção, termos um mesmo objetivo. Opiniões e desejos todos nós temos, mas para saber se é correto ou não, é só perguntar para mim mesmo se o que estou falando ou fazendo é o que desejo que a outra pessoa fale ou faça para mim.

Jesus não se importava com estas pessoas, pois, para Ele, o que importa, é a colheita de frutos bons.

Hoje, eu tenho certeza, quero me tornar este “fruto bom”, de pouco em pouco, dia-a-dia, pois para conseguir expulsar os meus demônios que me atormentam, é permanecer firme da messe do Senhor. A minha conversão deve ser feita a cada dia, a cada manhã, a cada hora, a cada minuto, a cada momento de minha vida.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Liturgia Diária 09/Jul/18

Liturgia Diária 09/07/18 (Segunda)

A CURA PELA FÉ, É VIDA EM JESUS
Os 2,16.17b-18.21-22 – Sl 144(145),2-3. 4-5. 6-7. 8-9 (R. 8a) – Mt 9,18-26

Bom dia. O Evangelho de hoje, narra dois milagres realizados por Jesus. Duas demonstrações de poder daquele que é o próprio Deus, sob a forma humana.

Muitas vezes, nós pedimos uma graça a Deus e nada acontece.

Isso é porque pedimos com os lábios, pedimos ser crer, que para Deus tudo é possível. É a nossa Fé que faz com que alcancemos os milagres que pedimos.

Também pode acontecer que pedimos um milagre para testar o poder de Deus.

Pode estar certo de que esse milagre não irá acontecer. Jesus não fez milagres quando foi desafiado.

Também pode acontecer que pedimos em nossas orações, mas que não esteja de acordo com o Plano de Deus.

Um ente querido adoece ou sofre um acidente, e logicamente, iremos pedir a Deus a melhora da saúde para este nosso querido amigo e ou parente. Mas pode acontecer de que percamos a presença deste ente querido no meio de nós. Não se revolte contra Deus. Por que diariamente nós rezamos:

“Pai Nosso … seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu”.

Peçamos a Deus as graças que necessitamos, mas devemos ter a consciência der que quando fazemos as nossas orações com a frase que o próprio Cristo fez no Getsêmani:

“Contudo, oh Pai, seja feita a vossa vontade!”

— Quantos por aí zombam das velhinhas que vão à missa todos os dias?

— Quantos têm medo de pronunciar o nome de Jesus ou de Deus, pois os demais na empresa podem zombar deles?

Pois na empresa, o que prevalece, é a visão de negócios, é a habilidade em ganhar dinheiro. Deus para muitos, é uma realidade do Passado.

Caríssimos amigos e amigas, não tenhamos receio de nos apresentar como cristãos de fé onde quer que estejamos. Negar a nossa fé, negar a Jesus é falta muito grave! Isso pode ocasionar a nossa condenação!

Lembremos do que Jesus disse:

“Aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante do Pai. E aqueles que me negarem diante dos homens eu também o negarei diante do Pai”.

Minhas irmãs, meus irmãos, que a nossa fé nos salve hoje e sempre de tudo aquilo que nos afasta de Deus, de todo o nosso sofrimento, contudo, seja feita a vontade do Pai, que pode estar permitindo que passemos por alguma provação para o nosso próprio bem, para o perdão dos nossos pecados e para a nossa purificação.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

Liturgia Diária 08/Jul/18

Liturgia Diária 08/07/18 (Domingo)

O PROFETA NÃO É BEM ACEITO EM SUA TERRA! E NÓS, ACEITAMOS?
Ez 2,2-5 – Sl 122(123),1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd) – 2Cor 12,7-10 – Mc 6,1-6

Bom dia. No evangelho que iremos refletir deste domingo (Mc 6, 1-6), o povo estava admirado com a sabedoria de Jesus, pois, Ele não cursou nenhuma “faculdade”, e, no entanto, sabia tudo sobre tudo.

Neste episódio da vida de Jesus, ele fez uma visita a sua terra natal, a vila de Nazaré, onde passou sua infância, um vilarejo sem importância política nem econômica. Era realmente, um lugar humilde.

Como de costume, Jesus vai a Sinagoga, faz a leitura das escrituras e em seguida fez um excelente comentário, uma excelente homilia ou como queira, um belo sermão. E todos ficaram de boca aberta, admirados com a sabedoria de Jesus, principalmente por Ele ser apenas o filho do carpinteiro, e, portanto, dentro da lógica humana, não teria condições de falar daquele jeito, demonstrando uma sabedoria excepcional.

Todos ali sabiam que Jesus não teria estudado as escrituras, muito menos ter feito nenhum curso aprofundado como os doutores da Lei. Mal sabiam eles que Jesus era o próprio Filho de Deus feito homem, e por isso, sabia de tudo.

Muitos ficaram admirados com a sabedoria de Jesus, principalmente os fariseus e doutores da Lei, pois não podiam se conformar com o que estavam presenciando. Ninguém poderia saber mais do que eles! E dessa forma, Jesus estava incomodando muito, pois sendo o próprio Deus, Ele sabia tudo.

Jesus, apesar de não ser aceito e autorizado pelos líderes judaicos, os quais o consideravam um impostor, continuava a fazer o seu trabalho pelos ensinamentos da verdade.

Os ensinamentos de Jesus não conferiam com os ensinamentos dos mestres judaicos, e pelo contrário, volta e meia Jesus rebatia aquela prática injusta da Lei de Moisés, vivida pela elite religiosa. Muitos daquele lugar, por causa disso já começavam a olhar Jesus com outros olhos, e foi aí que o Filho de Deus se proclamou Profeta, dizendo: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.

As pessoas ali presentes na Sinagoga não se conformavam. E perguntaram: Este homem não é o filho do carpinteiro, filho de Maria?

Podemos até querer julgar a atitude do povo de Nazaré, ainda mais, por conhecer Jesus desde quando era criança, mas, devemos conter o nosso ímpeto de julgamento, pois, sejamos sinceros, no nosso meio também não acontecem coisas parecidas?

Quando um jovem bem-nascido, da classe média ou mesmo da alta, se manifesta com um excelente desempenho, todos do seu nível e abaixo, não acham isso normal?

Porém, se um “pobre financeiramente” esforçado, após muito tempo de estudo, fizer uma demonstração de competência, de sabedoria, uma proeza, todos também não vão questionar?

E muitos de nós poderiam responder:

— Ei, o que é isso, quem ele pensa que é?

— Ele não é apenas aquele rapaz que mora na favela?

— Não é o filho daquele que por não ter diploma, só faz um bico aqui ou ali?

— No nosso meio também não acontece em nossas famílias, quando um de nós resolve se converter à Boa Nova de Jesus, se arrepende de seus pecados, pede perdão e perdoa a quem o magoou, e sempre tenta levar a Palavra de Deus a todos, os da sua própria família, e eles não aceitam ou não acreditam que essa pessoa possa ter mudado?

— Onde é mais fácil, ouvir o que o vizinho, o jornal, a internet tem a falar, ou que dar ouvidos a ele?

— No nosso meio, também não acontece em nossas comunidades, quando aparece um fiel disposto a ajudar as pastorais, tentando dar uma dinâmica diferente, mas, por não possuir cursos e formações como tantos outros possuem, ou por, apenas ter chegado na paróquia agora, diferente de tantos outros que já estão ali há muito tempo, esse “novo” fiel, não é aceito e nem lhe é dado a devida oportunidade?

— Quantas vezes as nossas palavras e as nossas ações não são aceitas pelos seus familiares, amigos, pela pastoral que participa, mas inversamente proporcional, essas mesmas palavras e ações são observadas, refletidas e admiradas por pessoas de outras famílias, de outras pastorais, de outras comunidades?

Caríssimos irmãos e irmãs, não fiquemos tristes, nem desapontados quando tentarmos semear a palavra de Deus em nossa família ou comunidade e aí encontrar a maior resistência que se manifestará através de chacota, risos, e um ar de quem está pensando: “Olha só quem está falando isso”.

Em nossas famílias e em nossas comunidades, o mesmo pode ocorrer, e em vez de fazermos desabrochar novos valores paternais e responsáveis e ou, lideranças pastorais sadias, preocupadas verdadeiramente com o amor de Deus e preocupação em ajudar ao próximo física e principalmente, espiritualmente, estejamos talvez, manifestando descrédito por aqueles que fazem alguma coisa, sufocando dons e carismas do próximo, que tem algo a oferecer…

Se isso, realmente acontecer, não ligue, e pense em Jesus, aquele que tem todo o poder no Céu e na Terra, mais que foi ignorado em sua cidadezinha natal, pelos amigos e familiares.

Infelizmente, isso é mais normal e corriqueiro do que imaginamos ou que gostaríamos, mas, que possamos fazer como Jesus, que possamos continuar e nunca desanimar de levar a sua Boa Nova de amor e misericórdia, e persistamos em ser um bom cristão em nossa família e em nossa comunidade, ou onde os caminhos do Senhor nos levar.

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.