Liturgia Diária 18/02/17

Liturgia Diária 18/02/17 (Sábado) – Marcos 9, 2-13.

Bom dia. Ó Pai, como seria bom, se diante dos problemas que aparecem na minha vida, eu pudesse, realmente, agir como Jesus (feito homem), e não como Pedro, João e Tiago agiram. Vou tentar explicar um pouco melhor…

Mas antes de entrarmos de frente em nossa reflexão, devemos ter em nosso entendimento que, uma tônica em Jesus, é que Ele sempre, mas sempre mesmo, quando algo pode lhe tirar o rumo de sua missão, Ele, em sua humildade e fé no Pai, vai a um lugar esmo, afastado, normalmente um monte ou uma montanha, e ali, prostrando-se, abre o seu coração e despoja-se de todas as fraquezas, medos e dúvidas. Pois bem, …

ESTE É O PRIMEIRO PONTO.

Quem dera se quando eu me visse sendo direcionado por outros ou eu mesmo me inclinando para um caminho do pecado ou em dúvida sobre algo, em vez de enfrentar ou subestimar o problema, eu me abrisse primeiramente ao Senhor e pedisse uma luz e uma orientação. Infelizmente, tanto eu como a maioria de nós, só procuramos Deus depois que o problema já foi criado, gerou raízes profundas e aí fica difícil de arrancá-lo de nossa vida. Jesus não agia assim, pois quando os problemas apareciam, Ele sempre procurava a orientação de seu Pai. Vejamos:

— quando o elogiavam demais, Ele orava para que a soberba e o ego não tomassem conta de seu ser;

— quando o medo era demais, Ele orava para que a covardia e a insegurança não fossem maiores; etc.,

e quantos outros sentimentos Jesus teve, mas, sempre procurava a orientação do Pai!

E nós, o que fazemos diante desses sentimentos e situações? A quem procuramos? Ou pior, nós nos escondemos?

O SEGUNDO PONTO.

Jesus chamou seus “melhores” amigos para acompanha-lo, como também no Getsêmani, na noite em que será traído. Por coincidência, ou não, nos dois episódios, os três não conseguiram ficar acordados e permanecerem juntos à Jesus durante as orações.

— E quantas vezes os nossos “amigos” não conseguem também ficar junto de nós quando precisamos?

— E quantas vezes, nós que somos “amigos”, não conseguimos estar ao lado daqueles que precisam?

— Será que podemos julgar a atitude dos discípulos e de nossos amigos, antes de refletir sobre a nossa própria atitude?

O TERCEIRO PONTO.

Mesmo com as falhas de seus amigos, Jesus não deixou de estar com eles. Por isso acredito, que os “verdadeiros amigos” são uma das dádivas de Deus em nossas vidas, pois, mais ausentes e ou imperfeitos que somos, a amizade é um dos primeiros passos em aceitar que precisamos uns dos outros para estarmos mais próximos de Deus. Eis um grande motivo pelo qual devemos saber e reconhecer quem são nossos “verdadeiros amigos”.

— Os nossos verdadeiros amigos, não são aqueles que nos protegem da verdade por doer demais, e nos falam apenas mentiras para amenizar a situação, mas, os verdadeiros amigos são aqueles que, apesar da dor que a verdade pode causar, mesmo correndo o risco de se afastarem de nós, não deixarão de ser nossos amigos e nos dirão a verdade que precisa ser dita.

O QUARTO PONTO.

Quando os amigos acordaram, viram Jesus conversando com Moisés e Elias. Nesta conversa, Moisés está representando toda a Lei de Deus, e Elias toda a profecia, e Jesus aquele que irá sintetizar e cumprir tudo aquilo que é da vontade de Deus. Cabe a mim e a todos nós, neste momento, termos nossa fé alicerçada e orientada em Jesus, pois com a sua transfiguração, foi mostrado verdadeiramente o que nos espera na vida eterna, algo de tanta beleza, que a simples luminosidade do nosso ser, verdadeiramente convertidos no amor de Deus, cegam àqueles que se encontram nas trevas.

— Mas será, que estamos sendo luz na vida de nossos irmãos?

O QUINTO PONTO.

Pedro diz a Jesus para que se faça três tendas:

— uma para Moisés (a Lei),

— uma para Elias (a Profecia),

— uma para Jesus (o Messias),

mas como Pedro não sabia o que estava pedindo, tudo sumiu em uma nuvem, e de lá veio a voz de Deus dizendo, “que aquele que ali estava, era o Seu Filho, e que a Ele deveria ouvir”.

— Quantas vezes nós temos a mesma atitude de Pedro?

Aí algum pode me perguntar: como assim Flávio, qual a atitude de Pedro que nós sempre temos?

Pois bem, reflitam comigo:

— Qual deve ter sido a sensação de Pedro, de Tiago e de João naquela montanha?

— O que eles devem ter sentido ao ver ali, na sua frente, Moisés, Elias e Jesus transfigurado em todo o seu esplendor?

Se fosse eu, teria a mesma atitude de Pedro! Eu queria é ficar na “boa”, diante da felicidade e do amor, na tranquilidade. Eu não quero mais ficar na “labuta” do dia-a-dia, eu quero é descanso.

— E não é esse o nosso desejo quando vencemos ou conquistamos algo?

— Seja sincero, não é assim que nós fazemos?

O SEXTO PONTO.

Depois, Jesus apareceu sozinho e os discípulos ficaram em silêncio, revelando este acontecimento apenas após a ressurreição de Cristo. Neste momento, Cristo nos mostra que após a nossa vitória ou a nossa conquista, depois do nosso sentimento de felicidade, o nosso trabalho e o nosso caminhar nas coisas de Deus não devem cessar. É nesse momento que devemos descer a montanha e colocar-nos novamente a caminho, sendo agora exemplo de como podemos chegar um pouco mais perto de Deus, mostrando com a nossa própria experiência, com o nosso testemunho, sermos um pouco de luz àqueles que estão ao nosso redor. Temos a missão de revelar aos outros, que apesar da dificuldade da montanha que acabamos de subir, é possível ajudar aos outros a subirem também as suas. É necessário sermos humildes e pedir a ajuda dos nossos amigos e a orientação de Deus, em tudo o que acontece em nossa vida.

E pegando principalmente como exemplo os três trabalhos que mais realizo e gosto de fazer na minha comunidade, mas que também serve para as outras pastorais e serviços, gostaria que fôssemos sinceros, conosco mesmo:

— Após vivenciarmos o ECC, onde estamos vislumbrados com as coisas que Deus faz na vida dos outros e reconhecendo que faz na nossa também, qual a atitude que tenho quando sou chamado para assumir uma coordenação ou a Equipe Dirigente, fico no alto da montanha apenas vislumbrando a bela vista ou desço a montanha e assumo a minha responsabilidade diante do convite de Jesus?

— Após vivenciarmos o EJC, onde que cheios de orações, sorriso e choro, espiritualidade e reflexão, somos chamados a levar esta alegria aos outros jovens e famílias, mas, sinceramente, estamos realizando isso de coração aberto, sendo luz na vida de nossa comunidade?

— Após vivenciarmos a formação dos MESC, onde acolhemos o chamado de Deus, para com simplicidade e humildade, sermos àqueles a levarem o próprio Cristo transubstanciado aos que mais necessitam de ajuda, como uma palavra, com um abraço, com apenas um sorriso, estamos nós, verdadeiramente, dispostos a nos entregar nos caminhos que nos levam aos nossos irmãos enfermos, doando o nosso tempo, o nosso amor, o nosso corpo e espírito, ou desejamos apenas ficar no alto da montanha sem queremos descer?

— E o que você pode dizer sobre a sua missão? Que ficar onde está ou onde Cristo quer te levar?

O SÉTIMO PONTO.

Fica apenas, as perguntas:

— Estou tendo a perseverança de subir a montanha da minha vida, passar pelas pedras, e tentar alcançar o alto, ou já desisti?

— Estou conseguindo discernir tudo aquilo que já consegui de vitórias e aprendendo com as minhas derrotas na subida da montanha da minha vida?

— Estou disposto em deixar a minha comodidade e me colocar montanha abaixo e ajudar aquele que precisa?

Deus abençoe você! FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Um abraço fraterno, e que tenhamos um abençoado dia na graça do Senhor.

Humildemente, seu irmão na Fé, Flávio Eduardo.

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